{"id":62345,"date":"2024-04-28T16:06:19","date_gmt":"2024-04-28T15:06:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=62345"},"modified":"2024-04-28T16:06:19","modified_gmt":"2024-04-28T15:06:19","slug":"um-notavel-projecto-cultural-jose-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/um-notavel-projecto-cultural-jose-luz\/","title":{"rendered":"Um Not\u00e1vel Projecto Cultural |  Jos\u00e9 Luz"},"content":{"rendered":"<p>Quase quatro anos sobre o falecimento de \u00abZ\u00e9 Brasileiro\u00bb nada se sabe sobre o destino do esp\u00f3lio da Casa-Museu Vasco de Lima Couto. De seu nome Jos\u00e9 Ram\u00f4a Ferreira, dispensa apresenta\u00e7\u00f5es. Na presente cr\u00f3nica vou procurar dar relevo a uma das suas iniciativas de boa mem\u00f3ria: a \u00abGaleria de Const\u00e2ncia\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abA Galeria de Const\u00e2ncia \u00e9 s\u00f3 por si um projecto de ineg\u00e1vel relev\u00e2ncia cultural. E \u00e9 um acto de coragem\u00bb. Assim a definia Nuno Lima de Carvalho em finais dos anos 80, homem das artes (formado em direito e filosofia) que chegou a privar com escritores brasileiros como Jorge Amado, Ubaldo Ribeiro ou Zelia Gattai.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-62346 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Foto-de-Jose-Ramoa-Ferreira-tirada-por-Ricardo-Escada_-450x800.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Foto-de-Jose-Ramoa-Ferreira-tirada-por-Ricardo-Escada_-450x800.jpg 450w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Foto-de-Jose-Ramoa-Ferreira-tirada-por-Ricardo-Escada_-1139x2024.jpg 1139w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Foto-de-Jose-Ramoa-Ferreira-tirada-por-Ricardo-Escada_-768x1365.jpg 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Foto-de-Jose-Ramoa-Ferreira-tirada-por-Ricardo-Escada_-864x1536.jpg 864w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Foto-de-Jose-Ramoa-Ferreira-tirada-por-Ricardo-Escada_-696x1237.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Foto-de-Jose-Ramoa-Ferreira-tirada-por-Ricardo-Escada_-1068x1899.jpg 1068w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Foto-de-Jose-Ramoa-Ferreira-tirada-por-Ricardo-Escada_-236x420.jpg 236w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Foto-de-Jose-Ramoa-Ferreira-tirada-por-Ricardo-Escada_.jpg 1152w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Culturalmente, o nosso Pa\u00eds, \u00e0 data, em mat\u00e9ria de galerias de arte, era \u00abum deserto\u00bb, na opini\u00e3o de Lima de Carvalho. Salvo as excep\u00e7\u00f5es de Lisboa e Porto onde algo efectivamente se ia passando, com alguns esfor\u00e7os isolados nesta ou naquela cidade, nesta ou naquela vila, na maioria dos casos, \u00abpor obra e gra\u00e7a de indiv\u00edduos isolados para quem a Arte e a Cultura s\u00e3o valores\u00bb. Era o caso de Jos\u00e9 Ram\u00f4a Ferreira, conhecido por \u00abZ\u00e9 Brasileiro\u00bb, na vers\u00e3o popularizada pela can\u00e7onetista Alexandra, de seu nome Maria Jos\u00e9 Marques Canhoto Gaspar. O Z\u00e9, amigo, de saudosa mem\u00f3ria, tinha fundado a \u00abGaleria de Const\u00e2ncia\u00bb por volta de 1986\/1987 tendo a sua actividade sido desenvolvida por um espa\u00e7o que, creio, ocupou quase uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>A Galeria, ali, nas Ribeiras do Tejo, longe do bul\u00edcio da Grande Lisboa, estava fora do alcance das redac\u00e7\u00f5es dos jornais, das ondas da R\u00e1dio ou dos notici\u00e1rios da T.V. Um dos aspectos, caracter\u00edstica, que Lima de Carvalho, num belo texto divulgado numa exposi\u00e7\u00e3o (em 19 de Dezembro de 1987) real\u00e7ava. O contexto era o de uma exposi\u00e7\u00e3o transdisciplinar onde a pintura, o desenho e a cer\u00e2mica marcavam o ambiente.<\/p>\n<p>A Galeria de Const\u00e2ncia definia-se como um projecto que resultou do querer de um homem simples para quem a Cultura representava algo de muito valioso e de transcendente. Cedo ganhou ra\u00edzes, tendo produzido cerca de duas dezenas de mostras Colectivas de Arte.<\/p>\n<p>Palco representativo de uma diversidade de linguagens pl\u00e1sticas, acolheu a obra de algumas das correntes mais significativas da Arte contempor\u00e2nea portuguesa. Exemplos?<\/p>\n<p>M\u00e1rio Cesariny um dos maiores poetas portugueses Contempor\u00e2neos. Cesariny, transferiu para a tela \u00aba for\u00e7a e o mist\u00e9rio da sua poesia\u00bb, afirmando-se por isso, e pelo dom\u00ednio total dos segredos da Arte, de Cor e das Formas, \u00abum dos maiores pintores do nosso tempo\u00bb.<\/p>\n<p>Augusto Barros, o \u00ababstracto\u00bb que, seguindo de perto Lima de Carvalho, leia-se, \u00abse recolhia, numa humildade extraordin\u00e1ria dos cinzentos de v\u00e1rios tons dos velhos muros de Paris\u00bb.<\/p>\n<p>Francisco d\u2019Almada, inventor de uma linguagem que no dizer de Lima de Carvalho, \u00abem poucos anos se firmou com o elemento feminino como n\u00facleo e um erotismo po\u00e9tico subjacente \u00e0 composi\u00e7\u00e3o que muitos gostariam de poder manejar com a facilidade com que ele o faz\u00bb.<\/p>\n<p>Manuel Cargaleiro, rei das cromias raras, isto \u00e9, \u00abCampos de flores e catedrais, constru\u00e7\u00f5es de cidades e mundos diversos\u00bb, onde a cor, diz Lima de Carvalho, \u00abquase entontece em explos\u00f5es crom\u00e1ticas que namoram os nossos olhos de latinos \u00e1vidos da luz e da cor\u00bb.<\/p>\n<p>Jorge Barradas, percursor da Cer\u00e2mica moderna portuguesa, senhor no desenho e na pintura, autor multifacetado e v\u00e1rio, mestre de outros mestres.<\/p>\n<p>Luc\u00edlia Moita, pintora ligada ao naturalismo, de Alcanena, que escolheu a cidade florida, Abrantes, nos anos 50. Nas suas composi\u00e7\u00f5es harmoniosas adensava-se de forma \u00fanica, o mist\u00e9rio, nos azuis e cinzas, \u00abo que ela sabia juntar como ningu\u00e9m\u00bb.<\/p>\n<p>Francisco Rel\u00f3gio, cuja obra inicialmente surge articulada ao neo-realismo segundo a cr\u00edtica conhecida. Dono de uma linguagem \u00fanica, um desenho que lhe pertence em exclusivo que utilizava \u00abcom um jeito amoroso de artista sens\u00edvel\u00bb, parafraseando Lima de Carvalho. Oferecia-nos \u00abquadros fant\u00e1sticos do seu Alentejo de montados, searas e suas gentes, de uma humanidade sem igual\u00bb.<\/p>\n<p>Rico Sequeira, autor de grafismos v\u00e1rios, int\u00e9rprete de uma personalidade singular, \u00abconhecia todos os segredos rec\u00f4nditos da constru\u00e7\u00e3o de pequenas coisas belas\u00bb, nas palavras do nosso proemista.<\/p>\n<p>Cec\u00edlia de Sousa, ceramista, antiga aluna de Cargaleiro, com nome firmado, \u00aba senhora que domina o fogo e o barro, com pain\u00e9is, azulejos, placas, vasos de muitas formas e feitios. A autora completava assim o \u00abgrupo dos 9\u00bb onde, dizia Lima de Carvalho \u00abcada um \u00e9 igual a si mesmo e participa num conjunto v\u00e1rio e bem representativo que as boas galerias de Lisboa n\u00e3o desdenhariam apresentar\u00bb.<\/p>\n<p>Artur Bual, Isabelino, Maria Adelaide Lima Cruz, Paulo Ossi\u00e3o, Ant\u00f3nio Ara\u00fajo, Chichorro, Dorita de Castel\u2019Branco, Jo\u00e3o Fragoso, Lima de Freitas, Martins Correia, Querubim Lapa, Gil Teixeira Lopes, Cruzeiro Seixas, Ra\u00fal Perez, S\u00e9rgio Telles, Paula Rego, Santos Lapa, s\u00e3o alguns, outros, nomes, artistas modernos, acolhidos na extinta \u00abGaleria de Const\u00e2ncia\u00bb. Um espa\u00e7o que anos 50 serviu de local de ensaio do Rancho \u00abFlores de Const\u00e2ncia\u00bb, fundado pelo maestro Carlos Amadeu Saraiva Silvares de Carvalho. Onde tamb\u00e9m funcionou um armaz\u00e9m de mob\u00edlias de Aul\u00e2nio Rocha Mira e s\u00f3cio.<\/p>\n<p>O Z\u00e9, detentor de uma grande capacidade cr\u00edtica, deixou-nos alguns registos sobre a sua\/nossa galeria: \u00abCom alguns erros, como \u00e9 natural, a Galeria de Const\u00e2ncia, procurar ir ao encontro de Artistas Independentes, que estejam ou procurem estar integrados na Arte Universal e por conseguinte mais pr\u00f3ximos da nossa realidade\u00bb.<\/p>\n<p>Passados os tempos de genu\u00edna autenticidade de uma Pintura Portuguesa, como Nuno Gon\u00e7alves, Gr\u00e3o Vasco e Mestre do Sardoal e, citando o Z\u00e9, \u00abentrou-se numa fase de vazio, em grande parte provocado pela pol\u00edtica de bolsas de estudo para se aprender a pintar no estrangeiro\u00bb. A nossa pintura perdeu a sua identidade \u00abdeixando caminho aberto a \u00abgrupinhos\u00ab, capelinhas sociais e compadrio, para o gasto dom\u00e9stico, sem interesse nos outros pa\u00edses\u00bb.<\/p>\n<p>O Z\u00e9, Z\u00e9 Ram\u00f4a, deixou saudades. A sua Casa-Museu Vasco de Lima Couto era ponto de passagem obrigat\u00f3ria nas minhas idas \u00e0 vila de Const\u00e2ncia nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Para o Z\u00e9, a obra de arte n\u00e3o admite classifica\u00e7\u00f5es! \u00c9 a express\u00e3o m\u00e1xima de liberdade entregue \u00e0 humanidade. \u00c9 o meio de comunica\u00e7\u00e3o libertado de uma sensibilidade \u2013 tr\u00e1gica, alegre ou torturada \u2013 que, \u00abdenuncia com profundidade, um Tempo e um Espa\u00e7o\u00bb. A obra de arte &#8211; bem o afirmava &#8211; \u00abpode ser aceite ou recusada, conforme as sensibilidades com quem trava di\u00e1logo\u00bb. Cr\u00edtico severo dos \u00abchamados especialistas\u00bb inventores da \u00abDitadura da Cultura\u00bb atribu\u00eda a sua origem \u00e0 sociedade de consumo e \u00e0 influ\u00eancia das \u00abgrandes ditaduras\u00bb. O Z\u00e9, homem muito trabalhador, persistente, de objectivos fixos, \u00e0s vezes um pouco imobilista, sincero, porque aut\u00eantico, delator dos tais \u00abespecialistas\u00bb &#8211; de terem \u00abuma atitude rid\u00edcula de auto-sufici\u00eancia\u00bb, acusava-os ainda de inventaram os r\u00f3tulos de \u00abcultos\/incultos\u00bb, conforme, se est\u00e1 ou n\u00e3o, de acordo com as suas opini\u00f5es. Quem participava e conhecia as suas publica\u00e7\u00f5es que<\/p>\n<p>sempre acompanhavam as suas iniciativas de divulga\u00e7\u00e3o da arte sabe bem do que falo. Homem de vasta cultura, o Z\u00e9 convidou-me no in\u00edcio dos anos 80 para dar corpo a v\u00e1rias harmoniza\u00e7\u00f5es de poemas de Lima Couto outros autores. O que fiz e foi apresentado em Lisboa, no Pal\u00e1cio das Galveias.<\/p>\n<p>A \u00abGaleria de Const\u00e2ncia\u00bb, procurava estar distante das imposi\u00e7\u00f5es das modas e compadrios e apresentava, todas as escolas e tend\u00eancias, pass\u00edveis de um di\u00e1logo com os seus visitantes. Cultor das antiguidades o Z\u00e9 promoveu a arte romana, azulejaria antiga (s\u00e9culos XVII e XVIII), escultura e arte moderna.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XX, S\u00e9culo da Frustra\u00e7\u00e3o e da queda dos velhos imp\u00e9rios, a humanidade interrogava-se. E surgiram novas vis\u00f5es e panos de fundo hegem\u00f3nicos: \u00abnasceu uma onda de especialistas, em assuntos de arte, filhos bastardos do S\u00e9culo XIX, que gritaram aos quatro ventos\u00bb. Nas palavras emprestadas do Z\u00e9, os artistas libertaram-se e revolucionaram a arte! Mas os artistas, embora aplaudindo, refugiaram-se no fundo dos s\u00e9culos, das Artes Primitivas e muitos come\u00e7aram a coleccionar antiguidades. O Z\u00e9, artista, sim, pois! Coleccionador. Ex\u00edmio. Not\u00e1vel.<\/p>\n<p>Tinha desaparecido a classifica\u00e7\u00e3o de Arte maior e de Arte menor. Arte, ensinava o Z\u00e9, \u00e9 a carga comunicativa, que numa cer\u00e2mica, numa imagem, num quadro, numa escultura ou num m\u00f3vel nos conduz ao di\u00e1logo com o passado e nos ajuda a encontrar a nossa identidade.<\/p>\n<p>S\u00f3 \u00abOs filhos das ervas\u00bb, como diz o Povo, poder\u00e3o negar as suas ra\u00edzes culturais- mais uma m\u00e1xima de Z\u00e9.<\/p>\n<p>As exposi\u00e7\u00f5es da \u00abGaleria de Const\u00e2ncia\u00bb ve\u00edculos de pequenas experi\u00eancias \u00abDi\u00e1logo com o passado e com o presente\u00bb importavam a quem gostava de apreciar a arte. Mas nunca confiando exclusivamente no gosto enquanto fen\u00f3meno da consci\u00eancia. N\u00e3o existindo entre n\u00f3s o h\u00e1bito massificado de apreciar a arte, para l\u00e1 da mera curiosidade, projectos como o da \u00abGaleria de Const\u00e2ncia\u00bb eram uma ilha no deserto cultural. Abril ainda n\u00e3o tinha despertado para a revolu\u00e7\u00e3o cultural na arte e iniciativas particulares substitu\u00edam o Estado no pa\u00eds profundo, aqui e ali.<\/p>\n<p>Com admir\u00e1vel f\u00f4lego o Z\u00e9 Ram\u00f4a, a par do excepcional desempenho de Manuela de Azevedo na Casa de Cam\u00f5es, fez\/fizeram uma gera\u00e7\u00e3o de oiro na pacata vila ribatejana que acolheu Cam\u00f5es, Lima Couto, Alexandre O\u2019Neill, Manuel Mengo, Carlos de Azevedo, ela tamb\u00e9m ber\u00e7o de escritores como Tomaz Vieira da Cruz ou Elviro da Rocha Gomes ou num outro plano, Meira Burguete para n\u00e3o citar outros da pl\u00eaiade, menores mas importantes \u00e0 sua escala.<\/p>\n<p>Como entender a arte, as artes? A arte, simplesmente, acontece, no autor e no apreciador, os dois a interpretam. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 fuma\u00e7a. O que o autor criou, importa, sim, senhor. O autor\/criador, n\u00e3o \u00e9 apenas o resultado das redes de significa\u00e7\u00e3o. O autor faz parte da obra. Nisso consiste a dignidade e a sua personalidade da sua obra. Qual a perspectiva do Z\u00e9 Ram\u00f4a face aos estruturalistas? Ser\u00e1 que as regras por via das quais se formam os conceitos ou contextos te\u00f3ricos nas artes \u00e9 que importam, por si s\u00f3? O que \u00e9 um autor? Qual a longevidade de uma obra? O Z\u00e9 deixou-nos, sem avisar. Sem fazer testamento sobre o palacete e todo o esp\u00f3lio da Casa-Museu Lima Couto. Fal\u00e1mos sobre o destino do seu esp\u00f3lio mas logo o Z\u00e9, sem reparar, mudava o foco das conversas dominicais. N\u00e3o tinha interesse. Desilus\u00e3o ? Ou sublima\u00e7\u00e3o do futuro?<\/p>\n<p>N\u00e3o temos tido informa\u00e7\u00e3o sobre o processo de doac\u00e7\u00e3o do esp\u00f3lio da Casa-museu Vasco de Lima Couto ao munic\u00edpio, por parte dos herdeiros de Jos\u00e9 Ram\u00f4a Ferreira,. Foi dito pelo presidente da c\u00e2mara numa reuni\u00e3o que \u00abestavam a tratar disso\u00bb. Fonte amiga deu-me nota da possibilidade do Munic\u00edpio de Const\u00e2ncia poder adquirir e<\/p>\n<p>recuperar o antigo edif\u00edcio onde funcionava a \u00abgaleria de Const\u00e2ncia\u00bb. Onde, finalmente, seria reinstalada a Casa-Museu Vasco de Lima Couto. O tempo passa e pode haver deteriora\u00e7\u00e3o do esp\u00f3lio do palacete do Largo Avelar Mach<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/um-notavel-projecto-cultural-jose-luz\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase quatro anos sobre o falecimento de \u00abZ\u00e9 Brasileiro\u00bb nada se sabe sobre o destino do esp\u00f3lio da Casa-Museu Vasco de Lima Couto. De seu nome Jos\u00e9 Ram\u00f4a Ferreira, dispensa apresenta\u00e7\u00f5es. 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