{"id":32798,"date":"2021-04-11T16:11:58","date_gmt":"2021-04-11T15:11:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=32798"},"modified":"2021-04-11T16:15:08","modified_gmt":"2021-04-11T15:15:08","slug":"memorias-dos-piqueniques-de-antigamente-em-constancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/memorias-dos-piqueniques-de-antigamente-em-constancia\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias dos piqueniques de antigamente em Const\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<p>Na vila de Const\u00e2ncia a tradi\u00e7\u00e3o de fazer piqueniques vem de longe. Debaixo dos salgueiros do Tejo, no Pinhal D&#8217; El Rey (entretanto destru\u00eddo pelo munic\u00edpio), nas margens do &#8220;rio&#8221; (Z\u00eazere) passando pelas fontes F\u00e9rrea e Velha, ou mesmo pela Charneca, v\u00e1rios eram os locais eleitos\u00a0 quer pelas fam\u00edlias mais aburguesadas\u00a0 quer pelas fam\u00edlias comuns, para confraternizarem.<\/p>\n<figure id=\"attachment_32802\" aria-describedby=\"caption-attachment-32802\" style=\"width: 499px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-32802 size-full\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/139019249_919368872134962_2026462168668956210_n.jpg\" alt=\"\" width=\"499\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/139019249_919368872134962_2026462168668956210_n.jpg 499w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/139019249_919368872134962_2026462168668956210_n-350x350.jpg 350w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/139019249_919368872134962_2026462168668956210_n-419x420.jpg 419w\" sizes=\"auto, (max-width: 499px) 100vw, 499px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-32802\" class=\"wp-caption-text\">Piqueniques dos anos 20 a 40 do s\u00e9culo passado, em Const\u00e2ncia: Pinhal D&#8217;El Rey, margem do Tejo e Charneca\/campo.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A foto em cima \u00e0 direita, do conjunto com quatro fotos,\u00a0 retrata um piquenique por volta de 1920, na margem do Tejo, junto \u00e0 Quinta da L\u00e9gua, antiga propriedade da fam\u00edlia Corte-Real. \u00c0 esquerda, em baixo, sentada, est\u00e1 Guilhernina Guia, de apelido &#8220;Pirra&#8221; a qual serviu de modelo para o anjo das tran\u00e7as da alegoria de Jos\u00e9 Malhoa da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora, quadro do tecto da Matriz da nossa vila. A espreitar, na \u00e1rvore, est\u00e1 uma crian\u00e7a, Augusto Alves Soares nascido em 1911, sobrinho do m\u00e9dico\u00a0 e grande agricultor, Dr Francisco Augusto da Costa Falc\u00e3o (este m\u00e9dico era mecenas de Columbano e patrocinador da obra de Malhoa). Augusto Soares, um saudoso amigo que me facultou c\u00f3pia da referida foto e que me transmitiu informa\u00e7\u00e3o privilegiada sobre factos e tradi\u00e7\u00f5es locais. Logo \u00e0 sua frente est\u00e1 o m\u00e9dico Dr Jos\u00e9 Eug\u00e9nio de Campos Godinho, antigo delegado de sa\u00fade e fundador da Legi\u00e3o Portuguesa na vila, filho do indefect\u00edvel republicano, Jos\u00e9 Eug\u00e9nio de Nunes Godinho (este\u00a0 trazia a Const\u00e2ncia para o seu palacete, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 de Almeida e outros nomes do republicanismo).\u00a0 Na foto encontram-se membros da fam\u00edlia Burguete (pertenciam a esta fam\u00edlia\u00a0 o padre Jo\u00e3o Alves Meira que contratou Malhoa\u00a0 bem como Ant\u00f3nio Alves Meira simpatizante da Carbon\u00e1ria&#8230;).<\/p>\n<p>Nestes conv\u00edvios na margem dos rios, com direito \u00e0 m\u00fasica e fotografia, discutia-se sobre a actualidade.\u00a0 E com etiqueta.\u00a0 N\u00e3o sei se Malhoa teria escolhido o seu &#8220;anjo&#8221; por ocasi\u00e3o de algum destes piqueniques. Na vila falava-se\u00a0 ainda que o rosto de Nossa Senhora foi pintado tendo como modelo a mulher de um engenheiro da fam\u00edlia Sommer que para aqui veio aquando da constru\u00e7\u00e3o da ponte sobre o Z\u00eazere. O tempo passa, os velhos v\u00e3o desaparecendo, mas fica o testemunho que nos legaram.<\/p>\n<p>Na primeira foto\u00a0 do mesmo conjunto temos um piquenique no Pinhal D&#8217;El Rey, anos 40(?) em que ao centro surge o maestro da Filarm\u00f3nica &#8220;Primeiro de Dezembro&#8221;,\u00a0 Carlos Amadeu Saraiva Silvares de Carvalho, militar e fundador do rancho &#8220;Flores de Const\u00e2ncia&#8221;. Segundo a minha m\u00e3e era comum o meu av\u00f4 promover esses piqueniques no Pinhal, antigo pulm\u00e3o da vila. Ao longo percebe-se a curva do Tejo\u00a0 onde se quebra a mansa veia, no dizer do poeta&#8230;<\/p>\n<p>Esta foto foi-me oferecida pela vi\u00fava de um dos &#8220;confrades&#8221; no caso em grande plano, o Talhadas.<\/p>\n<p>Mais uma vez l\u00e1 estava o fot\u00f3grafo. Ainda conheci o Pinhal D&#8217;El Rey,. Pouco resta desse ecossistema de esp\u00e9cies raras. Vieram os planos directores municipais, foram-se os velhinhos planos de urbaniza\u00e7\u00e3o. Veio o bet\u00e3o e a descaracteriza\u00e7\u00e3o\u00a0 da paisagem e veio a desertifica\u00e7\u00e3o\u00a0 da zona hist\u00f3rica da vila. J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 piqueniques que resistam a esta metamorfose&#8230;<\/p>\n<p>Nas margens dos rios os areais h\u00e1 muito destru\u00eddos pela extrac\u00e7\u00e3o desenfreada e gananciosa\u00a0 j\u00e1 n\u00e3o conservam a beleza e o encanto de outros tempos\u00a0 J\u00e1 n\u00e3o se v\u00eaem os barcos com as fam\u00edlias em busca da sombra e da frescura e da brisa do rio. Na ter\u00e7a-feira de Praia, logo a seguir \u00e0 Segunda-Feira de Nossa Senhora da Boa Viagem, era costume os mar\u00edtimos fazerem um piquenique com caldeirada, nos rios, em que se transmitia a bandeira para assinalar a passagem de testemunho aos novos festeiros<\/p>\n<p>Numa\u00a0 outra foto temos um pequeno aqueduto\/ponte,\u00a0 das \u00c1guas F\u00e9rreas, junto a Const\u00e2ncia, mas na margem sul do &#8220;rio&#8221; (Z\u00eazere).\u00a0 Diz-se nas Limeiras que antigamente\u00a0 as senhorinhas de Const\u00e2ncia vinham para aqui buscar \u00e1gua e algumas aproveitavam para namorar.\u00a0 O s\u00edtio \u00e9 escondido e fica acima do Lagar do Rio. Ouvi o testemunho duma antiga cozinheira da Gulbenkian, Fernanda Josefa, filha do padeiro Joaquim Alves, a qual me contou que antigamente iam para a Fonte f\u00e9rrea\u00a0 fazer piqueniques. J\u00e1 explorei o local e bebi daquela \u00e1gua corrente, num local mais abaixo, e senti-me muito bem.\u00a0 Tenho c\u00f3pia duma publica\u00e7\u00e3o sobre a Not\u00edcia destas \u00e1guas, de 1799. \u00c9 assunto para um desenvolvinento\u00a0 aut\u00f3nomo pois existe um historial de alegadas curas\u00a0 com base nestas \u00e1guas, ao longo dos tempos e at\u00e9 mais recentemente.<\/p>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-32798 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/memorias-dos-piqueniques-de-antigamente-em-constancia\/48429247_405017053570149_8114835248270802944_n\/'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"350\" height=\"350\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/48429247_405017053570149_8114835248270802944_n-350x350.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-32800\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-32800'>\n\t\t\t\t&#8220;Cantinho florido&#8221; na Fonte Velha. Grupo de senhoras e meninas das fam\u00edlias Rocha, Meira e Burguete. 1924. Imagem de Mendes Lopes.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/memorias-dos-piqueniques-de-antigamente-em-constancia\/23593457_164290714309452_2905241844223002091_o\/'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"350\" height=\"350\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/23593457_164290714309452_2905241844223002091_o-350x350.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-32801\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-32801'>\n\t\t\t\tPasseio de barco duma fam\u00edlia local, rumo a um piquenique.\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/memorias-dos-piqueniques-de-antigamente-em-constancia\/received_3831014133642715\/'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"350\" height=\"230\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/received_3831014133642715-350x230.jpeg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-32803\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-32803'>\n\t\t\t\tPonte F\u00e9rrea junto a Const\u00e2ncia \n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n<p>Quando eu andava na catequese nos anos 70,\u00a0 a par\u00f3quia tamb\u00e9m organizou um piquenique perto da Quinta de Santa B\u00e1rbara. O sr \u00c1lvaro, chauffeur da Casa Agr\u00edcola, Themudo, levava jarros de sumo\/refresco\u00a0 que transportava na carrinha a mando da Dona Maria Jos\u00e9 Falc\u00e3o. Havia sandes com fartura. E a apanha obrigat\u00f3ria dos pinh\u00f5es. O caminho at\u00e9 ao local, sinuoso, com floresta\u00e7\u00e3o por vezes densa e agressiva, era para n\u00f3s uma pequena aventura.\u00a0 A meio caminho havia paragem\u00a0 obrigat\u00f3ria na Ti Rita do sr Ant\u00f3nio Marques, para refrescar a boca com tragos numa concha corticeira. E havia sempre tremo\u00e7os. Que gente t\u00e3o bondosa.<\/p>\n<p>Mais tarde as crian\u00e7as da minha rua e vizinhan\u00e7a fizeram um piquenique junto ao dep\u00f3sito da \u00e1gua. H\u00e1 quem tenha as fotos.<\/p>\n<p>Os piqueniques eram uma oportunidade para o conv\u00edvio social. E para a socializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Deles ter\u00e3o sa\u00eddo namoricos, neg\u00f3cios, conspira\u00e7\u00f5es. Disseram-me que era costume fazerem piqueniques nos pequenos areais do &#8220;rio&#8221; (Z\u00eazere) perto do Vale Escuro.<\/p>\n<p>As praias convidavam ao merendar.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas tentou-se\u00a0 construir na vila um a\u00e7ude no &#8220;rio&#8221;.\u00a0 A hidr\u00e1ulica tratou de criar obst\u00e1culos a esse projecto. Abrantes, merc\u00ea das influ\u00eancias do PS, passou-nos a perna&#8230; e conseguiu o a\u00e7ude.<\/p>\n<p>Um dia no Gavi\u00e3o, ainda confrontei\u00a0 Jos\u00e9 S\u00f3crates com os problemas da aprova\u00e7\u00e3o do a\u00e7ude, \u00faltima fase do chamado POMTEZE, ordenamento das margens dos rios. Na altura S\u00f3crates creio que era ministro do ambiente . Deu-me uma resposta arrogante, tendo ficado incomodado. O assunto foi publicado na &#8220;Gazeta do Tejo&#8217;.<\/p>\n<p>H\u00e1 dias li numa entrevista que o actual autarca de Const\u00e2ncia quer levar por diante o projecto da praia do &#8220;rio&#8221;.\u00a0 A m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<h6>Os piqueniques voltar\u00e3o?<br \/>\nOu \u00e9 tudo uma miragem.<br \/>\nSonhar n\u00e3o faz mal a ningu\u00e9m.<br \/>\nOxal\u00e1!&#8230;<\/h6>\n<p>Jos\u00e9 Luz (Const\u00e2ncia)<br \/>\nPS &#8211; n\u00e3o uso o dito AOLP.<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/memorias-dos-piqueniques-de-antigamente-em-constancia\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na vila de Const\u00e2ncia a tradi\u00e7\u00e3o de fazer piqueniques vem de longe. 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