{"id":60812,"date":"2024-02-16T12:02:20","date_gmt":"2024-02-16T12:02:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=60812"},"modified":"2024-02-16T15:19:02","modified_gmt":"2024-02-16T15:19:02","slug":"tomaz-vieira-da-cruz-nas-filas-dos-viriatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/tomaz-vieira-da-cruz-nas-filas-dos-viriatos\/","title":{"rendered":"Tomaz Vieira da Cruz nas filas dos \u00abViriatos\u00bb | Jos\u00e9 Luz"},"content":{"rendered":"<p class=\"x_MsoNormal\">A participa\u00e7\u00e3o do poeta de Const\u00e2ncia, Tomaz Vieira da Cruz, na Guerra Civil de Espanha, longe de constituir uma hip\u00f3tese, aparece tratada num estudo de Antonio Rivero Machina, poeta e investigador, em particular, da literatura espanhola e portuguesa do s\u00e9culo XX. Neste estudo o autor associa o poeta \u00e0 propaganda salazarista. Na presente cr\u00f3nica pretende-se alertar os mais incautos para a vis\u00e3o selectiva e habilmente manipuladora do referido estudo. Tomaz, o poeta que se ter\u00e1 refugiado na esta\u00e7\u00e3o de Santar\u00e9m por ocasi\u00e3o duma persegui\u00e7\u00e3o de republicanos fan\u00e1ticos.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Tomaz Vieira da Cruz, poeta constanciense, tem sido v\u00edtima de alguns dos muitos paradoxos que n\u00e3o raro, parecem atingir os poetas maiores. Logo no in\u00edcio da sua vida liter\u00e1ria, conquistou a aura de \u00abo poeta \u201d segundo testemunhava em retrospectiva, em 1964, a revista \u00abPanorama\u00bb.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">A 22 de Abril de 1900 nascia na Vila de Const\u00e2ncia, numa pacata travessa, paralela \u00e0 Rua dos Ferreiros, aquele que viria a ser um dos poetas maiores angolanos, da chamada, lusofonia, Tomaz Vieira da Cruz, sobre o qual tenho vindo a escrever na imprensa desde 1991.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">No estudo de Rivero acima citado, Tomaz, aparece, a meu ver, demasiadamente associado \u00e0 literatura dita propagand\u00edstica salazarista no contexto da Guerra Civil de Espanha (1936-1939). J\u00e1 l\u00e1 vamos\u2026<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Para compreender a quest\u00e3o identit\u00e1ria e ideol\u00f3gica e bem assim o processo liter\u00e1rio deste \u00abpr\u00edncipe dos poetas angolanos\u00bb, mister \u00e9 recorrer aos seus bi\u00f3grafos e \u00e0s suas recens\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Tomaz partiu para Angola em 1924, tendo-se sido Director do peri\u00f3dico liter\u00e1rio \u00abMocidade\u00bb. Segundo o estudo de Rivero, Tomaz participou na Guerra de Espanha, junto ao grupo nacionalista vinculado \u00e0s filas de \u00abOs Viriatos\u00bb e da Legi\u00e3o espanhola. \u00c9 o pr\u00f3prio que o afirma na obra \u00abVit\u00f3ria de Espanha, como assevera Rivero:<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><i>\u00abEspanha e Portugal s\u00e3o dois velhos namorados. Profundo amor plat\u00f3nico os enleia e separa. O verdadeiro amor reside no sentimento das Almas, muito aqu\u00e9m e al\u00e9m da vol\u00fapia sangrenta da posse.<\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><i>A minha miss\u00e3o Lus\u00edada, em \u00c1frica, foi alterada por um motivo imprevisto. Ausentei-me durante algum tempo, mas regressei mais forte, e mais portugu\u00eas. Combati por minha dama, cantando\u2026<\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><a id=\"LPlnk686239\" name=\"x__Hlk158758290\"><\/a><i>Da minha esp\u00e1tula de botic\u00e1rio fiz alfange e tamb\u00e9m andei na guerra.\u00a0<\/i><i>O meu esp\u00edrito colonial desembarcou em Algeciras; e o meu esp\u00edrito j\u00e1 regressou, condecorado com muitas penas. Escrevi com elas um pouco de poesia que a\u00ed fica, em louvor dos m\u00e1rtires e dos her\u00f3is\u00bb.<\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">A sua participa\u00e7\u00e3o na Guerra Civil, dizemos n\u00f3s, pode inferir-se da seguinte passagem: \u00abDa minha esp\u00e1tula de botic\u00e1rio fiz alfange\u00a0<b>e tamb\u00e9m andei na guerra<\/b>\u00bb.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">O livro de Tomaz cont\u00e9m duas partes, sendo que a primeira cont\u00e9m um conjunto de breves notas explicativas. \u00c9 a\u00ed que se encontra precisamente a passagem sobre a sua participa\u00e7\u00e3o na Guerra. Na segunda encontramos sete sonetos que invocam lugares m\u00edticos da contenda espanhola, como sejam:\u00a0<i>\u00abMadrid na paz\u00bb,<\/i>\u00a0<i>\u00abMadrid na guerra\u00bb,<\/i>\u00a0<i>\u00abAscens\u00e3o\u00bb,<\/i>\u00a0<i>\u00abToledo\u00bb,<\/i>\u00a0<i>\u00abAlcazar\u00bb,<\/i>\u00a0<i>\u00abT\u00e9rcio marroquino\u00bb<\/i>\u00a0e\u00a0<i>\u00abEspanha\u00bb.<\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Nos anos 80 tive oportunidade de recolher diversas informa\u00e7\u00f5es escritas e orais sobre o poeta, em particular, por parte junto da sua cunhada, Manuela Vieira, de saudosa mem\u00f3ria, de Const\u00e2ncia e, ainda, junto de seus antigos amigos.\u00a0 Augusto Alves Soares e Manuel Alves Soares , irm\u00e3os, contavam-me que o poeta foi acusado de ser mon\u00e1rquico tendo sido v\u00edtima duma persegui\u00e7\u00e3o em\u00a0 Santar\u00e9m (anos 20 ou 30 do s\u00e9culo XX). Recordo bem as palavras do antigo Engenheiro Manuel Soares, antigo colega da instru\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de Tomaz e mais tarde, presidente da C\u00e2mara do Peso da R\u00e9gua durante quase duas d\u00e9cadas. Contou-me um dia na quinta de S\u00e3o Gens em Lamego, que o poeta encontrando-se na esta\u00e7\u00e3o em Santar\u00e9m e por via dum epis\u00f3dio sobre a quest\u00e3o republicana foi perseguido, tendo escapado a um linchamento pois conseguir esconder-se ali, ap\u00f3s uma fuga, numa arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">A viagem que Tomaz fez para Espanha, no tempo da Guerra Civil, foi por n\u00f3s abordada nas nossas tert\u00falias ao piano.\u00a0 Na altura a D. Manuela Vieira, octogen\u00e1ria, n\u00e3o tinha \u00e0 m\u00e3o o livro \u00abVit\u00f3ria de Espanha\u00bb, o qual s\u00f3 recentemente consegui obter num alfarrabista, ainda que j\u00e1 tivesse tido acesso a algumas p\u00e1ginas reproduzidas anteriormente.\u00a0 \u00c9, por\u00e9m, dado assente que o poeta esteve na Guerra. Esse facto n\u00e3o levantou d\u00favidas ao acad\u00e9mico da Universidade da Extremadura. E jamais a sua cunhada mo teria afirmado sem disso ter a m\u00ednima certeza. Vem isto a despeito da opini\u00e3o diversa emitida h\u00e1 tempos na imprensa (em coment\u00e1rio a um artigo meu) por parte de um seu primo de Praia do Ribatejo, com a qual discordo plenamente, em que se pretende ver nas palavras do poeta em quest\u00e3o apenas uma idealiza\u00e7\u00e3o art\u00edstica que nunca se teria concretizado (?).<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">H\u00e1 na nota explicativa do poeta toda uma narrativa de autenticidade:<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Afirma ent\u00e3o na primeira pessoa:\u00a0<i>\u00ab A minha miss\u00e3o Lus\u00edada, em \u00c1frica, foi alterada por um motivo imprevisto; acto cont\u00ednuo: \u00abAusentei-me durante algum tempo, mas regressei mais forte, e mais portugu\u00eas\u00bb.<\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Em 1937, tamb\u00e9m Ernest Hemingway, escritor ideologicamente de esquerda, viajou para Madrid com o fito de promover algumas reportagens,\u00a0<i>\u00abdado o avan\u00e7o dos revoltosos\u00bb<\/i>\u00a0diz a literatura dispon\u00edvel. Alguns anos mais tarde concluiria o seu romance sobre a Guerra Civil,\u00a0<i>\u00abPor Quem os Sinos Dobram\u00bb.<\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">A Guerra Civil de Espanha teve muitas facetas e n\u00e3o pode ser compreendida fora do contexto internacional ao tempo. O Governo era ent\u00e3o constitu\u00eddo por uma coliga\u00e7\u00e3o \u00a0de republicanos, liberal, apoiada nas Cortes pelos socialistas e pelos comunistas. A Guerra teve in\u00edcio na sequ\u00eancia de um pronunciamento de 1932 sendo que s\u00f3 em\u00a0Julho de 1936, as for\u00e7as nacionalistas tentam depor o governo, com um Golpe de Estado.\u00a0 Da parte dos nacionalistas lutava-se contra aquilo que denominavam de \u00abperigo do comunismo e do anarquismo em v\u00e1rios sectores do Estado\u00bb.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">O conflito foi interpretado por\u00a0 Salazar como um assunto de car\u00e1cter nacional que poderia condicionar decisivamente a sobreviv\u00eancia e o futuro de Portugal.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Toledo era, diz Rivero,\u00a0<i>\u00abo s\u00edmbolo da Espanha vitoriosa, assim como esta, e a Pen\u00ednsula como um todo, eram a fortaleza e baluarte da cristandade. Uma luta com pretens\u00e3o n\u00e3o apenas de &#8220;reconquista&#8221; contra os infi\u00e9is \u2013 transmutados em vermelho em vez de mouro \u2013 mas de aut\u00eantico sacrif\u00edcio compar\u00e1vel apenas ao sofrido pelo pr\u00f3prio Cristo na sua cruz\u00bb.<\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Reflexos duma\u00a0<i>&#8220;Espanha&#8221;<\/i>\u00a0de Vieira da Cruz apresentada neste soneto hom\u00f3nimo, defende Rivero:<\/p>\n<pre class=\"x_MsoNormal\"><i>\u00abDo calv\u00e1rio da ra\u00e7a da vit\u00f3ria<\/i>\r\n<i>tal-qual o sol rasgando a tempestade,<\/i>\r\n<i> um grito se levanta, em plena gl\u00f3ria,<\/i>\r\n<i> cheio de luz, de sonho e de verdade!\r\n<\/i>\r\n<i> Vai a passar, cantando, a mocidade,<\/i>\r\n<i>Requet\u00e9s, Viriatos\u2026 E a hist\u00f3ria<\/i>\r\n<i>novas iluminarias de saudade<\/i>\r\n<i> aceita em suas p\u00e1ginas de gl\u00f3ria.\r\n<\/i>\r\n<i>V\u00e3o a passar os mortos desmentidos,<\/i>\r\n<i> e ningu\u00e9m acredita que os vencidos<\/i>\r\n<i> f\u00f4ssem capazes duma ac\u00e7\u00e3o tamanha!\r\n<\/i>\r\n<i> Sil\u00eancio\u2026 Agora e sempre, ajoelhai!<\/i>\r\n<i> M\u00e1rtir e santa, l\u00e1 vai Ela, vai,<\/i>\r\n<i> vai a passar a gloriosa Espanha!\u00bb\r\n<\/i>\r\nPara Rivero esta poesia de Tomaz Vieira da Cruz cont\u00e9m elementos no seu conte\u00fado, \r\npasso a citar, <i>\u00absintom\u00e1ticos da sociedade em que e para os versos estudados no \r\npresente trabalho foram escritos. Tal \u00e9 o f\u00f4lego (\u2026)\u00a0 Um espa\u00e7o para a epopeia \r\nmais grandiloquente do catolicismo nacional. Numa altura em que o genoc\u00eddio a \r\nque ambos os lados se entregaram levou a versos altivos para a fuga curta da \r\nmera propaganda de guerra\u00bb.<\/i><\/pre>\n<p class=\"x_MsoNormal\">O tema do nacionalismo em Tomaz, n\u00e3o pode ser, contudo, abordado, selectivamente,\u00a0 apenas e t\u00e3o s\u00f3, a partir de uma \u00fanica obra ou de forma parcial. Francisco Gomes prefaciando a edi\u00e7\u00e3o moderna de \u00ab<i>Quissange\u00bb<\/i>\u00a0coloca assim o problema da liberdade e da auto(governo) dos povos:<i>\u00a0\u00abquando algu\u00e9m que se diga nacionalista promove a destrui\u00e7\u00e3o de outras na\u00e7\u00f5es torna-se imperialista e colonialista\u00bb.<\/i>\u00a0Tomaz Vieira da Cruz, pelo contr\u00e1rio, e ainda segundo o mesmo autor,\u00a0<i>\u00abdenunciando as injusti\u00e7as, a escravatura, a imoralidade de certos colonos e de certas situa\u00e7\u00f5es coloniais, tal como irmanando-se com os Bailundos e outros povos colonizados, demonstra ter sido um nacionalista \u00edntegro mais do que integralista\u00bb.<\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Tomaz conviveu no Cuanza Sul o que ter\u00e1 levado \u00e0 criouliza\u00e7\u00e3o da sua escrita (cafrealiza\u00e7\u00e3o, dir-se-ia ent\u00e3o), tendo retratado superiormente em \u00abBailundos\u00bb o drama da\u00a0<i>\u00abgente negra\u00bb.<\/i>\u00a0Chamou-se a si pr\u00f3prio\u00a0<i>\u00abprimitivo\u00bb,<\/i>\u00a0tendo aprendido a amar o\u00a0<i>\u00abselvagem\u00bb.<\/i>\u00a0Na sua poesia encontramos a den\u00fancia das sequelas da escravatura.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Para que possamos compreender a poesia e a personalidade de Tomaz talvez devamos ler o seu soneto, qui\u00e7\u00e1, mais vibrante, \u00abA \u00faltima batalha\u00bb que integra segundo Francisco Gomes, \u00aba primeira recolha de motiva\u00e7\u00e3o africana do autor \u2013 Quissange \u2013 Saudade Negra.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Ou, recorremos a o poema in\u00e9dito que o poeta Tom\u00e1s Jorge, filho de Tomaz Vieira da Cruz deu \u00e0 luz atrav\u00e9s das publica\u00e7\u00f5es Imbondeiro, intitulado \u00ab\u00c1frica\u00bb,\u00a0 obra que, nas palavras do autor do pro\u00e9mio de \u00abQuissanje\u00bb, \u00abtira de vez aos mais c\u00e9pticos qualquer d\u00favida sobre este homem visceralmente portugu\u00eas e humanamente africanizado\u00bb.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Na poesia de Tomaz, no entanto, parece privilegiado o tema do amor.\u00a0<i>\u00abo amor entre o sujeito l\u00edrico e um \u00abtu\u00bb itinerante, geralmente uma mulher negra ou mesti\u00e7a, n\u00e3o apenas a mulata de que falam os cr\u00edticos\u00bb.<\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Jorge Macedo, o derradeiro autor do\u00a0<i>\u00abLivro das batalhas\u00bb<\/i>\u00a0num artigo liter\u00e1rio citado por Francisco Gomes, coloca lado a lado cita\u00e7\u00f5es de Tomaz e de Agostinho Neto ou mesmo, Viriato da Cruz.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Tomaz,\u00a0 poeta, portugu\u00eas,\u00a0 conquanto incontorn\u00e1vel\u00a0 na hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o da literatura angolana.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Talvez possamos em ep\u00edlogo, encerrar esta cr\u00f3nica, contraditando a imagem feita,\u00a0 de Rivero, n\u00e3o tanto a da confus\u00e3o dos her\u00f3is lend\u00e1rios e comandantes militares que o autor alega variar neste particular corpus po\u00e9tico, o qual al\u00e9m de Tomaz parece outros incluir:\u00a0<i>\u00abEp\u00edlogo tardio perfeito para aqueles jogos florais do s\u00e9culo XIV realizados em<\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><i>Lisboa, como o final inconfund\u00edvel daqueles sonetos de glorifica\u00e7\u00e3o nacionalista e<\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><i>esc\u00e1rnio republicano assinado pelos Vieira da Cruz, Freitas Soares e Correia Leite\u00bb?<\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">A resposta para Rivero:<i>\u00a0\u201cQuando os infi\u00e9is assaltaram os t\u00famulos das Catedrais, os mortos riram tragicamente, e continuaram mortos, mas n\u00e3o deixaram de rir\u201d<\/i>\u00a0\u00a0(\u2026)<i><\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><i>\u00abNa Espanha triunfou o comunismo da morte \u2013 distribuindo a paz eterna a todos os espanh\u00f3is que morreram na luta. Quando tivessem desaparecido do mapa europeu as fronteiras d\u00easse pa\u00eds admir\u00e1vel que \u00e9 a Espanha, melhor do que qualquer desenho a c\u00f4res ficaria a m\u00fasica espanhola a gritar seus lamentos de alegria triste. A independ\u00eancia na Arte, a liberdade da Arte, jamais algum materialismo plebeu ser\u00e1 capaz de destruir.<\/i><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><i>Sevilha foi a cigana que leu no cora\u00e7\u00e3o de Espanha\u00a0 a Sina da Vit\u00f3ria\u00bb<\/i>\u00a0&#8211; in \u201cVit\u00f3ria de Espanha\u201d.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Jos\u00e9 Luz (Const\u00e2ncia)<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">PS \u2013 N\u00e3o uso o dito AOLP.\u00a0 Nota 1 &#8211; \u00abViriatos\u00bb era o nome genericamente atribu\u00eddo aos volunt\u00e1rios portugueses que combateram junto das for\u00e7as nacionalistas espanholas.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Fontes principais da presente cr\u00f3nica<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u00a0Vieira da Cruz, T. (1939). \u00abVit\u00f3ria de Espanha\u00bb- Edi\u00e7\u00e3o Especial para ser vendida a favor do monumento a erigir aos mortos que reconquistaram a P\u00e1tria. Imprensa Nacional. Luanda (Portugal).<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Rivero Machina, a. (2015). \u00abLa literatura salazarista ante la guerra de espa\u00f1a. poes\u00eda y propaganda en Correia leite, Freitas Soares y Vieira da Cruz\u00bb. Estudios human\u00edsticos. Filolog\u00eda 37. issn: 0313-1329.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Vieira da Cruz, T. (2004). \u00abQuissange\u00bb.\u00a0Com pref\u00e1cio de Francisco Soares. Imprensa Nacional da moeda. Lisboa.<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/tomaz-vieira-da-cruz-nas-filas-dos-viriatos\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A participa\u00e7\u00e3o do poeta de Const\u00e2ncia, Tomaz Vieira da Cruz, na Guerra Civil de Espanha, longe de constituir uma hip\u00f3tese, aparece tratada num estudo de Antonio Rivero Machina, poeta e investigador, em particular, da literatura espanhola e portuguesa do s\u00e9culo XX. 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