{"id":9798,"date":"2019-07-31T22:33:55","date_gmt":"2019-07-31T21:33:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=9798"},"modified":"2019-07-31T22:33:55","modified_gmt":"2019-07-31T21:33:55","slug":"romaria-dos-martires-ou-dos-milagres-de-constancia-ecos-na-obra-de-camoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/romaria-dos-martires-ou-dos-milagres-de-constancia-ecos-na-obra-de-camoes\/","title":{"rendered":"Romaria dos M\u00e1rtires ou dos Milagres de Const\u00e2ncia &#8211; ecos na obra de Cam\u00f5es?"},"content":{"rendered":"<p>De 3 a 5 Agosto realizava-se a nossa feira dos M\u00e1rtires. Sobre esta invoca\u00e7\u00e3o dos M\u00e1rtires recordamos que no pr\u00f3ximo dia 2 de Agosto decorrer\u00e3o 453 anos completos sob a institui\u00e7\u00e3o da Confraria de Nossa Senhora dos M\u00e1rtires de Punhete (designa\u00e7\u00e3o actual de Const\u00e2ncia).<\/p>\n<p>Existe vasta literatura sobre a fama nacional dessas festividades remotas da dita invoca\u00e7\u00e3o. Num certo sentido pode afirmar-se que a cultura e identidade da vila se confundem havendo uma fus\u00e3o acontecimentos que acabaram por influenciar o progresso local em tempos idos. A romaria e a peregrina\u00e7\u00e3o traziam os forasteiros e todas estas din\u00e2micas influenciaram certamento o desenvolvimento da vila. No s\u00e9culo XVI, em particular, a vila retomava sem d\u00favida a import\u00e2ncia de outrora em que lhe tinha sido dado foral (h\u00e1 not\u00edcia da exist\u00eancia de foral, em 1390, mas \u00e9 outro assunto a desenvolver &#8211; muita gente confunde o foral com a carta r\u00e9gia de eleva\u00e7\u00e3o a vila de iure, de 1571&#8230;).<\/p>\n<p>El Rei Dom Sebasti\u00e3o reinando instituiu a Confraria de Nossa Senhora dos M\u00e1rtires em 2 de Agosto de 1566 (segundo consta dos estatutos da mesma confraria reproduzidos no s\u00e9culo XIX).<\/p>\n<p>A primitiva Igreja de Nossa Senhora dos M\u00e1rtires demolida em 1550 por ordem do Bispo da Guarda era, portanto, de remota antiguidade.<\/p>\n<p>Sabemos pela hist\u00f3ria que El Rei que instituiu a Confraria aqui residiu por diversas vezes no Pal\u00e1cio da Torre, por causa da peste, cujas ru\u00ednas ainda existem na conflu\u00eancia dos rios (monografia de 1830 do padre Ver\u00edssimo e estudos do professor Doutor Ver\u00edssimo Serr\u00e3o, etcetera). Um ap\u00eandice: aguarda-se a conclus\u00e3o do processo de classifica\u00e7\u00e3o das ru\u00ednas como de \u00abinteresse municipal\u00bb, procedimento aberto e votada no munic\u00edpio h\u00e1 cerca de vinte anos atr\u00e1s. Qualquer arque\u00f3logo pode propor a sinaliza\u00e7\u00e3o do local e das ru\u00ednas\u2026 fica o desafio.<\/p>\n<p>Os novos habitantes da vila que nestas \u00faltimas duas d\u00e9cadas fazem o pleno do escrut\u00ednio n\u00e3o se identificar\u00e3o porventura com a hist\u00f3ria e tradi\u00e7\u00f5es locais ?, sendo-lhes irrelevante a exist\u00eancia das tradi\u00e7\u00f5es que ligam Cam\u00f5es ao Pal\u00e1cio da Torre ou mesmo \u00e0 Casa de Cam\u00f5es? Tamb\u00e9m assim para as quest\u00f5es marianas origin\u00e1rias? N\u00e3o sei. N\u00e3o diria tanto. \u00c9 preciso dialogar. Haver\u00e1 pessoas pessoas que sabendo do assunto aceitar\u00e3o o desafio de ajudar a defender a nossa identidade local? Vamos ter f\u00e9! H\u00e1 dias em conversa com arque\u00f3logos e outros visitantes da \u00abCasa M\u00e3e\u00bb na rua de S\u00e3o Pedro (inaugura\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o aberto \u00e0 arquitectura e \u00e0s artes em geral) percebi que h\u00e1 muita sensibiliza\u00e7\u00e3o a fazer nesta mat\u00e9ria e investi um pouco nesse di\u00e1logo pela noite dentro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9799\" aria-describedby=\"caption-attachment-9799\" style=\"width: 388px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-9799 \" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Suposta-Senhora-dos-Milagres.jpg\" alt=\"\" width=\"388\" height=\"504\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Suposta-Senhora-dos-Milagres.jpg 438w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Suposta-Senhora-dos-Milagres-323x420.jpg 323w\" sizes=\"auto, (max-width: 388px) 100vw, 388px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9799\" class=\"wp-caption-text\">Suposta imagem original, de pedra. de Nossa Senhora dos M\u00e1rtires, dos Milagres ou Dos Anjos. Encontrada enterrada h\u00e1 algumas d\u00e9cadas, na actual matriz. Escapou \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o dos invasores, ao que parece, parcialmente.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A fama da devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora dos M\u00e1rtires era tal que levou El Rei a visit\u00e1-la em Setembro de 1569 (segundo a Hist\u00f3ria Seb\u00e1stica de Frei Manoel dos Santos, editada em 1735).<\/p>\n<p>Em 1571 El Rei aqui teria regressado pela terceira vez, segundo uma noticia do embaixador castelhano D. Juan de Borba em carta a Filipe ll por causa da nossa senhora de Punhete &#8220;que es una casa muy devota de romaria&#8221; (J.Ver\u00edssimo Serr\u00e3o, itiner\u00e1rios).<\/p>\n<p>Segundo o ilustre camoniano, Faria e Sousa, Cam\u00f5es ter\u00e1 escrito o soneto CCL (que lhe \u00e9 atribu\u00eddo) sob a invoca\u00e7\u00e3o de Nossa senhora dos M\u00e1rtires. Disso d\u00e1 nota ter achado registo. O Visconde de Juromenha que nos transmite essa not\u00edcia de Cam\u00f5es conjecturou a possibilidade de Const\u00e2ncia ser o local do degredo de Cam\u00f5es e refere-se \u00e0 dita invoca\u00e7\u00e3o local de Nossa Senhora a prop\u00f3sito do referido soneto . Significativo. Muito significativo. O que j\u00e1 se estranha \u00e9 certa indiferen\u00e7a perante estas \u00abevid\u00eancias\u00bb. Por muito menos e sem fundamentos s\u00f3lidos se tem dado destaque a uma invoca\u00e7\u00e3o de \u00abAvieiros\u00bb qual acto constru\u00eddo a jusante, totalmente alheio \u00e0 hist\u00f3ria das gentes de Const\u00e2ncia e que a meus olhos serve que nem uma luva objectivos de uma candidatura a patrim\u00f3nio imaterial que tem na g\u00e9nese acaso uma obra de Alves Redol. Assim vistas as coisas \u00e9 pura polui\u00e7\u00e3o cultural. Mas o projecto dessa cultura avieira expurgado do elemento \u00abConst\u00e2ncia\u00bb e assente em bases s\u00f3lidas &#8211; pode ser bem elogiado e ter m\u00e9rito. Pode sim, senhor. Nada tenho a opor. Mas nada temos a ver com ele!<\/p>\n<p>Adiante&#8230;<\/p>\n<p>H\u00e1 um dado curioso que pode contribuir para o estudo da reputada autoria\u00a0 camoniano do dito soneto a que aludo anteriormente.<\/p>\n<p>Atentemos!<\/p>\n<p>Recordemos antes de mais que um amigo e contempor\u00e2neo de Cam\u00f5es, Fern\u00e3o \u00c1lvares do Oriente, autor da \u00abLusit\u00e2nia Transformada\u00bb apresenta-nos uma personagem \u00abUrbano\u00bb que o ilustre acad\u00e9mico Ant\u00f3nio Cirurgi\u00e3o identificou de forma magistral como&#8230; Lu\u00eds de Cam\u00f5es. O cen\u00e1rio principal dessa obra contempor\u00e2nea do Vate \u00e9, nem mais nem menos, a zona da conflu\u00eancia do Nab\u00e3o e&#8230;Const\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Vasco de Gra\u00e7a Moura, saudoso literato, insuspeito, n\u00e3o deixou passar em branco o cen\u00e1rio da \u00abLusit\u00e2nia Transformada\u00bb aquando da efem\u00e9ride dos descobrimentos e por todo o pais se invocava o suposto degredo de Cam\u00f5es na zona de Const\u00e2ncia. Por c\u00e1 n\u00e3o se deu nota desse facto relevante. V\u00e1 l\u00e1 a gente entender isto&#8230;<\/p>\n<p>Nessa obra de Fern\u00e3o \u00c1lvares (haver\u00e1 um Fern\u00e3o \u00c1lvares de Punhete a estudar em Coimbra contempor\u00e2neo destes factos- h\u00e1 investigadores neste p\u00e9) publicada em 1608, parece haver eco da invoca\u00e7\u00e3o local mariana. O relato dos acontecimentos atinentes \u00e0 viagem do Oriente (do autor) preenche cerca de um ter\u00e7o de todo o universo narrativo do livro (novela). D\u00e1-se o caso da narrativa surgir precisamente no contexto de uma romaria dos pastores. Precisamente a um templo de Nossa Senhora.<\/p>\n<p>Um estudo apurado poder\u00e1 trazer-nos mais luz sobre o assunto. Entre as m\u00e1scaras dos pastores e o plano da hist\u00f3ria &#8211; fic\u00e7\u00e3o versus realidade &#8211; o poeta vai edificando a sua obra, num modelo perme\u00e1vel \u00e9 certo, mas onde se podem sempre encontrar dados biogr\u00e1ficos, geogr\u00e1ficos, hist\u00f3ricos. Esse empresa n\u00e3o \u00e9 de subestimar. \u00c9 um desafio aos eruditos ou na falta deles, \u00e9 uma aventura de n\u00f3s outros&#8230;<\/p>\n<p>Na origem da romaria dos M\u00e1rtires estar\u00e1 um caso dito milagroso de uma cura de que o padre Ramiro Alves chegou a dar nota hist\u00f3rica \u00e0 imprensa e que ter\u00e1 dado grande fama \u00e0 invoca\u00e7\u00e3o da Senhora dos M\u00e1rtires. O \u00abSantu\u00e1rio Mariano\u00bb deu grande relevo a um \u00abmilagre, outro. H\u00e1 v\u00e1rios testemunhos escritos.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso existem diversas bulas papais sobre a nossa Igreja. J\u00e1 se interrogaram os mais \u00abadentrados\u00bb destas cousas por que motivo os Papas tinham os olhos postos nesta romaria desta povoa\u00e7\u00e3o do interior de Portugal? \u00c9 mais um aspecto crucial a explorar e que deveria ser objecto de uma disserta\u00e7\u00e3o no m\u00ednimo. Tenho visto alguns trabalhos de mestrado sobre a nossa Igreja que mais n\u00e3o s\u00e3o do que compila\u00e7\u00f5es sem grande interesse e sem pesquisa no real sentido da palavra. Que pena, que perda de oportunidade. Temos tantos doutores em compila\u00e7\u00e3o neste pa\u00eds&#8230;<\/p>\n<p>Como sabemos a nossa Igreja, sendo particular, da Confraria, portanto, e merc\u00ea de tanta fama e prod\u00edgios, foi unida \u00e0 de S. Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, Igreja Papal, mesmo na vig\u00eancia da jurisdi\u00e7\u00e3o da paroquial de S\u00e3o Juli\u00e3o (que se situava onde existe actualmente a pra\u00e7a, nova) E n\u00e3o faltaram indulg\u00eancias papais, repito.<\/p>\n<p>N\u00e3o querendo ser exaustivo n\u00e3o poderia deixar de escrever estes dados pois sempre vivi de perto com pessoas que amavam esta Igreja e a hist\u00f3ria local: o Padre Jos\u00e9 Maria Rodrigues D&#8217; Oliveira , o cronista Joaquim dos M\u00e1rtires Neto Coimbra que recolheu tradi\u00e7\u00f5es em particular com a professora Em\u00edlia Soares a pianista da vila, a zeladora Maria Jos\u00e9 Fonseca e outros nomes que poderia homenagear.<\/p>\n<p>Um pormenor de relevo. \u00c9 que nos estatutos da confraria consta, segundo a transcri\u00e7\u00e3o, que a institui\u00e7\u00e3o da mesma \u00e9 em louvor de Nosso Senhor e tamb\u00e9m da Virgem Sant\u00edssima.<\/p>\n<p>Jesus \u00e9 a centralidade e Maria tem direito a hiperdulia. Como n\u00e3o poderia deixar de ser.<\/p>\n<p>Parece que a tradi\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora da Boa Viagem no s\u00e9culo dezanove n\u00e3o teria o esplendor, por exemplo, da Semana Santa e que j\u00e1 ent\u00e3o o decl\u00ednio da romaria dos m\u00e1rtires se poderia aferir pelo pr\u00f3prio decl\u00ednio da feira dos m\u00e1rtires. Marcas inexor\u00e1veis do tempo dos homens de um novo devir. Ouvi v\u00e1rios ecos de testemunhos que assim o asseveravam porque o tinham ouvido aos seus av\u00f3s que viveram as \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX. Poderia citar a fam\u00edlia Burguete como exemplo testemunhal.<\/p>\n<p>De 3 a 5 de Agosto eram dias de feira em Const\u00e2ncia. J\u00e1 escrevi bastante sobre o assunto na imprensa. Deixem-me acrescentar que segundo v\u00e1rios testemunhos que ainda continuo a ouvir, havia a feira na pra\u00e7a (ainda vi uma ou duas barracas na minha inf\u00e2ncia). Vendiam-se barros da Flor da Rosa, do Crato, bem avermelhados que fariam inveja a alguns barros \u00absalgados\u00bb (?). Era no canto da Mari Dona. Havia a tenda do fot\u00f3grafo do Manel da C\u00e1rmen. A C\u00e1rmen tinha a maior barraca da feira. E vendiam-se madeiras, cadeira, etc, junto \u00e0 Torre, nesse largo logo acima. Ouvi falar do carrocel junto \u00e0 Torre. Sei que no s\u00e9culo XVII h\u00e1 refer\u00eancia \u00e0s casas da feira (a feira seria no Ch\u00e3o da feira).<\/p>\n<p>De facto, h\u00e1 not\u00edcia de em 1823 a feira dos M\u00e1rtires se realizar a 5 de Agosto \u00abem huma planicie no alto da collina, em cujas encostas est\u00e1 fundada a villa\u00bb. O relato \u00e9 de Francico Ignacio dos Santos Cruz e vem na Descri\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica da ent\u00e3o Comarca de Tomar dada \u00e0 estampa pela Academia Real das Ci\u00eancias. \u00c9 curiosa a j\u00e1 ent\u00e3o refer\u00eancia \u00e0 \u00ablou\u00e7a\u00bb da \u00abFlor da Roza\u00bb. Pelos menos, durante 150 anos vinham c\u00e1 vender. \u00c9 not\u00e1vel. Porque as \u00abvelhotas\u00bb que falaram ccmigo sobre estes barros n\u00e3o andaram a ler os documentos do in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. Estou a lembrar-me do padre Z\u00e9 Maria e do que me contou sobre uma promessa de um casal que estou quase certo ser do Crato, o qual pagou a compra das imagens de S\u00e3o Juli\u00e3o e de Santa Basilissa que se encontram actuamente na Matriz. Ser\u00e1 que esta devo\u00e7\u00e3o de um casal do Alentejo a Const\u00e2ncia ter\u00e1 nascido por causa da feira dos M\u00e1rtires? Seriam da Flor da Rosa? Ficou-me na mem\u00f3ria que seriam do Crato. Na altura desta conversa com o saudoso reverendo eu andava pelo Crato em trabalhos jornal\u00edsticos (o presidente da C\u00e2mara tamb\u00e9m se chamava Jos\u00e9 Luz) e associei nomes. Devo tamb\u00e9m dizer que n\u00e3o seria a primeira vez que o padre Z\u00e9 Maria falava comigo sobre esta promessa do casal. Foram tantas conversas e tantos assuntos que nem sempre tudo se regista. Da\u00ed esta tentativa de avivar a mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Const\u00e2ncia merece que se investigue a sua hist\u00f3ria. Sem preconceitos acad\u00e9micos.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Luz (Not\u00e1vel Vila da Const\u00e2ncia)<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/romaria-dos-martires-ou-dos-milagres-de-constancia-ecos-na-obra-de-camoes\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 3 a 5 Agosto realizava-se a nossa feira dos M\u00e1rtires. 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