{"id":36363,"date":"2021-06-24T21:41:45","date_gmt":"2021-06-24T20:41:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=36363"},"modified":"2021-06-29T12:03:43","modified_gmt":"2021-06-29T11:03:43","slug":"arnaldo-marques-ensaios-de-historia-contemporanea-do-ribatejo-de-manuela-poitout-ler-com-gosto-e-proveito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/arnaldo-marques-ensaios-de-historia-contemporanea-do-ribatejo-de-manuela-poitout-ler-com-gosto-e-proveito\/","title":{"rendered":"ARNALDO MARQUES | Ensaios de Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea do Ribatejo, de Manuela Poitout &#8211; ler com gosto e proveito"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1240\" aria-describedby=\"caption-attachment-1240\" style=\"width: 282px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1240\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/amarques.jpg\" alt=\"\" width=\"282\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/amarques.jpg 500w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/amarques-358x420.jpg 358w\" sizes=\"auto, (max-width: 282px) 100vw, 282px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1240\" class=\"wp-caption-text\">Arnaldo Marques arnaldomarques@entroncamentoonline.pt<\/figcaption><\/figure>\n<p>A recentemente publicada colet\u00e2nea de \u201cEnsaios de Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea do Ribatejo\u201d, de Manuela Poitout, re\u00fane nove ensaios hist\u00f3ricos, abrangendo um lapso temporal que vai do advento do Liberalismo, nos primeiros anos do s\u00e9c. XIX, aquando das Invas\u00f5es Francesas, \u00e0 d\u00e9cada de 1940, j\u00e1 em plena ditadura salazarista. Ainda que com foco na nossa regi\u00e3o e em figuras de dimens\u00e3o sobretudo local, os estudos reunidos refletem (sobre) um pa\u00eds e um tempo que, justamente, sofreram profundas altera\u00e7\u00f5es desde o in\u00edcio do s\u00e9c. XIX, com protagonistas em forte dissens\u00e3o e \u201cvis\u00f5es do mundo\u201d muito extremadas e conflituantes, que ainda hoje marcam o que somos coletivamente. S\u00e3o 460 p\u00e1ginas densas e rigorosas, mas escritas num estilo fluido e de leitura acess\u00edvel a n\u00e3o especialistas. Os nove ensaios sa\u00edram todos previamente na revista \u201cNova Augusta\u201d, publica\u00e7\u00e3o anual da c\u00e2mara de Torres Novas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-36364 alignleft\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/LancamentoLivro_banner-800x497-2.jpg\" alt=\"\" width=\"246\" height=\"338\" \/>Os tr\u00eas primeiros ensaios \u2013 \u201cAbordagens biogr\u00e1ficas da hist\u00f3ria local\u201d \u2013 debru\u00e7am-se sobre tr\u00eas figuras associadas \u00e0 nossa regi\u00e3o, que s\u00e3o excelentes exemplos, cada um a seu modo e por raz\u00f5es muito diferentes, do \u201cesp\u00edrito do tempo\u201d em que viveram.<\/p>\n<p>Clementina Relvas (1857-1934), nascida na Goleg\u00e3, filha de Carlos Relvas e irm\u00e3 do republicano Jos\u00e9 Relvas, teve um percurso de vida que dir\u00edamos de romance, talvez algo inconsequente, mas ainda assim interessant\u00edssimo, vivendo toda a vida dividida entre a obedi\u00eancia aos preconceitos e exig\u00eancias da sua classe social, que nunca renegou, e a afirma\u00e7\u00e3o de uma liberdade, que nela, naturalmente, n\u00e3o se pode dissociar da sua \u201ccondi\u00e7\u00e3o feminina\u201d, numa sociedade profundamente patriarcal, pronta a ostracizar quem a pusesse em causa. Clementina Relvas, que em boa hora Manuela Poitout traz a esta colet\u00e2nea,\u00a0 \u00e9 uma figura quase lend\u00e1ria, s\u00f3 de alguma forma compar\u00e1vel a Adelaide Coelho da Cunha, que em 1918 escandalizou o Portugal j\u00e1 republicano e \u201cprogressista\u201d.<\/p>\n<p>O segundo ensaio d\u00e1-nos a conhecer o torrejano Carlos Azevedo Mendes (1888-1962), que ser\u00e1 um t\u00edpico exemplo das elites salazaristas. Provinciano, conservador, cat\u00f3lico, devotado \u00e0 causa p\u00fablica e social e ocupando lugares de poder e influ\u00eancia nas mais diversas \u00e1reas ao longo de d\u00e9cadas, tendo sido \u201cinclusive\u201d deputado entre 1945 e 1957, foi um dos elementos mais importantes na primeira fase do Centro Acad\u00e9mico de Democracia Crist\u00e3 (CADC), onde germinou a filosofia pol\u00edtica do que viria a ser o Estado Novo, enquanto regime autorit\u00e1rio de cariz crist\u00e3o e corporativo. O CADC foi formado na universidade de Coimbra no princ\u00edpio do s\u00e9c. XX por um grupo de estudantes em que pontuavam tamb\u00e9m o jovem Oliveira Salazar e o futuro cardeal Cerejeira. N\u00e3o obstante a devo\u00e7\u00e3o incondicional ao Estado Novo e a Salazar, Carlos Azevedo Mendes, j\u00e1 nos \u00faltimos dos quinze anos da presid\u00eancia da c\u00e2mara de Torres Novas (de 1937 a 1950), sofreu um s\u00e9rio rev\u00e9s, ao n\u00e3o ter conseguido impedir a transfer\u00eancia da Escola Pr\u00e1tica de Cavalaria, que, depois de outros planos, acabou por sediar-se em Santar\u00e9m, onde ainda hoje se mant\u00e9m.<\/p>\n<p>O terceiro ensaio biogr\u00e1fico trata de uma figura da oposi\u00e7\u00e3o ao Estado Novo, o m\u00e9dico Raul Weelhouse, que n\u00e3o deixa de refletir o esp\u00edrito do tempo, mas de sinal contr\u00e1rio. Membro da Ma\u00e7onaria, \u00e9 um convicto \u201creviralhista\u201d e logo nos primeiros anos do Estado Novo \u00e9 deportado para a ilha Terceira, sendo libertado dois anos depois, em 1935. J\u00e1 nos anos de 1940, no imediato p\u00f3s-guerra, \u00e9 um dos subscritores do Movimento de Unidade Democr\u00e1tica (MUD). Weelhouse exerceu medicina no Sardoal grande parte da vida, onde era tratado por \u201cdoutor Raul\u201d e muito considerado pela popula\u00e7\u00e3o. Curiosamente, nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas da sua vida, n\u00e3o se lhe conhece atividade pol\u00edtica, embora Manuela Poitout afirme que continuou a pertencer \u00e0 Ma\u00e7onaria.<\/p>\n<p>O segundo grupo de ensaios come\u00e7a por abordar a \u201cemancipa\u00e7\u00e3o do Entroncamento do concelho de Torres Novas\u201d. Sendo certo que esta emancipa\u00e7\u00e3o foi, de alguma forma, um \u201cparto dif\u00edcil\u201d, uma vez que a povoa\u00e7\u00e3o se desenvolveu, rodeando a esta\u00e7\u00e3o, em territ\u00f3rio que pertencia aos concelhos de Torres Novas e da Barquinha, cuja fronteira era a ribeira de Santa Catarina que atravessa a cidade atual. E, evidentemente, nenhum destes dois concelhos cedeu territ\u00f3rio sem colocar reservas. O ensaio real\u00e7a a influ\u00eancia de Jos\u00e9 Duarte Coelho na cria\u00e7\u00e3o da freguesia do Entroncamento, desanexada da freguesia torrejana de Santiago em 1926, agregando-se entretanto a Vila Nova da Barquinha, como pretendiam os entroncamentenses, pela proximidade \u00e0 sede deste \u00faltimo concelho. Quando em 1932, dado o seu crescimento exponencial, foi elevado \u00e0 categoria de vila, o Entroncamento j\u00e1 contava com 6000 habitantes. Pouco depois, Jos\u00e9 Duarte Coelho pretende ir mais longe: a cria\u00e7\u00e3o do concelho do Entroncamento incluindo nele a integra\u00e7\u00e3o do concelho da Barquinha. O novo concelho surgiu em 1945, mas a pretens\u00e3o s\u00f3 foi parcialmente conseguida.<\/p>\n<p>O ensaio seguinte relata o demorado conflito que envolveu as c\u00e2maras de Torres Novas e da Barquinha no projeto de constru\u00e7\u00e3o da estada que ligaria \u00c1rgea ao Entroncamento, onde trabalhavam, na ferrovia, muitos habitantes daquela aldeia torrejana. Neste curioso conflito, que obrigou at\u00e9 \u00e0 interven\u00e7\u00e3o de Salazar, cruzam-se rivalidades concelhias e algum caciquismo, para al\u00e9m de hostilidades e interesses pessoais. S\u00f3 em 1975 \u00e9 que a estrada que hoje conhecemos foi finalmente conclu\u00edda.<\/p>\n<p>\u201cO Entroncamento e as lutas ferrovi\u00e1rias no tempo da Primeira Rep\u00fablica\u201d debru\u00e7a-se sobre o ambiente generalizado de sucessivas greves ferrovi\u00e1rias, entre muitas outras, que marcaram os 16 anos da Primeira Rep\u00fablica (1910-1926), centrando-se em particular na greve de 1914, que, ao contr\u00e1rio do que sucedera em 1911, n\u00e3o foi bem organizada nem bem sucedida e na qual o Entroncamento, precisamente por ser um entroncamento de linhas fundamentais e j\u00e1 um grande centro ferrovi\u00e1rio, teve um papel de destaque, tendo ali\u00e1s a sua esta\u00e7\u00e3o sido ocupada por militares e for\u00e7as de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>No \u00faltimo grupo de ensaios, recuamos at\u00e9 ao tempo das Invas\u00f5es Francesas (1807-1811), um acontecimento que est\u00e1 na base do Portugal contempor\u00e2neo, pelo que espoletou de rea\u00e7\u00f5es em cadeia, que terminaram na posterior e definitiva vit\u00f3ria do Liberalismo e da monarquia constitucional. O ex\u00e9rcito napole\u00f3nico tamb\u00e9m passou pela regi\u00e3o, sobretudo durante a primeira invas\u00e3o, comandada pelo general Junot, e fez estragos, como ali\u00e1s em toda a parte, desencadeando revoltas populares e epis\u00f3dios de guerrilha contra os franceses. De entre os guerrilheiros desta regi\u00e3o, como lhes chama a autora, destaca-se o lend\u00e1rio Madrugo, cuja mem\u00f3ria foi divulgada em grande parte por J\u00falio Sousa e Costa, escritor do s\u00e9c. XX que \u00e9 objeto do \u00faltimo ensaio.<\/p>\n<p>Um epis\u00f3dio em alguns anos posterior \u00e0s Invas\u00f5es Francesas, mas a elas indiretamente associado, foi o assassinato do general Gomes Freire de Andrade, em 1817, alegado cabecilha de uma intentona liberal e de influ\u00eancia francesa para aniquilar o poder que os ingleses, com a corte no Brasil, ent\u00e3o detinham no pa\u00eds. Foram o torrejano Jo\u00e3o de S\u00e1, juntamente com Pedro Morais Sarmento e com Jos\u00e9 de Andrade Corvo (tio de Jo\u00e3o de Andrade Corvo, um dos maiores vultos da Regenera\u00e7\u00e3o, nascido em Torres Novas), que denunciaram Gomes Freire de Andrade e o levaram a ser enforcado no forte de S. Juli\u00e3o da Barra. Onze companheiros seus foram mortos em Lisboa, no Campo de Santana, depois rebatizado \u201cCampo M\u00e1rtires da P\u00e1tria\u201d. \u00c9 um epis\u00f3dio triste de baixeza e dela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O \u00faltimo ensaio reconstitui o percurso de J\u00falio de Sousa e Costa (1877-1961), um lisboeta de nascimento que se tornou funcion\u00e1rio p\u00fablico e que viveu na Barquinha durante grande parte da sua vida. Tendo conhecido tr\u00eas regimes pol\u00edticos, como salienta a autora \u2013 a monarquia, a Primeira Rep\u00fablica e o Estado Novo \u2013,\u00a0 a sua notoriedade adv\u00e9m-lhe do seu muito convicto republicanismo e de ter sido autor de v\u00e1rias obras, hoje esquecidas. Em 1943, publicou J\u00falio de Sousa e Costa um livro sobre o regic\u00eddio de 1908, em que se compadece em demasia com o \u201cassassinato dos assassinos\u201d do rei D. Carlos, o que, provocando suspeitas, o levou a ser preso pela Pol\u00edcia de Vigil\u00e2ncia e Defesa do Estado (que pouco depois daria lugar \u00e0 PIDE), tendo passado cerca de dois meses na tristemente famosa cadeia do Aljube. Sousa e Costa dedicou-se ainda a uma intensa atividade jornal\u00edstica e investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica a n\u00edvel regional, com especial incid\u00eancia no per\u00edodo das Invas\u00f5es Francesas.<\/p>\n<p>As breves resenhas que fui fazendo dos nove ensaios que comp\u00f5em esta colet\u00e2nea deixam de lado imensas informa\u00e7\u00f5es muito relevantes que, dada a natureza desta recens\u00e3o, n\u00e3o puderam aqui ser inclu\u00eddas, pelo que fica o apelo \u00e0 leitura integral do livro. Ademais, em todos os ensaios, a autora tem a preocupa\u00e7\u00e3o de enquadrar no \u00e2mbito nacional, e rigorosamente, os acontecimentos e as personalidades sobre as quais escreve, e essa n\u00e3o ser\u00e1 uma das qualidades menores deste volume.<\/p>\n<p>Ao excelente trabalho de edi\u00e7\u00e3o, da responsabilidade de Jo\u00e3o Carlos Lopes, faltar\u00e1 apenas a informa\u00e7\u00e3o da proveni\u00eancia exata de cada um dos ensaios (n\u00famero e data das edi\u00e7\u00f5es da \u201cNova Augusta\u201d onde inicialmente foram sendo publicados), e o leitor entusiasmado que eu fui reclamou uma ou outra vez por mais ilustra\u00e7\u00f5es. Uma \u00faltima palavra para a capa e contracapa do livro, em que se reproduz por inteiro uma bel\u00edssima fotografia (que parece ser dos primeiros anos do s\u00e9culo XX), um instant\u00e2neo povoado, sem ponta de pose ou de postal ilustrado, que nos d\u00e1 o flagrante \u201cesp\u00edrito do lugar\u201d da esta\u00e7\u00e3o do Entroncamento.<\/p>\n<p>Arnaldo Marques<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/arnaldo-marques-ensaios-de-historia-contemporanea-do-ribatejo-de-manuela-poitout-ler-com-gosto-e-proveito\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A recentemente publicada colet\u00e2nea de \u201cEnsaios de Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea do Ribatejo\u201d, de Manuela Poitout, re\u00fane nove ensaios hist\u00f3ricos, abrangendo um lapso temporal que vai do advento do Liberalismo, nos primeiros anos do s\u00e9c. 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