A Zona Livre Tecnológica (ZLT) de Energias Renováveis de Abrantes passou hoje a ter existência legal, após a publicação em Diário da República da portaria que aprova a sua criação e define os respetivos requisitos. O ato marca a formalização de uma infraestrutura considerada estratégica para o concelho de Abrantes e para toda a região do Médio Tejo.
A nova ZLT constitui-se como um espaço dedicado à investigação, desenvolvimento, demonstração e teste em ambiente real de tecnologias, produtos, serviços e modelos inovadores ligados à produção, armazenamento e autoconsumo de energia renovável. O projeto está diretamente associado ao processo de transição energética e descarbonização do antigo complexo termoelétrico do Pego, cuja reconversão tem sido apontada como uma das prioridades regionais.
A publicação da portaria representa, segundo o município, um passo decisivo para consolidar o território como referência nacional no domínio da inovação energética. A ZLT deverá criar condições para atrair projetos, talento, investimento e novas parcerias, contribuindo para reforçar a competitividade do Médio Tejo.
Para a região, a entrada em vigor da ZLT abre uma oportunidade de grande alcance, ao permitir o desenvolvimento de novas dinâmicas empresariais, científicas e institucionais. A infraestrutura pretende ainda fortalecer a articulação entre entidades públicas, sistema científico e tecido económico, posicionando o território como espaço de teste, validação e aceleração de soluções inovadoras no setor das energias renováveis.
Mais do que um instrumento legal, a criação oficial da ZLT de Abrantes é apresentada como o início de um novo ciclo orientado para a inovação, a sustentabilidade e a afirmação do Médio Tejo como protagonista na construção das soluções energéticas do futuro.
















