{"id":1171,"date":"2018-12-08T09:09:04","date_gmt":"2018-12-08T08:09:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/?p=1171"},"modified":"2018-12-08T14:55:01","modified_gmt":"2018-12-08T13:55:01","slug":"quando-o-ip-6-esteve-para-passar-pelo-meio-do-entroncamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/quando-o-ip-6-esteve-para-passar-pelo-meio-do-entroncamento\/","title":{"rendered":"Quando o IP 6 esteve para passar pelo meio do Entroncamento"},"content":{"rendered":"<div>H\u00e1 quase-segredos que apesar de j\u00e1 terem ocorrido h\u00e1 alguns anos ainda merecem que se contem, porque na altura, pelas mais diversas raz\u00f5es ou motivos, n\u00e3o passaram do conhecimento do n\u00facleo muito restrito daqueles que neles estiveram diretamente envolvidos. Este tem mais de duas d\u00e9cadas e meia e \u00e9 significativo de como por vezes situa\u00e7\u00f5es de forte impacto sobre a vida dos cidad\u00e3os podem ser tratados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um dos grandes impulsos estruturantes, se n\u00e3o o maior, que o Entroncamento sofreu nas \u00faltimas d\u00e9cadas foi indiscutivelmente a chegada do IP 6, a autoestrada que assomou \u00e0 zona norte da cidade em 1995 com promessas de um enorme incremento na mobilidade, na industrializa\u00e7\u00e3o, e no desenvolvimento da urbe. Mais conseguidos e cumpridos uns objetivos que outros, a autoestrada, mais tarde rebatizada por A 23 e portajada para desconsolo de quem dela mais desfrutava, ter\u00e1 sido em termos estruturais um complemento essencial ao papel que os caminhos de ferro desempenhavam, embora j\u00e1 em fase de not\u00f3rio decl\u00ednio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O IP 6 surgia assim como uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, um fator de atra\u00e7\u00e3o not\u00e1vel e com grande influ\u00eancia no admir\u00e1vel crescimento residencial posterior da zona norte da urbe, na melhoria da mobilidade regional dos mun\u00edcipes, n\u00e3o tanto no desenvolvimento das ind\u00fastrias e da zona industrial que muitos perspetivavam para impulso do emprego pr\u00f3prio e adjacente. O que os entroncamentenses est\u00e3o longe de imaginar \u00e9 no pre\u00e7o que a cidade esteve amea\u00e7ada de pagar por tanto benef\u00edcio. O que chegou a estar nas perspetivas de estudos pr\u00e9vios da ent\u00e3o Junta Aut\u00f3noma de Estradas (JAE) para o tro\u00e7o local do IP 6 era que o trajeto pura e simplesmente passasse pelo cora\u00e7\u00e3o urbano da cidade. Junto ao n\u00f3 onde atualmente se situa uma grande superf\u00edcie comercial, o desenho do IP 6 infletia corajosamente para dentro da urbe num percurso que atualmente serve a avenida Villiers-sur-Marne at\u00e9 junto da rotunda instituto de l\u00ednguas, prosseguindo pela rua Dr. Francisco S\u00e1 Carneiro rumo ao Bonito e \u00e0 zona onde posteriormente se edificariam as piscinas municipais, transpondo nesse local a barragem do Bonito e a linha do Norte e com o segmento seguinte a chegar at\u00e9 ao n\u00f3 da Atalaia. Era uma das alternativas defendidas com argumentos financeiros, t\u00e9cnicos, ambientais e muito denodo pelos t\u00e9cnicos da JAE, e que n\u00e3o foi f\u00e1cil impedir por parte da C\u00e2mara do Entroncamento. Quem conta hoje esta epopeia de cen\u00e1rios rodovi\u00e1rios travada em Almada, sede da agremia\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelas estradas nacionais, \u00e9 o ex-presidente da C\u00e2mara do Entroncamento, Jos\u00e9 Pereira da Cunha, que liderou a autarquia no per\u00edodo em que os estudos pr\u00e9vios do trajeto regional do itiner\u00e1rio principal com perfil de autoestrada estavam a decorrer. Quando a op\u00e7\u00e3o de \u201cpassar por dentro\u201d come\u00e7ou a ganhar vulto, e depois de emitir pareceres veementes e contr\u00e1rios a tal des\u00edgnio que aparentemente n\u00e3o eram considerados pela JAE, Jos\u00e9 Cunha e um quadro t\u00e9cnico superior do munic\u00edpio acabaram por acordar uma reuni\u00e3o em Almada para analisar todas as implica\u00e7\u00f5es de uma autoestrada a atravessar um centro urbano como o da cidade ferrovi\u00e1ria. \u201cN\u00e3o foi nada f\u00e1cil a reuni\u00e3o. Houve calor e muita discuss\u00e3o. N\u00f3s, respons\u00e1veis da C\u00e2mara do Entroncamento, como era nosso dever, procur\u00e1mos demover a ideia aos t\u00e9cnicos, mas eles tinham os seus argumentos que tivemos que rebater, pois as implica\u00e7\u00f5es que teriam na cidade eram muito negativas\u201d, recorda Jos\u00e9 Cunha, que n\u00e3o esquece a muita \u201cluta\u201d e pouca genuflex\u00e3o ent\u00e3o travada para preservar a integridade do centro urbano e os constrangimentos que a intrus\u00e3o da autoestrada iria impor \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da cidade. O IP 6 acabou por se tornar perif\u00e9rico e seguir o percurso que hoje \u00e9 percorrido passando entre o Casal do Grilo e o Casal Sentista, e galgando a linha do Norte num volumoso viaduto antes de chegar \u00e0 Atalaia. Quanto \u00e0s brenhas que a alternativa idealizada de roup\u00e3o, pantufas e bem longe do Entroncamento teriam para a cidade, para al\u00e9m da de muitos entroncamentenses disporem gratuitamente do fasc\u00ednio de ver passar o tr\u00e2nsito aos domingos da varanda, ser\u00e3o hoje um desafio virtual \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o e o racioc\u00ednio de cada um. E seriam tamb\u00e9m um absurdo a acrescentar a outros absurdos hist\u00f3ricos e urbanos que, no seu tempo, frutificaram e prosperaram por a\u00ed\u2026<\/div>\n<div class=\"fb-background-color\">\n\t\t\t  <div \n\t\t\t  \tclass = \"fb-comments\" \n\t\t\t  \tdata-href = \"https:\/\/www.entroncamentoonline.pt\/portal\/quando-o-ip-6-esteve-para-passar-pelo-meio-do-entroncamento\/\"\n\t\t\t  \tdata-numposts = \"10\"\n\t\t\t  \tdata-lazy = \"true\"\n\t\t\t\tdata-colorscheme = \"light\"\n\t\t\t\tdata-order-by = \"social\"\n\t\t\t\tdata-mobile=true>\n\t\t\t  <\/div><\/div>\n\t\t  <style>\n\t\t    .fb-background-color {\n\t\t\t\tbackground:  !important;\n\t\t\t}\n\t\t\t.fb_iframe_widget_fluid_desktop iframe {\n\t\t\t    width: 100% !important;\n\t\t\t}\n\t\t  <\/style>\n\t\t  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 quase-segredos que apesar de j\u00e1 terem ocorrido h\u00e1 alguns anos ainda merecem que se contem, porque na altura, pelas mais diversas raz\u00f5es ou motivos, n\u00e3o passaram do conhecimento do n\u00facleo muito restrito daqueles que neles estiveram diretamente envolvidos. 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