Foto CM Constância

Face à atual situação de Pandemia decidiram as entidades organizadoras das Pomonas Camonianas que a edição de 2020, prevista para os próximos dias 9 e 10 de junho, será cancelada.

No entanto, considerando a importância do 10 de junho para Constância, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a data será assinalada com uma «cerimónia privada» de deposição de flores no Monumento a Camões, que contará com a presença de representantes da Câmara e da Assembleia Municipal, das Juntas de Freguesia de Concelho, da Associação da Casa Memória de Camões e do Agrupamento de Escolas de Constância. Em representação de toda a Comunidade Educativa que anualmente participa nas Pomonas Camonianas, estará um par de alunos trajados ao modo da época quinhentista.

Recorde-se que as Pomonas Camonianas decorrem sempre por ocasião do dia 10 de junho, contando com uma organização conjunta da Câmara Municipal, da Associação Casa-Memória de Camões e do Agrupamento de Escolas de Constância.

As Pomonas Camonianas, que este ano cumpririam a sua XXV edição, são um grandioso evento cultural que pretende homenagear Camões, a época em que o épico viveu e a sua ligação à vila de Constância.

Constância tem com Camões uma muito antiga e arraigada relação de afeto, fundada na plurissecular tradição de que o épico terá vivido na vila durante algum tempo, aqui tendo escrito parte da sua produção poética. Sobre as ruínas que o povo aponta como tendo sido as da casa que o acolheu, foi erguida a Casa-Memória de Camões que visa perpetuar a memória do poeta em Constância.

Todos os anos pelo 10 de Junho, Dia de Camões, Constância celebra Camões e a sua relação com o épico, realizando as Pomonas Camonianas, uma exposição-venda das flores e dos frutos referidos pelo poeta na sua obra (mercado quinhentista), evocando os tempos em que Camões aqui terá vivido. São protagonistas os alunos de todos estabelecimentos de ensino do concelho, da creche à escola secundária, incluindo a Universidade Sénior, que, com a colaboração dos seus professores, dos pais e encarregados de educação, das animadoras e do pessoal não docente, representam figuras da época, animam o mercado, declamam poesia e apresentam danças quinhentistas, numa manifestação festiva de apropriação coletiva da memória de Camões.