{"id":5522,"date":"2019-04-11T09:06:02","date_gmt":"2019-04-11T08:06:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=5522"},"modified":"2019-04-11T09:06:02","modified_gmt":"2019-04-11T08:06:02","slug":"um-grito-por-tomaz-vieira-da-cruz-no-dia-do-concelho-e-do-seu-aniversario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/um-grito-por-tomaz-vieira-da-cruz-no-dia-do-concelho-e-do-seu-aniversario\/","title":{"rendered":"Um grito por Tomaz Vieira da Cruz no dia do concelho e do seu anivers\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Aproxima-se o anivers\u00e1rio do nascimento do poeta constanciense Tomaz Vieira da Cruz. A efem\u00e9ride coincide com o dia do feriado do nosso concelho de Const\u00e2ncia.\u00a0Tomaz nasceu na vila de Const\u00e2ncia em 22-04-1900 junto \u00e0 rua dos Ferreiros, numa modesta casa cont\u00edgua \u00e0 moradia que nos anos noventa veio a acolher o escritor Baptista Bastos. Faleceu em\u00a0Lisboa, a 7 de Junho de 1960.. Foi poeta, m\u00fasico, jornalista, farmac\u00eautico.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5523\" aria-describedby=\"caption-attachment-5523\" style=\"width: 433px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5523 size-full\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/54523356_451889692216218_4154157995791482880_o.jpg\" alt=\"\" width=\"433\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/54523356_451889692216218_4154157995791482880_o.jpg 433w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/54523356_451889692216218_4154157995791482880_o-315x420.jpg 315w\" sizes=\"auto, (max-width: 433px) 100vw, 433px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5523\" class=\"wp-caption-text\">Poeta Tomaz Vieira da Cruz &#8220;Tomaz Vieira da Cruz tem, at\u00e9 agora, sido v\u00edtima de alguns dos muitos paradoxos que normalmente atingem os poetas realmente grandes. Tendo obtido, logo nos primeiros tempos da sua vida liter\u00e1ria, a aura de \u00abo poeta &#8221; In Panorama, revista portuguesa de arte e de turismo, 1964.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os homens, os autarcas locais podem adiar de vez a homenagem devida por direito ao autor que versejou sobre a triste comitiva silenciosa dos p\u00e9s descal\u00e7os. A voz do povo que \u00e9 a voz de Deus h\u00e1-de retumbar em eco pelos vales infelizes da humanidade onde o pensamento n\u00e3o passou mais al\u00e9m.<\/p>\n<p>Sobre o autor, o homem, o poeta, a obra&#8230;<\/p>\n<p>A UCCLA \u2013 Uni\u00e3o das Cidades Capitais da L\u00edngua Portuguesa reeditou em 2015 uma sele\u00e7\u00e3o de poemas da obra de Tomaz Vieira da Cruz, poeta natural da vila de Const\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u00c9, sem d\u00favida, mais um reconhecimento internacional do valor e prest\u00edgio do poeta e da sua obra. Tomaz \u00e9 refer\u00eancia obrigat\u00f3ria, por exemplo, na enciclop\u00e9dia brit\u00e2nica.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de vinte anos que se encontra pendente na C\u00e2mara Municipal de Const\u00e2ncia um abaixo assinado da popula\u00e7\u00e3o para que seja reconhecido na topon\u00edmia o valor do seu conterr\u00e2neo. Na altura o escritor Meira Burguete ex&#8211;diretor do jornal \u00abMacau Hoje\u00bb aceitou o meu desafio de promovermos essa homenagem ao ilustre constanciense que por vicissitudes da vida, passou parte da sua vida em Angola para onde foi trasladado ap\u00f3s a sua morte.<\/p>\n<p>Como \u00e9 p\u00fablico o munic\u00edpio de Const\u00e2ncia n\u00e3o incluiu o seu poeta conterr\u00e2neo (Tomaz Vieira da Cruz) no mural dos poetas pintado junto \u00e0 biblioteca municipal. Ficando adiada \u00absine die\u00bb mais uma vez, essa homenagem que \u00e9 devida ao ilustre filho da terra.<\/p>\n<p>O signat\u00e1rio conviveu com alguns amigos do poeta (caso do antigo presidente da C\u00e2mara Municipal do Peso da R\u00e9gua, Eng. Manuel Alves Soares) e conhece os seus familiares da vila Sabemos que o poeta era presidente do j\u00fari dos festivais de ranchos folcl\u00f3ricos de Const\u00e2ncia e que, por exemplo, fez a instru\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria por aqui na rua Lu\u00eds de Cam\u00f5es.<\/p>\n<p>Tomaz Vieira da Cruz \u00e9 considerado um dos precursores da literatura angolana., tendo aberto caminho para a gera\u00e7\u00e3o que lutou pela independ\u00eancia; esta opini\u00e3o publicada \u00e9 conhecida.<\/p>\n<p>Tomaz foi pioneiro, por exemplo, no uso do quimbundo, recorrendo a termos desta l\u00edngua nacional angolana os quais grafou em portugu\u00eas nos seus versos em express\u00f5es como \u00abchingufo\u00bb, \u00abquissange\u00bb (instrumentos musicais) ou mesmo \u00abcazumbi\u00bb (alma do outro mundo) entre muitos outros &#8211; Ver \u00abO Sol,\u00bb edi\u00e7\u00e3o de 16-01-2015.<\/p>\n<p>Obras que escreveu:<\/p>\n<p>&#8211; 1932 &#8211; \u00abQuissange, saudade negra\u00bb<\/p>\n<p>&#8211; 1939 &#8211; \u00abVit\u00f3ria de Espanha\u00bb<\/p>\n<p>&#8211; 1941 &#8211; \u00abTatuagem\u00bb<\/p>\n<p>&#8211; 1950 &#8211; \u00abCinco poesias de \u00c1frica\u00bb<\/p>\n<p>&#8211; 1950 &#8211; \u00abCazumbi\u00bb<\/p>\n<p>Em 1938 alcan\u00e7ou o 1\u00ba pr\u00e9mio de poesia nacionalista sendo premiado pela Emissora Nacional com o t\u00edtulo de \u00abPr\u00edncipe dos poetas portugueses\u00bb.<\/p>\n<p>Tomaz Vieira da Cruz, poeta \u00e9pico em &#8220;Romagem ao Quicombo&#8221;. Primeiro pr\u00e9mio de poesia nacionalista em 1938. Era grande a solenidade com que se comemorava a reconquista de Angola ao invasor holand\u00eas, integrando-se nas festividades, romagens aos locais que foram teatro da luta da resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo a cr\u00edtica Tomaz iniciou a gera\u00e7\u00e3o moderna da poesia angolana, tendo a sua poesia como nota dominante, um certo fatalismo denunciador das injusti\u00e7as. Tal facto poder-se-\u00e1 inferir a partir do exame supostamente superficial com que abordava as coisas;; o seu universo intelectual \u00e9 objetivo e os m\u00e9todos hist\u00f3ricos subjacentes na sua poesia s\u00e3o de car\u00e1cter predominantemente burgu\u00eas.<\/p>\n<p>Tomaz, segundo a cr\u00edtica liter\u00e1ria, \u00ab\u00e9 um caso t\u00edpico da express\u00e3o po\u00e9tica de contacto e de acultura\u00e7\u00e3o de duas ra\u00e7as em presen\u00e7a\u00bb (Lopo de S\u00e1, Di\u00e1rio de Luanda, 1972). Do mesmo cr\u00edtico recuperamos a descri\u00e7\u00e3o f\u00edsica: \u00abestou ainda a v\u00ea-lo com a sua abundante e completamente negra cabeleira de vate rom\u00e2ntico, sempre animado por ideias generosas e acalentando iniciativas que dessem a conhecer ao mundo lus\u00edada os seus anseios po\u00e9ticos\u00bb.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Alguns factos a assinalar<\/p>\n<p>&#8211; 1961 \u2013 A Casa de Estudantes do Imp\u00e9rio inclui 21 poemas seus sob o t\u00edtulo \u00abPoesa angolana\u00bb, selecionados e prefaciados por M\u00e1rio Ant\u00f3nio e redistribu\u00eddos pelo Sol (ver edi\u00e7\u00e3o de 2015 atr\u00e1s citada).<\/p>\n<p>&#8211; 1964, \u00abA, B, C\u00bb &#8211; \u00abThomaz Vieira da Cruz foi hoje homenageado pela cidade de Luanda \u2013 O presidente da C\u00e2mara dep\u00f4s uma coroa de flores \u00e0 porta do jazigo (\u2026) procedeu-se em seguida, em frente ao edif\u00edcio da Escola Industrial ao descerramento da placa topon\u00edmica\u00bb.<\/p>\n<p>&#8211; 1964, &#8216;O Com\u00e9rcio\u00bb &#8211; \u00abQue n\u00e3o se procurem adjetivos para louvar o poeta que foi &#8211; que \u00e9 \u2013 Thomaz Vieira da Cruz\u00bb.<\/p>\n<p>&#8211; 1965, 7 de junho \u2013 \u00c9 inaugurado o monumento ao poeta Thomaz Vieira da Cruz, em Luanda, no Largo Monsenhor Alves da Cunha, junto ao Liceu Salvador Correia, mandado erigir pela C\u00e2mara Municipal. Que depois foi destru\u00eddo com a independ\u00eancia (e cujo busto estar\u00e1 guardado num arquivo militar segundo me contaram retornados de Angola, anoto).<\/p>\n<p>&#8211; 1970, \u00abArtes e letras\u00bb &#8211; \u00abAngola perdeu o pr\u00edncipe dos seus poetas\u00bb.<\/p>\n<p>&#8211; \u00abA Prov\u00edncia de Angola &#8211; \u00abEm rela\u00e7\u00e3o a Thomaz est\u00e1-se cumprindo o ritual p\u00f3stumo consagrat\u00f3rio dos poetas oficiais: Puseram a bandeira a meia-haste\/ E decretaram luto na cidade\/ Responsos, coroas, c\u00edrios quanto baste\/ Para iludir a eternidade\/Teve o nome nas ruas\/em monumentos: nasceu \u2013 morreu \u2013 tantos de tal \u2013 Poeta. Houve discursos graves, longos, lentos\u2026 \/venham todos os ventos do planeta\u00bb.<\/p>\n<p>Da sua uni\u00e3o com uma mulata \u00aba sua fl\u00f4r de bronze\u00bb, nasceu Tomaz Jorge, seu filho, poeta, da gera\u00e7\u00e3o de 50 que foi preso pela pol\u00edcia secreta do Estado (anos 60), conjuntamente com outros escritores por participar em publica\u00e7\u00f5es em que manifestava \u00abum grito de dor, provocado pelo sofrimento e discrimina\u00e7\u00e3o que pesam sobre o povo angolano\u00bb &#8211; Antologia de poetas, 1976, Rep\u00fablica Popular de Angola.<\/p>\n<p>Tomaz Jorge, Agostinho Neto e Viriato da Cruz viriam a integrar o movimento nacionalista liter\u00e1rio \u00abVamos descobrir Angola\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abAmor, grande amor\/formosura linda e calma\/tu n\u00e3o \u00e9s da minha cor\/mas \u00e9s muito da minha alma\u00bb &#8211; eram estes os versos inscritos no monumento em Luanda.<\/p>\n<p>Na sua primeira colet\u00e2nea po\u00e9tica no poema \u00abOs bailundos\u00bb Tomaz descreve \u00abas tristes comitivas\u00bb que \u00abprocuram inutilmente, \/mais longe, \/sempre mais longe, \/a terra da promiss\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>Mias do que um fatalismo, assistimos \u00e0 coragem da den\u00fancia \u00abdestes homens que andam \u00abdescal\u00e7os como Jesus\u00bb, \/ porque n\u00e3o existe humanidade, \/ e o mundo foi sempre assim\u00bb.<\/p>\n<p>\u00c1frica faz parte da nossa hist\u00f3ria. Ningu\u00e9m tem o direito de calar a poesia de Tomaz. Ela \u00e9 intemporal e emana das profundezas da alma do poeta. Falem de Tomaz. Divulguem a sua\/nossa poesia. Leiam-na, degustem-na. Enterrem o preconceito supostamente cultural. Os grandes poetas s\u00e3o seres sem dono nem senhor. S\u00e3o livres. E o pensamento n\u00e3o tem censores nem regimes, nem morda\u00e7as. Tomaz \u00e9 um marco da nossa literatura, incontorn\u00e1vel, escondido aos constancienses. Dele n\u00e3o se fala por aqui e at\u00e9 do muro camar\u00e1rio dos poetas foi exclu\u00eddo. Pior \u00e9 imposs\u00edvel. A mediocridade n\u00e3o teve limites. N\u00e3o h\u00e1 coer\u00eancia pol\u00edtica quando se abandona a luta pela justi\u00e7a, por omiss\u00e3o e ina\u00e7\u00e3o. Ignorar Tomaz \u00e9 ignorar os valores e os filhos da terra que contribu\u00edram para uma melhor humanidade. Isso n\u00e3o se faz. \u00c9 preciso denunciar. Vem a\u00ed o 25 de Abril e os discursos da hipocrisia pol\u00edtica e do adormecimento das gentes. O bombo sair\u00e1 da prateleira mais as tarolas e a marcha parecer\u00e1 f\u00fanebre aos mais despertos. Sim! N\u00e3o se pode enganar toda a gente, toda a vida. A coletividade dos pol\u00edticos locais n\u00e3o tem seguro de vida no facebook.<\/p>\n<p>A nossa comunidade patr\u00edcia \u00e9 j\u00e1 diminuta e \u00e9 preciso \u00e9 urgente fazer ouvir a voz da nossa tradi\u00e7\u00e3o dos nossos poetas. A defesa da nossa identidade passa for\u00e7osamente por aqui.<\/p>\n<p>Tomaz era, na opini\u00e3o dos partid\u00e1rios do direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos, o grito em surdina da revolta que viria com a gera\u00e7\u00e3o seguinte da qual Tomaz \u00e9 o precursor &#8211; defende-se.<\/p>\n<p>TOMAZ, poeta proscrito em Const\u00e2ncia<br \/>\ne o comunismo da morte&#8230;.<\/p>\n<p>&#8220;Quando os infi\u00e9is assaltaram os t\u00famulos das Catedrais, os mortos riram tragicamente , e continuaram mortos, mas n\u00e3o deixaram de rir&#8221; &#8211; in &#8220;Vit\u00f3ria de Espanha&#8221;<\/p>\n<p>Na terra que o viu nascer n\u00e3o h\u00e1 amanh\u00e3s que cantem a sua poesia.<br \/>\nTomaz, um espinho no marxismo vindo de Const\u00e2ncia?<\/p>\n<p>A obra memor\u00e1vel \u00abVit\u00f3ria de Espanha\u00bb, do poeta constanciense Tomaz Vieira da Cruz ficar\u00e1 para sempre cravada como um espinho nos des\u00edgnios marxistas. O autor dedicou um livro de poemas \u00e0 guerra civil de Espanha, tendo escrito: que &#8220;na Espanha triunfou o comunismo da morte &#8211; distribuindo a paz eterna a todos os espanh\u00f3is que morreram na luta&#8221;. Um poeta que se considerava em miss\u00e3o lus\u00edada em \u00c1frica, a qual, esclarece, &#8221; foi alterada por um motivo imprevisto &#8220;.<\/p>\n<p>Da sua espada de botic\u00e1rio fez alfange e tamb\u00e9m andou na guerra: &#8220;Os que pretendem construir um mundo de cimento armado, mon\u00f3tono e igual, destruindo monumentos seculares e tradi\u00e7\u00f5es milenares, h\u00e3o-de encontrar na luta, sempre, a naufragar-lhes o caminho c\u00f3modo, sem pensamento, o sangue generoso dos artistas e dos her\u00f3is&#8221;. Desta forma resumia o pensamento que perpassa a vistas largas na primeira e segunda parte do livro.<\/p>\n<p>N\u00e3o raro o autor tem sido v\u00edtima de cr\u00edticas suspeitas oriundas de autores de esquerda mas que n\u00e3o ter\u00e3o o m\u00e9rito de interferir com a validade real da poesia de Tomaz, por assentarem em premissas falsas ou erradas.<\/p>\n<p>O poeta conquistou cedo a aura de &#8220;poeta de Angola&#8221;, merc\u00ea da grande popularidade da sua poesia. Esta brilhante confirma\u00e7\u00e3o do seu g\u00e9nio e da sua atualidade t\u00eam merecido mais hodiernamente a aten\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica e da hist\u00f3ria liter\u00e1rias internacionais, j\u00e1 sem r\u00f3tulos e preconceitos anti-lusos-colonialistas. Os poetas grandes costumam ser v\u00edtimas de tais paradoxos e&#8230; Invejas. Tomaz, na flor da vida n\u00e3o escondeu o seu entusiasmou pela Falange Espanhola, contra o separatismo regional. O nosso autor participou na guerra de Espanha atrav\u00e9s de os &#8221; Viriatos &#8220;. \u00c9 pol\u00e9mico, \u00e9 sim senhor. \u00c9 um Senhor das Letras. Escreveu a m\u00e1xima de que &#8221; Na Espanha triunfou o comunismo da morte &#8211; distribuindo a paz eterna a todos os espanh\u00f3is que morreram na luta&#8217;. Pode ser que seja um autor sincr\u00e9tico. Que tem a frescura de autores de oitocentos, sem disso se ter apercebido, que cantou \u00c1frica, e assim a libertasse, de certa forma. Foi nacionalista. Talvez. Foi humanista, Cat\u00f3lico.<br \/>\nAo regressar a \u00c1frica, sentia-se &#8220;mais forte, e mais portugu\u00eas&#8221;. Ele, que considerava Espanha e Portugal, dois velhos namorados, Portugal e Espanha?<br \/>\n&#8221; Profundo amor plat\u00f3nico os enleia e separa O verdadeiro amor reside no sentimento das Almas, muito aqu\u00e9m e al\u00e9m da vol\u00fapia da posse &#8220;.<\/p>\n<p>Post Scriptum &#8211; n\u00e3o \u00e9 para levar a s\u00e9rio a cr\u00edtica que pretende colar o poeta \u00e0 propaganda salazarista. Tomaz era um intelectual, independente de esp\u00edrito, votado \u00e0s artes. Um homem situado num tempo e contexto hist\u00f3ricos \u00e9 certo, mas um profundo humanista, antes de tudo. Um intelectual, livre. Com convic\u00e7\u00f5es. Com as suas convic\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p>Por Jos\u00e9 Luz (Const\u00e2ncia).<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/um-grito-por-tomaz-vieira-da-cruz-no-dia-do-concelho-e-do-seu-aniversario\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aproxima-se o anivers\u00e1rio do nascimento do poeta constanciense Tomaz Vieira da Cruz. 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