{"id":17711,"date":"2020-03-21T16:00:29","date_gmt":"2020-03-21T16:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=17711"},"modified":"2020-03-30T10:26:25","modified_gmt":"2020-03-30T09:26:25","slug":"joao-bianchi-villar-a-tragedia-dos-comuns-revisitada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/joao-bianchi-villar-a-tragedia-dos-comuns-revisitada\/","title":{"rendered":"JO\u00c3O BIANCHI VILLAR | A Trag\u00e9dia dos comuns revisitada"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1237\" aria-describedby=\"caption-attachment-1237\" style=\"width: 246px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1237 \" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/jbianchi.jpg\" alt=\"\" width=\"246\" height=\"246\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1237\" class=\"wp-caption-text\">Jo\u00e3o Bianchi Villar joao.bianchi.villar@entroncamentoonline.pt<\/figcaption><\/figure>\n<p>Este pequeno artigo foi originalmente escrito e publicado em 2012. A raz\u00e3o pela qual agora se repristina fica ao cuidado do prezado leitor, da sua proverbial paci\u00eancia no confinamento dom\u00e9stico e \u00e0 jubilosa esperan\u00e7a de que, aquilo que se escrevia h\u00e1 quase um dec\u00e9nio atr\u00e1s, n\u00e3o se revista agora do sabor agridoce de alguma profecia desta esp\u00e9cie de velho do Restelo. Ei-lo:<\/p>\n<p><strong>\u201c<\/strong><em>a esta nova gera\u00e7\u00e3o tecnocr\u00e1tica &#8211; que sucede a tantas outras e que parecem perpetuar-se historicamente &#8211; p\u00f5e-se a quest\u00e3o de defender, como ponto de honra, que os princ\u00edpios s\u00e3o muito bonitos e muito necess\u00e1rios, mas apenas se houver dinheiro para os pagar. A finan\u00e7a torna-se, deste modo, centr\u00edpeta e passa a encerrar fins em si mesma, e j\u00e1 n\u00e3o se situa j\u00e1 num plano meramente instrumental e ao servi\u00e7o do desenvolvimento da Condi\u00e7\u00e3o Humana.<\/em>\u201d (in Hannah Arendt (1958), A Condi\u00e7\u00e3o Humana).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-17713 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Ovelhas.jpg\" alt=\"\" width=\"371\" height=\"278\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Ovelhas.jpg 371w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Ovelhas-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Ovelhas-265x198.jpg 265w\" sizes=\"auto, (max-width: 371px) 100vw, 371px\" \/><\/p>\n<p>Neste pequeno texto ir\u00e3o cruzar-se algumas cenas que constam do nosso imagin\u00e1rio colectivo: assistiremos a verdes prados onde pastam alegres cordeirinhos, acompanhados de uma inocente e doce criancinha e que entre eles se encontra entretida a brincar. Nada de mais buc\u00f3lico e ternurento \u00e9 poss\u00edvel imaginar.<\/p>\n<p>Infelizmente, como estes cordeirinhos n\u00e3o s\u00e3o para nos ajudar a dormir e considerando o facto de a criancinha viver no mundo real somos for\u00e7ados a desfazer o suave sonho que se antevia, mesmo antes de ele come\u00e7ar. Afinal, nesta hist\u00f3ria que se segue, os cordeiros t\u00eam donos (muito ego\u00edstas, por sinal) e a tal criancinha passa fome no seu est\u00f4mago e no seu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas, vamos por partes. Era uma vez, umas boas dezenas de anos atr\u00e1s, um brilhante cientista brit\u00e2nico que se dedicou a desenvolver uma teoria muito interessante e a que foi dado o nome de \u201cTrag\u00e9dia dos Comuns\u201d. Sendo um exerc\u00edcio de matem\u00e1tica aplicada (que faz parte da chamada Teoria dos Jogos), o investigador come\u00e7ou por observar o comportamento de um conjunto de propriet\u00e1rios de gado ovino em determinado local de Inglaterra. Nesse espa\u00e7o, existia um terreno de pasto comunit\u00e1rio particularmente adequado para alimenta\u00e7\u00e3o do gado e que se contrapunha \u00e0 relativa exiguidade de recursos dos terrenos privados dos ovinicultores. Punha-se a quest\u00e3o de saber se, tendo os propriet\u00e1rios direitos iguais (por isso \u201ccomuns\u201d), como proceder \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do terreno comunit\u00e1rio sem que a sobre utiliza\u00e7\u00e3o o esgotasse rapidamente (a presum\u00edvel \u201ctrag\u00e9dia\u201d).<\/p>\n<p>A teoriza\u00e7\u00e3o do modelo encontrada foi, no m\u00ednimo, surpreendente. Eis o enunciado: \u201ccada vizinho tem aqui a tenta\u00e7\u00e3o T de beneficiar dos pastos sem pagar o custo; a recompensa R pela coopera\u00e7\u00e3o m\u00fatua consiste em negociar quantos h\u00e3o-de deixar de beneficiar dos pastos comunit\u00e1rios para os conservar em boas condi\u00e7\u00f5es; o castigo C \u00e9 para todos, quando cada um cede \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o, e \u00e9 a ru\u00edna dos pastos; a perda P \u00e9 a de que ao n\u00e3o se aproveitar dos pastos comunit\u00e1rios, se permita que outros o venham a fazer. Estas possibilidades combinam-se como no dilema do prisioneiro bipessoal, fazendo que perante o risco de receber P, a <em>paga do ing\u00e9nuo<\/em>, todos cedam \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de n\u00e3o cooperar e provoquem a situa\u00e7\u00e3o de castigo\u201d (cf. Wikip\u00e9dia, na Entrada \u201cDilema do Prisioneiro\u201d, acedida em 17.10.2012).<\/p>\n<p>Ou seja, matematicamente falando, a melhor solu\u00e7\u00e3o \u00e9 a de TODOS utilizarem o terreno comunit\u00e1rio, mesmo perante a perspectiva do seu esgotamento\u2026<\/p>\n<p>Um dia destes, que n\u00e3o o de hoje, talvez aqui se escreva sobre outros corol\u00e1rios singulares e engra\u00e7ados dessa mesma Teoria dos Jogos, tal como o tal Dilema do Prisioneiro ou o Equil\u00edbrio de Nash e a raz\u00e3o pela qual tiveram uma contribui\u00e7\u00e3o t\u00e3o significativa para evitar \u2013 por exemplo &#8211; que fossemos todos esturricados por um holocausto nuclear, do tipo III Guerra Mundial. No entretanto, para quem goste, aproveite para (re)ver o filme \u201cUma Mente Brilhante\u201d, pois tem uma liga\u00e7\u00e3o directa com a tem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Continuemos. Detentores que somos desta curios\u00edssima descoberta proporcionada pelas ci\u00eancias exactas, ou seja, ficando a saber que a melhor forma de vencer o problema da alimenta\u00e7\u00e3o dos cordeirinhos \u00e9 p\u00f4-los a comer onde for mais barato, mesmo que isso signifique a exaust\u00e3o do local, cumpre-nos agora trazer a realidade para o mundo dos humanos, particularmente para o dom\u00ednio da inocente e doce criancinha atr\u00e1s referida. Urge questionar se a solu\u00e7\u00e3o encontrada para estes b\u00edpedes humanos \u00e9 id\u00eantica.<\/p>\n<p>Para melhor nos esclarecer, dispomos de um caso de estudo que vem mesmo a calhar: \u00e9 fresquinho, est\u00e1 em todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o social e tem dado direito a pol\u00e9mica que at\u00e9 ferve; trata-se de uma menina de cinco anos, inserida numa escola p\u00fablica, e a quem ter\u00e1 sido alegadamente negado o direito ao almo\u00e7o no estabelecimento de ensino. Resumidamente, a crian\u00e7a n\u00e3o ter\u00e1 tido direito \u00e0 sua refei\u00e7\u00e3o normal, em virtude da exist\u00eancia de d\u00edvidas por parte da encarregada de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para se compreender melhor a enormidade deste dislate imagine-se que a crian\u00e7a tinha necessidade de ser assistida pelos servi\u00e7os de urg\u00eancia de um qualquer hospital p\u00fablico:<\/p>\n<p>&#8211; Se a m\u00e3e fosse devedora ao Hospital, a crian\u00e7a tamb\u00e9m ficava sem ser assistida?<\/p>\n<p>Infelizmente, a resposta tem duas vertentes, a legal \/ deontol\u00f3gica (que podemos considerar dentro da Axiologia) e a profissional (no dom\u00ednio da Praxis).<\/p>\n<p>Do ponto de vista legal (com exacta correspond\u00eancia deontol\u00f3gica e tamb\u00e9m humanit\u00e1ria) a resposta \u00e9 inequ\u00edvoca: o direito \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica (etc.) s\u00e3o inalien\u00e1veis e inopon\u00edveis, qualquer que seja a situa\u00e7\u00e3o credit\u00edcia do utente (ou a dos seus legais representantes) perante a institui\u00e7\u00e3o em apre\u00e7o.<\/p>\n<p>J\u00e1 do ponto de vista profissional, como todos sabemos, uma nova gera\u00e7\u00e3o de tecnocratas (que se estende por todos os escal\u00f5es do poder) coloca a sustentabilidade do sistema \u00e0 frente dos princ\u00edpios e objectivos do mesmo, mesmo que eles estejam constitucionalmente consagrados (como \u00e9 o caso).<\/p>\n<p>Efectivamente, a esta nova gera\u00e7\u00e3o tecnocr\u00e1tica &#8211; que sucede a tantas outras e que parecem perpetuar-se historicamente &#8211; p\u00f5e-se a quest\u00e3o de defender, como ponto de honra, que os princ\u00edpios s\u00e3o muito bonitos e muito necess\u00e1rios, mas apenas se houver dinheiro para os pagar. A finan\u00e7a torna-se, deste modo, centr\u00edpeta e passa a encerrar fins em si mesma, e j\u00e1 n\u00e3o se situa j\u00e1 num plano meramente instrumental e ao servi\u00e7o do desenvolvimento da Condi\u00e7\u00e3o Humana<em>.<\/em><\/p>\n<p>Assim, tecnocraticamente falando e recorrendo novamente \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da Teoria dos Jogos, para a refei\u00e7\u00e3o daquela crian\u00e7a punha-se um cen\u00e1rio de decis\u00f5es poss\u00edveis pela Escola, com impacto no ganho ou perda de 1,46 \u20ac (pre\u00e7o de venda da refei\u00e7\u00e3o em causa e sem considerar os escal\u00f5es sociais)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-17712 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Matriz-do-jogo.png\" alt=\"\" width=\"304\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Matriz-do-jogo.png 304w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Matriz-do-jogo-80x60.png 80w, https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Matriz-do-jogo-265x198.png 265w\" sizes=\"auto, (max-width: 304px) 100vw, 304px\" \/><\/p>\n<p>Uma vez mais, a solu\u00e7\u00e3o que matematicamente melhor serve os interesses da tecnocracia \u00e9 tamb\u00e9m aquele que tamb\u00e9m se alia ao interesse da contraparte, que \u00e9 a m\u00e3e, com um resultado de resto zero, pois\u00a0 ningu\u00e9m paga nem ningu\u00e9m recebe o 1,46 \u20ac. Neste cen\u00e1rio, a Escola em causa n\u00e3o d\u00e1 a refei\u00e7\u00e3o e n\u00e3o corre o risco de arrecadar a supra mencionada <em>paga do ing\u00e9nuo<\/em>; ou seja, livra-se da possibilidade de ficar a \u201carder\u201d em mais 1,46 \u20ac. E foi precisamente esta a solu\u00e7\u00e3o encontrada\u2026<\/p>\n<p>Como j\u00e1 certamente compreenderam, com um bocadinho mais de tempo e de trabalho seria poss\u00edvel transportar esta s\u00edntese da aplica\u00e7\u00e3o da Teoria dos Jogos (concatenada com a Teoria da Decis\u00e3o) para o cen\u00e1rio maior de um Or\u00e7amento Geral do estado. Resista-se, todavia, \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o comparativa\u2026<\/p>\n<p>Contudo, esta mesma casta de tecnocratas, iluminados, super-formados e h\u00edper-inteligentes cai, direitinha, na &#8220;armadilha da intelig\u00eancia&#8221; a que t\u00e3o bem se refere o Professor Edward de Bono (1992): &#8220;<em>Muitas pessoas extremamente inteligentes adoptam com frequ\u00eancia um ponto de vista sobre um assunto e depois utilizam a sua intelig\u00eancia para defender esse ponto de vista. Uma vez que conseguem defend\u00ea-lo muito bem, nunca v\u00eam qualquer necessidade de explorar o tema ou de considerar pontos de vista alternativos. Isso \u00e9 um pensamento pobre e faz parte da \u00abarmadilha da intelig\u00eancia\u00bb<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>N\u00e3o sou a favor de calotes, usando a figura que tem sido t\u00e3o propalada por alguns pol\u00edticos nos \u00faltimos tempos, mas julgo que ainda h\u00e1 sedes pr\u00f3prias para resolver quest\u00f5es de cr\u00e9dito e que se situam fora do est\u00f4mago de uma crian\u00e7a de cinco anos.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o compreende este ponto de vista e acredita que se deve viver segundo o primado de coisas como a &#8220;sustentabilidade&#8221; ou &#8220;credibilidade financeira&#8221; est\u00e1 condenado a repetir a hist\u00f3ria e a compreender &#8211; na pele &#8211; porque \u00e9 que surgem as revolu\u00e7\u00f5es. Ou, por outras palavras, que a verdadeira \u201cTrag\u00e9dia dos Comuns\u201d poder\u00e1 ser a incapacidade de se perceber que os cordeirinhos tamb\u00e9m se podem transformar em lobos de vez em quando.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Gon\u00e7alo de Bianchi Villar (P\u00f3s-graduado em Gest\u00e3o de Protec\u00e7\u00e3o Civil Municipal)<\/p>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/joao-bianchi-villar-a-tragedia-dos-comuns-revisitada\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este pequeno artigo foi originalmente escrito e publicado em 2012. 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