{"id":33403,"date":"2021-04-25T19:00:48","date_gmt":"2021-04-25T18:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=33403"},"modified":"2021-06-02T13:26:22","modified_gmt":"2021-06-02T12:26:22","slug":"as-extravagancias-do-almeida-lima-da-cardiga-e-o-convivio-com-marie-duplessis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/as-extravagancias-do-almeida-lima-da-cardiga-e-o-convivio-com-marie-duplessis\/","title":{"rendered":"MANUELA POITOUT | As extravag\u00e2ncias do Almeida Lima da Cardiga e o conv\u00edvio com Marie Duplessis"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1174\" aria-describedby=\"caption-attachment-1174\" style=\"width: 246px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1174\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ManuelaPoitout.jpg\" alt=\"\" width=\"246\" height=\"265\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1174\" class=\"wp-caption-text\">Manuela Poitout manuelapoitout@entroncamentoonline.pt<\/figcaption><\/figure>\n<p>O inspirador desta cr\u00f3nica \u00e9 um senhor que ficou conhecido como o Lima da Cardiga ou o Almeida Lima da Quinta da Cardiga, mas nunca os cronistas que o mencionaram, indicaram o nome completo, provavelmente porque sendo muito conhecido, na sua \u00e9poca, tal n\u00e3o fosse necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>D\u00e1-se a circunst\u00e2ncia de ter havido dois irm\u00e3os Limas herdeiros da Cardiga, com nomes semelhantes, Joaquim Jos\u00e9 e Jos\u00e9 Joaquim, pelo que a tarefa de decidir qual deles seria o extravagante e bo\u00e9mio se baseou nos dados existentes na imprensa e documentos sobre a fam\u00edlia Almeida Lima. Nas fam\u00edlias endinheiradas, h\u00e1, por vezes, problemas de heran\u00e7as, ou outros relacionados com os bens existentes, pelo que o <em>Di\u00e1rio do Governo<\/em> do tempo dos ditos Limas foi uma boa fonte de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Comecemos, ent\u00e3o, a hist\u00f3ria biogr\u00e1fica da fam\u00edlia Lima.<\/p>\n<p>Joaquim Jos\u00e9 e Jos\u00e9 Joaquim eram filhos de Domingos Jos\u00e9 de Almeida Lima e de Ana Maria dos Reis. Os nomes dos seus pais podem n\u00e3o nos dizer nada, mas Domingos de Almeida Lima foi um homem riqu\u00edssimo, com grandes meios de fortuna.<\/p>\n<p>Foi ele que comprou a Quinta da Cardiga, ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o das ordens religiosas em 1834, e na sequ\u00eancia da venda dos bens das mesmas ordens a particulares. A Quinta foi arrematada em 23 de janeiro de 1836, por 200 contos.<\/p>\n<p>Os outros irm\u00e3os eram Maria Florentina, e uma meia irm\u00e3, Maria Jos\u00e9 d\u2019Almeida Lima, que, na data da morte do pai, era menor, todos filhos naturais legitimados, porque Domingos de Almeida Lima nunca casou. Tinha feito grandes neg\u00f3cios no Brasil, de onde regressou, em 1824, para continuar, em Portugal, uma vida de grandes investimentos e acumula\u00e7\u00e3o de fortuna.<\/p>\n<p>Para se fazer uma ideia do poder financeiro de Domingos Jos\u00e9 de Almeida Lima, basta dizer que foi s\u00f3cio fundador da Companhia das Lez\u00edrias do Tejo e Sado, para cuja arremata\u00e7\u00e3o em pra\u00e7a, o pr\u00f3prio Almeida Lima e mais dois s\u00f3cios entraram com um lan\u00e7o de dois mil contos de r\u00e9is, \u201cem dinheiro de metal\u201d (naquele tempo\u2026), \u201cpara a compra de todas as lez\u00edrias do Tejo e Sado, com suas perten\u00e7as anexas, e com todos os direitos que lhes s\u00e3o aderentes\u201d (segundo se l\u00ea nas <em>Resolu\u00e7\u00f5es do Conselho de Estado e Sec\u00e7\u00e3o do Contencioso Administrativo coligidas e explicadas por Jos\u00e9 Silvestre<\/em>, de 1862).<\/p>\n<p>Pelo mesmo Domingos, foi adquirida a Quinta do Pa\u00e7o do Lumiar, e tanto nesta como na da Cardiga, fez grandes investimentos em beneficia\u00e7\u00e3o dos im\u00f3veis existentes e dos espa\u00e7os, e no caso da Cardiga, tamb\u00e9m rentabiliza\u00e7\u00e3o da parte agr\u00edcola, com uma gest\u00e3o adequada e moderniza\u00e7\u00e3o segundo os par\u00e2metros ent\u00e3o existentes a n\u00edvel europeu. Domingos Lima foi o introdutor, em Portugal, na sua Quinta da Cardiga, em 1843, do sistema de moagem da azeitona, com galgas movidas por m\u00e1quina a vapor, de alta press\u00e3o. (Fernando Freire, \u201cA Quinta da Lameira, os propriet\u00e1rios, o azeite e a lenda\u201d, mediotejo.net)<\/p>\n<p>Por morte do pai, em 23 de dezembro de 1845, intentou a meia irm\u00e3 Maria Jos\u00e9, nos tribunais, habilitar-se a herdeira dos bens e embargar as vendas dos mesmos, de que deu conhecimento p\u00fablico com an\u00fancios nos jornais, e o facto de ter sido reconhecida pelo falecido como filha, embora esp\u00faria, e n\u00e3o ter sido contemplada no testamento, deve ter\u00a0 dado origem a vers\u00f5es que corriam na opini\u00e3o p\u00fablica, ou hist\u00f3rias contadas sobre o testamento, das quais se fez eco um peri\u00f3dico contempor\u00e2neo, <em>A Matraca<\/em> (peri\u00f3dico moral e pol\u00edtico que se come\u00e7ou a publicar em 1847), com uma introdu\u00e7\u00e3o que parece algo fantasiosa, mas com conte\u00fado pass\u00edvel de ser ver\u00eddico, ao menos em parte, uma vez que cita nomes e factos. Transcreve-se o texto, para que n\u00e3o se perca o sentido da mensagem que segue:<\/p>\n<p><em>Papel que foi achado na Igreja de Benfica no Domingo 28 de novembro [de 1847].<\/em><\/p>\n<p><em>Joaquim Ant\u00f3nio de Aguiar intrometeu-se com Domingos Jos\u00e9 d\u2019Almeida Lima, do Largo dos Caldas, por este ser muito rico, e ter numerosas demandas, a fim de com o seu valimento apanhar-lhe muitos e muitos contos de r\u00e9is, e em troca obter-lhe vit\u00f3ria nessas demandas, ainda que injustas da parte do Lima.<\/em><\/p>\n<p><em>Este foi atacado de uma febre cerebral (ou como na verdade se deva chamar) e tinha um testamento feito segundo o que era not\u00f3rio; mas como este testamento n\u00e3o convinha aos que o rodearam depois do ataque, forjou-se outro testamento, o qual se fez estando Lima j\u00e1 morto, por\u00e9m os rodeadores o fingiram vivo. Este testamento foi feito nos livros do tabeli\u00e3o Ant\u00f3nio Sim\u00e3o de Noronha, e nele se declara que o testador o n\u00e3o assinava (como n\u00e3o assinou), porque o estado da sua debilidade o n\u00e3o permitia! Aguiar foi a primeira testemunha do testamento; Alberto Carlos Cerqueira de Faria a segunda; o Padre Manuel Joaquim Cardoso Castelo Branco a terceira; este e as outras duas testemunhas eram inquilinos do suposto legador. <\/em><\/p>\n<p><em>Quinze dias depois de darem por morto o testador houve a patuscada das posses dos falsos herdeiros. Aguiar foi assistir \u00e0 posse, que se tomou da Quinta da Cardiga, onde houve grande reuni\u00e3o. <\/em><\/p>\n<p><em>N.B. Publicando este papel que nos veio \u00e0 m\u00e3o pelo modo acima indicado sendo-nos remetido pela pessoa que o apanhou na Igreja, pedimos a todas as pessoas que estiverem iniciadas nestes Mist\u00e9rios de Lisboa, de que nada sabemos, que nos comuniquem o que souberem deste importante legado \u00e0 irmandade de Santa Maria da Fonte. <\/em>(<em>A Matraca<\/em>, 4 de dezembro de 1847)<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda outra alus\u00e3o, esta velada, \u00e0 heran\u00e7a de Domingos Lima, no mesmo jornal, de 14 de dezembro, a prop\u00f3sito de uma vit\u00f3ria eleitoral:<\/p>\n<p><em>A vit\u00f3ria do partido verdadeiramente nacional nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es vai ser apresentada ao p\u00fablico em um quadro que representa a INDEPEND\u00caNCIA e a IND\u00daSTRIA NACIONAL triunfando pela urna com grande aplauso do povo portugu\u00eas (\u2026) e o cad\u00e1ver da Maria da Fonte, conduzido tristemente ao cemit\u00e9rio em uma maca levada por dois mariolas \u2013 um deles pago com dinheiro ingl\u00eas \u2013 o outro pago com dinheiro de uns falsos herdeiros que se diz haverem tido certa heran\u00e7a por meio de um testamento falso.<\/em><\/p>\n<p>Diz, tamb\u00e9m, o mesmo peri\u00f3dico, em 29 de dezembro, que um outro jornal, a <em>Carta Romana <\/em>\u201cabra\u00e7ou a defesa\u201d das testemunhas e do tabeli\u00e3o, mas <em>A Matraca<\/em> tinha, entretanto, tido conhecimento de outros factos pelos quais estavam persuadidos que as asser\u00e7\u00f5es contidas no dito papel que foi encontrado no ch\u00e3o, na igreja de Benfica, n\u00e3o eram destitu\u00eddas de fundamento.<\/p>\n<p>Verdadeiro ou falso o testamento, Joaquim Jos\u00e9 e Jos\u00e9 Joaquim s\u00e3o herdeiros da Quinta da Cardiga, de dinheiro e de a\u00e7\u00f5es, e de uma s\u00e9rie de im\u00f3veis, em Lisboa, que, anos mais tarde, no que respeita a Joaquim Jos\u00e9, aparecem hipotecados ou arrematados para pagamentos de d\u00edvidas. Maria Florentina recebeu como heran\u00e7a a Quinta do Pa\u00e7o do Lumiar.<\/p>\n<p>O Lima da Cardiga, como se ver\u00e1 pelos testemunhos, dedicou-se a esbanjar a fortuna recebida, em grande estilo. Pinto de Carvalho (Tinop, <em>Hist\u00f3ria do Fado<\/em>) chamou-lhe \u201cum p\u00e2ndego ultraperdul\u00e1rio\u201d. O mesmo jornalista o menciona em <em>Lisboa de outros tempos \u2013 Figuras e factos<\/em>, como frequentador ass\u00edduo do Teatro de S\u00e3o Carlos.<\/p>\n<p>Eduardo Sucena, na revista <em>Olissipo<\/em> n.\u00ba 150 (Os caf\u00e9s na vida social, pol\u00edtica e intelectual de Lisboa), evoca os antigos caf\u00e9s de Lisboa, o Martinho da Arcada, o Nicola, o Marrare e outros, o Marrare fundado por um napolitano, e onde, entre os frequentadores, se destacava o Lima da Quinta da Cardiga, \u201cfigura curios\u00edssima e das mais bizarras da \u00e9poca \u2013 um estroina que desbaratou fortunas, n\u00e3o s\u00f3 em Lisboa, mas em Paris e Londres\u201d, o que hoje chamar\u00edamos um playboy, acrescenta Sucena. E refere, depois, um banquete em Paris, oferecido em honra da bailarina Celeste Mogador, no Caf\u00e9 Hardy, em que o Lima, j\u00e1 de madrugada, \u201cbem bebido, resolveu acabar a festa levantando a mesa em peso, e partindo a loi\u00e7a toda, que era de Limoges\u201d.<\/p>\n<p>Em Londres, convidou as cocotes mais conhecidas da cidade para um banquete, e mandou-as expor-se desnudas \u00e0s janelas, o que provocou esc\u00e2ndalo e obrigou \u00e0 interven\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Mas a melhor hist\u00f3ria \u00e9 a dos seus amores com Marie Duplessis, a inspiradora da personagem Marguerite Gautier, a Dama das Cam\u00e9lias.<\/p>\n<p>Pinto de Carvalho limitou-se a dizer que o Lima tinha conhecido Marie Duplessis, mas Eduardo Sucena vai mais longe. Foi seu amante, e em sua casa, no Boulevard da Madalena, que frequentava assiduamente, \u201cofereceu ceatas que deram brado\u201d.<\/p>\n<p>Marie Duplessis morreu em 3 de fevereiro de 1847, de tuberculose, pelo que o seu conv\u00edvio com o Lima da Cardiga poder\u00e1 ter ocorrido sendo Domingos Lima, o pai, ainda vivo, ou, hip\u00f3tese plaus\u00edvel, no ano que se seguiu \u00e0 sua morte, beneficiando da heran\u00e7a recente do Lima.<\/p>\n<p>Em 1849, Joaquim Jos\u00e9 p\u00f4s em leil\u00e3o todo o seu mobili\u00e1rio e objetos de sua casa, por motivo de \u201cretirada do Reino\u201d, ficando o irm\u00e3o Jos\u00e9 Joaquim a gerir a Quinta, e aparecendo ela como sua resid\u00eancia em 1851. Nessa \u00e9poca, os tr\u00eas irm\u00e3os j\u00e1 s\u00e3o casados, Joaquim Jos\u00e9 com Celina Almeida Lima (Celina ou Celine, nome pouco usual em Portugal, poder\u00e1 ser de origem francesa ou franc\u00f3fona), Jos\u00e9 Joaquim com Georgina Henriqueta Oom Wheelhouse e Maria Florentina com Jos\u00e9 Maria da Costa Bueno e Nieto Cevallos de Vilalobos Hidalgo y Moscoso, que veio a ser 1\u00ba visconde do Pa\u00e7o do Lumiar.<\/p>\n<p>Em 1861, Jos\u00e9 Joaquim continua propriet\u00e1rio da Quinta da Cardiga e \u00e9 quem se ocupa da sua gest\u00e3o. E deve faz\u00ea-lo com brilhantismo, porque lhe coube receber o rei D. Pedro V que, em outubro desse ano, vindo de uma visita no Alto Alentejo, e regressando por Abrantes, Const\u00e2ncia e Barquinha, para observar como estavam a decorrer os trabalhos da ponte ferrovi\u00e1ria sobre o Tejo, foi dormir \u00e0 Cardiga:<\/p>\n<p>Sobre essa parte da viagem, informa o <em>Di\u00e1rio do Governo<\/em> de 9 de outubro de 1861:<\/p>\n<p><em>Portalegre, 8 do corrente, \u00e0s dez horas da manh\u00e3<\/em><\/p>\n<p><em>Ex.mo sr. presidente do conselho de ministros \u2013 Lisboa<\/em><\/p>\n<p><em>Cheguei ontem de noite a esta vila, por ter de me demorar na Goleg\u00e3 por causa do aposento para Sua Majestade.<\/em><\/p>\n<p><em>El-Rei ficar\u00e1 ali na quinta da Cardiga, onde tamb\u00e9m se faziam preparativos para a rece\u00e7\u00e3o real.<\/em><\/p>\n<p><em>Na Barquinha e Const\u00e2ncia preparam-se barcos para Sua Majestade poder ver mais de perto as obras da ponte do caminho de ferro sobre o Tejo, e para que siga sua jornada pelo Tejo at\u00e9 \u00e0 Cardiga, se for do seu agrado. (\u2026)<\/em><\/p>\n<p><em>Tenho presenciado o prazer com que todas as autoridades e c\u00e2maras municipais e os habitantes dos concelhos deste distrito, por onde El-Rei vai transitar, procuram, \u00e0 porfia, demonstrar seus sentimentos de dedica\u00e7\u00e3o e respeito \u00e0 augusta pessoa de El-Rei. = Guerra Quaresma.<\/em><\/p>\n<p>Receber o rei exigia conforto, instala\u00e7\u00f5es adequadas e \u201csavoir faire\u201d, e Jos\u00e9 Joaquim e Georgina Wheelhouse ter\u00e3o estado \u00e0 altura dessa distin\u00e7\u00e3o. Foi a \u00faltima viagem do rei bem-amado do povo. Logo depois, adoeceu com umas \u201cfebres paludosas\u201d, e veio a morrer em 11 de novembro de 1861.<\/p>\n<p>Mais tr\u00eas irm\u00e3os do rei foram atingidos pelas febres, e dois deles morreram. O terceiro, o infante D. Afonso, foi convalescer na casa dos Pa\u00e7os do Lumiar, da irm\u00e3 dos Joaquins, Maria Florentina Almeida Lima, e do cunhado Jos\u00e9 Maria Moscoso, os quais tinham oferecido o palacete para a convalescen\u00e7a do infante, uma habita\u00e7\u00e3o bem decorada, com belos jardins. E a\u00ed o foram visitar o pai, D. Fernando II e o irm\u00e3o o rei D. Lu\u00eds. E por esse gesto gentil, foi Jos\u00e9 Maria Moscoso agraciado com o t\u00edtulo de visconde.<\/p>\n<p>Quanto a Jos\u00e9 Joaquim, o m\u00e9dico Xavier da Cunha, que esteve na Barquinha como subdelegado de sa\u00fade, e nessa qualidade elaborou um relat\u00f3rio, nele elogia grandemente este Jos\u00e9 Joaquim, \u201cum homem honrado, cavalheiro que possui uma alma de pr\u00edncipe e que foi, quando propriet\u00e1rio da Quinta da Cardiga, um elemento verdadeiramente educador para a Barquinha\u201d.<\/p>\n<p>Xavier da Cunha veio \u00e0 Barquinha em 1869, a Quinta da Cardiga j\u00e1 tinha sido vendida \u00e0 fam\u00edlia Lamas em 1867.<\/p>\n<p>Dos perfis dos dois irm\u00e3os, parece ser Joaquim Jos\u00e9 o estroina perdul\u00e1rio, o esbanjador de fortunas, devido aos arrestos de bens que aparecem na imprensa e \u00e0 sua aus\u00eancia not\u00f3ria da Quinta. A partir de dezembro de 1858 perde-se-lhe o rasto, n\u00e3o mais aparecem not\u00edcias, nem outros documentos. Ter-se-\u00e1 retirado, em definitivo, do Reino, com a sua dama Celina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nota: A acrescentar \u00e0s fontes mencionadas no texto, foram consultados \u201cCardiga ou Hist\u00f3ria de uma Quinta\u201d, de Lu\u00eds Miguel Preto Batista, Quinta do Conde do Pa\u00e7o &#8211; Sistema de Informa\u00e7\u00e3o para o Patrim\u00f3nio Arquitet\u00f3nico, D. Pedro V \u2013 O Portal da Hist\u00f3ria, outros exemplares do <em>Di\u00e1rio do Governo<\/em>, para al\u00e9m dos mencionados, registos paroquiais e o site Geneall.<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/as-extravagancias-do-almeida-lima-da-cardiga-e-o-convivio-com-marie-duplessis\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O inspirador desta cr\u00f3nica \u00e9 um senhor que ficou conhecido como o Lima da Cardiga ou o Almeida Lima da Quinta da Cardiga, mas nunca os cronistas que o mencionaram, indicaram o nome completo, provavelmente porque sendo muito conhecido, na sua \u00e9poca, tal n\u00e3o fosse necess\u00e1rio. 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