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A Ponte Isidro dos Reis, conhecida como Ponte da Chamusca, encontra‑se encerrada por tempo indeterminado depois de técnicos da Infraestruturas de Portugal (IP) terem detetado sinais de instabilidade num talude de aterro junto à EN243, no troço que liga a Golegã à Chamusca.

A situação foi identificada na manhã desta quarta‑feira, após uma visita conjunta de equipas da IP e da Agência Portuguesa do Ambiente, realizada precisamente para avaliar a segurança da encosta afetada. Segundo informação transmitida ao Município da Golegã, a IP confirma que foi detetada “instabilidade num talude de aterro localizado ao km 46+950, no sentido Golegã–Chamusca”.

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Como medida de prevenção, foi implementado um corte total da circulação rodoviária entre o km 43+500 (Rotunda do Cavalo, na Golegã) e o km 47+800 (entroncamento com a EN118), afetando diretamente os dois concelhos. A interdição entrou em vigor às 23h20 de terça‑feira e está devidamente sinalizada no local. Para já, não existe previsão para a reabertura da via.

Golegã recorda alertas antigos e aponta falhas na resposta da IP

A Câmara Municipal da Golegã reagiu através das redes sociais, sublinhando que, segundo a informação recebida, “o talude não apresenta risco de rotura, mas, por precaução, a IP irá ampliar a zona de circulação alternada, evitando cargas sobre áreas onde já são visíveis fissuras na crista do talude”.

O município aproveitou ainda para recordar que esta não é uma situação nova. A autarquia afirma que tem vindo a alertar a Infraestruturas de Portugal “reiteradamente e ao longo dos últimos anos”, através de ofícios e contactos formais, para problemas de instabilidade naquele troço da EN243. Sobre este caso específico, a Câmara refere que já tinha remetido um ofício após uma vistoria técnica realizada a 14 de março de 2025, conduzida em conjunto com os Bombeiros Voluntários da Golegã.

A crítica implícita é evidente: apesar dos alertas sucessivos, a intervenção só avançou quando a situação se agravou ao ponto de obrigar ao corte total da estrada — um padrão que, infelizmente, não é novo na gestão de infraestruturas rodoviárias.

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