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A proposta de reorganização dos serviços da Câmara Municipal do Entroncamento, apresentada pelo presidente Nelson Cunha (Chega), foi rejeitada pelos vereadores da oposição. Os dois eleitos do PS e os dois da coligação Viva o Entroncamento (PSD/CDS‑PP) votaram contra, travando a intenção do executivo minoritário de alterar a estrutura interna do município.

O plano previa o aumento de cinco para 13 departamentos e divisões, a criação de três equipas multidisciplinares e a existência de 17 cargos dirigentes. Segundo a presidência, o impacto financeiro anual variaria entre 118 mil e 212 mil euros, dependendo de os cargos serem preenchidos por trabalhadores do município ou por recrutamento externo.

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A estrutura atual — composta por um departamento, quatro divisões e dez unidades — seria substituída por dois departamentos, 11 divisões, quatro unidades e três equipas multidisciplinares.

Argumentos do executivo

Nelson Cunha justificou a proposta com a necessidade de reforçar a capacidade de resposta dos serviços e criar condições para atrair e manter trabalhadores qualificados. O presidente afirmou que a autarquia tem perdido funcionários para outras entidades públicas com melhores condições remuneratórias e que a reorganização permitiria “valorizar os dirigentes municipais”.

Críticas da oposição

A oposição contestou sobretudo a falta de fundamentação técnica da mudança. O PS defendeu que deveria existir previamente um diagnóstico sobre o funcionamento dos serviços, uma estimativa rigorosa dos encargos e objetivos que permitissem avaliar os resultados da reorganização. Os socialistas calcularam que o impacto máximo poderia atingir cerca de 357 mil euros anuais, dependendo da forma de preenchimento dos lugares.

Também Rui Madeira, da coligação Viva o Entroncamento, considerou que a alteração deveria ser antecedida pela definição de uma estratégia de desenvolvimento para o concelho: “Não estamos contra uma reorganização dos serviços, mas ela tem de ser feita, no nosso entender, de outra forma.”

Alteração ao mapa de pessoal retirada da agenda

Após o chumbo, Nelson Cunha retirou da ordem de trabalhos a proposta de alteração ao mapa de pessoal para 2026, por estar diretamente ligada ao novo modelo organizacional que não obteve aprovação.

 

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