{"id":5615,"date":"2019-02-23T20:18:06","date_gmt":"2019-02-23T20:18:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=5615"},"modified":"2019-04-20T16:16:02","modified_gmt":"2019-04-20T15:16:02","slug":"manuel-fernandes-vicente-nova-queda-da-competitividade-do-entroncamento-registada-no-portugal-city-brand-ranking-de-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/manuel-fernandes-vicente-nova-queda-da-competitividade-do-entroncamento-registada-no-portugal-city-brand-ranking-de-2019\/","title":{"rendered":"MANUEL FERNANDES VICENTE | Nova queda da competitividade do Entroncamento registada no Portugal City Brand Ranking de 2019"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1176\" aria-describedby=\"caption-attachment-1176\" style=\"width: 234px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1176 size-full\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ManuelVicente.jpg\" alt=\"\" width=\"234\" height=\"228\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1176\" class=\"wp-caption-text\">Manuel Fernandes Vicente manuelvicente@entroncamentoonline.pt<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Entroncamento obteve a 160\u00aa posi\u00e7\u00e3o a n\u00edvel nacional no Portugal City Brand Ranking (PCBR) de 2019 incidente sobre o conjunto dos 308 munic\u00edpios portugueses, um <em>ranking<\/em> que, com base em indicadores quantitativos e estat\u00edsticos diversos, mede, analisa e compara anualmente o desenvolvimento e a competitividade dos munic\u00edpios nacionais. Este posicionamento corresponde a uma nova descida da cidade ferrovi\u00e1ria neste crit\u00e9rio de avalia\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios urbanos do Continente e das regi\u00f5es aut\u00f3nomas, promovido pela consultora especializada Bloom Consulting, que inclui as dimens\u00f5es de atra\u00e7\u00e3o ao investimento, aos turistas e ao talento, e leva em considera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m o aumento da proemin\u00eancia e das exporta\u00e7\u00f5es. No <em>ranking<\/em> de 2018, o quinto editado pela empresa, a nossa cidade havia conseguido a coloca\u00e7\u00e3o de ordem 154, que culminava j\u00e1 ent\u00e3o uma queda em cascata de sucessivas descidas de competitividade de acordo com o crit\u00e9rio mencionado, e que aborda o desempenho dos munic\u00edpios nas \u00e1reas designadas por Neg\u00f3cios, Visitar e Viver. Nestes segmentos de an\u00e1lise do desempenho, o Entroncamento, observado agora no contexto dos cem munic\u00edpios da Regi\u00e3o Centro, ocupa a 46\u00aa posi\u00e7\u00e3o em Visitar, a 79\u00aa em Visitar e \u00e9 o 30\u00ba munic\u00edpio em Viver. Comparativamente com os lugares conseguidos no ano passado, o Entroncamento melhorou nos Neg\u00f3cios (era 49\u00ba do contexto), decaiu ligeiramente em Viver (era 29\u00ba) e levou um tombo muito preocupante no segmento Visitar, onde ocupava o lugar de ordem 70 no ano passado e era 47\u00ba em 2017. Tem agora um desempenho francamente med\u00edocre, n\u00e3o tirando sequer partido da sua situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e das extraordin\u00e1rias acessibilidades a que teve direito. H\u00e1 algo que est\u00e1 a falhar globalmente na estrat\u00e9gia do Entroncamento, cujos indicadores objetivos dispon\u00edveis apontam para uma decad\u00eancia progressiva da comunidade local, e que confirmam, ali\u00e1s, aquilo de que o senso comum vai tomando conta no dia a dia. \u00c9 preciso encontrar uma estrat\u00e9gia de desenvolvimento local que acerte os seus ponteiros com os tempos modernos. Com o decl\u00ednio, aparentemente irrevers\u00edvel, dos caminhos de ferro, da era de ouro castrense na regi\u00e3o, que inclu\u00eda as unidades militares agora em modo de ocaso de Tancos e Santa Margarida, e da exaust\u00e3o do per\u00edodo em que a cidade prosperou como centro comercial a c\u00e9u aberto, o Entroncamento precisa n\u00e3o s\u00f3 de reencontrar a sua identidade, como de descobrir um des\u00edgnio maior e que seja um foco criador de novas atitudes e de atra\u00e7\u00e3o de empresas e servi\u00e7os. O que \u00e9 indesment\u00edvel \u00e9 que no setor tur\u00edstico a munic\u00edpio precisa de rever o seu plano e de conseguir sinergias para contemplar a sua imagem e marca no exterior. H\u00e1 erros crassos e absurdos. Por exemplo, a quase omiss\u00e3o de placas de informa\u00e7\u00e3o indicativas da exist\u00eancia e localiza\u00e7\u00e3o do Museu Nacional Ferrovi\u00e1rio (MNF), o \u00fanico museu nacional do distrito de Santar\u00e9m e integrante desde h\u00e1 duas semanas da Rede Portuguesa de Museus, nas principais estradas e autoestradas da regi\u00e3o, que lhe dedicam um apag\u00e3o, \u00e9 bizarro e ultrapassa o intelig\u00edvel. Por outro lado, por que n\u00e3o a dinamiza\u00e7\u00e3o de comboios hist\u00f3ricos ao longo da linha da Beira Baixa ou do Leste, e at\u00e9 Badajoz; ou tem\u00e1ticos, com atra\u00e7\u00f5es como as cerejeiras em flor, na Serra da Gardunha, entre outros? Ou refor\u00e7ar a identidade ferrovi\u00e1ria, que se est\u00e1 a perder entre as novas gera\u00e7\u00f5es, ligando o MNF \u00e0s escolas da cidade e da regi\u00e3o?<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que a aposta do Entroncamento deve passar por um conceito ou conceitos relevantes e diferenciadores. E n\u00e3o \u00e9 preciso cri\u00e1-los, mas apenas reinvent\u00e1-los, dando-lhes uma dimens\u00e3o cr\u00edtica, roupagens modernas e proje\u00e7\u00e3o relevante para o exterior. E, nestes aspetos, o Entroncamento, longe de se impor como uma marca com mem\u00f3ria num mundo em crescente competi\u00e7\u00e3o, vive entusiasmado com o seu umbigo: a esmagadora maioria das iniciativas tem um alcance paroquial e \u00e9 incapaz de interessar e atrair p\u00fablicos mais amplos ou especializados. Iniciativas, que ilustram formas de os munic\u00edpios se tornarem marcas e criarem movimentos capazes de suscitar vigorosa ades\u00e3o de p\u00fablicos espec\u00edficos mas fortes, h\u00e1 bastantes. E os respetivos munic\u00edpios podem ser procurados nos lugares cimeiros (mesmo n\u00e3o sendo os mais obviamente proeminentes) deste PCBR, que assim os distingue por n\u00e3o se limitarem a navegar com a costa \u00e0 vista\u2026<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o, onde a coopera\u00e7\u00e3o intermunicipal \u00e9 residual para n\u00e3o carregar muito nas cores da cr\u00edtica, o PCBR da Bloom Consulting atribui a Tomar a posi\u00e7\u00e3o 54 no contexto nacional; Our\u00e9m \u00e9 o 68\u00ba munic\u00edpio neste \u00edndice de competitividade; Abrantes est\u00e1 colocada em 88\u00ba lugar; Torres Novas \u00e9 90\u00ba; Alcanena, 196\u00ba; Vila Nova da Barquinha, 199\u00ba; Goleg\u00e3, 209\u00ba; Const\u00e2ncia, 218\u00ba; Chamusca, 220\u00ba; Ma\u00e7\u00e3o, 263\u00ba; e, j\u00e1 entre os concelhos que ardem mais intensamente no inferno lento do Interior, Sardoal est\u00e1 na 295\u00aa posi\u00e7\u00e3o e Vila Velha de R\u00f3d\u00e3o na 304\u00aa.<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/manuel-fernandes-vicente-nova-queda-da-competitividade-do-entroncamento-registada-no-portugal-city-brand-ranking-de-2019\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Entroncamento obteve a 160\u00aa posi\u00e7\u00e3o a n\u00edvel nacional no Portugal City Brand Ranking (PCBR) de 2019 incidente sobre o conjunto dos 308 munic\u00edpios portugueses, um ranking que, com base em indicadores quantitativos e estat\u00edsticos diversos, mede, analisa e compara anualmente o desenvolvimento e a competitividade dos munic\u00edpios nacionais. 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