{"id":75064,"date":"2026-06-29T19:06:58","date_gmt":"2026-06-29T18:06:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=75064"},"modified":"2026-06-29T19:06:58","modified_gmt":"2026-06-29T18:06:58","slug":"a-opiniao-de-fernando-freire-cronicas-da-barquinha-evidencias-que-resistem-ao-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/a-opiniao-de-fernando-freire-cronicas-da-barquinha-evidencias-que-resistem-ao-tempo\/","title":{"rendered":"A Opini\u00e3o de Fernando Freire &#8211; Cr\u00f3nicas da Barquinha: &#8220;Evid\u00eancias que resistem ao tempo&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-75065\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-1-800x600.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-1-800x600.jpg 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-1-2024x1518.jpg 2024w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-1-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-1-696x522.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-1-1068x801.jpg 1068w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-1-1920x1440.jpg 1920w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-1-560x420.jpg 560w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-1-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-1-265x198.jpg 265w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-1.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>Desconhecemos a exist\u00eancia de algum bras\u00e3o dos antigos concelhos de Atalaia, Tancos e Paio de Pele. Sabemos que o bras\u00e3o de armas mais antigo da Barquinha, concelho criado em 1836, era constitu\u00eddo por um escudo sem coroa, partido em pala, na primeira, em campo azul uma bateira de ouro em mar de prata azul e, na segunda, em campo de prata uma oliveira de sua cor entre duas vasilhas de tanoa negra, ficando o escudo no centro um ramo de oliveira e outro ramo de carvalho.<br \/>\nDesconhece-se, tamb\u00e9m, o que levou os nossos ancestrais a retirar o ramo de carvalho do s\u00edmbolo maior do concelho, mas talvez n\u00e3o andemos longe da verdade se fundamentarmos a sua aus\u00eancia pela falta de elementos desta esp\u00e9cie arb\u00f3rea \u00e0 data da feitura do segundo bras\u00e3o. Importa relevar que este elemento arb\u00f3reo n\u00e3o era inocente uma vez que esta \u00e1rvore em Portugal est\u00e1 conexa com a Ordem do Templo depois de Cristo e, certamente, fazia parte substancial da floresta aut\u00f3ctone, tal como a oliveira, como adiante se ir\u00e1 evidenciar. Importa relevar que este bras\u00e3o, com folhas de oliveira e de carvalho est\u00e1 ainda presente na frontaria dos Pa\u00e7os de Concelho e esteve no teto do sal\u00e3o nobre da Casa da C\u00e2mara pelo menos desde o ano de 1878.1<\/p>\n<p>O segundo bras\u00e3o da vila da Barquinha veio a ser um escudo partido em pala orlado interiormente por duas palmas cruzadas e atadas com uma fita azul com a legenda \u201cV.\u00aa N.\u00aa da Barquinha 1836\u201d. No cartel da esquerda um barco \u00e0 vela e no da direita uma oliveira com duas infusas de barro preto. Aqui evidenciou-se, certamente, os barcos presentes no rio, que segundo dados hist\u00f3ricos no cais seriam cerca de uma centena, e o com\u00e9rcio relevante do azeite como explora\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o em tanques para posteriores atos de com\u00e9rcio. A Barquinha possu\u00ed-a elevado n\u00famero de tanques para dep\u00f3sito de azeite, armazenamento, que depois, em tempo oportuno e de pre\u00e7o do mercado, seria transportado por via fluvial, para a capital do Reino.<\/p>\n<p>Por exemplo, na d\u00e9cada de trinta do s\u00e9culo pret\u00e9rito, quando o atual concelho do Entroncamento pertencia \u00e0 freguesia da Atalaia, concelho da Barquinha, estavam inventariados 30 lagares de azeite, bem como a exist\u00eancia de v\u00e1rias olarias na Atalaia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-75066\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2-1-800x450.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2-1-800x450.jpg 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2-1-696x392.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2-1-1068x601.jpg 1068w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2-1-747x420.jpg 747w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2-1.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Terceiro, e \u00faltimo bras\u00e3o, ainda atual, mant\u00e9m alguns elementos dos bras\u00f5es primitivo e as suas armas s\u00e3o as seguintes: um escudo em campo azul com uma bateira real\u00e7ada a negro, mastreada e encordoada de ouro, vestida de prata com fl\u00e2mina de vermelho, vogando em duas faixas de prata. A bateira (barco) \u00e9 acompanhada de duas oliveiras de ouro frutadas de negro e de duas vasilhas de tanoa de prata cintadas de negro. \u00c9 rematado com uma coroa mural de prata de quatro torres (vila). Em baixo, um listel branco com os dizeres \u201cVila Nova da Barquinha\u201d a negro.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Importa recordar que o arvoredo que hoje possu\u00edmos na Barquinha, onde h\u00e1 predomin\u00e2ncia esmagadora do eucalipto, n\u00e3o exibe a realidade de antanho. Parece mentira, mas n\u00e3o \u00e9 \u2026<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em 1854<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>2<\/b><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> j\u00e1 depois da fus\u00e3o dos concelhos de Atalaia, Paio de Pele e Tancos, no novel concelho da Barquinha, afirmava-se que a \u00e1rvore dominante era a oliveira e nessa narrativa assegurava-se que a \u201cfunda da azeitona \u00e9 de acordo com as mol\u00e9stias e com o rigor do Inverno\u201d, tal e qual como na atualidade. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">N\u00e3o encontrei elementos bastantes para a exist\u00eancia de carvalhos embora os castanheiros sejam j\u00e1 bem referenciados. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Interessante \u00e9 saber que s\u00e3o as laranjeiras a segunda esp\u00e9cie de \u00e1rvores dominantes. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Depois, em menor quantidade aparecem as nogueiras, com produ\u00e7\u00e3o de 2 moios ou 1600 litros, figueiras, amendoeiras com produ\u00e7\u00e3o de 450 litros, avelaneiras com a colheita de 450 litros, pereiras, macieiras, sobreiros, amoreiras, castanheiros e vinha. H\u00e1, ainda, a registar a produ\u00e7\u00e3o de 15 moios e 6 alqueires, cerca de 12090 litros de arroz.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Memoro, que 2 anos de 1854, em 15 de novembro de 1852, ocorreu um forte e violento furac\u00e3o que em grande parte destruiu e devastou os olivais do nosso concelho.<sup><b>3<\/b><\/sup><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em 1855 temos inventariados 910 litros de am\u00eandoas, 600 litros de castanhas e n\u00e3o houve avel\u00e3s.<sup><b>4<\/b><\/sup> <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em 1857 a exist\u00eancia de cereais era de 55680 litros de trigo, 7077 litros de milho, 1044 litros de cevada, 221 litros de centeio, o que demonstra o peso das searas de trigo no nosso concelho.<sup><b>5 <\/b><\/sup>A batata, o tub\u00e9rculo mais popular do mundo, oriundo doa Andes, teria sido cultivada em meados do s\u00e9culo XVIII, nas regi\u00f5es de Tr\u00e1s-os-Montes, Minho e Beiras. No inicio do S\u00e9c. XIX, com as invas\u00f5es franceses, os agressores trouxeram batatas nas suas provis\u00f5es, pelo que ajudaram a espalhar este importante alimento. Mas \u00e9 t\u00e3o s\u00f3 no ano de 1857 que aparece a palavra batata nos relat\u00f3rios, isto para o concelho da Barquinha, nos livros de atas que consultei,<sup><b>6<\/b><\/sup> e a partir daqui tem sido um alimento perene para as nossas fam\u00edlias.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em resposta ao Governador Civil<sup><b>7<\/b><\/sup> questionado o Administrador do Concelho da exist\u00eancia de madeiras para o fabrico de p\u00f3lvora, este vem dizer que no nosso concelho h\u00e1 pouca planta\u00e7\u00e3o de salgueiros, amieiros e sanguinhos nas margens das valas, dos ribeiros e dos rios, e que estas madeiras s\u00e3o utilizadas para seguran\u00e7a dos terrenos (contra a eros\u00e3o), fundamentalmente junto das margens da borda de \u00e1gua ou \u201cmarachas\u201d do Z\u00eazere e Tejo. Atualmente, as galerias rip\u00edcolas arb\u00f3reas existentes s\u00e3o constitu\u00eddas por salgueiros, freixos, choupos, amieiros, l\u00f3d\u00e3o-bastardo, sanguinho-de-\u00e1gua, borrazeira-branca, que sustentam e estabilizam as margens. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Not\u00e1vel \u00e9 a refer\u00eancia \u00e0 exist\u00eancia de valas que, ap\u00f3s o desvio do Tejo, ocorrido perto do ano de 1545, s\u00e3o respons\u00e1veis pela origem do povoado da Barquinha na margem direita do Tejo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-75067\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/3-1.jpg\" alt=\"\" width=\"616\" height=\"779\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/3-1.jpg 616w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/3-1-332x420.jpg 332w\" sizes=\"auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Mapa da autoria do Prof. Jos\u00e9 Alves Dias, na obra &#8220;Uma grande obra de engenharia em meados do S\u00e9culo XVI: A mudan\u00e7a do Curso do rio Tejo\u201d, Estampa, Lisboa, 1984.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A valadagem foi uma atividade secular. Que era a valadagem? \u201cuma luta de, por um lado, domar os terrenos alagados pelas \u00e1guas, e por outro, levar as \u00e1guas aos terrenos onde ela escasseava. Sendo vulgarmente reconhecidos pelo seu grande valor, destemor, mestria e sabedoria, os valadores desempenhavam o que era, ao mesmo tempo, um trabalho, uma miss\u00e3o e um of\u00edcio \u2026 terrenos alagados onde se cultivavam os campos do arroz, do milho, do c\u00e2nhamo e outras culturas \u00e0s quais a presen\u00e7a permanente e abundante de \u00e1gua era essencial, n\u00e3o teriam tido fecundidade nem produ\u00e7\u00e3o; sem eles, os terrenos secos de bairros e charnecas n\u00e3o seriam irrigados nem dariam produ\u00e7\u00e3o; sem eles, nem mesmo as cidades origin\u00e1rias de seculares urbes teriam tido condi\u00e7\u00f5es para nelas se viver e asseguradas as necess\u00e1rias fortifica\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a\u201d.<sup><b>8<\/b><\/sup> Esta atividade contribuiu para a riqueza da agricultura e engrandecimento dos nossos anteriores. Como sabemos o rio Tejo foi desviado artificialmente para o centro da plan\u00edcie de Martintina (entre a Cardiga e Pinheiro Grande) curvou \u00e0 direita e preencheu as antigas \u201cvalas\u201d dando origem ao Campo de Cima da Cardiga e a novos portos e a novas margens donde nasceu o lugar de Barca, e depois o lugar de Barquinha. E, n\u00e3o fora a chamada dos homens pr\u00e1ticos e inteligentes do termo de Coimbra, logo a seguir \u00e0 mudan\u00e7a do leito do rio Tejo, ocorrida perto de 1545, com recurso \u00e0 planta\u00e7\u00e3o estacadas de tanch\u00f5es de salgueiro e outras \u00e1rvores, bem vis\u00edveis, atualmente, no Parque Ribeirinho da Barquinha, certamente a Quinta da Cardiga teria abalado e sido derrocada ou sofrido graves danos irrepar\u00e1veis pelas impetuosas \u00e1guas e cheias do Tejo. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-75068\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/4-1-800x545.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"545\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/4-1-800x545.jpg 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/4-1-768x523.jpg 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/4-1-218x150.jpg 218w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/4-1-696x474.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/4-1-617x420.jpg 617w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/4-1.jpg 840w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Estacadas no rio Tejo \u2013 Parque de Esculturas Contempor\u00e2neas de Almourol \u2013 V.N. da Barquinha<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Este Alvar\u00e1 do ano de 1694 tem dados hist\u00f3ricos importantes! <sup><b>9<\/b><\/sup> Conta-nos que existiu o desvio do Tejo, a complexidade da sua navega\u00e7\u00e3o, a utiliza\u00e7\u00e3o da corda nas embarca\u00e7\u00f5es, a origem dos principais mareantes, o m\u00f3bil que levou \u00e0 sua feitura, as san\u00e7\u00f5es penais e financeiras, de 20 dias de pris\u00e3o e 2$000 r\u00e9is, em caso de reincid\u00eancia o dobro para os barqueiros e mareantes, e resolveu um enigma que me sobrevinha, a exist\u00eancia daquelas estacas numa extens\u00e3o de cerca de 2,5 Km, a contornar o leito da margem direita, entre o cais da Hidr\u00e1ulica da Barquinha at\u00e9 \u00e0 Cardiga. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Reza assim o Alvar\u00e1: \u201c \u2026 ficar a dita Quinta (Cardiga) junto ao Rio Tejo, foram com o tempo as correntes das \u00e1guas mudando o seu primeiro curso, e entrando pelas terras da dita Quinta, de tal sorte, que at\u00e9 no presente lhe tinha levado mais de sessenta moios de terra de semeadura, e j\u00e1 ia endireitando com casas, em que se temia grande ru\u00edna; e n\u00e3o se lhe acudindo com o reparo, na forma que fosse poss\u00edvel, entrariam as \u00e1guas do dito Rio pelas terras circunvizinhas, lavando as do Campo da Goleg\u00e3, com not\u00e1vel preju\u00edzo, n\u00e3o s\u00f3 da dita Quinta, mas do bem p\u00fablico e comum; e que para cortarem este dano, e outros maiores, que podiam resultar, convocaram do Termo de Coimbra homens pr\u00e1ticos e inteligentes nesta mat\u00e9ria, que resolveram ser necess\u00e1rio fazerem-se estacadas de tanch\u00f5es de salgueiro e outras \u00e1rvores \u2026 obra de grande quantidade de tanch\u00f5es, e estacadas de salgueiro \u2026 mas \u2026 os barqueiros e marcantes das Vilas de Tancos, Alcochete, e Abrantes lhes cortaram, abalaram, e arrancaram as ditas estacas e tanch\u00f5es \u2026pois sem elas lhes ficara mais f\u00e1cil levarem os seus barcos \u00e0 sirga (corda), \u2026 impondo aos ditos barqueiros pena, para que mais n\u00e3o cortassem nem arrancassem as ditas estacas, e tanch\u00f5es \u2026\u201d. Ou seja, a solu\u00e7\u00e3o encontrada pelos engenheiros (homens pr\u00e1ticos e inteligentes da Universidade de Coimbra) seria usada mais tarde, depois do terramoto de 1755, para a baixa de pombalina Lisboa que se encontra assente em madeira ensopada que sobrevive at\u00e9 aos dias de hoje. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em 1878 (CHAGAS,1878) conta-nos que na Barquinha: \u201cGrande parte de territ\u00f3rio \u00e9 ocupado por olivedos que produzem azeite fin\u00edssimo muito acreditado nos mercados, possui tamb\u00e9m pinhais, laranjais, terras de trigo, milho e centeio, amendoeiras, figueiras, alguns sobreiros, e mais \u00e1rvores de fruto\u201d. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Outra \u00e1rvore que devo referenciar \u00e9 a amoreira. No tempo de El Rei D Afonso V, em 1438, lan\u00e7ou-se a \u201cmoda\u201d de obrigar a planta\u00e7\u00e3o de 20 p\u00e9s de amoreira por vizinho. O prop\u00f3sito \u00e9 repetido por D. Manuel I, nas cortes de 1495. O rei D. Jos\u00e9, por Lei de 20 de fevereiro de 1752, catalisando os ideais vision\u00e1rios de Sebasti\u00e3o Carvalho e Melo, o Marqu\u00eas de Pombal, que promoveu um regime de incentivos impar para a planta\u00e7\u00e3o desta \u00e1rvore. Est\u00e1vamos perante incentivos fiscais e prerrogativas sedutoras para o povo e para aqueles que se dedicassem \u00e0 planta\u00e7\u00e3o de amoreiras\/cria\u00e7\u00e3o do bicho da seda. Com forte acolhimento popular, ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o desta lei, a produ\u00e7\u00e3o veio a desfalecer em consequ\u00eancia do desleixo das popula\u00e7\u00f5es, das invas\u00f5es francesas e das guerras liberais. Este sucesso da planta\u00e7\u00e3o das amoreiras e cria\u00e7\u00e3o do bicho da seda teve, portanto, naquele per\u00edodo, escassa longevidade. J\u00e1 no reinado de D. Maria II, voltou-se a incentivar esta cultura atrav\u00e9s da circular de 21 de setembro de 1836, com a forma\u00e7\u00e3o de \u201cviveiros e plantas de amoreiras pr\u00f3prias para a cria\u00e7\u00e3o do bicho da seda\u201d, e pela Portaria de 23 de setembro de 1836, e Portaria de 12 de dezembro de 1842, se providenciaram \u201co bem da conserva\u00e7\u00e3o das amoreiras\u201d. Havia um desiderato real, a generaliza\u00e7\u00e3o do bicho da seda e produ\u00e7\u00e3o de fio para a manufatura nacional. S\u00f3 o Nordeste e as Beiras continuaram a produzir em escala a seda, isto at\u00e9 meados do s\u00e9c. XIX. Todavia, a ambi\u00e7\u00e3o dos produtores deu origem ao advento de v\u00e1rias doen\u00e7as no sirgo e com ela o fim desta atividade. S\u00f3 em alguns lugares, longe das culturas intensivas e desapropriadas a doen\u00e7as, as produ\u00e7\u00f5es sobreviveram, como aconteceu na minha terra natal, Oleiros, e que deu origem aos c\u00e9lebres bordados de Castelo Branco. Esta cultura apresenta caracter\u00edsticas que a tornam uma produ\u00e7\u00e3o artesanal \u00fanica, fruto de materiais, sensibilidades e saberes enraizados. \u201c\u00c9, no entanto, o concelho de Oleiros que nos surpreende. Nas palavras do pr\u00f3prio relator do Congresso, em Castelo Branco [IV Congresso e Exposi\u00e7\u00e3o Regional das Beiras, ano de 1929], este concelho &#8220;Qu\u00e1si fora do mundo (&#8230;) apresentou-nos (&#8230;) a sua seda natural: em casulos, em meadas e em tecidos. \u00danico concelho do distrito e um dos poucos do pa\u00eds onde ainda se faz a cria\u00e7\u00e3o do bicho da seda em larga escala, ainda ali s\u00e3o conhecidas e praticadas todas as opera\u00e7\u00f5es do fabrico e da colora\u00e7\u00e3o da seda\u201d.<sup><b>10<\/b><\/sup> <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Tamb\u00e9m no concelho da Barquinha a cultura da amoreira ou da seda \u00e9 tema pois em resposta do Administrador do Concelho ao Governador Civil<sup><b>11<\/b><\/sup> este informa que h\u00e1 poucas \u00e1rvores de amoreiras, \u201c\u2026 s\u00f3 nalguns quintais e nalgumas vinhas\u201d. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em 1863 o Administrador do Concelho vem informar o Governador Civil que n\u00e3o h\u00e1 qualquer produ\u00e7\u00e3o de seda, nem de arroz, mas existe produ\u00e7\u00e3o de nozes, am\u00eandoas, cera, mel, vinho, aguardante, laranjas e lim\u00f5es.<sup><b>12<\/b><\/sup><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Acrescento que a Rua Patriarca D. Jos\u00e9, na Atalaia, ainda conserva resqu\u00edcios destas amoreiras. Antigamente, a rua Direita de Santar\u00e9m, estava completamente coberta de folhas de amoreiras pelo menos desde a Casa do Patriarca at\u00e9 \u00e0 Igreja Matriz da Atalaia. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Tamb\u00e9m h\u00e1 testemunhos da exist\u00eancia de amoreiras junto da Fonte da Moita. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Outrossim, em 1886, na vila da Barquinha t\u00ednhamos uma alameda no Largo das Amoreiras e uma pra\u00e7a, a do Com\u00e9rcio, atual Pra\u00e7a da Rep\u00fablica.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-75069\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/5-1-600x800.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/5-1-600x800.jpg 600w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/5-1-696x928.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/5-1-315x420.jpg 315w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/5-1.jpg 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Avenida dos Pl\u00e1tanos \u2013 V.N. Barquinha <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Por \u00faltimo uma refer\u00eancia aos atuais pl\u00e1tanos da Barquinha que nestes tempos t\u00e3o prestimosa sombra nos d\u00e3o. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Foram plantados no dia 20 de agosto do ano de 1908, quer isto dizer que s\u00e3o distintos exemplares que v\u00e3o fazer 118 anos de vida, \u00e9 obra!<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Fontes\/Bibliografia <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><sup><b>1<\/b><\/sup> CHAGAS, Manoel Pinheiro, Dicion\u00e1rio Popular, 3.\u00ba volume, 1878<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><sup><b>2<\/b><\/sup> Of\u00edcio n. 4, de 7\/1\/1854, 102 de 29\/12\/1854 e 6 de 15\/1\/1855 &#8211; Livro de atas da Correspond\u00eancia enviada ao Governado Civil. 1854 a 1857<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><sup><b>3<\/b><\/sup> Di\u00e1rio do Governo, n.\u00ba 290, de 9\/12\/1854<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><sup><b>4<\/b><\/sup> Of\u00edcio n. 112, de 17\/11\/1855. Livro de atas da Correspond\u00eancia enviada ao Governado Civil. 1854 a 1857<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><sup><b>5<\/b><\/sup> Of\u00edcio n.\u00ba 27, de 7\/3\/1858. Livro de atas da Correspond\u00eancia ao Governador Civil. 1854 a 1857<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"sdfootnote\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><sup><b>6<\/b><\/sup> Of\u00edcio n. 75, de 18\/11\/1857. Livro de atas da Correspond\u00eancia enviada ao Governado Civil. 1854 a 1857<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><sup><b>7<\/b><\/sup> Of\u00edcio n.\u00ba 30, de 16\/6\/1857. Livro de atas da Correspond\u00eancia ao Governador Civil. 1854 a 1857<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><sup><b>8<\/b><\/sup> MARTINS, Jos\u00e9 Manuel Pereira. Os valadores de Riachos. N\u00facleo de Estudos do Museu Agr\u00edcola de Riachos (NEstMAR). 2022<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><sup><b>9<\/b><\/sup> ALVAR\u00c1, 06 de agosto de 1694 &#8211; que o Corregedor da Comarca de Tomar, quando for em correi\u00e7\u00e3o, tire todos os anos devassa dos danos causados por tirarem as estacas no Rio Tejo junto ao Convento da Ordem de Cristo &#8211; D. PEDRO II (1667-1706), Livro 1683-1700<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><sup><b>10<\/b><\/sup> CLARA, Vaz Pinto, MONTEIRO, Jo\u00e3o Pedro. Colchas de Castelo Branco. Ed. Silvip, Sociedade Gestora do Fundo de Valores e Investimentos Prediais. 1993<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><sup><b>11 <\/b><\/sup>Of\u00edcio n.\u00ba 78 de 3\/8\/1855. Livro de atas da Correspond\u00eancia enviada ao Governador Civil. 1854 a 1857<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><sup><b>12<\/b><\/sup> Of\u00edcio de 13\/5\/1863 e 30\/7\/1863 &#8211; Livro de atas da Correspond\u00eancia enviada ao Governador Civil, 1857 a 1863<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><em>Fernando Freire<\/em><\/strong><\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/a-opiniao-de-fernando-freire-cronicas-da-barquinha-evidencias-que-resistem-ao-tempo\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desconhecemos a exist\u00eancia de algum bras\u00e3o dos antigos concelhos de Atalaia, Tancos e Paio de Pele. Sabemos que o bras\u00e3o de armas mais antigo da Barquinha, concelho criado em 1836, era constitu\u00eddo por um escudo sem coroa, partido em pala, na primeira, em campo azul uma bateira de ouro em mar de prata azul e, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":43,"featured_media":75070,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[55,139,347],"tags":[],"class_list":["post-75064","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-cronica","category-cronica-eol","category-fernando-freire"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/43"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75064"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75064\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75071,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75064\/revisions\/75071"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75070"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}