{"id":60317,"date":"2024-01-26T09:36:14","date_gmt":"2024-01-26T09:36:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=60317"},"modified":"2024-01-26T15:03:07","modified_gmt":"2024-01-26T15:03:07","slug":"muela-poitout-sociedades-e-grupos-recreativos-do-entroncamento-antigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/muela-poitout-sociedades-e-grupos-recreativos-do-entroncamento-antigo\/","title":{"rendered":"MANUELA POITOUT | Sociedades e Grupos Recreativos do Entroncamento Antigo"},"content":{"rendered":"<p>O que vou escrever \u00e9 sobre as associa\u00e7\u00f5es e grupos recreativos do Entroncamento mais antigo, convicta de que faltar\u00e3o algumas e alguns. Sem imprensa local nos primeiros tempos, sem mem\u00f3rias desses pioneiros do associativismo e da recrea\u00e7\u00e3o local, apenas podemos construir uma narrativa desses tempos com fragmentos encontrados aqui e ali. Mas vale a pena tentar, porque as pontas emergentes s\u00e3o interessantes, e por vezes revelam detalhes inesperados.<\/p>\n<p>Quando falamos em sociedades ou grupos recreativos dos tempos antigos, o que se associa \u00e0 nossa mente s\u00e3o a m\u00fasica, os bailes e as festas. E, na verdade, a m\u00fasica ocupou um espa\u00e7o muito importante na recrea\u00e7\u00e3o desses tempos que j\u00e1 v\u00e3o sendo long\u00ednquos. Mas tamb\u00e9m o teatro, e \u00e9 pelo teatro que vamos come\u00e7ar.<\/p>\n<p>A primeira not\u00edcia de um grupo recreativo do Entroncamento do s\u00e9culo do s\u00e9culo XIX \u00e9 exatamente sobre um grupo teatral, que situaremos a\u00ed pelo final dos anos sessenta ou 1870. O Entroncamento dessa \u00e9poca era a esta\u00e7\u00e3o com o seu edif\u00edcio de passageiros, algumas instala\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao funcionamento dos servi\u00e7os, e poucas casas para funcion\u00e1rios, tudo isto no meio de um imenso olival.<\/p>\n<p>Foi um rapazinho, um jovem telegrafista vindo de Santa Marta de Penagui\u00e3o, em Tr\u00e1s-os-Montes, que ajudou a formar o primeiro grupo teatral do Entroncamento. Chamava-se o telegrafista Afonso dos Reis Taveira, e ficou na Hist\u00f3ria do teatro portugu\u00eas como o grande ator Afonso Taveira. \u00c9 obvio que ap\u00f3s uns anos nos caminhos de ferro, ele abriu asas e voou\u2026 para o Teatro.<\/p>\n<p>E quem nos contou tudo isto foi um outro ator, Sousa Bastos, seu contempor\u00e2neo, que escreveu o livro \u201cCarteira do Artista: Apontamento para a Hist\u00f3ria do Teatro Portugu\u00eas e Brasileiro\u201d, publicado em Lisboa, em 1898.<\/p>\n<p>Depois do grupo do Taveira, formou-se um outro grupo de teatro, uns anos mais tarde. Chamava-se \u201cTeatro T\u00e1lia\u201d, nome apropriado, pois T\u00e1lia era a musa da com\u00e9dia. Tinha havido em Lisboa um famoso teatro com esse nome, pertencente ao conde de Farrobo, famoso pelas grandes festas que l\u00e1 tinham lugar, os farrobod\u00f3s do conde de Farrobo. Mas tudo isso terminara em 1862, com um inc\u00eandio.<\/p>\n<p>Ou fosse mem\u00f3ria do conde, ou influ\u00eancia da musa, foi inaugurado o Teatro T\u00e1lia em 12 de setembro de 1893, com uma r\u00e9cita por amadores, dirigida por Manuel Gon\u00e7alves da Silveira. As pe\u00e7as representadas foram o drama em 3 atos \u201cA Coroa do Artista\u201d, de C\u00e9sar de Lacerda, e a com\u00e9dia em um ato \u201cOs dois estudantes no prego\u201d. A not\u00edcia veio no \u201cJornal Torrejano\u201d de 7 de setembro de 1893.<\/p>\n<p>Manuel Gon\u00e7alves da Silveira, o ensaiador, era chefe da esta\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m membro da loja ma\u00e7\u00f3nica \u201cFraternidade Universal\u201d, que tinha a sede no Entroncamento.<\/p>\n<p>Diverg\u00eancias internas deram origem a que a sociedade T\u00e1lia se dividisse e desmoronasse, o que motivou um coment\u00e1rio triste no jornal \u201cO Riachense\u201d, de 1 de mar\u00e7o de 1908: \u201cChega-nos a pungente not\u00edcia que a sociedade T\u00e1lia outrora t\u00e3o florescente nos tempos inolvid\u00e1veis do chorado Silveira, se desdobrou. Dois grupos distintos em combate. Que pena, que d\u00f3 causa esta derrocada duma agremia\u00e7\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3spera.\u201d<\/p>\n<p>Findava assim o grupo T\u00e1lia, mas n\u00e3o faltariam outras atividades recreativas, porque o popular Parafuso j\u00e1 existia antes de 1911. Quem o disse foi O. P. Brito, mas tamb\u00e9m um dos presidentes do \u201cGrupo Recreativo 1.\u00ba de Outubro de 1911\u201d.<\/p>\n<p>O que O. P. Brito explicou, numa das suas cr\u00f3nicas, foi que o grupo j\u00e1 existia no tempo da monarquia, e tinha a sua sede provis\u00f3ria no lugar aonde foi depois a taberna do Chico<\/p>\n<p>Condesso, e a seguir a casa de pasto Vila Franca. Chamava-se, nesse tempo, \u201cGrupo de Recreio Musical\u201d. O nome diz tudo.<\/p>\n<p>A coletividade tinha adquirido um terreno quase ao lado, onde foi constru\u00edda a sede, inaugurada em 1 de outubro de 1911. Come\u00e7ou a\u00ed a nova vida do popular clube, que foi buscar o seu segundo nome e aquele por que \u00e9 mais conhecido, Parafuso, aos tempos em que, estando ainda na sede provis\u00f3ria, a que veio a ser taberna, tinha um palco feito de caixotes aparafusados uns aos outros. Quem contou esta hist\u00f3ria dos parafusos foi o presidente da coletividade em 1933, Jo\u00e3o Pereira, num texto publicado na revista Terras de Portugal, em abril do ano j\u00e1 mencionado: \u201cTendo tido a sua primeira sede na casa que \u00e9 hoje o estabelecimento do sr. Francisco Cotafo Condesso, em que o palco para as r\u00e9citas era armado em cima de caixotes vazios, ligados uns aos outros por meio de parafusos \u2013 daqui lhe veio o apelido \u201cParafuso\u201d que, ainda hoje, conserva \u2013 tem, presentemente, uma espl\u00eandida sala de festas, com lota\u00e7\u00e3o para 400 pessoas, aproximadamente; um amplo palco, com 2 grandes camarins; instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica adequada; vesti\u00e1rio para senhoras, com todas as comodidades; um espl\u00eandido bufete que funciona permanentemente, e onde todos os s\u00f3cios se podem reunir \u00e0 noite, com jogos v\u00e1rios de sala\u201d.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Pereira falava, aqui, da antiga sede do Parafuso, que j\u00e1 n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>Mas voltemos \u00e0s coletividades e grupos daquele tempo, estamos a falar da Primeira Rep\u00fablica. Al\u00e9m do Parafuso, havia um grupo musical, com rancho, intitulado \u201cFlor da Mocidade\u201d. Talvez tenha durado pouco, mas teve honras de publica\u00e7\u00e3o na \u201cIlustra\u00e7\u00e3o Portuguesa\u201d n.\u00ba 336, de 29 de julho de 1912. Era constitu\u00eddo por 13 executantes, todos com instrumentos de cordas, e onze pares de dan\u00e7arinos.<\/p>\n<p>Em 19 de mar\u00e7o de 1914, foi fundado o \u201cGrupo Recreativo Musical O Ramalhete\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_60342\" aria-describedby=\"caption-attachment-60342\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-60342\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Ramalhete.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Ramalhete.jpg 500w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Ramalhete-218x150.jpg 218w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Ramalhete-100x70.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-60342\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;O Ramalhete&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<p>Foi um acaso da sorte ter tido acesso a uma velha fotografia deste grupo musical das Vaginhas. Uma antiga aluna, Ana Lopes Domingos, falou-me no seu av\u00f4 Ant\u00f3nio Lopes Domingos, que fazia parte do grupo musical, e eu logo perguntei se havia fotografia. Sim, j\u00e1 velhinha, colada, partida em tr\u00eas, mas l\u00e1 est\u00e1 bem vis\u00edvel o grupo, orgulhoso, com a sua bandeira. Um tesouro!<\/p>\n<p>O Ramalhete mudou depois de nome, para \u201cGrupo Uni\u00e3o Musical Vaginhense\u201d. Tinha a sua sede nas Vaginhas, num dos topos sem sa\u00edda da Rua Silva Porto, umas casinhas de r\u00e9s-de-ch\u00e3o que viram muitos bailes do tempo em que eles duravam at\u00e9 ao amanhecer.<\/p>\n<p>No final dos anos dez do s\u00e9culo XX existiu outro grupo de teatro e m\u00fasica. Eduardo O. P. Brito descreveu-o, e \u00e0 sua recrea\u00e7\u00e3o, desta maneira:<\/p>\n<p>\u201cOs vest\u00edgios existentes na nossa mem\u00f3ria quanto aos mais antigos agrupamentos musicais existentes no nosso burgo, ent\u00e3o circunscrito, al\u00e9m das suas instala\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias, a pouco mais de uma meia d\u00fazia de casas, distam j\u00e1 dos fins dos anos dez.<\/p>\n<p>Isto, atrav\u00e9s dum Conjunto Musical existente naquela \u00e9poca, que era constitu\u00eddo pelos Irm\u00e3os Pedro (conhecidos geralmente pelos \u201cSapateiros) e mais dois amigos, sendo os instrumentos utilizados \u2013 dessa particularidade recorda-nos perfeitamente \u2013 dois bandolins, uma flauta e uma viola.<\/p>\n<p>Denominava-se o grupo de \u201cAlunos de Talma\u201d. Isto devido ao facto dos mesmos indiv\u00edduos fazerem tamb\u00e9m parte dum pequeno agrupamento de teatro, cuja sede se situava, pouco mais ou menos, no local onde, recentemente, se encontrava instalado o caf\u00e9-restaurante \u201cO Ca\u00e7ador\u201d, cujo edif\u00edcio foi deitado abaixo.<\/p>\n<p>Ora a atua\u00e7\u00e3o deste conjunto musical limitava-se, praticamente, a preencher os intervalos das r\u00e9citas levadas a cabo, as quais eram constitu\u00eddas, invariavelmente, por grandes dramalh\u00f5es\u2026 de \u201cfaca e alguidar\u201d, ao bom gosto das gentes da \u00e9poca, e mais ainda dos \u201cfuriosos\u201d amadores de teatro, desses tempos j\u00e1 bem long\u00ednquos.\u201d<\/p>\n<p>O.P. Brito devia ser ainda crian\u00e7a, quando conheceu o grupo nesse final dos anos dez, pois nasceu em 1912, mas a atividade teatral dos \u201cAlunos de Talma\u201d ainda deve ter durado uns anos, e talvez ultrapassado o tempo da Rep\u00fablica. A inspira\u00e7\u00e3o para o nome\u00a0do grupo veio de um famos\u00edssimo ator dos tempos de Napole\u00e3o, que marcou a hist\u00f3ria do Teatro.<\/p>\n<p>Como os Pedros eram republicanos, disse-me O. P. Brito, uma vez, que era voz corrente terem eles bombas debaixo de palco. No regime que se seguiu, a Ditadura, e depois o Estado Novo, vieram a ter problemas. E contou uma pessoa da fam\u00edlia, que quando algum deles era preso, como eram quase todos m\u00fasicos, os que ficavam organizavam logo um bailarico no p\u00e1tio, para mostrarem \u00e0 pol\u00edcia pol\u00edtica que n\u00e3o vergavam com aquelas pris\u00f5es. Mas essas s\u00e3o outras hist\u00f3rias, n\u00e3o de recrea\u00e7\u00e3o, mas de resist\u00eancia, com m\u00fasica.<\/p>\n<p>No decurso dos chamados loucos anos vinte, mais precisamente em 1923, formou-se mais um grupo musical, o GIMAC, \u201cGrupo de Instru\u00e7\u00e3o Musical Alberto Codina\u201d, que teve muito sucesso.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-60343\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Gimac-9.tif\" alt=\"\" \/><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-60343\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Gimac-9.tif\" alt=\"\" \/><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-60348\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Gimac-11.tif\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Nos anos que se seguiram, o jazz motivou os grupos musicais da terra. O GIMAC tinha a sua jazz-band, o antigo Ramalhete, em 1933, j\u00e1 com a nova denomina\u00e7\u00e3o de \u201cGrupo Uni\u00e3o Musical Vaginhense\u201d, tamb\u00e9m formou o seu conjunto jazz\u00edstico, e o mesmo aconteceu com a Banda dos Escoteiros, entretanto formada, que em 1936 tem o seu grupo de saxo-jazz. Anos de muita e boa m\u00fasica no Entroncamento.<\/p>\n<p>Em 1921, tinha sido inaugurado o Teatro Cine-Parque, situado no olival que confinava com o p\u00e1tio da fam\u00edlia Pedro, com a entrada principal virada para o p\u00e1tio. Pisaram aquele ch\u00e3o nomes consagrados que hoje s\u00f3 conhecemos de ouvir falar, as maiores estrelas do firmamento teatral daqueles tempos, Nascimento Fernandes em 1923, com a sua Companhia, a Companhia Maria Matos em 1924, Fernanda Nascimento, do teatro de opereta, em 1926, Ilda Stichini em 1927, Am\u00e9lia Rey Cola\u00e7o e Robles Monteiro, no mesmo ano, estes os nomes que foram encontrados em not\u00edcias, mas O. P. Brito acrescenta-lhes Berta de Bivar, Auzenda de Oliveira, Lina Demoel, Alves da Cunha, Erico Braga, Luz Veloso\u2026 todos eles vieram por aqui deixar um pouco do seu brilho.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-60347\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/19_Portal_Cine_Teatro_Parque_Entroncamento-5.tif\" alt=\"\" \/><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-60347\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/19_Portal_Cine_Teatro_Parque_Entroncamento-5.tif\" alt=\"\" \/><a href=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/19_Portal_Cine_Teatro_Parque_Entroncamento-8.tif\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-60351\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/19_Portal_Cine_Teatro_Parque_Entroncamento-8.tif\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Teatro Cine-Parque tinha a sua orquestra privativa. Os filmes, nesse tempo, eram mudos, e era o acompanhamento musical que lhes dava ritmo e intensidade, que lhes dava vida, acompanhando as diversas cenas. Um dos m\u00fasicos dessa orquestra do Cine-Parque foi Eduardo de Almeida Trindade, fundador do jornal \u201cNot\u00edcias de Entroncamento\u201d, e tamb\u00e9m fundador do Grupo 84 dos Escoteiros. Tempo de muita devo\u00e7\u00e3o c\u00edvica.<\/p>\n<p>No final dos anos vinte e in\u00edcio dos anos trinta, formaram-se as coletividades desportivas que toda a gente conhece, o Uni\u00e3o em 1928, o 11 Unidos em 1929, e o Grupo Desportivo dos Ferrovi\u00e1rios em 1931. Para al\u00e9m da recrea\u00e7\u00e3o desportiva, esses clubes organizavam as suas festas, bailes e espet\u00e1culos, tinham grupos c\u00e9nicos, e por l\u00e1 passavam os grupos musicais da \u00e9poca, da terra e, por vezes, de fora. Da\u00ed para diante, j\u00e1 \u00e9 outro tempo.<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/muela-poitout-sociedades-e-grupos-recreativos-do-entroncamento-antigo\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que vou escrever \u00e9 sobre as associa\u00e7\u00f5es e grupos recreativos do Entroncamento mais antigo, convicta de que faltar\u00e3o algumas e alguns. Sem imprensa local nos primeiros tempos, sem mem\u00f3rias desses pioneiros do associativismo e da recrea\u00e7\u00e3o local, apenas podemos construir uma narrativa desses tempos com fragmentos encontrados aqui e ali. Mas vale a pena [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[55,65],"tags":[],"class_list":{"0":"post-60317","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-cronica","7":"category-manuela-poitout"},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60317"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60317\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}