Naquele esplendor da intrépida mocidade,
Quis meu Fado tornar-me marinheiro,
Dar-me asas e voar pelo mundo inteiro…
Na sacra-esperança de semear a Liberdade!
Segui o estranho caminho dos lusos-aventureiros.
Fui por África, pela Austrália, pela Ásia…
Fiz Amor em Luanda, em Camberra, na Malásia…
Percorri o Luso-Fado dos avoengos marinheiros!
Acolheram-me em seus portos os nativos,
Com afago, com respeito, prestimosa bonomia…
Levei-lhes meu terno abraço, e a lusa-simpatia,
Nunca por ali em meu barco vi cativos!
Era o barco do Amor! De costumes mais modernos.
Hasteava o alto pendão da Lusitanidade…
Carregava mil abraços! Propagava humanidade!
Vinha esbater rancores! Criar laços mais fraternos!
Assim percorri o Mundo, qual Ulisses sonhador…
Mas com a barra do Tejo no meu firme pensamento!
Venci tormentas, os mostrengos, o furioso vento…
E na Pátria ancorei nos ternos braços do meu Amor!
Aveiro – Santa Joana Princesa – 15 de Janeiro – 2021
Alfredo Martins Guedes



















