{"id":30843,"date":"2021-02-28T13:41:19","date_gmt":"2021-02-28T13:41:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=30843"},"modified":"2021-02-28T13:50:38","modified_gmt":"2021-02-28T13:50:38","slug":"do-petroleo-a-luz-electrica-na-vila-de-constancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/do-petroleo-a-luz-electrica-na-vila-de-constancia\/","title":{"rendered":"Do petr\u00f3leo \u00e0 luz el\u00e9ctrica na Vila de Const\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-30847\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fotos_Ricardo-Escada_.jpg\" alt=\"\" width=\"662\" height=\"377\" \/><\/p>\n<p>Quem ainda se recorda dos tradicionais candeeiros \u00e0 moda antiga da Vila de Const\u00e2ncia, \u00a0substitu\u00eddos \u00a0nos primeiros mandatos da gest\u00e3o de Ant\u00f3nio Mendes?\u00a0 Na altura os modelos colocados procuravam imitar os antigos, e ainda a\u00ed est\u00e3o, compondo a paisagem do burgo e \u00a0emprestando-lhe uma tonalidade amarelada, rom\u00e2ntica. Tal colora\u00e7\u00e3o sempre \u00e9 mais acolhedora e contrasta com as\u00a0 novas l\u00e2mpadas brancas,\u00a0 directas, vindo de baixo ou de cima, potencialmente agressivas para a vista de quem tem olhos claros. Hoje em dia, parece, recomendam-se l\u00e2mpadas LED para projectos de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica de espa\u00e7os ajardinados, por raz\u00f5es de economia, dura\u00e7\u00e3o, e de n\u00e3o aquecimento das plantas e mesmo de seguran\u00e7a. S\u00e3o contextos distintos. Mas o objecto deste artigo \u00e9 sensivelmente divergente dessa pol\u00e9mica. Aqui, visa-.se apenas um olhar e um registo da paisagem em que sobrevivem elementos do passado ou os seus prot\u00f3tipos modernos. \u00c9 um olhar de leigo, informal, que procura perceber at\u00e9 onde vai a defesa e a preserva\u00e7\u00e3o da paisagem urbana, no que tange aos seus elementos caracter\u00edsticos. Procura-se ao mesmo tempo lan\u00e7ar uma sinopse sobre a instala\u00e7\u00e3o el\u00e9ctrica em Const\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Quem se passeia pelas ruas t\u00edpicas de Const\u00e2ncia pode ainda encontrar \u2013 ainda pode &#8211; \u00a0esses nost\u00e1lgicos candeeiros, presos nas fachadas e nas esquinas dos edif\u00edcios. H\u00e1 candeeiros de rua \u00a0antigos que s\u00e3o considerados verdadeiras pe\u00e7as de arte urbana. Falamos pois de, patrim\u00f3nio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-30846\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fotos-de-Mendes-Loess-2-800x255.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"255\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fotos-de-Mendes-Loess-2-800x255.jpg 800w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fotos-de-Mendes-Loess-2-768x245.jpg 768w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fotos-de-Mendes-Loess-2-696x222.jpg 696w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fotos-de-Mendes-Loess-2.jpg 830w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>M\u00e1rio Mendes Lopes, antigo presidente da edilidade, um apaixonado pelo cinema e cultor desta arte, deixou-nos algumas imagens not\u00e1veis da vila de Const\u00e2ncia num filme editado em 1938 mas que conter\u00e1 filmagens desde 1924 a julgar pela descri\u00e7\u00e3o recente que a CMC divulgou. Nesta pel\u00edcula, legada a Manuela de Azevedo e depois cedida \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o da Casa Mem\u00f3ria de Cam\u00f5es em Const\u00e2ncia, surge no final uma imagem da vila nocturna, buc\u00f3lica, \u00fanica, com os candeeiros acesos. A serem imagens de 1924, ent\u00e3o, os candeeiros ainda eram a petr\u00f3leo.\u00a0 Em atalho de foice posso asseverar que a escritora e jornalista Manuela de Azevedo, fundadora \u00a0da\u00a0 ent\u00e3o independente Associa\u00e7\u00e3o da Casa Mem\u00f3ria, de Cam\u00f5es (com outra designa\u00e7\u00e3o) me disse que foi ela que\u00a0 no tempo ainda do Estado Novo pediu a colabora\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Guerra para se recuperar a pel\u00edcula original do filme. Assim, esta vers\u00e3o que a CMC recuperou agora. por minha sugest\u00e3o, \u00e9\u00a0 uma terceira\u00a0 edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como curiosidade encontr\u00e1mos no Arquivo Municipal de Const\u00e2ncia duas informa\u00e7\u00f5es: uma, sobre o registo dos contratos celebrados entre a C\u00e2mara Municipal e entidades v\u00e1rias, durante o per\u00edodo compreendido entre 22-11-1891 e 13-12-1893, nomeadamente, um auto de fornecimento de 25 candeeiros para ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, outra, dando-nos not\u00edcia de um \u00a0auto de arremata\u00e7\u00e3o do fornecimento do petr\u00f3leo para a ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica da vila durante o futuro ano de 1913.<\/p>\n<p>O Concelho de Const\u00e2ncia aparece-nos apenas em 1933, a saber, no quadro dos concelhos com rede el\u00e9ctrica inaugurada (em Abrantes a inaugura\u00e7\u00e3o ocorreu em 1909) segunda uma tese de doutoramento de Jo\u00e3o Figueira sobre o Estado na Electrifica\u00e7\u00e3o Portuguesa (1945-76), publicada h\u00e1 nove anos atr\u00e1s. Recuando \u00a0no tempo alguns anos, sabemos por este mesmo estudo que em 1928 a Hidroel\u00e9ctrica do Alto-Alentejo (sociedade an\u00f3nima de responsabilidade limitada) passou a apostar na hidroelectricidade de uma regi\u00e3o mais desfavorecida que inclu\u00eda o concelho de Const\u00e2ncia e outros do nosso distrito. De facto, no quadro de electrifica\u00e7\u00e3o do pais, balan\u00e7o de Dezembro de 1926 (o mesmo estudo anterior) o concelho de Const\u00e2ncia aparece-nos sem rede el\u00e9ctrica. Em 1939 a Hidroel\u00e9ctrica do Alto Alentejo explorava j\u00e1 o Concelho de Const\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u00c9 um 1945 que surge finalmente a cria\u00e7\u00e3o da Hidroel\u00e9ctrica do Z\u00eazere, cabendo-lhe numa primeira fase a realiza\u00e7\u00e3o do projecto hidroel\u00e9ctrico mais emblem\u00e1tico deste per\u00edodo, a barragem e central de Castelo de Bode.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-30844\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Foto-Mendes-Lopes_.jpg\" alt=\"\" width=\"577\" height=\"433\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Foto-Mendes-Lopes_.jpg 577w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Foto-Mendes-Lopes_-560x420.jpg 560w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Foto-Mendes-Lopes_-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Foto-Mendes-Lopes_-265x198.jpg 265w\" sizes=\"auto, (max-width: 577px) 100vw, 577px\" \/><\/p>\n<p>Segundo a tese que seguimos de perto, esta empresa viria apenas a realizar tr\u00eas aproveitamentos hidroel\u00e9ctricos no rio Z\u00eazere, Bou\u00e7\u00e3, Cabril e Castelo de Bode, que inaugurou entre Janeiro de 1951 e Outubro de 1955. Em Fevereiro de 1954, o outro aproveitamento que tamb\u00e9m fazia parte da concess\u00e3o que lhe tinha sido atribu\u00edda em Dezembro de 1945, o aproveitamento de Const\u00e2ncia, no rio Z\u00eazere, foi suspenso devido ao seu reduzido interesse econ\u00f3mico ficando, no entanto, essa decis\u00e3o para reavalia\u00e7\u00e3o posterior, adianta o autor.<\/p>\n<p>Nem as c\u00e2maras municipais nem as Juntas de Freguesia dispunham de meios para a produ\u00e7\u00e3o de energia. Assim,\u00a0 limitavam-se a\u00a0 proceder \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de min\u00fasculas redes de distribui\u00e7\u00e3o com a energia que lhes era fornecida pelas grandes companhias el\u00e9ctricas.<\/p>\n<p>No caso da Junta de Freguesia de Montalvo, \u00a0de acordo com a disserta\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Figueira, apesar da rede el\u00e9ctrica ter sido constru\u00edda a expensas da C\u00e2mara Municipal de Const\u00e2ncia, esta Junta solicitou que a sua gest\u00e3o ficasse a seu cargo pedido que, esclarece, \u00a0foi aceite, \u00abtendo esta Junta explorado esta concess\u00e3o desde 1935 at\u00e9 Abril de 1957, altura em que a C\u00e2mara Municipal resgatou a concess\u00e3o\u00bb, termina.<\/p>\n<p>Na vila de Const\u00e2ncia existia uma figura t\u00edpica, o \u00abZ\u00e9 Alho\u00bb, pau para toda a obra camar\u00e1ria, que zelava pelos velhinhos candeeiros.\u00a0 Era uma figura estimada por todos e que ainda n\u00e3o saiu da mem\u00f3ria de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma outra curiosidade. Em 1968 a tarifa do pre\u00e7o de venda de energia para usos dom\u00e9sticos (escudos\/kWh) era de dois escudos, como nos revela Jo\u00e3o Figueira citando como fonte a estat\u00edstica das fontes el\u00e9ctricas em Portugal.<\/p>\n<p>Com a publica\u00e7\u00e3o de nova legisla\u00e7\u00e3o em 1971, a C\u00e2mara de Const\u00e2ncia veio a integrar a Federa\u00e7\u00e3o de Munic\u00edpios do Ribatejo em cuja composi\u00e7\u00e3o\u00a0 participavam outras c\u00e2maras do distrito de Santar\u00e9m, como Vila Nova da Barquinha, Goleg\u00e3\u00a0 entre outras.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-30845 alignright\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Foto-de-Salazar-Diniz_.jpg\" alt=\"\" width=\"514\" height=\"447\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Foto-de-Salazar-Diniz_.jpg 514w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Foto-de-Salazar-Diniz_-483x420.jpg 483w\" sizes=\"auto, (max-width: 514px) 100vw, 514px\" \/><\/p>\n<p>Esta integra\u00e7\u00e3o nas redes el\u00e9ctricas n\u00e3o foi feita de imediato no caso das c\u00e2maras de Const\u00e2ncia, Ma\u00e7\u00e3o, Sardoal e Vila Nova da Barquinha,\u00a0 obedecendo a uma plano faseado e gradual de tr\u00eas anos, debaixo da supervis\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o\u00a0 ent\u00e3o \u00a0constitu\u00edda. Na opini\u00e3o de Jo\u00e3o Figueira n\u00e3o era dada nenhuma explica\u00e7\u00e3o para esta situa\u00e7\u00e3o. Segundo este autor \u00abtal dever-se-ia \u00e0s debilidades das redes de transporte de energia e de interliga\u00e7\u00e3o com os restantes\u00bb. A integra\u00e7\u00e3o das redes el\u00e9ctricas destes munic\u00edpios na Federa\u00e7\u00e3o foi assim realizada de forma gradual entre finais de 1971 e meados de 1977.\u00a0 Em Janeiro de 1972 integraram a Federa\u00e7\u00e3o os munic\u00edpios de Alpiar\u00e7a, Cartaxo, Const\u00e2ncia e Goleg\u00e3. A rede el\u00e9ctrica da vila de Const\u00e2ncia era muito inconstante. Sempre que fazia mau tempo a luz faltava, levando os piquetes v\u00e1rias horas para \u00a0resolver os problemas. L\u00e1 vinha o M\u00e1rio, o Fernando, o Chico, o Jos\u00e9 Jorge, sempre prontos e operacionais. A EDP tinha uma oficina no Bairro Novo. Recordo-me bem de na minha inf\u00e2ncia faltar a luz na rua e em casa, com frequ\u00eancia. Valiam-nos os velhinhos candeeiros a petr\u00f3leo. A vila tinha v\u00e1rias fases na rede. E ficava mesmo \u00e0s escuras com frequ\u00eancia. Qualquer coisa, dizia-se logo, \u00abfoi na cabine\u00bb. E n\u00e3o era, claro.<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o de 1 de Maio de 1971 do jornal \u00abNova Alian\u00e7a, Joaquim dos M\u00e1rtires Neto Coimbra, cronista de Const\u00e2ncia e meu antigo mestre d\u00e1-nos a seguinte not\u00edcia: \u00abFoi inaugurada no S\u00e1bado de Aleluia a luz el\u00e9ctrica n\u00e3o s\u00f3 na freguesia de Santa Margarida da Coutada, como no Lugar de Santo Ant\u00f3nio, pertencente \u00e0 freguesia e Vila de Const\u00e2ncia\u00bb.\u00a0 Na mesma not\u00edcia J. Coimbra refere que este melhoramento doi iniciado por J\u00falio Feij\u00e3o, anotando que a sua conclus\u00e3o se deveu, passo a citar, \u00abao dinamismo do actual presidente da C\u00e2mara Municipal,\u00a0 sr Aur\u00e9lio Dias Nogueira\u00bb.<\/p>\n<p>Em virtude da desastrosa participa\u00e7\u00e3o na Grande Guerra, a partir de 1914 assistiu-se a um relativo abrandamento da instala\u00e7\u00e3o das redes el\u00e9ctricas. O autor do estudo que vimos citando aponta\u00a0 dificuldades no \u00a0acesso aos equipamentos e aos t\u00e9cnicos\u00a0 os quais, sublinha, \u00a0\u00abna maior parte dos casos, eram dos pa\u00edses beligerantes\u00bb. A t\u00edtulo de curiosidade refere ainda \u00a0que algumas instala\u00e7\u00f5es conseguiram ser conclu\u00eddas \u201c\u00e0 justa\u201d, \u00a0dando o exemplo do caso de Fafe, rede inaugurada em Outubro de 1914, \u00abpor os t\u00e9cnicos alem\u00e3es envolvidos neste empreendimento terem regressado \u00e0 Alemanha para serem incorporados nos ex\u00e9rcitos\u00bb. Noutros casos os projectos foram mesmo adiados por v\u00e1rios anos, como em Bragan\u00e7a etc. O que as guerras fazem \u00e0 humanidade dos homens\u2026<\/p>\n<p>Fazendo a s\u00edntese, Jo\u00e3o Figueira. Conclui: \u00abPassado o per\u00edodo da Guerra e os dif\u00edceis anos que se lhe seguiram, assistiu-se a uma forte acelera\u00e7\u00e3o deste processo nos anos 1920 atingindo-se no final deste per\u00edodo os 116 munic\u00edpios com redes el\u00e9ctricas instaladas\u00bb, ou seja, \u00a0remata, \u00abmais 88 novas redes el\u00e9ctricas instaladas, a par da amplia\u00e7\u00e3o das redes j\u00e1 existentes em alguns concelhos\u00bb.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Luz (Const\u00e2ncia)<\/p>\n<p>PS &#8211; n\u00e3o uso o dito AOLP<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/do-petroleo-a-luz-electrica-na-vila-de-constancia\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem ainda se recorda dos tradicionais candeeiros \u00e0 moda antiga da Vila de Const\u00e2ncia, \u00a0substitu\u00eddos \u00a0nos primeiros mandatos da gest\u00e3o de Ant\u00f3nio Mendes?\u00a0 Na altura os modelos colocados procuravam imitar os antigos, e ainda a\u00ed est\u00e3o, compondo a paisagem do burgo e \u00a0emprestando-lhe uma tonalidade amarelada, rom\u00e2ntica. 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