Foto EOL
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Era uma vez… um “vírus”, a que deram o nome de SARS-CoV-2, invisível aos nossos olhos, mas que os cientistas e artistas desenhavam redondo, com ventosas e de cores variadas, que (dizem) nasceu num país longínquo, chamado China.

Mas esse vírus, queria correr mundo, ligar-se às pessoas, transpor fronteiras, mares e oceanos. E, sem se saber muito bem como, chegou a quase todos os países do mundo, às pequenas e grandes cidades, vilas, aldeias e lugarejos, adoecendo as pessoas a quem se ligava.

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Para “fugir” do vírus e evitar o contágio, as pessoas tiveram que se isolar em casa, ficar longe dos amigos, da família, de quem mais gostavam.

Sem pessoas, as lojas, restaurantes, hotéis, teatros, empresas, fábricas e serviços a que nos habituamos e que faziam parte da nossa vida, fecharam.

As escolas, parques,  jardins, clubes desportivos e recreativos, também fecharam e as crianças e jovens tiveram que ficar confinados às suas casas, privados do contato com os seus professores, técnicos e assistentes, colegas e amigos.

As ruas ficaram quase desertas, os teatros sem espetáculos e espetadores, os jardins sem pessoas.

E uma cidade sem pessoas, é uma cidade triste, sem cor, sem vida!

Mas, naquele tempo de medo, insegurança, angústia, distanciamento social, isolamento, receio de quem podia estar infetado, e sem saber, poder infetar outras pessoas, surgiu também o Tempo de União:

– União das pessoas, para respeitar as normas e indicações das Autoridades de Saúde e Autoridades Locais;

– União das pessoas, em cada rua, cidade, país, para ajudar os mais vulneráveis, os desempregados, os idosos, os mais isolados;

– União de cientistas, investigadores, empreendedores, empresas, na descoberta de fármacos, equipamentos, de uma vacina para vencer o vírus;

– União de artistas, poetas, criativos, para nos fazerem acreditar que a resiliência, a esperança e a fé, têm as cores do arco iris;

– União dos professores e educadores, instituições públicas e privadas, assistentes e famílias, para se reinventarem e chegarem aos seus alunos, com o “ensino à distância”, com novas metodologias de comunicação, para continuarem a sua missão de educar, ensinar e ajudar a crescer;

– União de entidades públicas e privadas, empresas e empresários, operários e assistentes, para que nada faltasse em termos de serviços básicos de primeira necessidade, cuidados de saúde, comunicações e transportes, higiene e limpeza de espaços públicos;

– União dos mais jovens, dos mais saudáveis, dos imigrantes, com os menos jovens, com os menos saudáveis, com os diferentes, porque a história de uma comunidade e de um país é feita com Todos.

Foi uma luta árdua, com muitos picos e vales, com curvas apertadas e perigosas, mas no decurso do caminho percorrido o “vírus” foi perdendo velocidade e força, foi sendo confinado e controlado no seu percurso.

As pessoas foram recuperando as suas cores, o seu sorriso, a sua vivacidade, agradecendo aos profissionais de saúde, governantes, empresários, funcionários de loja, supermercados, transportes e comunicações, forças de segurança, serviços públicos e municipais, serviços de limpeza e serviços essenciais, voluntários anónimos, que resistiram e aguentaram firme, para que nada faltasse à sua comunidade.

Os empresários e trabalhadores, com apoios das entidades públicas e privadas, foram-se reinventando, implementando novas estratégia e soluções empresarias, tecnológicas, mais sustentáveis do ponto de vista económico, ambiental e social.

Os idosos, foram recuperando as suas forças e esperança, com apoio incansável dos seus cuidadores, amigos, familiares, vizinhos e voluntários.

As crianças, os jovens, os professores, os educadores, os assistentes voltaram à escola, e o mundo voltou a ser Futuro, Sonho e Magia.

As ruas, as cidades, os campos, foram a pouco e pouco adquirindo as suas cores originais e ainda mais vivas, para receber cada uma das pessoas.

“E foram felizes para sempre” –  era assim que gostaria de terminar (foi assim, que numa noite de insónia a idealizei… que tudo não passava de uma história, de um filme…).

Mas, a história é real e ainda está a decorrer… o que falta da história, ainda não sabemos, mas que está nas nossas mãos, nos nossos comportamentos, no nosso sentido de responsabilidade individual e coletivo, dar a esta “história” uma nota de Esperança, Coragem, Solidariedade, Humildade, Resistência, Determinação e Conquista, para um final de:

A luta foi difícil, as perdas foram muitas e nem sempre reparáveis, mas conseguimos! Nada será como dantes, mas será com certeza diferente e melhor!

Contamos com Todos, porque Só Unidos podemos ser a solução!

Uma Santa e recolhida Páscoa! Fique em casa e não deixe de ligar a alguém que está a precisar de uma voz amiga.

Tília Nunes

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