{"id":70363,"date":"2025-10-27T18:08:48","date_gmt":"2025-10-27T18:08:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=70363"},"modified":"2025-10-27T12:19:03","modified_gmt":"2025-10-27T12:19:03","slug":"a-cronica-de-manuela-pouitout-parafuso-ou-a-historia-do-que-veio-a-ser-grupo-recreativo-1-o-de-outubro-de-1911-quando-a-sua-sede-era-na-que-e-hoje-a-casa-vila-franca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/a-cronica-de-manuela-pouitout-parafuso-ou-a-historia-do-que-veio-a-ser-grupo-recreativo-1-o-de-outubro-de-1911-quando-a-sua-sede-era-na-que-e-hoje-a-casa-vila-franca\/","title":{"rendered":"A Cr\u00f3nica de Manuela Pouitout: \u201cPARAFUSO, ou a hist\u00f3ria do que veio a ser GRUPO RECREATIVO 1.\u00ba DE OUTUBRO DE 1911, quando a sua sede era na que \u00e9 hoje a CASA VILA FRANCA"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">A coletividade recreativa, ainda em atividade, cuja funda\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais antiga no Entroncamento, \u00e9 o popular <i>Parafuso<\/i>, que tamb\u00e9m se chama <i>Grupo Recreativo 1.\u00ba de Outubro de 1911<\/i>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">1911 \u00e9, s\u00f3 por si, um bom atestado de antiguidade, mais de um s\u00e9culo de exist\u00eancia, mas testemunhos escritos e id\u00f3neos empurram o Parafuso ainda mais para tr\u00e1s, para o tempo da monarquia. \u00c9 essa hist\u00f3ria antiga que eu pretendo contar, enquadrando-a no Entroncamento de ent\u00e3o, e nas coletividades dessa \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Comecemos pela localidade, antes de 1911, uma aldeia de pouco casario espalhado por entre olivais, com aglomerados habitacionais junto \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o dos Caminhos de Ferro, algumas casas na futura Rua Latino Coelho, uma outra fiada de casas na que veio a ser a Rua Sozzi, e onde mais tarde se instalou o clube Uni\u00e3o, o lugarejo das Vaginhas razoavelmente povoado, e casais dispersos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">A empresa maior empregadora era a mesma para a maioria da popula\u00e7\u00e3o, a Companhia dos Caminhos de Ferro. Tempos livres n\u00e3o haveria muitos, e a diversidade das ocupa\u00e7\u00f5es n\u00e3o favorecia os pontos de encontro, mas havia, no calend\u00e1rio, dias de festa. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Dito assim, parece que seria dif\u00edcil constituir grupos recreativos, fossem eles musicais, dram\u00e1ticos, ou de outros interesses, mas h\u00e1 not\u00edcias de grupos de teatro, no Entroncamento do s\u00e9culo XIX, o primeiro, ou dos primeiros, integrando um rapazinho, telegrafista na Companhia, que veio a ser um conhecido e grande ator, propriet\u00e1rio do teatro da Trindade, Tom\u00e1s Taveira, antes disso um empregado ferrovi\u00e1rio no Entroncamento dos anos setenta de novecentos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Anos mais tarde, j\u00e1 na d\u00e9cada de noventa, aparece-nos um teatro, inaugurado em 12 de setembro de 1893, de nome T\u00e1lia, com um grupo de amadores. O ensaiador era Manuel Gon\u00e7alves da Silveira, chefe da esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Estas pequenas not\u00edcias, encontradas a primeira num livro de Sousa Bastos (<i>Carteira do Artista: Apontamentos para a Hist\u00f3ria do Teatro Portugu\u00eas e Brasileiro<\/i>, Lisboa, 1898, pp. 22-23), e a segunda na imprensa regional (<i>Jornal Torrejano<\/i> n.\u00ba 465, 07-09-1893), mostram que a comunidade local, mesmo com a grande exiguidade de meios de que dispunha, dada a pouca idade do Entroncamento, se foi organizando para preencher os tempos livres, criando grupos de atividades culturais e recreativas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Maria Madalena Lopes, no seu estudo <i>Entroncamento, O Caminho de Ferro factor de urbaniza\u00e7\u00e3o: estudo de geografia humana<\/i> (que quando foi publicado, em 1947, era a sua tese de licenciatura em Ci\u00eancias Geogr\u00e1ficas, hoje transposto para livro), conta que o mestre de obras Paolo Picciochi Sozzi, chegado ao Entroncamento no in\u00edcio dos anos oitenta de novecentos, construiu as casas da que veio a ser a segunda rua da localidade, rua Sozzi (depois Tenente-coronel Alfredo Pereira da Concei\u00e7\u00e3o), e tamb\u00e9m uma barraca para teatro, quem sabe se seria o T\u00e1lia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Quanto ao <i>Parafuso<\/i>, n\u00e3o sabemos se ele \u00e9 da mesma \u00e9poca da associa\u00e7\u00e3o <i>T\u00e1lia<\/i>, final do s\u00e9culo XIX, ou se da primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XX. O que \u00e9 certo \u00e9 que o <i>Parafuso<\/i> \u00e9 mais antigo do que o <i>Grupo Recreativo 1.\u00ba de Outubro de 1911<\/i>. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">As fontes desta informa\u00e7\u00e3o situam-se a dois n\u00edveis. Uma delas \u00e9 o jornalista muito conhecido Eduardo O. P. Brito, que recorreu \u00e0s mem\u00f3rias de um fundador. A outra \u00e9 o dirigente do <i>Parafuso<\/i>, Pedro da Costa Neves, que no anivers\u00e1rio do clube, em 1952, recordou as suas origens.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">O que Eduardo O. P. Brito escreveu, foi o seguinte:<\/span><\/p>\n<p>\u201c<span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Esta velha coletividade, ao contr\u00e1rio do que muitos leitores supor\u00e3o, n\u00e3o foi fundada na data \u2013 1.\u00ba de Outubro de 1911 \u2013 que serviu, afinal, para a sua designa\u00e7\u00e3o. Nada disso. Pois, segundo um dos seus principais fundadores \u2013 o Sr. Manuel Ferreira Godinho, j\u00e1 h\u00e1 muito falecido \u2013, nos declarou uma vez, quando foi implantada a Rep\u00fablica, o \u00abParafuso\u00bb j\u00e1 existia. Simplesmente, quando o Grupo conheceu (em 1 de Outubro de 1911) as suas (ent\u00e3o) novas instala\u00e7\u00f5es, ou sejam, as que ainda hoje ocupa, \u00e9 que ent\u00e3o foi escolhido o seu nome oficial (chamemos-lhe assim), aproveitando, para o efeito, a referida data. E dizemos novas instala\u00e7\u00f5es, uma vez que as primeiras se situavam na casa onde hoje se encontra instalado o restaurante Vila Franca.\u201d (<i>O Entroncamento <\/i>n.\u00ba 568, maio de 1980)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Aqui vemos a confirma\u00e7\u00e3o do que atr\u00e1s foi dito, que o <i>Parafuso<\/i> j\u00e1 existia antes da implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, e do <i>Grupo Recreativo<\/i> <i>1.\u00ba de Outubro de 1911<\/i>. Conv\u00e9m, no entanto, esclarecer que estas \u201cnovas instala\u00e7\u00f5es\u201d a que Eduardo Brito se refere, j\u00e1 n\u00e3o existem. Era um edif\u00edcio de r\u00e9s-do-ch\u00e3o, situado no lugar do atual, cont\u00edguo \u00e0 antiga <i>Farm\u00e1cia Carvalho<\/i> (inaugurada em 3 de maio de 1933), e constitu\u00eddo por algumas salas e um amplo sal\u00e3o, com palco, e camarins e bufete sob o palco. O sal\u00e3o destinava-se, sobretudo, a bailes, mas viu muito teatro, operetas, e at\u00e9 sess\u00f5es de esclarecimento e propaganda, em determinadas \u00e9pocas, proje\u00e7\u00e3o de filmes, e tamb\u00e9m l\u00e1 se praticou desporto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Mas voltemos ao grupo recreativo, antes da Rep\u00fablica, que ainda n\u00e3o tinha sede pr\u00f3pria, e ao que disse o dirigente Pedro da Costa Neves, no anivers\u00e1rio da coletividade, em 1 de outubro de 1952:<\/span><\/p>\n<p>\u201c<span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Aberta a sess\u00e3o, usou em primeiro lugar da palavra o Sr. Pedro da Costa Neves, que historiou a vida da coletividade lembrando os nomes de alguns dos fundadores do Grupo Recreio Musical, Ant\u00f3nio Delgado, Jo\u00e3o da Silva Caba\u00e7o, Jo\u00e3o Figueiredo, Joaquim Nat\u00e1ria, Jo\u00e3o Rosa, Amaro da Silva Monteiro, etc., o qual passou a ser conhecido pelo Parafuso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Foi deste grupo que nasceu o Grupo Recreativo 1.\u00ba de Outubro, que definitivamente se instalou no pr\u00e9dio que hoje ocupa. N\u00e3o esqueceu o orador o nome de Jo\u00e3o Nunes Ribeiro, a quem se deve a constru\u00e7\u00e3o deste pr\u00e9dio.\u201d<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-70365\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/5-de-outubro-2-800x501.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"501\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/5-de-outubro-2-800x501.jpg 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/5-de-outubro-2-768x481.jpg 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/5-de-outubro-2-696x436.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/5-de-outubro-2-1068x669.jpg 1068w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/5-de-outubro-2-671x420.jpg 671w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/5-de-outubro-2.jpg 1084w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">E j\u00e1 que se falou nos fundadores, divulga-se tamb\u00e9m os nomes dos s\u00f3cios que, em outubro de 1952, tinham mais de 30 anos de assiduidade, pode ser que entre eles se encontrem alguns antepassados dos leitores: Gilberto da Guia, Diamantino Conde\u00e7o, Ant\u00f3nio Pedro Vicente, Francisco Conde\u00e7o, Manuel Henriques, Manuel da Costa, Frutuoso Mendes, Jo\u00e3o Sim\u00f5es de Melo, Germano Pereira, Jo\u00e3o Batista Ferreira, Domingos Coelho Gomes, Eug\u00e9nio Matos Clemente, Jos\u00e9 de Oliveira Amaro, Eug\u00e9nio Rodrigues, Ant\u00f3nio Jacinto Hort\u00eansio, Francisco Jaques, Diamantino Grilo, Jos\u00e9 Sim\u00f5es, Jo\u00e3o Lopes Soares, Jo\u00e3o Figueiredo, V\u00edtor da Silva Alfaro e Ant\u00f3nio Carvalho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Sabemos, agora, que o <i>Grupo Recreativo 1.\u00ba de Outubro de 1911<\/i> descende de um outro grupo anterior, o grupo <i>Recreio Musical<\/i>, que n\u00e3o estava oficializado, e era mais conhecido como <i>Parafuso. <\/i>Mas\u2026 de onde veio essa designa\u00e7\u00e3o t\u00e3o rara em nomes de coletividades, PARAFUSO?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Esque\u00e7amos a hist\u00f3ria do \u201cd\u00e1-me l\u00e1 outro parafuso, que este tem a rosca mo\u00edda\u201d, que era a contada por Eduardo Brito, porque Jo\u00e3o Pereira, presidente da Dire\u00e7\u00e3o do <i>Grupo Recreativo 1.\u00ba de Outubro de 1911<\/i>, em 1933, conta-a de outra maneira, certamente porque ele pr\u00f3prio a viveu, e ela estaria bem presente nas recorda\u00e7\u00f5es dos mais antigos. Ali\u00e1s, Manuel Ferreira Godinho, o informador de Eduardo Brito, n\u00e3o aparece aqui na lista dos fundadores, nem dos s\u00f3cios com 30 anos de \u201cmilit\u00e2ncia\u201d, porque se mudara para o Uni\u00e3o, que era o clube dos maquinistas e das elites do Entroncamento daqueles tempos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Voltamos \u00e0s mem\u00f3rias de Jo\u00e3o Pereira:<\/span><\/p>\n<p>\u201c<span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">A funda\u00e7\u00e3o do Grupo Recreativo 1.\u00ba de Outubro de 1911, merc\u00ea do esfor\u00e7o dum punhado de rapazes, cheios de boa vontade, daquela \u00e9poca, h\u00e1 vinte e um anos, foi levada a efeito numa hora em que eu chamarei feliz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Tendo tido a sua primeira sede na casa que \u00e9 hoje o estabelecimento do sr. Francisco Cotafo Condesso, em que o palco para as r\u00e9citas era armado em cima de caixotes vazios, ligados uns aos outros por meio de parafusos \u2013 daqui lhe veio o apelido \u201cParafuso\u201d que, ainda hoje, conserva (\u2026)\u201d (Terras de Portugal, abril de 1933).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">\u00c9 esta a hist\u00f3ria dos primeiros tempos do <i>Parafuso<\/i>, e da sua ado\u00e7\u00e3o como alcunha<i>, <\/i>e tem mais raz\u00e3o de ser do que um parafuso de rosca mo\u00edda<i>.<\/i> Os meios e o espa\u00e7o seriam escassos, da\u00ed o recurso aos caixotes aparafusados uns aos outros, para servirem de palco, quando era necess\u00e1rio. O parafuso, esse objeto pequeno e util\u00edssimo, foi o esteio que permitiu \u00e0 associa\u00e7\u00e3o fazer e desmanchar, adaptar o espa\u00e7o \u00e0s necessidades, criar a magia e a ilus\u00e3o do espet\u00e1culo com poucas coisas, caixotes e parafusos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Enquanto isto acontecia, trabalhava-se para haver uma sede pr\u00f3pria, e foi adquirido um terreno na mesma correnteza da rua. S\u00f3 quando a sede ficou pronta, \u00e9 que a coletividade se legalizou, com o nome do dia e ano em que se estava, <i>1.\u00ba de Outubro de 1911<\/i>, que foi o da inaugura\u00e7\u00e3o. Era a segunda sede, porque era o segundo espa\u00e7o que ocupavam, mas era a primeira do <i>Grupo Recreativo 1.\u00ba de Outubro de 1911<\/i>. No lugar da sede anterior, instalou-se a casa de pasto de Francisco Cotafo Condesso, ou, no dizer popular, o Chico Condesso, casado com Micas Condesso, que ali estiveram durante uns anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">No ano seguinte, 1912, apareceu, na <i>Ilustra\u00e7\u00e3o Portuguesa <\/i>(n.\u00ba 336, 29-07-1912), uma fotografia da <i>Orquestra e Rancho Flor da Mocidade<\/i>, grupo do Entroncamento. Na publica\u00e7\u00e3o nada mais se diz sobre ele, apenas o nome a localidade. O facto de n\u00e3o existirem, no Entroncamento de ent\u00e3o, que se saiba, outras coletividades recreativas, e de a sociedade T\u00e1lia se ter desfeito, por divis\u00f5es internas, leva-nos a pensar que este rancho poderia estar ligado ao Parafuso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Na imagem referida, contam-se trezes instrumentistas de cordas e onze pares de dan\u00e7arinos. Como dado hist\u00f3rico de interesse, refira-se a exist\u00eancia, em Coimbra, entre 1900 e o final da Grande Guerra, do <i>Rancho Flor da Mocidade,<\/i> que criou e popularizou can\u00e7\u00f5es de muito sucesso, algumas delas ainda hoje no repert\u00f3rio de guitarristas de Coimbra. Segundo a fonte consultada na internet (Mem\u00f3ria do Rancho Flor da Mocidade), o grupo coimbr\u00e3o serviu de modelo a ranchos criados em muitos concelhos da Beira Litoral. A similitude no nome leva-nos a pensar que tamb\u00e9m inspirou o do Entroncamento, o que \u00e9 plaus\u00edvel, dada a itiner\u00e2ncia dos ferrovi\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Como em todas as coletividades recreativas daquele tempo, os bailes eram das atividades mais atrativas e rendosas. Na sociedade de ent\u00e3o, e num Entroncamento com poucas distra\u00e7\u00f5es, eles proporcionavam o conv\u00edvio, a frui\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas em voga, a dan\u00e7a, a recria\u00e7\u00e3o de alguma pompa com as elei\u00e7\u00f5es de rainhas e damas de honor, e eram o ponto de encontro das fam\u00edlias ferrovi\u00e1rias, das amizades e dos amores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Para todos, o nome da coletividade era PARAFUSO, o tal que j\u00e1 vinha desde os tempos mais antigos. O outro, mais extenso de dizer e de escrever, era reservado \u00e0s situa\u00e7\u00f5es oficiais.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-70366\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Parafuso-Entroncamento1944--800x619.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"619\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Parafuso-Entroncamento1944--800x619.jpg 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Parafuso-Entroncamento1944--768x594.jpg 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Parafuso-Entroncamento1944--696x538.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Parafuso-Entroncamento1944--1068x826.jpg 1068w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Parafuso-Entroncamento1944--543x420.jpg 543w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Parafuso-Entroncamento1944-.jpg 1134w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">A associa\u00e7\u00e3o tinha como emblema ou s\u00edmbolo uma lira, com duas trombetas cruzadas, sendo a lira muito comum como emblema das associa\u00e7\u00f5es culturais e recreativas fundadas durante a Primeira Rep\u00fablica. Ela simbolizava a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica, mas tamb\u00e9m a harmonia, valor essencial na constitui\u00e7\u00e3o e funcionamento das coletividades, e que se traduzia na palavra Uni\u00e3o ou Unido, presente em tr\u00eas coletividades do Entroncamento, <i>Uni\u00e3o Futebol Entroncamento<\/i>, <i>11 Unidos Futebol Clube<\/i>, e <i>Grupo Musical Uni\u00e3o Vaginhense<\/i>, este ligado a uma outra coletividade hist\u00f3rica e tamb\u00e9m dos tempos republicanos, fundada em 1916, o <i>Grupo Recreativo O<\/i> <i>Ramalhete <\/i>das Vaginhas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">A lira, como emblema do <i>Grupo Recreativo 1.\u00ba de Outubro de 1911<\/i>, durou por bastantes anos, coabitando, por vezes, com a imagem do parafuso, em tons de verde. Em 1975, ainda a lira figurava nos cart\u00f5es dos s\u00f3cios, at\u00e9 que, nos anos oitenta, deu lugar, finalmente, ao s\u00edmbolo que acompanhou a coletividade desde os seus tempos primeiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">H\u00e1, no Arquivo Municipal do Entroncamento, um of\u00edcio do <i>Grupo Recreativo 1.\u00ba de Outubro<\/i> <i>de 1911<\/i>, datado de 3 de outubro de 1951, que cont\u00e9m todas as suas identifica\u00e7\u00f5es: \u00e0 esquerda, a imagem do um parafuso, sempre a mesma, com a men\u00e7\u00e3o <i>vulgo, <\/i>no cabe\u00e7alho o nome da coletividade, e sobre este, a lira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Tamb\u00e9m aparece sempre, sob o nome da coletividade, a designa\u00e7\u00e3o \u201cFiliado na Federa\u00e7\u00e3o das Sociedades de Educa\u00e7\u00e3o e Recreio\u201d. Esta <i>Federa\u00e7\u00e3o<\/i>, criada em 1924, enquadrou, defendeu e promoveu as coletividades independentes. Em 1975, ainda est\u00e1 presente nos cart\u00f5es dos s\u00f3cios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Neste mundo das coletividades entroncamentenses dos anos trinta e quarenta, \u00e9 interessante verificar como elas viviam o crescimento da ent\u00e3o aldeia e depois vila. Quando da cria\u00e7\u00e3o da vila do Entroncamento, por decreto de 21 de dezembro de 1932, na ata relativa a esse acontecimento, o presidente da Junta de Freguesia, Jos\u00e9 Duarte Coelho, faz v\u00e1rios agradecimentos, come\u00e7ando pelas entidades oficiais, e passando depois para as coletividades e pessoas. As coletividades s\u00e3o as que enviaram of\u00edcios de sauda\u00e7\u00f5es, em primeiro lugar o <i>Grupo Recreativo 1.\u00ba de Outubro<\/i> de 1911, depois o <i>Grupo de Escoteiros 84<\/i>, e em terceiro lugar o <i>Grupo de Instru\u00e7\u00e3o Musical Alberto Codina<\/i>, este \u00faltimo mais conhecido como o <i>GIMAC<\/i>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Em 24 de novembro de 1945, quando foi criado o concelho do Entroncamento, novamente o <i>Grupo Recreativo 1.\u00ba de Outubro<\/i> se manifestou. Escreveu o presidente da Dire\u00e7\u00e3o, Pedro da Costa Neves, numa carta dirigida ao presidente da Junta de Freguesia: \u201cEx.mo Snr. Interpretando a satisfa\u00e7\u00e3o da massa associativa desta agremia\u00e7\u00e3o pela eleva\u00e7\u00e3o a concelho, da \u00e1rea ocupada pela freguesia do Entroncamento, respeitosamente apresento a V. Ex<sup>a<\/sup> as melhores Felicita\u00e7\u00f5es. O povo do Entroncamento sente-se honrado por ter \u00e0 frente do destino da sua Terra, um homem que se chama Jos\u00e9 Duarte Coelho.\u201d <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Em 1945, o Entroncamento crescera bastante desde o come\u00e7o do s\u00e9culo, mas s\u00f3 em tamanho, em ruas e em casas. O que seriam da cultura, da m\u00fasica, do teatro, do desporto, nesta terra nascida com o caminho de ferro, se n\u00e3o fossem as coletividades e a sua dedica\u00e7\u00e3o? <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">O Estado reconhecia essa fun\u00e7\u00e3o cultural e de ocupa\u00e7\u00e3o dos tempos livres dos trabalhadores, mas impunha as suas regras. Quando havia elei\u00e7\u00f5es nas coletividades, a partir de uma certa altura, que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel precisar, a autoridade come\u00e7ou a estava presente. E embora os eleitos fossem escolha democr\u00e1tica, escolhidos pelos s\u00f3cios, as listas tinham de ser aprovadas superiormente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Num of\u00edcio do arquivo local, de 1 de fevereiro de 1949, o seu autor, que se assina Manuel das Neves, 1.\u00ba Subchefe da Pol\u00edcia de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Esquadra do Entroncamento, informa o presidente da C\u00e2mara Municipal do Entroncamento de que, no dia 29 do corrente (ele queria referir-se a 29 de janeiro), tinha decorrido \u201charmoniosamente\u201d a Assembleia Geral do <i>Uni\u00e3o Futebol Entroncamento<\/i>. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Numa not\u00edcia de 29 de fevereiro de 1959, no jornal <i>O Entroncamento<\/i>, l\u00ea-se:<\/span><\/p>\n<p>\u201c<span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Os clubes da nossa terra j\u00e1 realizaram as suas assembleias gerais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">No popular \u201cParafuso\u201d todos os corpos gerentes foram reconduzidos, o que demonstra o aplauso pelo seu trabalho. \u00c0 frente da dire\u00e7\u00e3o continua o sr. Jo\u00e3o Fernando Pereira da Guia, nosso prezado assinante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">No Uni\u00e3o, houve pequenas altera\u00e7\u00f5es na dire\u00e7\u00e3o e conselho fiscal, cujos mandatos s\u00f3 terminam este ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">No Ferrovi\u00e1rio o novo elenco \u00e9 o seguinte (\u2026)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Todos os corpos eleitos aguardam autoriza\u00e7\u00e3o superior para tomarem posse das suas fun\u00e7\u00f5es. (<i>O Entroncamento <\/i>n.\u00ba 216, 29-02-1956)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Os tempos eram assim.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">O <i>Parafuso<\/i> teve uma biblioteca, a que eu recorria, nos meus tempos de estudante. Na velha sede, ela estava na primeira sala, \u00e0 esquerda, quando se entrava. Quem me atendia era o sr. Caixinha. Nesse tempo, o Entroncamento n\u00e3o tinha biblioteca municipal, a primeira veio em 1961, era a Biblioteca Itinerante 29 da Funda\u00e7\u00e3o Gulbenkian, e a Biblioteca P\u00fablica s\u00f3 foi inaugurada em 1965, tamb\u00e9m com a ajuda da Gulbenkian. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Nas imagens que se anexam, est\u00e1 o <i>Parafuso<\/i> do tempo da primeira sede em edif\u00edcio pr\u00f3prio, e a rua 5 de Outubro, que foi sempre a sua morada.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-70367\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Rua-5-de-Outubro-Edicao-de-Joao-Santos-553x800.jpg\" alt=\"\" width=\"553\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Rua-5-de-Outubro-Edicao-de-Joao-Santos-553x800.jpg 553w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Rua-5-de-Outubro-Edicao-de-Joao-Santos-696x1007.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Rua-5-de-Outubro-Edicao-de-Joao-Santos-290x420.jpg 290w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Rua-5-de-Outubro-Edicao-de-Joao-Santos.jpg 732w\" sizes=\"auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-70364\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sede-do-Parafuso-800x533.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sede-do-Parafuso-800x533.jpg 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sede-do-Parafuso-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sede-do-Parafuso-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sede-do-Parafuso-696x464.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sede-do-Parafuso-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sede-do-Parafuso-630x420.jpg 630w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sede-do-Parafuso.jpg 1772w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Num postal ilustrado de 1930, da cole\u00e7\u00e3o editada pelo fot\u00f3grafo Jo\u00e3o Santos, cole\u00e7\u00e3o essa existente na Biblioteca Nacional, a rua 5 de Outubro aparece com pavimento muito negligenciado. O primeiro im\u00f3vel \u00e0 direita, que era, ent\u00e3o, o estabelecimento de Jos\u00e9 Mateus Neves da Costa, o Z\u00e9 da Loja, foi depois do casal Torres Lopes; a seguir a este, uma casa de r\u00e9s-do-ch\u00e3o que pertenceria a Ant\u00f3nio Mendes, eminente republicano quando aquele regime esteve em vigor; e o segundo pr\u00e9dio de r\u00e9s-do-ch\u00e3o \u00e9 o <i>Parafuso<\/i>, com um grupo de indiv\u00edduos junto \u00e0 sua parede lateral.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">A fotografia que mostra a fachada do <i>Parafuso<\/i>, \u00e9 mais recente, com sinais de alguma modernidade nas portas de alum\u00ednio, mas a fachada \u00e9 a mesma de origem. A porta larga e as duas janelas que a ladeiam correspondem ao sal\u00e3o. A porta estreita era a entrada para o corredor de acesso ao sal\u00e3o e a v\u00e1rias depend\u00eancias. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">A terceira foto, da autoria de Walter Reis, mostra o lado oposto ao <i>Parafuso<\/i>, e este assinal\u00e1vel apenas pelo seu mastro da bandeira. No lugar do pared\u00e3o est\u00e1 hoje a Caixa Geral de Dep\u00f3sitos. A seguir a ele, um pr\u00e9dio de primeiro andar que foi resid\u00eancia das fam\u00edlias Reis e Carloto, e o edif\u00edcio dos CTT, inaugurado em setembro de 1942.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Das origens do velho <i>Parafuso<\/i>, s\u00f3 nos resta a <i>Casa Vila Franca<\/i>, que devia ser elevada \u00e0 categoria de Bem com Interesse Municipal, pela sua antiguidade e hist\u00f3ria, e pela continuidade, porque nunca fechou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Desde os velhos tempos do <i>Recreio Musical<\/i>, que foi depois a casa de pasto de Chico Condesso, passaram por l\u00e1, e estiveram cerca de trinta anos, Joaquim In\u00e1cio e Madalena Belo Melro, pais de uma menina, Isabel, que criou uma lebrezinha a biber\u00e3o. Quem se lembra desse fen\u00f3meno do Entroncamento, popularizado por Eduardo Brito? <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Os atuais propriet\u00e1rios Maria da Concei\u00e7\u00e3o dos Santos Marques, a Dona \u00c7\u00e3o, e Arlindo Teixeira Marques deram continuidade ao neg\u00f3cio de casa de pasto e \u00e0 vida daquele recinto, a partir de 1986.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1, no Entroncamento, mais nenhum lugar assim, aberto \u00e0 comunidade h\u00e1 mais de um s\u00e9culo, sem ser deitado abaixo, e como casa de pasto, outra raridade. M\u00e9rito de todos os que por l\u00e1 passaram, e dos que est\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">Que a MEM\u00d3RIA n\u00e3o se perca!<\/span><\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/a-cronica-de-manuela-pouitout-parafuso-ou-a-historia-do-que-veio-a-ser-grupo-recreativo-1-o-de-outubro-de-1911-quando-a-sua-sede-era-na-que-e-hoje-a-casa-vila-franca\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A coletividade recreativa, ainda em atividade, cuja funda\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais antiga no Entroncamento, \u00e9 o popular Parafuso, que tamb\u00e9m se chama Grupo Recreativo 1.\u00ba de Outubro de 1911. 1911 \u00e9, s\u00f3 por si, um bom atestado de antiguidade, mais de um s\u00e9culo de exist\u00eancia, mas testemunhos escritos e id\u00f3neos empurram o Parafuso ainda mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":69641,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[56,55,139,65],"tags":[],"class_list":{"0":"post-70363","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-1apagina","8":"category-cronica","9":"category-cronica-eol","10":"category-manuela-poitout"},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70363","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70363"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70363\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69641"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}