A Câmara Municipal da Golegã decidiu adiar para 15 de fevereiro as eleições presidenciais previstas para domingo, justificando a medida com a necessidade de evitar deslocações da população face ao agravamento das condições meteorológicas. O presidente da autarquia, António Camilo, afirmou que a decisão foi tomada após contacto com a Comissão Nacional de Eleições, seguindo o exemplo de outros municípios que já avançaram com adiamentos.
O autarca explicou que o pedido abrange todas as assembleias de voto do concelho, sublinhando que a prioridade é garantir a segurança de eleitores, membros de mesa e delegados. As cheias e os acessos cortados dificultariam as deslocações, tornando inviável a realização do ato eleitoral em condições de segurança.
A Golegã encontra‑se em situação de calamidade devido ao mau tempo, com inundações nas freguesias de Azinhaga e Pombalinho. Desde a passagem das depressões Kristin e Leonardo, Portugal registou doze vítimas mortais, centenas de feridos e desalojados, além de danos significativos em habitações, empresas, infraestruturas e serviços.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos que irão beneficiar de medidas de apoio avaliadas em 2,5 mil milhões de euros.



















