No sábado, 31 de janeiro, realizou‑se no Posto de Comando Municipal de Ourém mais um ponto de situação operacional relativo aos danos provocados pela depressão Kristin. A reunião contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Luís Miguel Albuquerque, do vereador da Proteção Civil, Rui Vital, presidentes de junta, forças de segurança, bombeiros, equipas municipais, entidades responsáveis por infraestruturas essenciais e empresas com meios no terreno, num modelo de coordenação direta e definição de prioridades.
No final do dia foi feito o balanço das operações desenvolvidas desde o briefing da manhã e ajustado o planeamento para o dia seguinte, ficando marcada nova reunião para domingo.
Entre os temas centrais esteve a reposição de serviços essenciais. No setor da energia, foi reportado que milhares de residentes permanecem sem eletricidade, tendo sido discutida a mobilização de geradores para alimentar zonas críticas. Quanto ao abastecimento de água, a entidade responsável explicou que a recuperação depende da reposição dos níveis nos reservatórios e da deteção de ruturas em condutas, algumas provocadas pela queda de árvores. As freguesias colocaram questões específicas e receberam estimativas faseadas para a normalização, admitindo‑se que possam surgir anomalias à medida que o sistema for reativado.
A reunião serviu também para consolidar o levantamento de danos no terreno. As juntas reportaram situações ainda por resolver, incluindo árvores de grande porte sobre habitações, estruturas metálicas instáveis, chaparia espalhada nas vias e cabos elétricos caídos. Foi ajustada a distribuição de maquinaria pesada, carrinhas com grua, plataformas elevatórias e equipas de corte, de acordo com critérios de segurança e acessibilidade.
No setor da educação, foi feito o ponto de situação às escolas do concelho, com o objetivo de reabrir o maior número possível no início da semana. Duas escolas permanecem com dúvidas quanto às condições de funcionamento.
Na área social, as equipas de ação social e Segurança Social apresentaram o estado das sinalizações, reforçando a importância do papel das juntas na identificação de casos vulneráveis, como idosos, pessoas isoladas e famílias em situação habitacional crítica. Foi pedido que toda a informação seja centralizada para permitir respostas mais rápidas, tendo em conta as limitações nas comunicações.
Foram ainda abordadas questões logísticas, nomeadamente a gestão de donativos alimentares e a distribuição de lonas. O Centro Municipal de Exposições continuará a funcionar como ponto de receção e entrega de bens, com a distribuição no terreno articulada com juntas e instituições locais. Houve também alertas para furtos de combustível e equipamentos, tendo sido solicitado reforço de vigilância e reporte imediato de ocorrências.
O Município mantém o dispositivo de resposta ativo, com reuniões regulares no Posto de Comando, garantindo coordenação entre todas as entidades no terreno, aceleração da reposição de serviços essenciais e apoio prioritário às situações de maior vulnerabilidade.




















