{"id":61339,"date":"2024-03-09T21:07:47","date_gmt":"2024-03-09T21:07:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=61339"},"modified":"2024-03-09T22:06:18","modified_gmt":"2024-03-09T22:06:18","slug":"o-ideal-feminino-em-camoes-jose-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/o-ideal-feminino-em-camoes-jose-luz\/","title":{"rendered":"O ideal feminino em Cam\u00f5es | Jos\u00e9 Luz"},"content":{"rendered":"<p>O ideal feminino em Cam\u00f5es<\/p>\n<p>Neste centen\u00e1rio de Sebasti\u00e3o da Gama, efem\u00e9ride a que a Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es se juntou, ocorreu-me visitar o \u00abDi\u00e1rio\u00bb deste poeta fil\u00f3sofo, na procura de algo que pudesse contribuir para um melhor conhecimento pessoal de ambos os literatos. Na obra que escolhi, \u00abDi\u00e1rio\u00bb, encontram-se refer\u00eancias v\u00e1rias, dispersas, elogiosas, do valor do nosso Cam\u00f5es. O ideal feminino em Cam\u00f5es e a figura feminina em Cam\u00f5es, temas que Sebasti\u00e3o da Gama, suscita timidamente aos seus alunos no seu \u00abDi\u00e1rio\u00bb e que tem ocupado os camonistas pelo menos desde o s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Seleccionei, para o caso presente, a seguinte passagem extra\u00edda das notas sobre as mem\u00f3rias do dia 17 de janeiro de 1949. Uma quest\u00e3o pr\u00e9via, desde logo, a informa\u00e7\u00e3o de que Sebasti\u00e3o da Gama estagiou em Portugu\u00eas, na Escola Veiga Beir\u00e3o e sintetizava no seu \u00abDi\u00e1rio\u00bb o que de mais importante acontecia ou deveria ter acontecido em cada aula, sempre na perspectiva do desenvolvimento do esp\u00edrito cr\u00edtico de cada um dos seus alunos.<\/p>\n<p>Para o caso desta cr\u00f3nica e com interesse: \u00abCam\u00f5es salva \u00abOs Lus\u00edadas\u00bb. Salva-os pela boca do filho pr\u00f3digo que aqui est\u00e1 a meu lado, feliz e grulha. Serviu o trecho para falar de Cam\u00f5es pela primeira vez \u2013 que \u00e9 preciso come\u00e7ar a abrir caminho at\u00e9 \u00e0 admira\u00e7\u00e3o carinhosa pelo Poeta\u00bb. Anota- se a grafia em letra mai\u00fascula como em Faria e Sousa, de \u00abPoeta\u00bb, o c\u00e9lebre \u00abmi Poeta\u00bb.<\/p>\n<p>Fazendo o hist\u00f3rico da aula decorrida, Gama apresenta-nos um Cam\u00f5es verdadeiramente universal, como universais foram os portugueses da gesta camoniana: \u00abDe corrida (\u00abpara outro dia ser\u00e1 falar d\u2019Os Lus\u00edadas longamente\u00bb) esbocei o plano do esquema, as causas por que surgiu, o seu significado nacional, o seu alcance. Mostrei-lhes que \u00e9 este livro a carta de emancipa\u00e7\u00e3o do Homem \u2013 que o Homem, vencendo o mar, vencera o medo, ganhara o atrevimento necess\u00e1rio para, finalmente e novamente, caminhar por seu p\u00e9 \u2013 e que de tudo isso \u00e9 reflexo ou de tudo isso \u00e9 express\u00e3o \u00abOs Lus\u00edadas\u00bb. Apontei-lhes Baco a insinuar a J\u00fapiter o perigo de baixarem eles a homens, enquanto os homens subiriam a deuses\u00bb.<\/p>\n<p>\u00c0 semelhan\u00e7a de outros cr\u00edticos tamb\u00e9m se encontra em Sebasti\u00e3o Gama uma certa ideia feita do ideal de mulher em Cam\u00f5es, que se pensava mais desenvolvida e actualizada:<\/p>\n<p>\u00abDepois vimos o trecho devagarinho (\u00e9 de Sim\u00f5es Muller), at\u00e9 parar em Dinamene. Vinha a prop\u00f3sito justificar a inconst\u00e2ncia amorosa de Cam\u00f5es. Dinamene, Nat\u00e9rcia, B\u00e1rbara\u2026 Sim: Dinamene, Nat\u00e9rcia, B\u00e1rbara. Mas porque Cam\u00f5es se formara um ideal de mulher: toda suavidade e formosura, caminho para Deus, reflexo da divina beleza\u00bb.<\/p>\n<p>Questiona o nosso Gama &#8211; questiona os seus alunos e todos n\u00f3s, claro &#8211; : \u00abOra, o ideal, onde est\u00e1 ele? Dentro de qu\u00ea est\u00e1 ele? Dentro da nossa ideia, dizem voc\u00eas muito bem. Mas ignorante disso ou esperan\u00e7oso de que n\u00e3o, de que a pode, \u00e0 mulher ideal, encontrar aqui no ch\u00e3o, na realidade, vai o Poeta amando esta, aquela\u2026 V\u00ea Nat\u00e9rcia e ama Nat\u00e9rcia. Convive com ela e v\u00ea que se enganou. E logo chama Dinamene\u2026 E logo chega B\u00e1rbara, aquela cativa que me tem cativo\u2026 Nenhuma \u00e9. E em todas, no entanto, qualquer coisa existe que \u00e9 da mulher ideal. Pudesse Cam\u00f5es uni-las numa s\u00edntese, como certos pintores que para uma s\u00f3 figura se servem de v\u00e1rios modelos. Pudesse a<\/p>\n<p>mulher ideal aparecer, para evitar ao Poeta o gostoso desespero de em v\u00e1rias flamas variamente arder. Mas como, se ela est\u00e1 irremediavelmente, encantadamente, dentro da sua ideia?\u00bb<\/p>\n<p>Ser\u00e1 mesmo assim? Na tentativa de encontrar os primeiros versos do poeta de \u00abten\u00e7\u00e3o\u00bb amorosa, Saraiva recupera umas redondilhas, alegadamente feitas a uma dama que Cam\u00f5es teria observado em um desses templos \u2013 o das Chagas:<\/p>\n<p>\u00abFoi a uma dama que ele observou em um desses templos \u2013 o das Chagas, segundo se sup\u00f5e \u2013 que Lu\u00eds Vaz dedicou, e n\u00e3o sabemos se chegaria a entregar por interm\u00e9dio de alguma servi\u00e7al c\u00famplice, estas Redondilhas impregnadas de \u00abten\u00e7\u00e3o\u00bb amorosa:<\/p>\n<pre>\u00abPe\u00e7o-vos que me digais\r\nAs ora\u00e7\u00f5es que rezastes,\r\nSe s\u00e3o pelos que matastes\r\nSe por v\u00f3s, que assim matais?\r\n\r\nSe s\u00e3o por v\u00f3s, s\u00e3o perdidas;\r\nQue qual ser\u00e1 a ora\u00e7\u00e3o\r\nQue seja satisfa\u00e7\u00e3o,\r\nSenhora, de tantas vidas\u00bb.<\/pre>\n<p>Pinheiro Chagas, homem polivalente, pol\u00edtico, jornalista, historiador, chegou a ironizar sobre versos assim, comemorava-se \u00e0 \u00e9poca o tricenten\u00e1rio da morte de Cam\u00f5es: \u00abTal poesia \u00e9 simplesmente uma imita\u00e7\u00e3o de Petrarca. Declara o poeta italiano, num soneto, que encontrou a sua Laura pela primeira vez, numa sexta-feira santa, na igreja de Avignon. Realmente parece-me hist\u00f3ria que da\u00ed por diante ficasse sendo a sexta-feira santa o dia marcado para ca\u00edrem apaixonados os poetas\u00bb.<\/p>\n<p>Faz-lhe mal aos nervos um Cam\u00f5es tradicional, \u00abde louro e lira\u00bb. J\u00e1 nesta \u00e9poca se discutia o ideal feminino na l\u00edrica camoniana. Tamb\u00e9m assim pela pena de Pinheiro Chagas, directa e assertivamente: \u00ab\u00c9 verdade que o c\u00e9lebre soneto \u00abAlma minha gentil\u2026\u00bb revela um sentimento profundo e uma dor verdadeira, mas o que n\u00e3o se admite \u00e9 que transformem um Cam\u00f5es ardente, apaixonado, fogoso e buli\u00e7oso, alegre e folgaz\u00e3o, soldado e marinheiro, instru\u00eddo como poucos, num Vate sentimental que andava chorando por todos os mares do oriente a perda da sua Catarina de Ata\u00edde\u00bb.<\/p>\n<p>Rita Marnoto, da Universidade de Coimbra, analisou as implica\u00e7\u00f5es petrarquistas da descri\u00e7\u00e3o da figura feminina, em Cam\u00f5es, tomando como ponto de refer\u00eancia o princ\u00edpio da teoria da imitatio. Para serem bem sucedidos, os renascentistas elegiam a imita\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>como princ\u00edpio fundamental pelo qual deveriam pautar a sua conduta, a fim de obterem sucesso. Diz ainda a autora que \u00abCam\u00f5es satiriza os excessos a que pode levar a vontade f\u00e1tua de imitar\u00bb. Rita Marnoto traz \u00e0 li\u00e7a a carta terceira, \u00abDe Lisboa a um seu amigo (a o poeta Jo\u00e3o Lopes Leit\u00e3o, em Punhete, actual Const\u00e2ncia?, dizemos n\u00f3s)\u00bb em que Cam\u00f5es segundo ela , \u00abcritica, com uma ironia sublime, certos gal\u00e3s, que trazem sempre na manga os versos de Bosc\u00e1n, imitando com uma refinada presun\u00e7\u00e3o certos gestos tipificados dos enamorados, para, no final de contas, se deixarem enganar pela primeira alcoviteira\u00bb.<\/p>\n<p>Na obra l\u00edrica de Cam\u00f5es, defende Rita Marnoto, \u00ab encontram-se claramente ilustradas as duas facetas da quest\u00e3o da imitatio\u00bb, assunto que a autora se prop\u00f5e abordar na recens\u00e3o entretanto dada \u00e0 estampa pela Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es, atrav\u00e9s do antigo Centro de Estudos: imita\u00e7\u00e3o com intuito de fidelidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fonte, e imita\u00e7\u00e3o no sentido da transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Passando por cima do car\u00e1cter t\u00e9cnico ali desenvolvido pela autora e na procura de uma s\u00edntese objetiva para os leitores, recorremos sem mais \u00e0 sistematiza\u00e7\u00e3o de algumas ideias-chave do aludido estudo de Rita Marnoto, publicado pela Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es merc\u00ea do empenho e resili\u00eancia da sua fundadora a saudosa jornalista e escritora Manuela de Azevedo:<\/p>\n<p>\u00abNo soneto \u00abOndados fios d\u2019ouro reluzentes\u00bb, Cam\u00f5es leva a cabo o louvor da figura feminina imitando o modelo bembesco de um modo muito pr\u00f3ximo e elegante. Ao mesmo sucede-se o mesmo. O enaltecimento da beleza da B\u00e1rbara escrava, todavia, n\u00e3o \u00e9 concili\u00e1vel com a subservi\u00eancia ao c\u00e2none do retrato feminino petrarquista \u2013 o que leva Cam\u00f5es a inverter o seu sistema de valores, numa atitude que, em certa medida, poder\u00edamos dizer anti-petrarquista\u00bb.<\/p>\n<p>Transforma\u00e7\u00f5es detectadas em Cam\u00f5es: \u00ab\u00c9 sintom\u00e1tico que, ao imitar com fidelidade o c\u00e2none bembesco, Cam\u00f5es utilize o verso de dez s\u00edlabas, mais solene, mas que, para contestar o valor do retrato feminino petrarquista, utilize a medida peninsular, o chamado verso de redondilha, que n\u00e3o se encontra vinculado \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o italianizante. O poeta d\u00e1-se conta da impossibilidade de cantar o outro atrav\u00e9s do mesmo. E \u00e0 imita\u00e7\u00e3o do modelo, sobrep\u00f5e a sua transforma\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>Desta li\u00e7\u00e3o retiramos que o nosso poeta ocupa uma verdadeira e incontestada posi\u00e7\u00e3o de charneira entre o Renascimento e o Maneirismo\u00bb.<\/p>\n<p>Na literatura Portuguesa, a evolu\u00e7\u00e3o do renascimento para o maneirismo ter-se-\u00e1 processado de uma forma muito r\u00e1pida , aceitando de bom grado as conclus\u00f5es da ilustre conferencista.<\/p>\n<p>Com o Renascimento assistimos ao per\u00edodo da teoria da imitatio em que a mesma \u00e9 interpretada \u00e0 luz do princ\u00edpio da analogia e, por via do per\u00edodo subsequente, entramos no maneirismo, uma \u00e9poca em que, ensina-nos Rita Marnoto, \u00abas certezas oferecidas pela similitude come\u00e7am a ser ensombradas pela d\u00favida\u00bb.<\/p>\n<p>Nalgumas composi\u00e7\u00f5es das Rimas, temos um poeta, fiel seguidor do exemplo liter\u00e1rio que lhe \u00e9 dado por outros poetas: \u00ab\u00c9 o Cam\u00f5es renascentista em que atrav\u00e9s de uma trama de paralelismos, cada texto tem por antecedente outro texto, a ser imitado de modo pr\u00f3ximo\u00bb. Por outro lado, os poemas em que segue fielmente outros autores constituem casos pontuais na obra camoniana.<\/p>\n<p>Mais frequentes, conclui a autora, \u00abs\u00e3o as composi\u00e7\u00f5es em que imita os bons autores, adaptando a letra dos seus textos \u00e0 sua sensibilidade l\u00edrica\u00bb.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o Cam\u00f5es maneirista. Que prefere a transforma\u00e7\u00e3o \u00e0 fiel imita\u00e7\u00e3o dos modelos impostos pela normatividade. A autora ilustra muito bem os dois aspectos do lirismo camoniano, n\u00e3o se dispensando de forma alguma a leitura integral do seu artigo.<\/p>\n<p>Sebasti\u00e3o da Gama, veio a Const\u00e2ncia discutir sobre o ideal feminino (?), sentar-se \u00e0 mesa com Cam\u00f5es \u00abque ele morrer, morrer, mesmo, n\u00e3o \u00e9 com os Poetas\u00bb (\u00abDi\u00e1rio\u00bb, dixit). O autor de \u00abPelo sonho \u00c9 que Vamos\u00bb dizia aos seus alunos que \u00abLer Cam\u00f5es, \u00e9 \u00abestar com Cam\u00f5es\u00bb, logo acrescentando, \u00ab\u00e9 ter Cam\u00f5es \u00e0 sua mesa\u00bb.<\/p>\n<p>N\u00e3o sendo versado academicamente nestas mat\u00e9rias, ao autor da presente cr\u00f3nica somente assiste algum conhecimento obtido atrav\u00e9s do conceituado Centro Internacional de Estudos Camonianos. A todos esses acad\u00e9micos que me impulsionaram a estudar Cam\u00f5es, s\u00f3 tenho palavras de gratid\u00e3o.<\/p>\n<p>Feito este pequeno interregno na minha pobre escrita, volto de novo a aten\u00e7\u00e3o para a \u00abB\u00e1rbora\u00bb, que Rita Marnoto levou em boa hora para o estudo atr\u00e1s.<\/p>\n<p>A formusura fora do comum de uma cativa com quem andava d\u2019amores na \u00cdndia, chamada \u00abB\u00e1rbora\u00bb &#8211; cativa o poeta, sem qualquer esp\u00e9cie de d\u00favida, e cativou a autora do estudo que vimos seguindo, Rita Marnoto.<\/p>\n<p>\u00abB\u00e1rbora\u00bb, pois ent\u00e3o: \u00abA supremacia da beleza da sua \u00abpretid\u00e3o\u00bb \u00e9 sublime, quando comparada com a alvura da fisionomia dos povos b\u00e1rbaros, vindos do norte \u2013 que \u00e9 tamb\u00e9m a da fisionomia de Laura\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abEndechas a B\u00e1rbara Escrava de Cam\u00f5es \u00bb (t\u00edtulo que n\u00e3o encontro na recens\u00e3o)<\/p>\n<pre>\u00abRosto singular,\r\nolhos sossegados,\r\npretos e cansados,\r\nmas n\u00e3o de matar.\r\nUma gra\u00e7a viva,\r\nque neles lhe mora,\r\npara ser senhora\r\nde quem \u00e9 cativa.\r\nPretos os cabelos,\r\nonde o povo v\u00e3o\r\nperde opini\u00e3o\r\nque os louros s\u00e3o belos.\r\n\r\nPretid\u00e3o de Amor,\r\nt\u00e3o doce a figura,\r\nque a neve lhe jura\r\nque trocara a cor.\r\nLeda mansid\u00e3o\r\nque o siso acompanha;\r\nbem parece estranha,\r\nmas B\u00e1rbora n\u00e3o\u00bb.<\/pre>\n<p>Algumas notas\/s\u00edntese sobre o que li em Rita Marnoto: Aqui Cam\u00f5es, levado pelo fasc\u00ednio da \u00abpretid\u00e3o\u00bb da sua amada, contesta e inverte o modelo petrarquista, do retrato feminino italianizante. O c\u00e2none de Petrarca \u00e9 chamado \u00e0 ribalta para ser questionado. O que se v\u00ea? Um Cam\u00f5es que n\u00e3o parece atormentado pelas hesita\u00e7\u00f5es entre anseios da carne e anseios do esp\u00edrito. N\u00e3o h\u00e1 aqui diss\u00eddio como no Vate de Arezzo entre a aspira\u00e7\u00e3o \u00e0 beatitude e a consci\u00eancia do pecado\u2026<\/p>\n<p>O amor inspirado pela B\u00e1rbora \u00e9 vivido sem sobressaltos, como fonte de felicidade. A Petrarca apenas \u00e9 dado comtemplar Laura \u00e0 dist\u00e2ncia\u2026<\/p>\n<p>Bem se v\u00ea Sebasti\u00e3o que um novo Banquete dos Trovas faria sentido, em Const\u00e2ncia, como na \u00cdndia\u2026<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Luz<\/p>\n<p>(ex-presidente do Conselho Fiscal da Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es e ex-associado)<\/p>\n<p>PS \u2013 n\u00e3o uso o dito AOLP<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/o-ideal-feminino-em-camoes-jose-luz\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ideal feminino em Cam\u00f5es Neste centen\u00e1rio de Sebasti\u00e3o da Gama, efem\u00e9ride a que a Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es se juntou, ocorreu-me visitar o \u00abDi\u00e1rio\u00bb deste poeta fil\u00f3sofo, na procura de algo que pudesse contribuir para um melhor conhecimento pessoal de ambos os literatos. 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