{"id":61017,"date":"2024-02-24T09:37:50","date_gmt":"2024-02-24T09:37:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=61017"},"modified":"2024-02-24T09:42:09","modified_gmt":"2024-02-24T09:42:09","slug":"biblioteca-camoniana-victor-fontes-da-casa-de-camoes-em-constancia-jose-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/biblioteca-camoniana-victor-fontes-da-casa-de-camoes-em-constancia-jose-luz\/","title":{"rendered":"Biblioteca Camoniana Victor Fontes da Casa de Cam\u00f5es em Const\u00e2ncia | Jos\u00e9 Luz"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-61018 alignleft\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Foto1.png\" alt=\"\" width=\"243\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Foto1.png 323w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Foto1-252x420.png 252w\" sizes=\"auto, (max-width: 243px) 100vw, 243px\" \/>Uma nota especial sobre a Camoniana Victor Fontes doada \u00e0 Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es pelo eminente professor. Achei o cat\u00e1logo que Manuela de Azevedo, fundadora da associa\u00e7\u00e3o, me ofereceu em tempos. Do invent\u00e1rio consta, a t\u00edtulo de exemplo:\u00a0 uma edi\u00e7\u00e3o de \u00abOs Lus\u00edadas\u00bb, Por Manoel da Lyra, de 1597, \u00e0 custas de Est\u00eav\u00e3o Lopes. A Camoniana abrangia quatro s\u00e9culos, desde 1632 a 1877, com alguns exemplares repetidos. Predominavam as edi\u00e7\u00f5es de 1880, sendo cerca de 160 (parciais, completas, antologias e tradu\u00e7\u00f5es) as obras de Cam\u00f5es. No que respeita \u00e0s obras restantes, constitu\u00edam estudos sobre o Poeta e a sua obra, n\u00e3o faltando adapta\u00e7\u00f5es, par\u00e1frases, romances, pe\u00e7as de teatro, etc.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o em 1986 do invent\u00e1rio da Camoniana Victor Fontes doada \u00e0 Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es mereceu na altura um p\u00fablico testemunho de homenagem \u00e0 mem\u00f3ria do eminente professor. Numa nota de abertura do cat\u00e1logo, de autoria da direc\u00e7\u00e3o presidida por Manuela de Azevedo, escritora e jornalista, real\u00e7ava-se\u00a0 que<em> \u00ab\u00e0 sua qualidade de homem de Ci\u00eancia reunia a de homem de cultura human\u00edstica\u00bb.<\/em> \u00a0Victor Fontes, antigo Director do Instituto de Anatomia, Especialidade de neuropsiquiatria infantil, esp\u00edrito culto e com m\u00faltiplos interesses, coleccionou uma valiosa obra Camoniana que legou \u00e0 Casa Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es em Const\u00e2ncia. Este benem\u00e9rito de Const\u00e2ncia dedicou-se \u00e0 arqueologia juntamente com seu irm\u00e3o, com quem fundou o Museu Arqueol\u00f3gico de Odrinhas (Sintra). A C\u00e2mara de Lisboa atribuiu o seu nome a uma rua de Telheiras.\u00a0 Victor Fontes nasceu em Lisboa a 15 de Outubro de 1893 e faleceu a 21 de Maio de 1979,\u00a0 tendo os termos da oferta\/legado\u00a0 \u00e0 associa\u00e7\u00e3o de Const\u00e2ncia sido continuados\u00a0 pela sua vi\u00fava Maria Am\u00e9lia Fontes e, por falecimento desta, por sua filha, Maria Leonor Fontes.<\/p>\n<p>A confian\u00e7a depositada na associa\u00e7\u00e3o pelo Professor Doutor Vitor Fontes, coleccionador que, aos 14 anos,<em> \u00abse iniciava no gosto de ler Cam\u00f5es e de reunir o que dele lhe falasse\u00bb,\u00a0 <\/em>dependia de duas condi\u00e7\u00f5es, a fazer f\u00e9 na nota\u00a0 em que nos apoiamos: 1\u00aa &#8211; que a colec\u00e7\u00e3o jamais se dispersasse; 2\u00aa &#8211; que ficasse devidamente acondicionada na Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es em Const\u00e2ncia. Assim, no cumprimento dos compromissos assumidos, ditava a nota de Manuela de Azevedo, <em>\u00abesta associa\u00e7\u00e3o s\u00f3 instalar\u00e1 a Camoniana Vitor Fontes em Const\u00e2ncia, quando a Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es lhe oferecer as melhores condi\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/em><\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o do cat\u00e1logo da Camoniana Victor Fontes, documento valioso, assumida pela Associa\u00e7\u00e3o e pela Direc\u00e7\u00e3o-Geral da Comunica\u00e7\u00e3o Social, deveu-se ao Departamento de Divulga\u00e7\u00e3o e aos seus directores, o escritor M\u00e1rio Braga e o jornalista C\u00e1ceres Monteiro. Esse p\u00fablico reconhecimento consta da dita nota de abertura.<\/p>\n<p>Generosa d\u00e1diva esta, a do Prof. Vitor Fontes, motivo para um reafirmado regozijo da direc\u00e7\u00e3o associativa, pelo enriquecimento do patrim\u00f3nio cultural da Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es.<\/p>\n<p>Teresa Saraiva, Conservadora do Arquivo Nacional\u00a0 da Torre do Tombo, autora do invent\u00e1rio\u00a0 a pedido da referida Associa\u00e7\u00e3o,\u00a0 em nota introdut\u00f3ria ao documento,\u00a0 fornece-nos elementos preciosos. O esp\u00f3lio, \u00a0constitu\u00eddo\u00a0 por 436 esp\u00e9cies bibliogr\u00e1ficas e tr\u00eas pastas (contendo estas artigos de jornais, postais e gravuras referentes ao Poeta),\u00a0 apresentava uma boa conserva\u00e7\u00e3o havendo apenas dois ou tr\u00eas exemplares incompletos e uma ou outra capa solta. Assim o refere.<\/p>\n<p>Ao percorrer todo o cat\u00e1logo, confirma-se a cronologia avan\u00e7ada por Teresa Saraiva: a Camoniana abrange quatro s\u00e9culos, desde 1632 a 1877, com alguns exemplares repetidos. Predominam as edi\u00e7\u00f5es de 1880, sendo cerca de 160 (parciais, completas, antologias e tradu\u00e7\u00f5es) as obras de Cam\u00f5es. No que respeita \u00e0s obras restante, constituem estudos sobre o Poeta e a sua obra, n\u00e3o faltando adapta\u00e7\u00f5es, par\u00e1frases, romances, pe\u00e7as de teatro, etc.<\/p>\n<p>As edi\u00e7\u00f5es constantes da Camoniana inventariadas por Teresa Saraiva, assevera a conservadora, <em>\u00abs\u00e3o em diversas l\u00ednguas como o alem\u00e3o, franc\u00eas, ingl\u00eas, latim, polaco, chin\u00eas, grego, arm\u00e9nio, holand\u00eas, dinamarqu\u00eas, hebraico, espanhol, italiano, naturalmente para al\u00e9m do portugu\u00eas, e foram publicadas em diversos pa\u00edses como Alemanha, Fran\u00e7a, Brasil, It\u00e1lia, Inglaterra, e, claro, Portugal\u00bb.<\/em> Existem tamb\u00e9m duas obras multilingues e tr\u00eas bilingues, pode ainda ler-se.<\/p>\n<p>Do invent\u00e1rio consta, a t\u00edtulo de exemplo:\u00a0 uma edi\u00e7\u00e3o de \u00abOs Lus\u00edadas\u00bb, Por Manoel da Lyra, de 1597, \u00e0 custas de Est\u00eav\u00e3o Lopes;\u00a0 uma edi\u00e7\u00e3o de <em>\u00abOs Lus\u00edadas\u00bb<\/em> e <em>\u00abRimas\u00bb<\/em>, dedicados a D. Rodrigo Cunha, por Pedro Craesbeek,\u00a0 de 1609, \u00e0 custa de Domingos Fernandes Livreiro; uma edi\u00e7\u00e3o de \u00abOs Lus\u00edadas\u00bb, de Pedro Craesbeek,\u00a0 de1613;\u00a0 uma edi\u00e7\u00e3o de <em>\u00abCom\u00e9dia-Filodemo\u00bb<\/em>, de 1615, de Vicente \u00c1lvares;\u00a0 uma edi\u00e7\u00e3o de <em>\u00abVida e obras de Lu\u00eds de Cam\u00f5es\u00bb<\/em>, Wilhelm Storck, primeira parte, tradu\u00e7\u00e3o e notas de Carolina Michaelis de Vasconcelos, academia real das ci\u00eancias, 1897.<\/p>\n<p>A Camoniana Victor Fontes revela-nos no seu invent\u00e1rio que o coleccionador\u00a0 reuniu tudo quanto dissesse respeito ao Vate, independentemente do seu valor formal e intelectual. O acervo abrange, por conseguinte, um significado muito vari\u00e1vel nas palavras da inventariadora: \u00a0<em>\u00ab(\u2026) indo das obras de grandes camonistas, romancistas e outros escritores, a modestas homenagens cujo m\u00e9rito ou contributo que prestam \u00e9 o de testemunharem o interesse que o Poeta tem despertado ao longo do tempo, no Pa\u00eds e no estrangeiro\u00bb.<\/em><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Reis, antigo Secret\u00e1rio de Estado da Cultura do II Governo Constitucional, antigo Gr\u00e3o Mestre da Ma\u00e7onaria, deu ordens por despacho, para instala\u00e7\u00e3o\u00a0 do CIEC-Centro Internacional de Estudos Camonianos em Const\u00e2ncia, onde iria figurar a biblioteca camoniana de Victor Fontes doada \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o de Cam\u00f5es . O despacho (de que tive conhecimento atrav\u00e9s do meu saudoso amigo pessoal, o cronista Joaquim dos M\u00e1rtires Neto Coimbra), n\u00e3o foi cumprido pela\u00a0 ent\u00e3o Comiss\u00e3o Instaladora do Instituto do Patrim\u00f3nio Cultural e Natural, comiss\u00e3o que acabou dissolvida. Nos apontamentos do manuscrito do cronista (historiador local que mereceu elogios tanto de Jos\u00e9 Hermano Saraiva como de Mar\u00eda Clara Pereira da Costa), o previsto Centro, passo a transcrever<em>, \u201cdevia funcionar onde quer que as previs\u00edveis cheias n\u00e3o afectassem o edif\u00edcio reerguido, nem a camoniana, oferecida \u00e0 Casa de Cam\u00f5es, pelo ilustre bibli\u00f3filo Victor Fontes\u201d.<\/em><\/p>\n<p>No apontamento do manuscrito de Joaquim pode mais ler-se que Manuela de Azevedo, fundadora da associa\u00e7\u00e3o, esclareceu as entidades <em>\u00abde que as t\u00e9cnicas modernas preservam da humidade as \u2018casas-fortes\u2019, demais\u00a0 que as esp\u00e9cies de qualidade, se prev\u00ea venham a ficar t\u00e3o acima do n\u00edvel das cheias mais ousadas que n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito pensar que algum dia tal casa-forte venha a ser atingida\u201d.<\/em><\/p>\n<p>\u00c0 data de 7 de mar\u00e7o de 2010, a ent\u00e3o nova presidente da Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es \u00a0que substituiu Manuela de Azevedo, referia \u00e0 SIC Not\u00edcias,\u00a0 passa-se a citar: <em>\u00abdo patrim\u00f3nio da Casa-Mem\u00f3ria, fazem parte, al\u00e9m de outras obras, alguns &#8221;\u00a0<strong>livros de inestim\u00e1vel valor&#8221;<\/strong>\u00a0, como algumas edi\u00e7\u00f5es de Os Lus\u00edadas, um painel do pintor Espiga Pinto, a escultura Amor de Lagoa Henriques, uma casula e cartas de jogar do s\u00e9c. XVI, uma cole\u00e7\u00e3o de tanagras&#8221;, e outros objetos encontrados em Const\u00e2ncia\u00bb.<\/em> Entretanto, quis o destino, inexor\u00e1vel, que a neglig\u00eancia dos homens comuns, votasse \u00e0 chuva e \u00e0s intemp\u00e9ries, a descoberto c\u00e9u, t\u00e3o vetusta biblioteca, ante o sil\u00eancio das oficialidades pardas. O assunto tornou-se ent\u00e3o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Com <em>\u00abOs Lus\u00edadas\u00bb<\/em> \u2013 lembrava Jos\u00e9 Maria Rodrigues \u2013 <em>\u201cn\u00e3o se aprende s\u00f3 a amar a p\u00e1tria e, como consequ\u00eancia disso, a empregar todos os esfor\u00e7os para a tornar credora da considera\u00e7\u00e3o dos outros pa\u00edses. Por eles ficamos sabendo tamb\u00e9m como se afunda, como perece uma na\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em> Jos\u00e9 Maria Rodrigues, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, dedicou grande parte da sua vida \u00e0 aspira\u00e7\u00e3o de tornar a epopeia camoniana a base da educa\u00e7\u00e3o nacional. Mas uma na\u00e7\u00e3o que n\u00e3o protege nem valoriza as esp\u00e9cies antigas do seu Poeta maior torna-se indigna dos seus.<\/p>\n<p>Diz-se que a Cam\u00f5es tudo foi roubado. At\u00e9 a ten\u00e7a, paga em m\u00e1s horas e de forma incompleta, mais tarde recuperada pela m\u00e3e (madrasta?)\u00a0 por concess\u00e3o de Filipe II de Espanha.<\/p>\n<p>A Jorge de Sena, a palavra:<\/p>\n<p><strong><em>\u00abCAM\u00d5ES DIRIGE-SE AOS SEUS CONTEMPOR\u00c2NEOS\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Podereis roubar-me tudo:<br \/>\nas ideias, as palavras, as imagens,<br \/>\ne tamb\u00e9m as met\u00e1foras, os temas, os motivos,<br \/>\nos s\u00edmbolos, e a primazia<br \/>\nnas dores sofridas de uma l\u00edngua nova,<br \/>\nno entendimento de outros, na coragem<br \/>\nde combater, julgar, de penetrar<br \/>\nem recessos de amor para que sois castrados.<br \/>\nE podereis depois n\u00e3o me citar,<br \/>\nsuprimir-me, ignorar-me, aclamar at\u00e9<br \/>\noutros ladr\u00f5es mais felizes.<br \/>\nN\u00e3o importa nada: que o castigo<br \/>\nser\u00e1 terr\u00edvel. N\u00e3o s\u00f3 quando<br \/>\nvossos netos n\u00e3o souberem j\u00e1 quem sois<br \/>\nter\u00e3o de me saber melhor ainda<br \/>\ndo que fingis que n\u00e3o sabeis,<br \/>\ncomo tudo, tudo o que laboriosamente pilhais,<br \/>\nreverter\u00e1 para o meu nome. E mesmo ser\u00e1 meu,<br \/>\ntido por meu, contado como meu,<br \/>\nat\u00e9 mesmo aquele pouco e miser\u00e1vel<br \/>\nque, s\u00f3 por v\u00f3s, sem roubo, haver\u00edeis feito.<br \/>\nNada tereis, mas nada: nem os ossos,<br \/>\nque um vosso esqueleto h\u00e1-de ser buscado,<br \/>\npara passar por meu. E para outros ladr\u00f5es,<br \/>\niguais a v\u00f3s, de joelhos, porem flores no t\u00famulo\u00bb.<\/em><\/p>\n<p>A Cam\u00f5es tudo foi roubado: <em>\u00abAs ideias, as palavras, as imagens\/e tamb\u00e9m as met\u00e1foras, os temas os motivos\/os s\u00edmbolos\u00bb.<\/em> E a pergunta mant\u00e9m-se: o roubo (Parnaso, etc) deu-se no s\u00e9culo no seculo XVI, no s\u00e9culo XX (\u00e9 ler-se a cr\u00edtica \u00e0 obra de Sena) e ainda continua debaixo da <em>\u00abnudez crua da verdade, onde se desfaz o manto da fantasia\u00bb?<\/em><\/p>\n<p>Jorge de Sena, de uma incontorn\u00e1vel genialidade, tamb\u00e9m ele, injusti\u00e7ado no seu tempo, v\u00edtima for\u00e7ada ao ex\u00edlio, parece querer resgatar Cam\u00f5es, atrav\u00e9s da ironia e da meton\u00edmia &#8211; poema intemporal, este. Sim! A democracia da abrilada ainda n\u00e3o capturou por enquanto a ironia.<\/p>\n<p>Neste poema de Sena, <em>\u00abCam\u00f5es dirige-se aos seus contempor\u00e2neos\u00bb<\/em>, o sujeito po\u00e9tico (onde cabemos todos n\u00f3s) acusa os seus contempor\u00e2neos, por exemplo, de o votarem ao desprezo, na medida em que n\u00e3o o citam, rejeitam a sua poesia <strong>e aclamam outros<\/strong>.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Luz<\/p>\n<p>(Ex-Presidente do Conselho Fiscal e Ex-associado da Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es em Const\u00e2ncia)<\/p>\n<p>Fontes principais da presente cr\u00f3nica<\/p>\n<p>Associa\u00e7\u00e3o para a Reconstru\u00e7\u00e3o da Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es em colabora\u00e7\u00e3o com\u00a0 a Direc\u00e7\u00e3o-Geral da Comunica\u00e7\u00e3o Social. (1986). Camoniana Victor Fontes. Oficinas Gr\u00e1ficas\u00a0 da DGCS. Lisboa.<\/p>\n<p>C\u00f3pia de manuscrito de Joaquim dos M\u00e1rtires Neto Coimbra, historiador local de Const\u00e2ncia\u00a0 anos 70.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/cultura\/2010-03-07-casa-memoria-de-camoes-comecada-a-construir-ha-20-anos-vai-agora-ser-concluida\">https:\/\/sicnoticias.pt\/cultura\/2010-03-07-casa-memoria-de-camoes-comecada-a-construir-ha-20-anos-vai-agora-ser-concluida<\/a><\/p>\n<p>Sena, Jorge. (1961 ou 1963?). <em>Metamorfoses<\/em>. Edi\u00e7\u00f5es 70, Lisboa, 1988.<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/biblioteca-camoniana-victor-fontes-da-casa-de-camoes-em-constancia-jose-luz\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nota especial sobre a Camoniana Victor Fontes doada \u00e0 Casa-Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es pelo eminente professor. Achei o cat\u00e1logo que Manuela de Azevedo, fundadora da associa\u00e7\u00e3o, me ofereceu em tempos. 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