{"id":34315,"date":"2021-05-12T10:12:00","date_gmt":"2021-05-12T09:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=34315"},"modified":"2021-05-12T10:12:00","modified_gmt":"2021-05-12T09:12:00","slug":"bodas-de-diamante-da-visita-da-imagem-peregrina-a-constancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/bodas-de-diamante-da-visita-da-imagem-peregrina-a-constancia\/","title":{"rendered":"Bodas de diamante da visita da imagem peregrina a Const\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<p>Aproxima-se o\u00a0 treze de Maio e despertam em n\u00f3s mem\u00f3rias do que ouvimos dizer sobre a visita da imagem peregrina em 1946, no caso, \u00e0 vila de Const\u00e2ncia. Estava-se no tricenten\u00e1rio da<\/p>\n<p>proclama\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o como padroeira de Portugal e a imagem peregrina visitava Const\u00e2ncia, no seu p\u00e9riplo pelo Ribatejo. O facto ficou registado em azulejos na soleira de algumas casas.<\/p>\n<p>A imagem comemorativa da visita \u00e0 igreja matriz de Const\u00e2ncia de h\u00e1 75 anos e que se guarda religiosamente na nossa fam\u00edlia, \u00e9 a que acompanha este artigo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_34317\" aria-describedby=\"caption-attachment-34317\" style=\"width: 612px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-34317\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/159250641_952355335502982_2948117605304179897_n.jpg\" alt=\"\" width=\"612\" height=\"408\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-34317\" class=\"wp-caption-text\">Torre da matriz de Const\u00e2ncia, em imagem de Ricardo Escada. Neste &#8220;carrilh\u00e3o&#8221; tocava-se o &#8220;Av\u00e9 de Lourdes&#8221; no m\u00eas de Maria<\/figcaption><\/figure>\n<p>As gera\u00e7\u00f5es mais novas e desprendidas da devo\u00e7\u00e3o mariana local n\u00e3o ter\u00e3o porventura a ideia do que era, por exemplo, o m\u00eas de Maria na nossa vila na primeira metade do s\u00e9culo XX.\u00a0 A igreja era muito concorrida tidos os dias. O \u00f3rg\u00e3o enchia o templo. Era uma atmosfera indescrit\u00edvel. As\u00a0 antigas zeladoras Maria\u00a0 Jos\u00e9 Fonseca e Maria\u00a0 Jos\u00e9 Delgado emocionavam-se sempre quando se referiam a estas cerim\u00f3nias. Parecia que se transformavam . A organista era tia da D. Maria Jos\u00e9 Falc\u00e3o\u00a0 e tamb\u00e9m se chamava Maria Jos\u00e9..Havia na vila\u00a0 inclusive uma das testemunhas do milagre do Sol. E havia outra testemunha desse dia b\u00edblico de 13 de Outubro, a qual entrevistei nos anos 90, que vinha a p\u00e9 da Praia do Ribatejo a Const\u00e2ncia, todos os dias, ao ter\u00e7o. A minha m\u00e3e via-a passar \u00e0 nossa porta.<\/p>\n<p>Nesse ano de 1946 em dia que n\u00e3o consegui apurar, a\u00a0popula\u00e7\u00e3o foi esperar a chegada da imagem peregrina \u00e0 cantina, local junto \u00e0 ponte do Z\u00eazere. E o cortejo seguiu da\u00ed at\u00e9 \u00e0 igreja matriz de Nossa Senhora dos M\u00e1rtires (havia na vila\u00a0 outro costume, de esperar os carros funer\u00e1rios naquele local e de se rumar em cortejo para a matriz. O que acabou nos anos 80).<\/p>\n<p>De noite houve tamb\u00e9m a vig\u00edlia onde estiveram\u00a0 a minha m\u00e3e, a esposa do Engenheiro Vicente Themudo de Castro, Lu\u00edsa Folque, entre outras pessoas. Um dos anjos do cortejo, uma vizinha minha,\u00a0 por descuido deixou queimar o v\u00e9u com uma vela e uma das pessoas que ajudou a apagar o fogo foi a D. Judite que morava defronte do Dr Cassapo e que tinha uma cadeira pr\u00f3pria na igreja\u00a0 Mais pormenores? A filha do padeiro sr Maia, que veio de Aveiro, era invisual (irm\u00e3 do Manelito) e puseram-na junto \u00e0 imagem na esperan\u00e7a de algum milagre.\u00a0 Sei tamb\u00e9m que houve fam\u00edlias que n\u00e3o se falavam e que . naquele dia\u00a0 voltaram a falar-se por ocasi\u00e3o do incidente que relatei\u00a0 Esse ter\u00e1 sido o &#8220;milagre&#8221; n\u00e3o esperado&#8230;Recentemente\u00a0 falei com duas idosas, uma com 90\u00a0 anos e outra com 81 anos. Para confirmar coisas que em parte j\u00e1 sabia. Voltaram a dizer-me que a visita da imagem peregrina foi um acontecimento muito importante na vila. A imagem ficou junto ao altar do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus.\u00a0 Como esta visita ocorreu em 1946, (estive a apurar este facto) creio que ainda n\u00e3o existiria a imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima que se encontra no referido altar. Ou j\u00e1 existia? N\u00e3o teriam l\u00e1 ficado as duas na ocasi\u00e3o. N\u00e3o se fala disso. Possivelmente a actual imagem ter\u00e1 sido adquirida na sequ\u00eancia desta visita. S\u00f3 pesquisando. Na vila dizem que a actual imagem \u00e9 muito antiga. O m\u00eas de Maria \u00e9 de tradi\u00e7\u00e3o anterior \u00e0s apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima. Nos anos 70 e 80 tocava-se no &#8220;carrilh\u00e3o&#8221; improvisado da torre, nomeadamente, uma vers\u00e3o aproximada do &#8220;Av\u00e9 de Lourdes&#8221;. Cresci a ouvir esse &#8220;Av\u00e9&#8221; o qual teria sido experimentado nos anos 30 pelo ent\u00e3o seminarista de nome Jos\u00e9 Remelhe facto que me foi contado pelas Burguetes. Na minha adolesc\u00eancia toquei com alguma frequ\u00eancia esse &#8220;toque do m\u00eas de Maria&#8221; como se dizia ent\u00e3o. Outros tempos em que n\u00e3o havia medo nem vergonha de se ir ao &#8220;m\u00eas de Maria&#8221; e em que havia respeito pelo cancioneiro religioso.\u00a0 At\u00e9 a m\u00fasica na Igreja tem arte e regras pr\u00f3prias Mas adiante!&#8230;.<\/p>\n<p>No final do ter\u00e7o havia missa no altar de Nossa Senhora da Boa Viagem. J\u00e1 nesse tempo era organista. Mas n\u00e3o tocava no ter\u00e7o na Vila. Curiosamente tocava no ter\u00e7o em Montalvo. A Dona Maria Serpa,\u00a0 antiga propriet\u00e1ria do actual Mosteiro de Nossa Senhora da Boa Esperan\u00e7a, tinha doado um \u00f3rg\u00e3o para a matriz daquela povoa\u00e7\u00e3o e eu, a convite do padre Vermelho, tocava nas duas igrejas ( em Const\u00e2ncia tocava j\u00e1, mas na missa). Quero com estas explica\u00e7\u00f5es dar p\u00fablico testemunho do que vivi.<\/p>\n<p>Quer em Const\u00e2ncia quer em Montalvo, o m\u00eas de Maria era\u00a0 bem concorrido e pleno de devo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A mensagem de F\u00e1tima \u00e9 simples. Os homens \u00e9 que s\u00e3o complicados.<\/p>\n<p>A luta entre a Mulher toda vestida de Sol e o drag\u00e3o antigo, dizem, n\u00e3o cessou&#8230;<\/p>\n<p>&#8220;Rezem o ter\u00e7o!&#8221;<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Luz (Const\u00e2ncia)<\/p>\n<p>PS- n\u00e3o uso o dito AOLP<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/bodas-de-diamante-da-visita-da-imagem-peregrina-a-constancia\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aproxima-se o\u00a0 treze de Maio e despertam em n\u00f3s mem\u00f3rias do que ouvimos dizer sobre a visita da imagem peregrina em 1946, no caso, \u00e0 vila de Const\u00e2ncia. 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