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O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo emitiu na noite desta segunda‑feira, 2 de fevereiro, um novo aviso à população, alertando para a subida dos caudais no rio Tejo e nos seus afluentes. Os níveis hidrométricos mantêm‑se elevados e com oscilações, enquanto no rio Sorraia se registou nova subida ao longo do dia.

A situação tem provocado o corte de dezenas de vias em vários municípios da Lezíria do Tejo e Médio Tejo. Em Coruche, continuam submersos acessos como o desvio à Ponte da Escusa, a passagem de Entre‑Águas e várias ligações entre estradas nacionais. O tabuleiro da antiga Ponte da Escusa sofreu abatimento e há galgamentos do Sorraia em zonas de menor cota.

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Em Salvaterra de Magos, permanecem intransitáveis a Estrada do Paul, troços entre Marinhais e Foros de Salvaterra e várias vias locais. No Cartaxo, continuam submersas a EN 114‑2, a EN 3‑2 entre Reguengo e Valada e a Rua Prof. Fernando Jaime Soares da Costa, que dá acesso à A1.

O concelho de Santarém regista igualmente múltiplas ocorrências, incluindo submersão de pontes, estradas municipais, acessos a Alfange e à Quinta da Califórnia, bem como o cais da Ribeira de Santarém. Na Golegã, vários campos agrícolas estão inundados e a ponte da EM572 mantém risco de colapso.

Em Rio Maior, dezenas de estradas municipais e locais permanecem cortadas devido a inundações, afetando localidades como São João da Ribeira, Assentiz, Moçarria, Malaqueijo e Arruda dos Pisões. A situação repete‑se em Chamusca, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Almeirim, Abrantes, Constância, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha, Sardoal e Alcanena, onde continuam submersas estradas, parques de estacionamento, cais fluviais e zonas ribeirinhas.

A Proteção Civil alerta para a possibilidade de novas inundações urbanas, cheias rápidas, instabilidade de taludes e formação de lençóis de água, agravadas pela manutenção de caudais elevados devido às descargas das barragens da bacia do Tejo.

As autoridades recomendam a retirada de equipamentos e viaturas de zonas inundáveis, a salvaguarda de animais, a não travessia de vias alagadas e a necessidade de acompanhar permanentemente a informação oficial. O dispositivo regional e sub‑regional continuará a monitorizar a situação em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente, EDP Produção e serviços municipais.

Novos comunicados serão emitidos sempre que necessário.

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