BONS SONS 2026 - Ambiente do festival. Foto: Carlos Manuel Martins
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O Bons Sons abriu portas para a sua 20.ª edição e a aldeia de Cem Soldos voltou a transformar‑se naquele universo onde a música, a comunidade e o espírito de resistência andam de mãos dadas. Este ano, o mote é precisamente esse — resistir — e não podia ser mais adequado para um festival que, duas décadas depois, continua a afirmar‑se como um dos projetos culturais mais singulares do país.

BONS SONS 2026 – Ambiente do festival.
Foto: Carlos Manuel Martins

Logo no primeiro dia, o ambiente deixou claro que esta edição ia ser especial. Ruas cheias, famílias, campistas, vizinhos à janela, e aquela sensação de aldeia viva que só o Bons Sons consegue criar. A celebração das 20 edições esteve presente em cada recanto: nos palcos, nas instalações, nas conversas e até na forma como Cem Soldos recebeu quem chegava.

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O ponto alto da noite foi a atuação da Quinta do Bill, banda que dispensa apresentações e que trouxe ao festival uma energia de celebração, memória e comunhão. Foi daqueles concertos que juntam gerações — quem cresceu com a banda e quem a descobriu agora — e que encaixou na perfeição no espírito desta edição.

Antes os Mães Solteiras levaram ao rubro a assitência com um rock enérgico e… de resistência alta.

A organização já tinha avisado que o sábado estava praticamente esgotado, e percebe‑se porquê: a expectativa é enorme e o público tem respondido com entusiasmo. No total, são esperadas cerca de 40 mil pessoas até domingo, números que confirmam o Bons Sons como um dos maiores encontros de música portuguesa e cultura comunitária.

BONS SONS 2026 – Ambiente do festival.
Foto: Carlos Manuel Martins

Entre concertos, artes, oficinas, gastronomia e aquela magia difícil de explicar a quem nunca lá foi, o primeiro dia deixou claro que esta 20.ª edição não é apenas uma festa — é uma afirmação de continuidade, de identidade e de resistência cultural.

BONS SONS 2026 – Atuação de Ana Markl no Palco Campismo, na Receção ao Campista.
Foto: Carlos Manuel Martins

Hoje, sexta feira, segundo dia de festival, o evento leva nomes como Luca Argel, Yakuza, TT Syndicate, Them Flying Monkeys, Brandos Costumes, Natércia Lameiro, Rossana, Rita Cortezão, Fidju Kitxora, Xau Xau Dodô, O Mau Olhado e Sons do Lagar com Coro da Cura, entre outros . É um alinhamento que combina projetos emergentes com artistas já firmados, mantendo a tradição do festival de ser um espaço de descoberta.

Vídeo: Ricardo Alves

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