{"id":72999,"date":"2026-02-15T19:13:28","date_gmt":"2026-02-15T19:13:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=72999"},"modified":"2026-02-15T19:13:28","modified_gmt":"2026-02-15T19:13:28","slug":"cronicas-da-barquinha-por-fernando-freire-a-cheia-do-tejo-de-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/cronicas-da-barquinha-por-fernando-freire-a-cheia-do-tejo-de-2026\/","title":{"rendered":"Cr\u00f3nicas da Barquinha, por Fernando Freire: \u201cA cheia do Tejo de 2026\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-73000\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica1-800x559.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"559\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica1-800x559.png 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica1-768x537.png 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica1-696x487.png 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica1-601x420.png 601w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica1-100x70.png 100w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica1.png 871w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Na Barquinha temos um territ\u00f3rio de matriz rural com exist\u00eancia de elementos naturais determinantes para o seu desenvolvimento. Possu\u00edmos boa e m\u00e1 vizinhan\u00e7a das margens do Tejo. \u00c0 cautela os nossos antepassados, em Tancos, edificaram um cais capaz de resistir e sobressair de cheias at\u00e9 7 metros de altura. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O Tejo ap\u00f3s deixar o vale encaixado e gran\u00edtico de Tancos, come\u00e7a a correr pela lez\u00edria na Barquinha, Goleg\u00e3 e Chamusca. As casas aqui afastam-se naturalmente do leito para fugir \u00e0s cheias ent\u00e3o recorrentes e sazonais. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Os locais mais afastados do leito e com maior altitude, possibilitam uma maior seguran\u00e7a aos povoamentos instalados, como acontece no Pedregoso e na Quinta da Lameira que possuem cotas a rondarem as m\u00e1ximas de cheias registadas. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Rememoro que as grandes cheias chegam \u00e0 Ponte da Pedra, limite do atual concelho do Entroncamento. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O tecido urbano de Barquinha define-se para sul como uma esplanada, paralelo ao rio, num tra\u00e7ado urbano em forma de cone \u2026 <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A zona mais densa e consolidada corresponde ao n\u00facleo mais antigo da Vila, as denominadas \u201czonas baixas\u201d, locais onde se verificavam as habituais cheias e bem perto dos antigos cais mar\u00edtimos que ali foram presentes. No quarteir\u00e3o da rua do Sal podemos vivificar as lajes de pedra calc\u00e1ria guarnecendo os pavimentos dos pisos t\u00e9rreos, vest\u00edgios da adapta\u00e7\u00e3o local \u00e0 viv\u00eancia das inunda\u00e7\u00f5es que, frequentemente, e com a sua adversidade beijavam a borda da vila. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Se durante a estiagem o rio Tejo serpeia por campinas, na ocasi\u00e3o das grandes cheias aquelas campinas tamb\u00e9m se cobrem de \u00e1gua, e o vale da lez\u00edria ostenta ent\u00e3o o aspeto de um vasto lago desde a Barquinha, Cardiga, Chamusca, Santar\u00e9m at\u00e9 ao Mar da Palha. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">As cheias ou inunda\u00e7\u00f5es que aconteceram no Tejo semearam desilus\u00e3o, desfizeram lares, devastaram campos, caminhos, pontes e circunscreveram povoa\u00e7\u00f5es inteiras \u00e0 pen\u00faria e, muitas vezes, \u00e0 fome. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Mas se provocaram estes danos tamb\u00e9m trouxeram prosperidade \u00e0 agricultura, quando os nateiros fertilizadores abra\u00e7aram os campos da borda d\u2019\u00e1gua para estes acolherem as sementes onde germinava o p\u00e3o nosso de cada dia. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">As cheias eram, em geral, proveitosas aos solos e delas derivava a abund\u00e2ncia destes. Cheias que eram uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, tal como no rio Nilo, no Egipto, pois com a fertiliza\u00e7\u00e3o dos campos nasciam os denominados \u201cnateiros\u201d nos quais se produziam abundantes cereais e produtos hort\u00edcolas. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-73001\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-2-800x603.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"603\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-2-800x603.jpg 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-2-768x579.jpg 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-2-696x524.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-2-557x420.jpg 557w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-2-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-2.jpg 965w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><em><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>Cais de Tancos \u2013 Foto de Pedro Anjo<\/b><\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">As cheias aconteciam quase sempre entre outubro e mar\u00e7o, per\u00edodo de grande pluviosidade ocasi\u00e3o em que engrossava e extravasava o leito do Tejo. Raramente ocorriam de mar\u00e7o por diante. Por exemplo, das 45 cheias que tiveram lugar desde 1852 at\u00e9 1885, apenas 9 sobrevieram em tempo menos oportuno, de abril a setembro, sendo ainda assim os preju\u00edzos por estas causados largamente compensados pelos benef\u00edcios das 34 restantes. Em 33 anos, de 1852 a 1885, verificaram-se 45 cheias.<sup><b>1<\/b><\/sup><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Este n\u00famero demonstra como eram recorrentes nos tempos de outrora.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No s\u00e9culo XX as 10 maiores cheias<sup><b>2<\/b><\/sup> foram as seguintes: <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-73002\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cromica-3.png\" alt=\"\" width=\"782\" height=\"393\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cromica-3.png 782w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cromica-3-768x386.png 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cromica-3-696x350.png 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 782px) 100vw, 782px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A cheia de 1979, a maior do s\u00e9culo XX, e muito falada pela gera\u00e7\u00e3o atual, decorreu essencialmente nos dias 10 a 13 de fevereiro: \u201c<i>S\u00f3 ultrapassada pela de 1876. Rebentamento dos diques de Valada, do Mouch\u00e3o do Ingl\u00eas e dos Vinte. Afetadas as capta\u00e7\u00f5es e a esta\u00e7\u00e3o de bombagem da \u00e1gua destinada a Lisboa dado a destrui\u00e7\u00e3o do dique de Valada. Seis mil desalojados no concelho de Abrantes. A gare dos caminhos de ferro ficou completamente alagada, atingindo os dez metros na sala de espera. Colapso no abastecimento de \u00e1gua a Lisboa e cortes na luz. For\u00e7as militares e militarizadas foram mobilizadas na sua totalidade. Dez mil pessoas evacuadas, povoa\u00e7\u00f5es isoladas e gado e culturas perdidos no balan\u00e7o da cat\u00e1strofe no dia 13. A Barragem do Fratel debitava 11.042 m3\/s (pico) na madrugada do dia 11. Os desalojados de Valada que seguiam de comboio para Santar\u00e9m tiveram que nele pernoitar pois a via-f\u00e9rrea estava alagada. O Dique dos Vinte teve cinco rombos, dos quais um de cerca de 100 metros. Autotanques dos bombeiros distribu\u00edram \u00e1gua \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de Lisboa. O Caudal de cheia estimado em Santar\u00e9m \u00e9 de 15.000 m3\/s<\/i>.\u201d <sup><b>3<\/b><\/sup><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u201c<span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Bombeiros, for\u00e7as militares e militarizadas foram mobilizadas na sua totalidade. Na Freguesia de S. Miguel do Rio Torto a \u00e1gua chegou a entrar no cemit\u00e9rio. Os valores das \u00e1guas em Abrantes chegam pr\u00f3ximo dos 16 metros. O ministro da Administra\u00e7\u00e3o Interna, Dr. Ant\u00f3nio Gon\u00e7alves Ribeiro, visitou oficialmente nos dias 12 e 13 de fevereiro a regi\u00e3o para se inteirar dos preju\u00edzos causados pela cheia. No dia 17 de fevereiro, pelo mesmo motivo, o ministro da Ind\u00fastria e Tecnologia, Eng.\u00ba Ant\u00f3nio Batista Cardoso e Cunha visita o concelho. No dia 4 de mar\u00e7o o Presidente da Rep\u00fablica, general Ant\u00f3nio Ramalho Eanes e os ministros da das Obras Publicas e da Ind\u00fastria e Tecnologia, Dr. Orlindo Almeida Pina e Eng.\u00ba \u00c1lvaro Roque de Pinto Bissaia Barreto, visitam oficialmente o Rossio ao Sul do Tejo para se inteiraram dos preju\u00edzos causados pela cheia. Em Rio de Moinhos, militares retiram os moradores das suas casas<\/i>\u201d<sup><b>4<\/b><\/sup><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Com cerca de 6000 desalojados para o concelho de Abrantes. As areias acabaram com as culturas da \u00e9poca e com as vinha. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O Correio do Ribatejo, na edi\u00e7\u00e3o de 16\/2\/1979, conta-nos: \u201c<i>O Presidente da Rep\u00fablica dirigiu opera\u00e7\u00f5es de socorro em Valada\u2026O drama atingiu propor\u00e7\u00f5es incalcul\u00e1veis\u2026Gigantesca opera\u00e7\u00e3o de salvamento \u2026Dez mil pessoas evacuadas para Santar\u00e9m, Abrantes, Cartaxo e outros locais. Nas opera\u00e7\u00f5es de socorro participaram helic\u00f3pteros das For\u00e7as Armadas, unidades de Tancos, de Abrantes, da Marinha, das For\u00e7as de Seguran\u00e7a e da Escola Pratica de Cavalaria de Santar\u00e9m \u2026 n\u00e3o foi apenas \u201co cavalo branco\u201d, nome que os homens da Borda d\u2019\u00e1gua d\u00e3o \u00e0 enxurrada, quando a enchente galopa desenfreada pelas terras ribeirinhas. Foi manada em tropel, demolidora e bravia, tudo arrasando e desfazendo na mais dram\u00e1tica emerg\u00eancia. Valha-nos a certeza de que a solidariedade n\u00e3o \u00e9 uma palavra v\u00e3, de que por toda a parte os homens deram as m\u00e3os, acudindo aos que a trag\u00e9dia maltratou, amea\u00e7ando, quando n\u00e3o fazendo perder, vidas e haveres.<\/i>\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Podemos ver reportagens da RTP sobre a grande cheia de 1979 em <\/span><\/span><span style=\"color: #0563c1;\"><u><a href=\"https:\/\/arquivos.rtp.pt\/conteudos\/cheias-no-ribatejo-3\/\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">https:\/\/arquivos.rtp.pt\/conteudos\/cheias-no-ribatejo-3\/<\/span><\/span><\/a><\/u><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> e <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #0563c1;\"><u><a href=\"https:\/\/arquivos.rtp.pt\/conteudos\/cheias-no-ribatejo-2\/\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">https:\/\/arquivos.rtp.pt\/conteudos\/cheias-no-ribatejo-2\/<\/span><\/span><\/a><\/u><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-73003\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-4-800x360.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-4-800x360.jpg 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-4-768x345.jpg 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-4-696x313.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-4-1068x480.jpg 1068w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-4-934x420.jpg 934w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-4.jpg 1221w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><em><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>Rua do Sal \u2013 Foto de Pedro Pimenta<\/b><\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No papel de aposentado foi olhar a cheia do rio\u2026 <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A cheia come\u00e7ou a castigar o Parque de Escultura da Barquinha no dia 5 de fevereiro de 2026, a seguir ao almo\u00e7o. Era vis\u00edvel que em breve deixaria as suas margens para se aproximar das ruas da vila. Tinha compulsado as descargas da barragem de Alc\u00e2ntara, a m\u00e3e de todas as barragens, e a de Cedillo, em Espanha. Os valores largados eram de muitos hm3\/s. Portanto, possu\u00eda-mos um grande n\u00edvel de pluviosidade, quer em Portugal quer em Espanha, as barragens estavam em alerta e a fazer descargas de grande dimens\u00e3o. Alc\u00e2ntara, a barragem m\u00e3e da Pen\u00ednsula estava com 96% da sua capacidade e a fazer descargas significativas. A barragem de Cedillo, na entrada do Tejo em Portugal, estava em alerta vermelho, com descargas de 4.345.07 m3\/s e com 89% de capacidade de armazenamento.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">As not\u00edcias n\u00e3o eram boas. As tempestades e o tempo que lhe seguiu trouxe grande pluviosidade. Os terrenos encharcados n\u00e3o conseguiam absorver e reter mais \u00e1gua. As ribeiras laterais e os ribeiros iam bastos. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Todos fitavam as \u00e1guas como que a medir o tempo\u2026<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ali no meio da traseuntes ia ouvindo est\u00f3rias de outras cheias. Umas que faziam bem, outras que faziam mal. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A esta\u00e7\u00e3o de Almourol marcava em 5 de fevereiro, pelas 20h00, 11,40 metros (8.695,30m3) e a 6 de fevereiro, pelas 01H00 11,62 metros (9057,12m3). Valores bem altos! A cheia de 1979, obteve 15.53, a altura m\u00e1xima em 1979.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A esta\u00e7\u00e3o hidrom\u00e9trica de Almourol \u00e9 a medida mais usada para avaliar o caudal do rio no distrito de Santar\u00e9m, e um dos principais indicadores da dureza do tempo das cheias e da sua evolu\u00e7\u00e3o ao longo das pr\u00f3ximas horas e dias.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A quantidade de \u00e1gua crescia, desmuseradamente. O rua do Sal, o largo Manuel Henrique Pir\u00e3o, a rua do Tejo, o largo das Festas e a avenida dos Pl\u00e1tanos, come\u00e7am a alagar. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Impon\u00eancia assustadora, \u00e1gua por todo o lado que corre sem d\u00f3 nem piedade. No redemoinho da corrente vislumbramos a espuma, lenhos, troncos, tudo o que a cheia encontrou no seu apressado caminhar que agora movia-se, ali, ao p\u00e9 de n\u00f3s. A \u00e1gua barrenta, revolta e imunda, alaga cada vez mais o verde Parque, cobre a levada lateral, galga as paredes, banha os quisoques, as esculturas contempor\u00e2neas, os salgueiros, os amieiros e a pequena vegeta\u00e7\u00e3o. Deixa a descoberto, apenas, as c\u00fapulas das \u00e1rvores e algumas \u00e1rvores arrancadas pela raiz como f\u00f3sforos, pela tempestade kristin.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u2013 <span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Est\u00e1 a subir? <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Sim. Respondo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A popula\u00e7\u00e3o da baixa da Barquinha entrou em corropio.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">H\u00e1 muitos anos que o Tejo n\u00e3o atingia o n\u00edvel da estrada do Tejo, e as not\u00edcias n\u00e3o eram boas! <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Havia a tend\u00eancia para subir ainda mais. A \u00e1gua no Parque que em primeiro lugar entra pelo lado poente, come\u00e7ou a entrar, outrossim, pela parte nascente, junto do antigo cais da hidr\u00e1ulica. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Nas ruas pessoas questionam se devem mudar os seus haveres para o 1.\u00ba andar para tentar escapar ao flagelo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Se fosse eu a si, fazia isso. Invocava por uma raz\u00e3o de imprevisibilidade das descargas das barragens e de seguran\u00e7a de pessoas e bens. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-73004\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-5-800x556.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"556\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-5-800x556.jpg 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-5-768x534.jpg 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-5-696x484.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-5-604x420.jpg 604w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-5-100x70.jpg 100w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-5.jpg 967w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><em><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>Trabalhadores do Mun\u00edcipio e Ex\u00e9rcito Portugu\u00eas \u2013 Fotos do autor<\/b><\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Os militares do corpo de fuzileiros montam o seu posto de comando com botes junto do Centro de Estudos de Arte Contempor\u00e2nea. Os militares do Ex\u00e9rcito e os trabalhadores do Munic\u00edpio da Barquinha, numa az\u00e1fama sem cessar, colocaram sacos de areia juntos das portas como medida de prote\u00e7\u00e3o dos edificios e dos pertences dos barquinhenses. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Na Praia do Ribatejo, junto ao cais Pai Av\u00f4, os residentes tem que ser evacuados. Em Tancos, junto ao cais D\u2019El Rei, o bar encontra-se submerso, tal e qual como o restaurante Loreto, na Barquinha. Ainda em Tancos o muro dos antigos armaz\u00e9ns das ferrarias arruinou. Os habitantes, ali, tamb\u00e9m mudam os seus pertences para o 1.\u00ba andar, onde a \u00e1gua poder\u00e1 ou n\u00e3o chegar. Os barcos tur\u00edsticos s\u00e3o arredados do rio ou amarrados \u00e0s margens. O cais tur\u00edstico de Almourol saltou do lugar, veio rio abaixo e imobilizou-se junto ao Arripiado. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Os bombeiros e a prote\u00e7\u00e3o civil municipal percorrem, dia e noite, as ruas e o rio, em alerta para poderem acudir a qualquer chamada de socorro.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-73005\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-6.jpg\" alt=\"\" width=\"713\" height=\"635\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-6.jpg 713w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-6-696x620.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-6-472x420.jpg 472w\" sizes=\"auto, (max-width: 713px) 100vw, 713px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><em><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>Avenida dos Pl\u00e1tanos e Pa\u00e7os do concelho \u2013 Fotos do autor<\/b><\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Quando falava com os homens da borda de \u00e1gua referiam-me as grandes cheias que \u201c<i>tinham chegado aos degraus da Igreja Matriz da Barquinha ou \u00e0s portas dos Pa\u00e7os de Concelho da Barquinha ou \u00e0 taverna do Sr. Ferr\u00e3o<\/i>\u201d. Sempre grandes hist\u00f3rias de dramas, desgra\u00e7a, hero\u00edsmo e solidariedade. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Acha que vai chegar aos degraus da Igreja? Se fosse voc\u00ea o que fazia?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Belas quest\u00f5es, mas eu n\u00e3o sabia responder.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Julgo que n\u00e3o, mas h\u00e1 que monotorizar de 8 em 8 horas!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Impressiona as quest\u00f5es e a narrativa. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O tempo ido, e preciso, est\u00e1 na mem\u00f3ria dos descendetes destes ribatejanos. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">As inunda\u00e7\u00f5es faziam parte do dia-a-dia dos seus pais e das suas viv\u00eancias de inf\u00e2ncia pois habitavam em pleno vale do Tejo e num dos locais mais afetados pelas enxurradas desde tempos imemoriais. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Certamente, relatos que vinham dos seus ancestrais pois pelo rio, e pelo campo, fluem hist\u00f3rias de mortes, galgamento das margens, campos inundados, diques derrubados e impetuosas correntes de \u00e1gua.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O instinto criativo barquinhense nasceu nas margens do rio que lhes deu muito, mas que muitas vezes muito lhes retirava.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No meio desta tempestade e da cheia apareceu quem organizou, resolveu e improvisou. N\u00e3o deixaram para tr\u00e1s ningu\u00e9m. N\u00e3o h\u00e1 familia nem h\u00e1 hor\u00e1rios. Lado a lado militares, dirigentes e trabalhadores da autarquia, prote\u00e7\u00e3o civil e bombeiros n\u00e3o vacilaram. Colocam sacos de areia, cortam \u00e1rvores, desimpedem estradas e os caminhos, expurgam a lama, partilham alimentos, confortam as almas, entram em casas deterioradas, garatem que ningu\u00e9m fica esquecido. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Houve povo a cuidar do povo. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Depois da tempestade vir\u00e1 a bonan\u00e7a! <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-73006\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-7-800x450.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-7-800x450.jpg 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-7-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-7-696x391.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-7-747x420.jpg 747w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-7.jpg 921w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>Vila Nova da Barquinha \u2013 Foto de Jo\u00e3o Alves<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Para mem\u00f3ria futura ficar\u00e1 gravada a cheia de 5\/2\/2026, numa singela placa, no cais da hidr\u00e1ulica, junto da cheia de 12\/2\/1966, da de 19\/1\/1936 e da de 17\/12\/1955.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-73007\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-8-800x427.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-8-800x427.png 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-8-768x410.png 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-8-696x372.png 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-8-786x420.png 786w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cronica-8.png 803w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Bibliografia<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><sup><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>1<\/b><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> Revista de Obras P\u00fablicas e Minas \/ Associa\u00e7\u00e3o de Engenheiros Civis Portugueses. \u2013 Lisboa, ano XIV Tomo XIV, Imprensa Nacional, p\u00e1g.68, 1885.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><sup><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>2<\/b><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> MADEIRA, Cristina. Cheias e inunda\u00e7\u00f5es do rio Tejo em Abrantes, Territ\u00f3rio, 2005<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><sup><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>3<\/b><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> LOUREIRO, Jo\u00e3o Mimoso, \u201cRio Tejo \u2013As Grandes Cheias \u2013 1800-2007\u201d, cole\u00e7\u00e3o T\u00e1gides, ed. ARH do Tejo, Lisboa 2009<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><sup><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>4<\/b><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Cambria, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> VIEIRA, Jos\u00e9 Manuel d\u2019Oliveira, Cronologia das Cheias do Rio Tejo {1550\/2010}<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/cronicas-da-barquinha-por-fernando-freire-a-cheia-do-tejo-de-2026\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Barquinha temos um territ\u00f3rio de matriz rural com exist\u00eancia de elementos naturais determinantes para o seu desenvolvimento. Possu\u00edmos boa e m\u00e1 vizinhan\u00e7a das margens do Tejo. \u00c0 cautela os nossos antepassados, em Tancos, edificaram um cais capaz de resistir e sobressair de cheias at\u00e9 7 metros de altura. 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