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O executivo da Câmara do Entroncamento aprovou, por maioria, a atualização faseada das taxas de ocupação das lojas do Mercado Municipal até ao final do mandato. A decisão contou com os votos contra dos vereadores da coligação PPD/PSD.CDS‑PP e com a abstenção do PS, que considerou que o investimento no espaço deveria anteceder qualquer agravamento de valores.

A proposta surge num contexto de revisão dos custos de funcionamento do mercado, depois de recolhidas opiniões junto de comerciantes e munícipes. Entre as despesas identificadas pelo presidente da autarquia, Nelson Cunha, estão o reforço da limpeza e da manutenção, a contratação de serviços remunerados da PSP aos sábados e um investimento superior a 50 mil euros nas instalações sanitárias e áreas exteriores. O município prevê ainda melhorar o parque infantil da Praça Salgueiro Maia e contratar uma empresa para assegurar a sua manutenção.

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Durante a reunião, Rui Madeira, vereador da coligação PPD/PSD.CDS‑PP, admitiu que as taxas devem acompanhar a inflação e os valores praticados noutros espaços, mas defendeu que o município deveria avançar primeiro com intervenções no mercado. Apontou como prioridades a melhoria das instalações sanitárias e a resolução de problemas de higiene nos acessos pedonais ao parque de estacionamento, questões que, recordou, têm sido levantadas repetidamente em reuniões anteriores.

Também a vereadora Fernanda Alves, do PS, sustentou que a valorização do espaço deve anteceder o aumento das taxas. Na sua intervenção, afirmou que a Câmara, enquanto proprietária do mercado, “deve dar o exemplo” e programar intervenções para corrigir os aspetos mais degradados antes de agravar os encargos dos comerciantes.

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