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Quando um dos ex-primeiros-ministros que mais danos provocou a este país, faz a sua aparição, num programa com o seu nome e num canal pago por todos nós, já é suspeita essa mesma presença…
Quando ouvimos que vem a custo zero, até acreditamos. Afinal, o pobre coitadinho até vive pobremente em Paris através de empréstimos bancários e com a ajuda da família (segundo declarações do próprio à comunicação social)… Já agora, coisa estranha, a banca já empresta dinheiro a quem não tem dinheiro?
Fica só a questão…
Mas quantos não pagariam para transmitir a sua “mensagem”(?) em horário nobre?
Será que, depois de termos que suportar José Sócrates e o infortúnio dos seus (des)governos, temos ainda que lhe agradecer a bondade de vir à televisão pública auto-propagandear-se e auto-defender-se?
Será que teremos que ter pena que viaje, solitário, em executiva, sabe-se lá com a esmola de quem?
Mas, mais grave ainda, é que José Sócrates é um estorvo para José Seguro e para o Partido Socialista!
Nos telejornais de Domingo temos Seguro a querer fugir a tudo o que é passado, dos acordos submissos que foram assumidos com a “Troika”, da falta de pulso para não entrarmos nesta derrapagem de austeridade…
Logo a seguir, aparece José Sócrates, a lembrar todo o passado pelo qual é o único responsável pelos desmandos despesistas e irracionais que executou, ou deixou que executassem… Enfim, o grande responsável pelo estado a que este (ainda) país chegou!
É bem verdade que o actual governo não tem ajudado, bem pelo contrário, mas isso para José Seguro até é positivo…
O que ele não quer é que Sócrates apareça! Sempre que ele surge são votos que se perdem e que tanto lhe custaram a conquistar!
Sócrates é, assim, e num canal público (!) o indivíduo que vem tentar limpar a face e dizer que os outros façam aquilo que ele nunca conseguiu fazer e estragar completamente, mas mesmo completamente, a estratégia do Partido Socialista, atendendo a que o “novo” PS se quer afastar das más políticas de Sócrates (e ainda bem…)!
Infelizmente, o umbigo de Sócrates é maior que os desígnios do país e da estratégia de José Seguro…
Finalizando, já imaginaram, caros leitores, que, e após a eventual queda do actual Governo PSD/CDS, aparecesse Vítor Gaspar com um programa na RTP sobre como deveriam ser geridas as finanças em Portugal?
(O cronista não escreve com base no actual acordo ortográfico.)
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