{"id":71095,"date":"2025-12-05T15:30:48","date_gmt":"2025-12-05T15:30:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=71095"},"modified":"2025-12-05T10:52:08","modified_gmt":"2025-12-05T10:52:08","slug":"cineteatro-do-entroncamento-reviveu-o-espirito-da-raia-com-a-apresentacao-do-livro-raia-raianos-e-malteses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/cineteatro-do-entroncamento-reviveu-o-espirito-da-raia-com-a-apresentacao-do-livro-raia-raianos-e-malteses\/","title":{"rendered":"Cineteatro do Entroncamento reviveu o esp\u00edrito da Raia com a apresenta\u00e7\u00e3o do livro \u201cRaia, Raianos e Malteses"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #000000;\">O livro <\/span><span style=\"color: #000000;\"><i>Raia, Raianos, Nobres e Malteses<\/i><\/span><span style=\"color: #000000;\"> foi apresentado publicamente na passada segunda-feira, 1 de dezembro, no Cineteatro S\u00e3o Jo\u00e3o, no Entroncamento, perante um audit\u00f3rio que comp\u00f4s muito bem a excelente sala, e que assistiu com muito interesse \u00e0s diversas interven\u00e7\u00f5es que enriqueceram o ato cultural. A obra, que se foca na realidade muito diversificada e at\u00e9 contrastante das terras que do Minho ao Alentejo e Algarve separam (mas tamb\u00e9m unem) Portugal com Espanha, foi tamb\u00e9m assim analisada com as diversas interven\u00e7\u00f5es que souberam sempre prender a aten\u00e7\u00e3o e o interesse dos convidados do autor, Manuel Fernandes Vicente.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #000000;\">Para o Presidente da C\u00e2mara Municipal do Entroncamento, Nelson Cunha, \u201ca vida cultural de uma cidade n\u00e3o se constr\u00f3i apenas com equipamentos, mas sobretudo com pessoas, historiadores, investigadores, leitores, cidad\u00e3os que alimentam o pensamento cr\u00edtico e preservam a identidade coletiva. \u00c9 por isso que hoje celebramos com especial regozijo esta obra. <\/span><span style=\"color: #000000;\"><i>Raia, Raianos, Nobres e Malteses <\/i><\/span><span style=\"color: #000000;\">conduz-nos a uma viagem hist\u00f3rica, humana e geogr\u00e1fica, que nos aproxima das ra\u00edzes das comunidades raianas e das narrativas que atravessam s\u00e9culos\u201d. Para o autarca, \u201cao traz\u00ea-la at\u00e9 n\u00f3s, o Professor Manuel Fernandes Vicente partilha n\u00e3o s\u00f3 conhecimento, mas tamb\u00e9m o olhar rigoroso, sens\u00edvel e profundamente humano que sempre caracterizou o seu trabalho\u201d. Por fim, Nelson Cunha salientou que o munic\u00edpio se \u201corgulha de ser palco desta apresenta\u00e7\u00e3o. Queremos que a nossa cidade continue a ser um espa\u00e7o onde a cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria encontra abrigo, onde as ideias circulam e onde autores como o Professor Manuel Fernandes Vicente sentem que t\u00eam uma casa para partilhar o seu legado\u201d.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Helena Rodeiro, leitora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a segunda interveniente, referiu: \u201cEsta obra \u00e9, na minha perspetiva, um retrato multifacetado da Raia \u2013 a fronteira luso-espanhola \u2013 entendida n\u00e3o apenas como limite geogr\u00e1fico, mas sobretudo como espa\u00e7o humano, psicol\u00f3gico, cultural e hist\u00f3rico riqu\u00edssimo. E, por isso, o Manuel Vicente aborda a hist\u00f3ria das popula\u00e7\u00f5es fronteiri\u00e7as (\u2018raianos\u2019), o contrabando e a economia informal, as transum\u00e2ncias e os modos de vida ancestrais, a Inquisi\u00e7\u00e3o e as comunidades sefarditas e a emigra\u00e7\u00e3o e a desertifica\u00e7\u00e3o do interior, as figuras marginais, como os \u2018malteses\u2019, as tradi\u00e7\u00f5es culturais, lingu\u00edsticas e gastron\u00f3micas e o patrim\u00f3nio arquitet\u00f3nico e territorial, com base num trabalho pr\u00e9vio profundo, demorado, meticuloso de pesquisa hist\u00f3rica, liter\u00e1ria e documental, de visita e explora\u00e7\u00e3o dos diferentes locais revisitados neste livro, na conversa informal com as popula\u00e7\u00f5es e com elementos do poder local\u201d. E a docente de Coimbra prosseguiu: \u201cA Raia surge, segundo me parece, como s\u00edmbolo de resist\u00eancia, de ambiguidade, de fraternidade, de conflituosidade, mas, sobretudo, de sobreviv\u00eancia no passado e no presente, funcionando como um espa\u00e7o de identidades cruzadas entre Portugal, Espanha e Galiza. Pessoalmente, gosto particularmente da organiza\u00e7\u00e3o deste livro em <\/span><\/span><\/span><strong><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">ensaios curtos<\/span><\/span><\/span><\/strong><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, cada um dedicado a um t\u00f3pico: contrabandistas, malteses, brandas e inverneiras, a ind\u00fastria da seda, os c\u00e3es de Castro Laboreiro, entre muitos outros. Estes textos funcionam quase como <\/span><\/span><\/span><strong><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">cr\u00f3nicas etnogr\u00e1ficas<\/span><\/span><\/span><\/strong><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, com forte componente hist\u00f3rica, testemunhal e pessoal\u201d. Helena Rodeiro referiu ainda: \u201c<\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Devo dizer que aprecio de sobremaneira a an\u00e1lise que o Manuel Vicente <\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">faz da figura do contrabandista representado como <\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">her\u00f3i popular, sobrevivente da mis\u00e9ria<\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, p<\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">recursor involunt\u00e1rio da livre circula\u00e7\u00e3o europeia, figura amb\u00edgua (entre o il\u00edcito e o leg\u00edtimo), s\u00edmbolo de engenho, risco, clandestinidade, autonomia e mesmo de empreendedorismo<\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u201d. Para concluir, a professora salientou: \u201cEste livro do Manuel Vicente transportou-me algumas vezes para o universo torguiano, havendo diferen\u00e7as na abordagem mais visceral, introspetiva e individual de Miguel Torga e numa vis\u00e3o mais coletiva e social do Manuel Vicente. A verdade \u00e9 que para ambos o espa\u00e7o geogr\u00e1fico n\u00e3o \u00e9 um mero cen\u00e1rio paisag\u00edstico, mas molda a vida e os costumes das pessoas, influenciando h\u00e1bitos, trajet\u00f3rias, economia, cultura e mesmo o car\u00e1ter das comunidades raianas. Esta vis\u00e3o aproxima este livro de uma vis\u00e3o tel\u00farica da exist\u00eancia das comunidades raianas na sua autenticidade e, num mundo cada vez mais pl\u00e1stico, r\u00e1pido, descart\u00e1vel em que tudo \u00e9 perec\u00edvel, \u00e9 reconfortante saber que muitas mem\u00f3rias do que somos e do que a Raia \u00e9 ficam seguras, perenes e imortalizadas nas p\u00e1ginas deste livro do Manuel Vicente\u201d.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"color: #000000;\">\u201c<\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #000000;\"><i>Raia, Raianos, Nobres e Malteses<\/i><\/span><span style=\"color: #000000;\"> \u00e9 um livro com um tema mas com muitos epis\u00f3dios. Mas n\u00e3o \u00e9 uma novela. \u00c9 um percurso pela geografia f\u00edsica e humana da raia entre Portugal e Espanha\u201d, observou logo no in\u00edcio da sua interven\u00e7\u00e3o o tenente-general Ant\u00f3nio Mascarenhas. \u201cO que \u00e9 a fronteira entre Portugal e a Espanha? \u00c9 uma linha ora assente em rios \u23bc logo h\u00famida, outras vezes seca, neste caso fisicamente representada por marcos subindo e descendo montes e vales, que delimita o territ\u00f3rio de Portugal e da Espanha. A Raia \u00e9 a linha de fronteira e mais a faixa de um e do outro lado e onde se misturam e separam os dois povos \u2013 os raianos\u201d, acrescentou Ant\u00f3nio Mascarenhas. \u201cNa minha vida profissional, al\u00e9m de outras fun\u00e7\u00f5es, fui militar e enquanto especialista Engenheiro Militar. Um Engenheiro Militar tem muitas atividades e uma delas \u00e9 conhecer o territ\u00f3rio, manter e construir edif\u00edcios e outras infraestruturas entre as quais castelos e fortifica\u00e7\u00f5es ainda \u00e0 responsabilidade da institui\u00e7\u00e3o militar (casos do Castelo de Almourol ou Elvas). Nesta qualidade vou resumir as mem\u00f3rias militares e da Engenharia Militar que a raia guarda\u201d, referiu o tenente general, notando que \u201cest\u00e1 presente em todo o livro que a raia e os raianos perderam muitas das suas caracter\u00edsticas devido \u00e0 sangria das vilas e aldeias\u201d, e que, \u201ccomo se diz no livro, o linguarejar pr\u00f3prio \u2018dos raianos n\u00e3o \u00e9 trai\u00e7\u00e3o mas sim a tradu\u00e7\u00e3o de uma identidade\u2019, como de outras regi\u00f5es do pa\u00eds\u201d. Depois se referir a algumas geografias raianas abordadas no livro, Ant\u00f3nio Mascarenhas ainda notou que, \u201cpor v\u00e1rias vezes o Professor Vicente fala-nos de Malpica do Tejo \u2013 a sua terra \u2212 e descreve-nos as suas riquezas: entre outras, a azeitona (origem do melhor azeite do mundo) e os cereais, estes guardados por porquinhos-da-\u00cdndia que, \u2018n\u00e3o sendo carn\u00edvoros, s\u00e3o muito territoriais\u2019\u201d. <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #000000;\">Passando em revista alguns conte\u00fados do livro, historiador Ant\u00f3nio Matias Coelho aludiu ao \u201cengenho dos fojos do lobo\u201d, aos \u201cc\u00e3es e lobos em Castro Laboreiro\u201d, \u00e0 \u201c cultura da amoreira e do bicho-da-seda e a prepara\u00e7\u00e3o artesanal da seda desde a Idade M\u00e9dia, que cresceu com a chegada de judeus expulsos de Espanha. Freixo, mas tamb\u00e9m Vinhais e Bragan\u00e7a, tudo terras da raia\u201d. Por fim, notou que \u201co Vicente escreve como quem conversa: escrita coloquial, escorreita, cadenciada, melodiosa, muito bela \u2013 e muito rica, n\u00e3o apenas ao n\u00edvel das imagens que suscita, mas do vocabul\u00e1rio que apresenta, muito dele ca\u00eddo em desuso, nomes de coisas que j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam serventia e, portanto, palavras que ningu\u00e9m usa e j\u00e1 poucos conhecem\u201d, e ainda que \u201ceste percurso pela raia, da foz do Minho \u00e0 foz do Guadiana, mostra bem que, como tudo, a ideia de raia evoluiu: de zona de conflito a territ\u00f3rio de solidariedades (contrabando, Guerra Civil de Espanha) e agora de coopera\u00e7\u00e3o transfronteiri\u00e7a e valoriza\u00e7\u00e3o da Cultura raiana\u201d. <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #000000;\">Fazendo uma detalhada refer\u00eancia \u00e0 heran\u00e7a portuguesa de Oliven\u00e7a, uma das refer\u00eancias abordadas no livro, e aos \u201cpassos do que aconteceu na cidade, \u201cuma comunidade esquecida\u201d, o <\/span><span style=\"color: #000000;\"><i>designer <\/i><\/span><span style=\"color: #000000;\">oliventino Jos\u00e9 Antonio Gonz\u00e1lez Carrillo referiu, entre outros aspetos, \u201ca proibi\u00e7\u00e3o da L\u00edngua Portuguesa no territ\u00f3rio [oliventino], incluindo igrejas, escolas, outras institui\u00e7\u00f5es e C\u00e2mara Municipal, entre 1805 e 1840\u201d, a hispaniza\u00e7\u00e3o na ditadura de Franco, o desaparecimento de v\u00e1rias ermidas e bras\u00f5es de armas portuguesas, vaticinando que o \u201c\u2018portugu\u00eas oliventino\u2019\u201d vai desaparecer nos pr\u00f3ximos 10 anos, e j\u00e1 \u201ccome\u00e7a a ser chamado de maneira depreciativa, como <\/span><span style=\"color: #000000;\"><i>Portu\u00f1ol <\/i><\/span><span style=\"color: #000000;\">e <\/span><span style=\"color: #000000;\"><i>Chapurreo<\/i><\/span><span style=\"color: #000000;\">\u201d\u2026<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #000000;\">Falando tamb\u00e9m sobre Oliven\u00e7a, com grande curiosidade dos convidados na plateia do \u201cS\u00e3o Jo\u00e3o\u201d, M\u00e1rio Rui Rodrigues, antigo presidente do Grupo dos Amigos de Oliven\u00e7a, enfatizou a quest\u00e3o que depois de cerca de 500 anos a ser portuguesa, e ainda com muito patrim\u00f3nio a revelar essa perten\u00e7a, e suscitou com um PowerPoint de factos, datas e compara\u00e7\u00f5es a aten\u00e7\u00e3o dos presentes para a cidade. Notou que se continuam a publicar livros sobre a cidade e la <\/span><span style=\"color: #000000;\"><i>cuest\u00ed\u00f3n de Olivenza<\/i><\/span><span style=\"color: #000000;\">, continua a suscitar pelo menos perplexidades e contradi\u00e7\u00f5es em s\u00e9rie. \u201cPortugal n\u00e3o reconhece a soberania espanhola sobre Oliven\u00e7a, e juridicamente Oliven\u00e7a \u00e9 portuguesa\u201d, declarou, esclarecendo que, constitucionalmente, \u00e9 um territ\u00f3rio hist\u00f3rico da na\u00e7\u00e3o, e o Estado [Portugu\u00eas] n\u00e3o aliena qualquer parte do territ\u00f3rio. M\u00e1rio Rui\u201cdesmontou\u201d alguns \u201cargumentos \u201cfrouxos\u201d sobre essa aliena\u00e7\u00e3o, como \u201cj\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 fronteiras\u201d, a amizade entre os dois pa\u00edses, o tempo [j\u00e1 passaram dois s\u00e9culos], e colocando com maestria uma compara\u00e7\u00e3o entre Oliven\u00e7a e Gibraltar para criticar a contradi\u00e7\u00e3o de Espanha, que recusa por um lado os argumentos de Portugal, para usar depois motivos semelhantes para exigir Gibraltar \u00e0 Inglaterra. Finalmente, e com alguma ironia e muitos aplausos, concluiu: \u201cPortugal n\u00e3o pode reivindicar Oliven\u00e7a, que \u00e9 juridicamente territ\u00f3rio portugu\u00eas pelo Ato Final do Congresso de Viena!\u201d<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><a name=\"_GoBack\"><\/a> <span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #000000;\">Por fim, Manuel Fernandes Vicente, o autor, apresentou algumas imagens de temas sobre os quais reflete no livro, como as chegas de bois no Barroso, a ponte da Mizarela, os fojos do lobo, a g\u00edria e o contrabando de Quadrazais, o viver de Rio de Onor, a l\u00edngua mirandesa, os pauliteiros e o mirand\u00eas, a antiga pris\u00e3o de Marv\u00e3o, a import\u00e2ncia do Castelo de Almourol, o humanismo do Tenente Seixas e de Rui Nabeiro, entre outros aspetos. \u201cQuis tamb\u00e9m com ele [o livro] falar do desprezo que em Portugal tem sido dedicado ao Interior, e a Raia \u00e9 mesmo o interior mais profundo do pa\u00eds e a parte de n\u00f3s mais afastada do terreiro do Pa\u00e7o, era o espa\u00e7o desprezado que at\u00e9 servia at\u00e9 para criarem dantes os coutos dos homiziados\u201d, concluiu o autor.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/cineteatro-do-entroncamento-reviveu-o-espirito-da-raia-com-a-apresentacao-do-livro-raia-raianos-e-malteses\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro Raia, Raianos, Nobres e Malteses foi apresentado publicamente na passada segunda-feira, 1 de dezembro, no Cineteatro S\u00e3o Jo\u00e3o, no Entroncamento, perante um audit\u00f3rio que comp\u00f4s muito bem a excelente sala, e que assistiu com muito interesse \u00e0s diversas interven\u00e7\u00f5es que enriqueceram o ato cultural. 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