{"id":56520,"date":"2023-01-27T16:56:41","date_gmt":"2023-01-27T16:56:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=56520"},"modified":"2023-01-29T14:51:29","modified_gmt":"2023-01-29T14:51:29","slug":"credito-agricola-apresenta-livro-sobre-a-banca-cooperativa-e-o-desenvolvimento-regional-e-local","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/credito-agricola-apresenta-livro-sobre-a-banca-cooperativa-e-o-desenvolvimento-regional-e-local\/","title":{"rendered":"Cr\u00e9dito Agr\u00edcola apresenta livro sobre | \u201cA Banca Cooperativa e o Desenvolvimento Regional e Local\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Decorreu no Audit\u00f3rio da Caixa Central de Cr\u00e9dito Agr\u00edcola, em Lisboa o lan\u00e7amento do livro \u201cA Banca Cooperativa e o Desenvolvimento Regional e Local\u201d que teve por base o estudo de investiga\u00e7\u00e3o realizado pelos professores Lu\u00eds Antero Reto, Paulo Bento e Nuno Crespo, do Centro de Estudos de Economia P\u00fablica e Social.<\/p>\n<p>O estudo, que avaliou o per\u00edodo 2015 a 2020, foca-se no contributo da Banca Cooperativa para o desenvolvimento regional e local, o seu papel no sistema banc\u00e1rio europeu e no desenvolvimento e coes\u00e3o social em Portugal. Apresenta ainda os principais desafios que a Banca Cooperativa enfrenta, bem como as suas principais diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Banca Tradicional.<\/p>\n<p>O Cr\u00e9dito Agr\u00edcola, grupo financeiro de g\u00e9nese cooperativa, constitu\u00eddo, na sua base, por Caixas de Cr\u00e9dito Agr\u00edcola, \u00e9 apresentado no estudo enquanto Banco Cooperativo nacional, com um modelo de actua\u00e7\u00e3o distinto da banca tradicional vocacionado para o desenvolvimento da economia e o bem-estar social das regi\u00f5es onde actuam cada uma das suas Caixas de Cr\u00e9dito Agr\u00edcola.<\/p>\n<p>Comparando o Grupo Cr\u00e9dito Agr\u00edcola com a Banca Cooperativa europeia e com a restante banca portuguesa, o estudo revela que o Grupo Cr\u00e9dito Agr\u00edcola, no per\u00edodo em an\u00e1lise (2015-2020), apresenta resultados altamente positivos. N\u00e3o s\u00f3 compara muito bem com a banca cooperativa europeia e com a banca portuguesa na maioria dos indicadores (rentabilidade, solvabilidade, efici\u00eancia e mercado), como esses resultados foram alcan\u00e7ados sem sacrificar a proximidade aos Clientes (ag\u00eancias, ATM, canais digitais) nem, de forma significativa, postos de trabalho, particularmente nas regi\u00f5es do interior do territ\u00f3rio nacional. O Cr\u00e9dito Agr\u00edcola conseguiu, inclusive, aumentar o n\u00famero de clientes e associados, o que significa que o capital relacional da Banca Cooperativa n\u00e3o saiu prejudicado durante o per\u00edodo da crise do \u201csubprime\u201d.<\/p>\n<p>O contributo do Grupo Cr\u00e9dito Agr\u00edcola para o desenvolvimento regional e local \u00e9 amplo, apresentando uma estrutura geogr\u00e1fica distinta da restante banca, com uma maior cobertura do territ\u00f3rio. Segundo dados de Dezembro de 2021, o Grupo Cr\u00e9dito Agr\u00edcola detinha 620 ag\u00eancias distribu\u00eddas por todo o pa\u00eds, encontrando-se presente em 258 localidades onde \u00e9 a \u00fanica institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria. Para al\u00e9m disso, o Cr\u00e9dito Agr\u00edcola estava presente, com ATM, em 695 localidades onde n\u00e3o existe outro terminal de caixa autom\u00e1tico ou institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria.<\/p>\n<p>Actualmente, o Cr\u00e9dito Agr\u00edcola \u00e9 o Grupo financeiro com a maior rede de ag\u00eancias do pa\u00eds, marcada pela elevada capilaridade e interioridade, com o objectivo de garantir a acessibilidade aos servi\u00e7os financeiros em localidades economicamente mais desfavorecidas e com menor densidade populacional.<\/p>\n<p>A Banca Cooperativa tem um papel importante dado assumir uma dupla finalidade, tanto a n\u00edvel de objectivos econ\u00f3micos e financeiros, como a n\u00edvel de objectivos sociais. S\u00e3o entidades diferentes no que respeita aos modelos de governa\u00e7\u00e3o, \u00e0 propriedade colectiva do capital social, \u00e0 inser\u00e7\u00e3o territorial, \u00e0 dimens\u00e3o e ao financiamento \u00e0 economia real, em particular \u00e0s PME.<\/p>\n<p>Caracterizada por um modelo de neg\u00f3cio conservador, a Banca Cooperativa regista cr\u00e9ditos dispersos e de pequeno volume na sua rede local. Esta diferencia\u00e7\u00e3o permite uma enorme resili\u00eancia em situa\u00e7\u00f5es de crise econ\u00f3mica. Os bancos cooperativos perfilam-se ainda como instrumentos essenciais de redu\u00e7\u00e3o de desigualdades e de reten\u00e7\u00e3o de poupan\u00e7a nas regi\u00f5es mais desfavorecidas.<\/p>\n<p>Entre 2015 e 2020, a Banca Cooperativa ultrapassou a Banca Tradicional em termos de solvabilidade e efici\u00eancia, tendo associada uma rentabilidade muito semelhante com um desvio padr\u00e3o muito baixo, comparativamente \u00e0 banca em geral. Factos que justificam a confian\u00e7a dos clientes nos momentos de crise, mas que reflectem preocupa\u00e7\u00f5es de sustentabilidade, n\u00e3o no sentido de focar o financiamento em sectores verdes, mas numa perspectiva mais global: apoiar a economia real mais do que lucrar com investimentos mais arriscados ou mesmo especulativos; assegurar as melhores pr\u00e1ticas de governan\u00e7a; assumir horizontes temporais de longo prazo nas estrat\u00e9gias pol\u00edticas; avaliar de forma precisa e rigorosa a credibilidade do cliente; e diminuir o risco de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Em termos de recursos centrais da sua actividade de intermedia\u00e7\u00e3o financeira, a evolu\u00e7\u00e3o foi sempre positiva no caso da Banca Cooperativa, tanto em termos de cr\u00e9dito concedido como de dep\u00f3sitos captados. As evolu\u00e7\u00f5es m\u00e9dias confirmam o desempenho superior da Banca Cooperativa, face ao da banca em geral, sendo que esta \u00faltima, registou mesmo uma contrac\u00e7\u00e3o no cr\u00e9dito concedido, entre 2016-2017. No caso dos dep\u00f3sitos, o diferencial n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o evidente, mas a tend\u00eancia mant\u00e9m-se.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Antero Reto \u00e9 professor do ISCTE \u2013 Instituto Universit\u00e1rio de Lisboa, institui\u00e7\u00e3o de que foi Presidente e Reitor de 2005 a 2018. Licenciou-se em Psicologia pelo ISPA e concluiu o doutoramento em Psicologia Social pela Universidade Cat\u00f3lica de Louvain-la-Neuve, na B\u00e9lgica, e a agrega\u00e7\u00e3o em Marketing no ISCTE, em 2000. Al\u00e9m do ensino e da lideran\u00e7a universit\u00e1ria, desenvolveu uma vasta atividade empresarial e associativa nas \u00e1reas dos estudos de mercado, sondagens, forma\u00e7\u00e3o profissional e responsabilidade social das empresas. As suas publica\u00e7\u00f5es incluem algumas dezenas de artigos em revistas cient\u00edficas e a autoria ou coautoria de mais de uma quinzena de livros.<\/p>\n<p>Paulo Bento \u00e9 doutorado em Gest\u00e3o pela The University of Manchester, no Reino Unido. Ingressou na ISCTE Business School (IBS) na \u00e1rea de empreendorismo e inova\u00e7\u00e3o, e foi Presidente do ISCTE Executive Education, Director do Executive MBA, e Director do Mestrado Executivo em Gest\u00e3o Empresarial (2015-18). Foi tamb\u00e9m Director do Sustainability Knowledge Lab, Editor-chefe da Global Economics and Management Review e Sub-director do Departamento de Gest\u00e3o. Internacionalmente foi administrador n\u00e3o-Executivo da Mo\u00e7ambicana Transcorn e desde 2009 lecciona(ou) em Angola, Brasil, China, Mo\u00e7ambique e Rom\u00e9nia.<\/p>\n<p>Nuno Crespo \u00e9 doutorado em Economia pela Universidade de Lisboa, sendo presentemente Professor Associado com Agrega\u00e7\u00e3o do Departamento de Economia do ISCTE e investigador integrado da Business Research Unit (BRU-ISCTE). \u00c9 autor de v\u00e1rios livros, cap\u00edtulos de livro e de mais de 50 artigos em revistas cient\u00edficas, a maior parte delas internacionais indexadas. \u00c9 membro do Editorial Board de diversas revistas cient\u00edficas internacionais, sendo Co-editor-in-Chief do Academy of Entrepreneurship Journal. \u00c9 actualmente Director do Mestrado em Economia da Empresa e da Concorr\u00eacia (IBS), tendo anteriormente lan\u00e7ado e dirigido o Mestrado em Economia Portuguesa e Integra\u00e7\u00e3o Internacional.<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/credito-agricola-apresenta-livro-sobre-a-banca-cooperativa-e-o-desenvolvimento-regional-e-local\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decorreu no Audit\u00f3rio da Caixa Central de Cr\u00e9dito Agr\u00edcola, em Lisboa o lan\u00e7amento do livro \u201cA Banca Cooperativa e o Desenvolvimento Regional e Local\u201d que teve por base o estudo de investiga\u00e7\u00e3o realizado pelos professores Lu\u00eds Antero Reto, Paulo Bento e Nuno Crespo, do Centro de Estudos de Economia P\u00fablica e Social. 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