Não estamos em tempo de escrever artigos ou dissertações sobre outros temas senão daqueles que envolvem esta inesperada crise decorrente da pandemia de COVID 19.
Foi inesperada na China, mas depois tornou-se inesperada para quem não lhe deu a importância requerida. Assim aconteceu na Itália, na Espanha e também do outro lado do Atlântico (ou do Pacífico) nos Estados Unidos da América. É provável que a pandemia se venha a tornar ainda mais catastrófica em países pobres ou de grande desigualdade social ou cuja direção política fez da ignorância verdade e se perdeu em controvérsias abandonando a população à sua sorte. O nosso País está a reagir equilibradamente bem, independentemente de concordarmos ou não com cada medida específica. É hora dos técnicos, de quem sabe, e não das lutas políticas. Refiro-me ao sistema médico sanitário, com base no SNS mas sem esquecer os privados – farmácias, laboratórios, centros de investigação, ao sistema de apoio social e proteção civil, às empresas e à população. Claro que se apontam faltas e falhas e que procuramos fazer chegar aos decisores para correção, mas cuja polemização seria de todo inoportuna.
Valorizo, acima de tudo, os homens e mulheres que diariamente trabalham para o bem comum, com riscos e sacrifícios para si e para a sua família. No nosso município muitos são os exemplos de homens e mulheres que ao serviço dos lares e dos hospitais, dos serviços camarários, dos Bombeiros Voluntários, dos serviços de saúde, dos serviços sociais, das farmácias, das empresas do setor do consumo familiar, da Polícia de Segurança Pública e também do refeitório escolar e dos transportes, asseguram as necessidades básicas na nossa Cidade. Para estes o meu reconhecimento e espero que passada esta crise possamos, em festa, homenagear todos estes profissionais. Para eles o meu “Bem Haja”.
A minha última palavra neste momento é para todos os nossos cidadãos do Entroncamento, enviando-lhes um abraço amigo, solidário, no momento em que também me encontro confinado à minha casa, e aos contactos com família e amigos pelas redes sociais. Saibam que tenho consciência das muitas dificuldades que muitos estão a viver e que não os esqueço, prometendo empenhar-me nesta fase complexa para todos, na nossa sociedade que aguarda ansiosa por voltar a viver o dia a dia com um abraço, um aceno ao longe ou um “até já”.
Jaime Ramos
















