{"id":75649,"date":"2026-08-07T14:15:06","date_gmt":"2026-08-07T13:15:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=75649"},"modified":"2026-08-07T12:10:54","modified_gmt":"2026-08-07T11:10:54","slug":"cronicas-da-barquinha-a-paisagem-nos-anos-de-1807-e-1808-a-beira-do-tejo-no-tempo-das-invasoes-francesas-por-fernando-freire","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/cronicas-da-barquinha-a-paisagem-nos-anos-de-1807-e-1808-a-beira-do-tejo-no-tempo-das-invasoes-francesas-por-fernando-freire\/","title":{"rendered":"Cr\u00f3nicas da Barquinha &#8211; \u201cA paisagem nos anos de 1807 e 1808 \u00e0 beira do Tejo no tempo das invas\u00f5es francesas\u201d por Fernando Freire"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-75650\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1.png\" alt=\"\" width=\"483\" height=\"415\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Os franceses passaram, na 1.\u00aa invas\u00e3o de 1807, por Paio de Pele, Tancos, Barquinha, Atalaia, Vaginhas, Cardiga e Goleg\u00e3. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O general Thi\u00e9bault<sup><b>1<\/b><\/sup>, descreve, diariamente, no seu c\u00e9lebre relat\u00f3rio ou di\u00e1rio, o avan\u00e7o das tropas francesas no nosso territ\u00f3rio. A narra\u00e7\u00e3o \u00e9 imparcial, impressionante e impens\u00e1vel para um leitor atento do s\u00e9culo XXI. Esta publica\u00e7\u00e3o francesa, traduzida<sup><b>2<\/b><\/sup>, conta-nos que, a 19 de novembro de 1807, Junot entra em Portugal pela Beira Baixa. As tropas napole\u00f3nicas atravessaram a ponte de Segura nos dias 19 e 20 e dividiram-se em 3 divis\u00f5es: a 1\u00aa divis\u00e3o (espanhola) seguiu pela estrada de Rosmaninhal \u2013 Monforte &#8211; Castelo Branco, chegando \u00e0 cidade no dia 20; a 2\u00aa divis\u00e3o e a 3\u00aa<b> <\/b>divis\u00e3o seguiram pela estrada Zebreira, Idanha-a-Nova, atingindo Castelo Branco no dia 21. Em Castelo Branco as tropas voltaram a dividir-se, a 1\u00aa divis\u00e3o avan\u00e7ou por Sarzedas \u2013 Sobreira \u2013 Corti\u00e7a \u2013 Cardigos \u2013 Vila De Rei \u2013 S. Domingos (Sardoal) at\u00e9 Abrantes; a 2\u00aa e 3\u00aa Divis\u00e3o seguiram por Sarnadas (Vila Velha de R\u00f3d\u00e3o) \u2013 Perdig\u00e3o \u2013 Ma\u00e7\u00e3o, at\u00e9 Abrantes onde chegaram no dia 24 de novembro. Em Abrantes as tropas espanholas, dirigidas pelo general Carrafa, seguiram para Tomar. As tropas napole\u00f3nicas avan\u00e7aram por Punhete, Paio de Pele, Tancos, Barquinha, Vaginhas e Goleg\u00e3, e chegaram a Santar\u00e9m no dia 28 de novembro de 1807.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ficamos a saber, pelo General Thi\u00e9bault, que a 26 de novembro de 1807 as companhias de elite das duas primeiras divis\u00f5es, reunidas, organizadas em quatro batalh\u00f5es e colocadas sob as ordens do coronel de Grandseigne, formaram a vanguarda do ex\u00e9rcito e foram tomar a margem esquerda do Z\u00eazere, posi\u00e7\u00e3o em Punhete, atual Const\u00e2ncia. O coronel Vicent, comandante da engenharia, depois de ter reunido os materiais necess\u00e1rios para lan\u00e7ar uma ponte de barcos sobre o Z\u00eazere, re\u00fane-se em Punhete para fazer a sua constru\u00e7\u00e3o. Havia j\u00e1 dois dias que trabalhavam em Punhete para construir uma ponte sobre o rio, onde ela n\u00e3o existia, bem perto da atual ponte rodovi\u00e1ria que liga a Praia do Ribatejo a Const\u00e2ncia. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O rio Z\u00eazere, \u00e0 data sem obst\u00e1culos ou barragens no seu leito, pela sua largura, pela sua profundidade, pela rapidez e for\u00e7a das correntes, que muitas vezes fazia subir trinta p\u00e9s em poucas horas, engrossou de onze a doze p\u00e9s durante a noite de 26 para 27, e destruiu todo o trabalho da v\u00e9spera e que n\u00e3o permitiu recome\u00e7ar a constru\u00e7\u00e3o da ponte. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Procurando apressar a sua marcha, o general chefe reuniu os barqueiros e todos os barcos que se puderam encontrar, mas a noite tinha chegado, e sobre as observa\u00e7\u00f5es de todas as pessoas do pa\u00eds, ordenou ao coronel Grandseigne se queria efetuar a sua passagem deveria esperar pela manh\u00e3.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A passagem das tropas durou uma grande parte do dia e isto retardou a sua marcha de modo que a vanguarda n\u00e3o chegou nesse dia \u00e0 Goleg\u00e3 e a primeira divis\u00e3o \u00e0 Cardiga.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O zelo com o qual os bateleiros de Punhete trabalharam para passar o ex\u00e9rcito inimigo, certamente sobre coa\u00e7\u00e3o, determinou que o general Junot lhes desse 2,000 fr. de gratifica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-75651\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-800x558.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"558\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-800x558.png 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-768x536.png 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-696x486.png 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-1068x745.png 1068w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-602x420.png 602w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-100x70.png 100w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2.png 1125w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Conta-nos o autor se os portugueses tivessem sobre este ponto 3.000 homens, os franceses n\u00e3o teriam passado o rio em terrenos confinantes com o monte de NS da Concei\u00e7\u00e3o, em Paio de Pele. Recordo que os franceses, na 1.\u00aa invas\u00e3o, n\u00e3o tinham ultrapassado as margens do Tejo, para al\u00e9m tejo, pela inexist\u00eancia de pontes para tal desiderato. A tarefa de travessia seria complexa de executar devido \u00e0 grande largura do rio ib\u00e9rico. Neste local de atravessamento dos franceses, no rio Z\u00eazere, existiu no cimo do monte de NS da Concei\u00e7\u00e3o o castelo de Z\u00eazere, a encosta \u00e9 alcantilada pois que tem grande inclina\u00e7\u00e3o sobre a sua margem direita. Certamente, com fogo de artilharia tornaria muito dif\u00edcil a passagem dos franceses neste local, da\u00ed o racioc\u00ednio de general Thi\u00e9bault.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Embora as tropas n\u00e3o tivessem qualquer pretexto para cometer novas desordens, alguns soldados pilharam e cometeram atos de viol\u00eancia durante o dia nas localidades no nosso concelho.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No sentido de manter a disciplina, os acusados foram ent\u00e3o presos, julgados, condenados e fuzilados na Goleg\u00e3.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Junot comandava, desde a Beira Baixa, um grupo de homens fatigados, esfomeados, maltrapilhos, semi-descal\u00e7os, sem mantimentos e desanimados que avan\u00e7ava por territ\u00f3rios encharcados pelas copiosas chuvas, por vales e rios plenos de correntes de \u00e1gua onde os v\u00edveres eram escassos e o que existiam tinham sido eliminados ou escondidos pelos portugueses<b>, <\/b>numa t\u00e1tica de complicar a vida ao invasor. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-75652\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"377\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O rio Z\u00eazere foi uma dificuldade acrescida para a realiza\u00e7\u00e3o da ambi\u00e7\u00e3o de chegar c\u00e9lere a Lisboa. Corria com um grande caudal e com forte turbul\u00eancia, e a ponte das barcas estava desmontada &#8211; nada acontece por acaso &#8211; o que retardou a marcha do Ex\u00e9rcito invasor para chegar, rapidamente, \u00e0 capital do reino. Bem tentou o Ex\u00e9rcito franc\u00eas chegar a Lisboa o mais breve poss\u00edvel, de surpresa, antes da fam\u00edlia real materializar o prop\u00f3sito de fugir para o Brasil e, liminarmente, o invasor franc\u00eas \u201cficar a ver navios\u201d! <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No ano seguinte, em 1808 em plena guerra peninsular, Adam Neale, m\u00e9dico militar brit\u00e2nico e nosso aliado, faz uma observa\u00e7\u00e3o \u201ccir\u00fargica\u201d do estado de Portugal, das suas gentes e da sua paisagem. Conta-nos, numa ant\u00edtese brilhante, que temos um pa\u00eds pac\u00edfico e um pa\u00eds que se encontra em guerra. Da sua experi\u00eancia na Guerra Peninsular, enquanto elemento da retaguarda do Ex\u00e9rcito Brit\u00e2nico, eis a sua hist\u00f3ria, de enorme beleza e da nossa regi\u00e3o no tempo de Outono e da apanha da azeitona.<sup><b>3<\/b><\/sup> \u201cA estrada da Goleg\u00e3 passa por uma terra, quase coberta na sua totalidade por oliveiras, at\u00e9 chegar a uma aldeia, Cardiga (S\u00e3o Caetano), situada nas margens do Tejo. Tamb\u00e9m aqui os camponeses andavam na apanha da azeitona. Na Cardiga existe um bonito e velho convento com uma alt\u00edssima torre redonda, suspensa sobre a estrada e que sobressai numa das paisagens mais bonitas do Tejo. Ao atravessar o pequeno curso de \u00e1gua para a Cardiga, deparamo-nos com uma paisagem soberba. Uma pequena ponte e a torre redonda apareciam em primeiro plano, numa paisagem onde se<b> <\/b>via \u00e0 dist\u00e2ncia umas colinas bastante bem cultivadas, no meio das quais se podia ver, bem integrada, no outro extremo do j\u00e1 referido rio Tejo, a alva aldeia da Barquinha.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-75653\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-800x707.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"707\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-800x707.png 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-768x678.png 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-696x615.png 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-475x420.png 475w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4.png 875w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Na vila da Barquinha existiam muitas velas brancas, como que esvoa\u00e7ando pelo l\u00edmpido rio abaixo, em cujas margens, cobertas de canaviais, acena um alto bosque de choupos pretos e por baixo dos seus ramos a estrada conduzia-nos \u00e0 Cardiga. Barquinha \u00e9 uma pequena, mas pr\u00f3spera aldeia que floresceu com a decad\u00eancia da antiga vila de Tancos. Depar\u00e1mo-nos aqui com uma grande az\u00e1fama e atividade. Pelas ruas ecoavam os sons dos malhos de constru\u00e7\u00e3o de barcos e os \u00e1speros berros dos barqueiros que apinhavam os pequenos barcos que se encontravam na margem, \u00e0 medida que iam embarcando as suas cargas de lenha, destinadas ao fornecimento de Lisboa.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Quando se deixa a Barquinha para tr\u00e1s a estrada serpenteia ao longo do Tejo junto do declive abrupto de uma montanha de granito, e mais ou menos a meia-l\u00e9gua de dist\u00e2ncia, cheg\u00e1mos a este lugar (Tancos), onde pernoitaremos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Tancos fica numa l\u00edngua de terra, a base de uma \u00edngreme montanha junto ao Tejo. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Tem sofrido consideravelmente com as inunda\u00e7\u00f5es daquele rio. Mesmo em frente de Tancos, desagua no rio Tejo o rio Culebra [ o autor aqui querer\u00e1 referir-se \u00e0 ribeira de Tancos ou \u00e0 ribeira de Alcolobre ? ] que ap\u00f3s violentas chuvadas, precipita-se sobre os edif\u00edcios de Tancos com tal impetuosidade que j\u00e1 deitou abaixo muitas casas, agora em ru\u00ednas.\u201d <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Adam Neal refere que a Vila de Tancos sofria com a inunda\u00e7\u00e3o do Rio Tejo, o que n\u00e3o \u00e9 novidade. O que nos surpreende \u00e9 a viol\u00eancia da ribeira de Tancos ou Alcolobre (?), com a destrui\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias habita\u00e7\u00f5es de Tancos, isto antes de novembro de 1808. Sabemos das recorrentes cheias e por exemplo, em 33 anos, de 1852 a 1885, verificaram-se 45 cheias.<sup><b>4<\/b><\/sup><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Por isso, muitos moradores mudaram-se mais para baixo, para a vila da Barquinha, e transportaram consigo a arte e pensamento comercial. Eis mais uma defens\u00e1vel explica\u00e7\u00e3o para compreender a ascens\u00e3o da Barquinha, no adjetivo do mesmo autor \u201cflorescente aldeia da Barquinha\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">H\u00e1, face \u00e0s constantes cheias que se verificavam na \u00e9poca, uma deslocaliza\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o mercantil de Tancos para a Barquinha. Certamente um local mais calmo, abrigado e menos fustigado pela for\u00e7a das correntes das cheias, facto hist\u00f3rico que importa reter. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Todavia, j\u00e1 antes das invas\u00f5es francesas muitas casas de Tancos se encontravam arruinadas. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A causa primordial do decl\u00ednio da vila de Tancos poder\u00e1 ser tribut\u00e1ria, havia uma provis\u00e3o r\u00e9gia para a Miseric\u00f3rdia da vila que importava em 50 r\u00e9is por pipa e 30 r\u00e9is por cada carga, o que n\u00e3o acontecia no porto da Barquinha. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Poder\u00e1 ser um dos motivos que levou \u00e0 decad\u00eancia do seu com\u00e9rcio que este se tivesse deslocalizado para o porto da Barquinha, come\u00e7ando este receber azeite, madeiras de castanho e pinho, farinha de p\u00e3o, castanha verde e seca, e a fornecer as prov\u00edncias do Norte. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Mais adiante refere o atento Adam Neal sobre Almourol: \u201cCerca de um quarto de milha adiante da povoa\u00e7\u00e3o, a meio do Tejo, ergue-se uma rocha de granito coroada com as ru\u00ednas de um antigo castelo mourisco, chamado Torre de Almourol. Estas ru\u00ednas s\u00e3o extremamente pitorescas e um belo espet\u00e1culo quando vistas da colina acima de Tancos. Aproveitei um pequeno barco de pesca, cujo pobre dono me chamou quando eu ia pela praia, oferecendo-se para me levar at\u00e9 \u00e0 ilha. Tem muitos choupos, e as ru\u00ednas est\u00e3o cobertas de figueiras-do-inferno. Quando estas plantas se cobrem de flores amarelas, esta planta faz uma linda sebe. D\u00e1 um pequeno fruto, de sabor bastante agrad\u00e1vel. As senhoras de Lisboa costumavam oferecer este fruto aos nossos jovens oficiais (ingleses). Se lhes pegavam apressadamente, ficavam com os dedos muito feridos por um n\u00famero infinito de picos min\u00fasculos, invis\u00edveis, que s\u00e3o muito dif\u00edceis de extrair. O pobre ingl\u00eas berra, as jovens riem, mas os nossos compatriotas amaldi\u00e7oam a brincadeira. A este fruto chamam os portugueses figos-do-inferno<sup><b>5<\/b><\/sup>, e bem merece o nome.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Deveras curiosa \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o da ilha do Castelo de Almourol em 1808, nas suas palavras extremamente pitorescas e um belo espet\u00e1culo! <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Na sua carta diz-nos, tamb\u00e9m, que existem in\u00fameros choupos e figueiras-do-inferno na ilha. Estas adornavam-na o que o levou, certamente, perante tal beleza, a falar das damas de Lisboa e das suas brincadeiras, isto apesar de vivermos em tempo de guerra.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Este castelo, assente sobre um afloramento gran\u00edtico, fora mandado erigir em 1170, por D. Gualdim Pais, mestre da ordem do Templo que fizera parte das Cruzadas e que conhecia completamente as obras de fortifica\u00e7\u00e3o militares dos arquitetos europeus e \u00e1rabes.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> J\u00e1 v\u00e1rios autores tinham dado testemunho de Almourol em tempos diferentes e com sensibilidades dissemelhantes.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Por exemplo, Frei Bernardo de Brito, Lisboa, 1597, conta-nos:<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u201c (\u2026) O dito Castelo de Almourol, fundado em arrecife metido pelas \u00e1guas do Tejo, que com suas correntes o cerca, e faz ilha, para onde v\u00e3o em barcos, e no ver\u00e3o \u00e9 uma das alegres habita\u00e7\u00f5es que h\u00e1, servindo-lhe a fresca corrente do rio e a multid\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es, que o navegam ordinariamente de alegre passatempo&#8221; (&#8230;). <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Alexandre Herculano, no ver\u00e3o de 1853, exprime-se nestas belas palavras:<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u201c(\u2026) Dentro do primeiro plano as silvas e os cactos gigantes obstruem a passagem e o terreno gretado e ladeirento indica a ru\u00edna da muralha j\u00e1 alu\u00edda desse lado.<sup>6<\/sup> Os cactos tinham um tamanho enorme<sup><b>7<\/b><\/sup> \u201c \u2026 nas ruinas do Castello de Almourol;, hum tronco de Cactus, da especie chamada vulgarmente Figueira da India, de huma altura prodigiosa: todos conhecem aquelle arbusto bastante trivial entre n\u00f3s; mas nem todos sabem, que na sua velhice elle tem por base hum tronco-pardo, lenhoso, e que n\u00e3o costuma ser muito alto: o comprimento total do de almourol mas hum; toro; cortado; delle, e que veio para a Academia, tem cento e cincoenta pollegadas d&#8217;altura (3,81 metros), e perto de vinte de di\u00e2metro (0,50) na sua maior grossura. Qual n\u00e3o deve ter sido a dura\u00e7\u00e3o daquella Arvore, que provavelmente he coeva \u00e1s primeiras ruinas deste monumento dos Templ\u00e1rios!\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-75654\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/5-800x458.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"458\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/5-800x458.png 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/5-768x439.png 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/5-696x398.png 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/5-1068x611.png 1068w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/5-734x420.png 734w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/5.png 1171w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em finais de oitocentos entrava-se no castelo n\u00e3o pela porta principal, mas por um buraco na muralha, conforme imagem recolhida pela Arquiteta Rita In\u00e1cio e o castelo para al\u00e9m de ter uma torre quadrada, a de menagem, tinha outra quadrada do lado nascente,<sup><b>8 <\/b><\/sup>vis\u00edvel na imagem acima de 1868. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Mas voltemos a narrativa de Adam Nelae: \u201cAtravessando aquela esp\u00e9cie de p\u00e1tio e voltando \u00e0 esquerda encontra-se a porta que d\u00e1 comunica\u00e7\u00e3o para o plano superior. (\u2026) Entra-se por ali noutro recinto mais elevado, coberto igualmente de bastos silvados e de cactos disformes. [A esta data o castelo estava arruinado e completamente invadido por esp\u00e9cies invasoras] A um dos lados ergue-se a torre quadrangular de menagem para a qual se entra trepando a uma rotura da muralha onde parece ter existido uma das raras frestas que alumiavam o interior da torre, cuja comunica\u00e7\u00e3o primitiva provavelmente se acha soterrada debaixo dos entulhos. [A entrada do castelo era feita pela muralha lateral e n\u00e3o pela porta principal que estava entulhada.] No interior nada resta sen\u00e3o as paredes nuas e negras, sem o menor vest\u00edgio dos pavimentos em que por certo foi dividida em \u00e9pocas anteriores. (\u2026) No exterior da torre a \u00fanica mem\u00f3ria dos homens que haviam amontoado aquelas pedras nos p\u00edncaros dos rochedos era a cruz do Templo gravada sobre a volta de uma das frestas ou janelas da torre \u2026 [Gravada sobre a porta de entrada da torre de menagem cujo acesso se faria por escadas de madeira pois em caso de invas\u00e3o seria derrubada] \u2026 Os cubelos redondos, que guarnecem o recinto do castelo, e um dos quais avan\u00e7a, ligado por uma breve coura\u00e7a, para o Oriente s\u00e3o inacess\u00edveis pelo seu estado de ru\u00edna. (\u2026) Em muitos deles viam-se penduradas peles de cobra de maravilhosa grandeza. Era essa a causa das apreens\u00f5es dos barqueiros. Conforme eles diziam e outras pessoas no-lo repetiram depois a velha preceptoria do Templo \u00e9 hoje covil mimoso dos r\u00e9pteis (\u2026) As imagin\u00e1rias peles de cobra s\u00e3o as dermes dos troncos secos dos cactos. N\u00e3o convencer os remeiros de um erro que pode ser \u00fatil \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o daquelas muralhas do s\u00e9culo XII. O vandalismo civilizado e Peralvilho j\u00e1 tem arrancado dali mais de uma pedra para destinos ign\u00f3beis: que ao menos as dermes dos cactos amparem Almourol do esp\u00edrito de destrui\u00e7\u00e3o cong\u00e9nito do povo ignorante e rude (\u2026) descemos cautelosamente a escarpada senda, onde o perigo era mais positivo porque um p\u00e9 mal posto nos faria rolar at\u00e9 ao rio por um despenhadeiro de quinze a vinte bra\u00e7as de altura.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A descri\u00e7\u00e3o do castelo de Almourol de Adam Neale \u00e9 sublime, apesar do estado de ru\u00edna que aquele monumento apresentava naquele ano de 1808. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Continuando na sua viagem \u00e0 beira do rio Tejo, no sentido da sua nascente, conta-nos Adam Neale: \u201c\u2026 seguimos por uma extensa charneca at\u00e9 chegarmos \u00e0s \u00edngremes margens do rio Z\u00eazere, bem cobertas de olivais. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Depois de atravessarmos o rio numa ponte de barcas, entr\u00e1mos na povoa\u00e7\u00e3o de Punhete. Esta tem uma situa\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel, numa l\u00edngua de terra formada pela jun\u00e7\u00e3o do Z\u00eazere com o Tejo. Na ponta extrema est\u00e3o as ru\u00ednas de um velho castelo, junto do qual fica o porto de Punhete, que, quando por l\u00e1 pass\u00e1mos, estava apinhado de barcos, que levavam carregamentos de marmelos, ma\u00e7\u00e3s e castanhas para o mercado de Lisboa.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><a name=\"_GoBack\"><\/a> <span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Facto curioso \u00e9 em Punhete haver uma ponte de barcas que era montada na primavera e desmontada no outono. Ora, no ano em que Adam Neale escreve a sua XXIV carta, mais precisamente em 3 de novembro de 1808, neste dia, a ponte de barcas permitia atravessar o rio Z\u00eazere. Todavia, singular \u00e9 que, um ano antes, aquando da 1.\u00aa invas\u00e3o, em novembro de 1807, quando Junot procurou atravessar o rio Z\u00eazere, j\u00e1 a ponte das barcas estava desmontada, certamente por ast\u00facia dos portugueses tendo em vista retardar a chegada a Lisboa do Ex\u00e9rcito napole\u00f3nico e permitir a fuga da fam\u00edlia real para o Brasil.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Por \u00faltimo, acontecimento significativo \u00e9 o grande n\u00famero de barcos nesse dia em Const\u00e2ncia, na voz do narrador: \u201co porto estava apinhado\u201d! <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ora se no dia anterior, 2 de novembro de 1808, na Barquinha, nas suas ruas ecoavam os sons dos malhos de constru\u00e7\u00e3o de barcos e o rio Tejo mostrava muitas velas brancas, tudo isto atesta, inequivocamente, que apesar de a na\u00e7\u00e3o estar em guerra o rio era o meio privilegiado de circula\u00e7\u00e3o ao longo do qual se transportavam mercadorias alimentares e de bem-estar, fruta, legumes, lenha, carv\u00e3o, etc. para abastecer os mercados de Lisboa e meio para a migra\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es dos campos para a cidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">BIBLIOGRAFIA <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"sdfootnote\" align=\"justify\"><sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>1<\/b><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Thi\u00e9bault<\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">, Lieutenant-G\u00e9n\u00e9ral, \u201cS\u00e9jour de l\u2019arm\u00e9e \u00e0 Abrant\u00e8s; marche de l\u2019arm\u00e9e sur Lisbonne, et son entr\u00e9e dans cette capitalle\u201d in Relation de L\u2019Exp\u00e9dition du Portugal faite en 1807 et 1808, par le Ier Corps D\u2019Observation de la Gironde, devenu Arm\u00e9e de Portugal; Paris, Chez Magimel, Anselin et Pochard, Libraires Por L\u2019art Militaire, 1817<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>2<\/b><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> ASSIS, Jos\u00e9 Luiz A Entrada do corps d\u2019observation de la Gironde em Portugal (1807): An\u00e1lise e Interpreta\u00e7\u00e3o dos Relatos do Bar\u00e3o Thi\u00e9beau, Tenente-General Chefe do Estado-Maior. In A Guerra Peninsular nos 200 anos das Invas\u00f5es Napole\u00f3nicas em Portugal. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">Casal de Cambra: Caleidosc\u00f3pio, 2007<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><sup><span lang=\"en-US\"><b>3<\/b><\/span><\/sup><span lang=\"en-US\"> NEALE, Adam, \u201cLetters from Portugal and Spain\u201d Comprising an Account of the Operations of the Armies Under Their Excellencies Sir Arthur Wellesley and Sir John Moore from the Landing of Troops in Mondego Bay to the Battle at Corunna. <\/span>French Revolution Collection. London: Richard Phillips, 1809<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><sup><b>4<\/b><\/sup> Revista de Obras P\u00fablicas e Minas \/ Associa\u00e7\u00e3o de Engenheiros Civis Portugueses. \u2013 Lisboa, ano XIV Tomo XIV, Imprensa Nacional, p\u00e1g.68, 1885<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"sdfootnote\" align=\"justify\"><sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">5<\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> O fruto \u00e9 popularmente chamado de tabaibo, figo-do-inferno, figo-da-\u00cdndia, figo-palmeira ou tuna. Depois de descascado a sua polpa \u00e9 suculenta e tem alto teor de fibras, vitamina A e ferro.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"sdfootnote\" align=\"justify\"><sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">6<\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">FURTADO, Teresa Pinto, \u201cO Castelo de Almourol monumento e imagin\u00e1rio\u201d (texto policopiado): 1996.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"sdfootnote\" align=\"justify\"><sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">7<\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> Historia e memorias da Academia R. das Sciencias &#8230; Tomo IV Parte I. 1815<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">8<\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> IN\u00c1CIO, Rita \u2013 Palestra no Dia Nacional dos Centros Hist\u00f3ricos, \u201cO Almourol de Herculano, patrim\u00f3nio, arte e mem\u00f3ria\u201d, no dia 27\/03\/2026. Comemora\u00e7\u00e3o do Dia Nacional Dos Centros Hist\u00f3ricos<\/span><\/span><\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/cronicas-da-barquinha-a-paisagem-nos-anos-de-1807-e-1808-a-beira-do-tejo-no-tempo-das-invasoes-francesas-por-fernando-freire\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os franceses passaram, na 1.\u00aa invas\u00e3o de 1807, por Paio de Pele, Tancos, Barquinha, Atalaia, Vaginhas, Cardiga e Goleg\u00e3. O general Thi\u00e9bault1, descreve, diariamente, no seu c\u00e9lebre relat\u00f3rio ou di\u00e1rio, o avan\u00e7o das tropas francesas no nosso territ\u00f3rio. A narra\u00e7\u00e3o \u00e9 imparcial, impressionante e impens\u00e1vel para um leitor atento do s\u00e9culo XXI. 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