{"id":39223,"date":"2021-08-29T16:07:04","date_gmt":"2021-08-29T15:07:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=39223"},"modified":"2021-08-30T10:10:27","modified_gmt":"2021-08-30T09:10:27","slug":"janela-sobre-a-cidade-maria-asseiceiro-os-peoes-e-o-transito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/janela-sobre-a-cidade-maria-asseiceiro-os-peoes-e-o-transito\/","title":{"rendered":"JANELA SOBRE A CIDADE | Maria Asseiceiro | \u201cOs pe\u00f5es e o tr\u00e2nsito\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Maria da Guia Asseiceiro teve uma coluna no jornal \u201cO Entroncamento\u201d de seu nome \u201cJanela sobre a cidade\u201d, cujos textos voltamos a publicar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u201cOs pe\u00f5es e o tr\u00e2nsito\u201d<\/p>\n<p>Houve tempo que todas as hist\u00f3rias come\u00e7avam assim:<\/p>\n<p>Era uma vez&#8230;<\/p>\n<p>Duas linhas vindas de Lisboa, estendidas, solit\u00e1rias e tristes. Num certo espa\u00e7o do seu &#8220;caminho&#8221;, elas cruzaram-se e multiplicaram-se. Ao local chamaram-lhe &#8220;terra da ferrugem&#8221; porque as linhas eram de ferro e os homens que as serviam, ferrovi\u00e1rios; &#8220;terra dos comboios&#8221; porque era imposs\u00edvel visit\u00e1-la sem os ver e sem os ouvir; &#8220;terra dos fen\u00f3menos&#8221; porque &#8220;Algu\u00e9m&#8221; de espirito imaginativo e cora\u00e7\u00e3o bairrista a quis conhecida.<\/p>\n<p>Chamaram-lhe Entroncamento por ser f\u00e1cil o ponto de encontro. Por tudo isto, os militares tiveram e t\u00eam aqui os seus quart\u00e9is, os jovens as suas escolas, os comerciantes as suas lojas e a ind\u00fastria a sua zona de desenvolvimento.<\/p>\n<p>O Entroncamento tem uma marca indel\u00e9vel como um carimbo ou tatuagem, est\u00e1 dividido a meio desde a origem.<\/p>\n<p>Se nos anos 30, 40, 50 a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o era confort\u00e1vel pelas bichas que se alinhavam de um e do outro lado da passagem de n\u00edvel, com as muitas carro\u00e7as que acorriam ao nosso Mercado e ainda as centenas de bicicletas que diariamente a atravessavam mais que uma vez. A situa\u00e7\u00e3o complicou-se com o agravamento do parque autom\u00f3vel local.<\/p>\n<p>Solu\u00e7\u00e3o para esta realidade teve-a aquele que foi um dos melhores Presidentes de C\u00e2mara: o Sr. Eug\u00e9nio Dias Poitout.<\/p>\n<p>Foi no seu mandato que se ergueu sobre as linhas f\u00e9rreas o viaduto que, com toda a justi\u00e7a, tem o seu nome. Mas o tempo n\u00e3o parou&#8230; Com outras condi\u00e7\u00f5es de vida, os burros e carro\u00e7as foram substitu\u00eddos por autom\u00f3veis, as bicicletas por motas e motoretas. Em horas de ponta o tr\u00e2nsito era ca\u00f3tico para motoristas e pe\u00f5es.<\/p>\n<p>Sonhava-se com duas passagens subterr\u00e2neas para ve\u00edculos e pe\u00f5es. Por for\u00e7a das circunst\u00e2ncias deixar\u00e1 de existir a perigosa passagem de n\u00edvel e mais uma vez o progresso ser\u00e1 marcado pela vontade dos Homens. Mas, o dia-a-dia do cidad\u00e3o comum n\u00e3o se compadece com falta de verbas que impedem a realiza\u00e7\u00e3o de sonhos! Entretanto, das tr\u00eas passagens de n\u00edvel existentes s\u00f3 uma delas tinha guarda!&#8230;<\/p>\n<p>A mais utilizada pelos pe\u00f5es, atravessava o centro da cidade e estava de todo desprotegida. De igual modo a nossa Esta\u00e7\u00e3o do Caminho-de-Ferro, pelo seu grande movimento de comboios e pessoas, constitu\u00eda um perigo constante de acidentes. Tudo o que se fez e vier a fazer para dar seguran\u00e7a aos cidad\u00e3os e bom nome \u00e0 Cidade \u00e9 contribuir para melhorar a qualidade de vida e dar oportunidade a que, daqui a alguns anos, algu\u00e9m comece de novo: \u201cEra uma vez&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Maria da Guia Asseiceiro<\/p>\n<p>(1994)<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/janela-sobre-a-cidade-maria-asseiceiro-os-peoes-e-o-transito\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria da Guia Asseiceiro teve uma coluna no jornal \u201cO Entroncamento\u201d de seu nome \u201cJanela sobre a cidade\u201d, cujos textos voltamos a publicar. \u201cOs pe\u00f5es e o tr\u00e2nsito\u201d Houve tempo que todas as hist\u00f3rias come\u00e7avam assim: Era uma vez&#8230; Duas linhas vindas de Lisboa, estendidas, solit\u00e1rias e tristes. 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