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A região de Lisboa e Vale do Tejo enfrenta este sábado uma situação crítica devido à persistência da tempestade Marta e à manutenção de caudais muito elevados no rio Tejo. Segundo o mais recente aviso à população emitido pelo Comando Regional de Emergência e Proteção Civil, a precipitação intensa e contínua está a provocar submersões, cortes de estrada, isolamentos de localidades e inundações urbanas em múltiplos concelhos.

A Agência Portuguesa do Ambiente confirma que, apesar de alguma estabilização dos caudais nas últimas horas, as oscilações permanecem significativas e a chuva prevista deverá agravar o volume de água afluente ao Tejo. O Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo mantém-se em alerta vermelho.

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Vias submersas e localidades isoladas

Os impactos são extensos e atingem sobretudo os municípios ribeirinhos. Entre os mais afetados encontram-se Salvaterra de Magos, Cartaxo, Santarém, Golegã, Chamusca, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Almeirim, Abrantes, Constância, Torres Novas, Sardoal e Tomar.

Alguns pontos críticos incluem:

  • Isolamento total de localidades como Setil, Valada, Palhota, Reguengo do Alviela e Caneiras (esta última já evacuada).
  • Submersão de estradas nacionais e municipais, incluindo troços das EN118, EN365, EN3-2, EN243, EN114, EN368 e várias estradas rurais.
  • Risco estrutural na ponte da EM572 (São Caetano – Quinta da Cardiga – Vila Nova da Barquinha), sinalizada como estando em risco de colapso.
  • Inundações urbanas em Santarém, Golegã, Alpiarça e Benavente, com ruas, cais e zonas ribeirinhas totalmente alagados.
  • Campos agrícolas inundados, especialmente na zona do Paúl do Boquilobo e nas freguesias de Golegã, Azinhaga e Pombalinho.

Efeitos esperados nas próximas horas

As autoridades alertam para a possibilidade de:

  • Novas inundações urbanas devido à incapacidade dos sistemas de drenagem.
  • Cheias provocadas pelo transbordo de ribeiras e cursos de água.
  • Movimentos de massa em encostas saturadas.
  • Formação de lençóis de água e piso rodoviário escorregadio.
  • Agravamento das restrições de circulação devido à subida dos níveis do Tejo e dos seus afluentes.

Recomendações à população

A Proteção Civil reforça que a prevenção individual é essencial e aconselha:

  • Retirar equipamentos, viaturas e bens das zonas habitualmente inundáveis.
  • Proteger animais e retirar rebanhos das áreas de risco.
  • Evitar atravessar zonas alagadas, a pé ou de carro.
  • Manter-se informado através dos canais oficiais e seguir as orientações das autoridades.

Situação em acompanhamento permanente

O Comando Regional de Lisboa e Vale do Tejo, em articulação com os comandos sub-regionais, a APA, a EDP Produção e os serviços municipais, continuará a monitorizar a evolução da situação e a emitir novos comunicados sempre que necessário.

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