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Um homem que ouse perder uma hora de tempo ainda não descobriu o verdadeiro valor da vida. (Charles Darwin).
Este é um excelente lema para a nossa passagem na vida. Envelhecer é um processo natural, pelo qual todos vamos passando desde o momento em que nascemos. Por isso, mais vale passar por este processo de forma sábia e tranquila. Ser “velho” não é obrigatoriamente uma coisa má. Provavelmente a imagem que surge na nossa cabeça quando se refere a palavra “velho” é de uma pessoa limitada e doente, constantemente triste e cabisbaixo e que sofre de solidão, recordando inúmeras vezes os tempos áureos da juventude. Uma pessoa que passa a maioria do seu tempo a ver televisão ou sentado no banco de jardim que reage ao mundo que o rodeia com grande indiferença. Mas ser “velho” pode e deve ser bem mais do que isto. Ser “velho” deve ser sinónimo de sabedoria, de uma pessoa capaz, que marca o seu papel na sociedade de forma activa e presente, evidenciando a sua experiência de vida na resolução dos problemas que vão surgindo, criando assim o respeito que, infelizmente, a sociedade tem perdido para com os seus mais velhos. É deixar de ser o “idoso” e passar a ser o “ancião” novamente. Existem muitos factores que influenciam a nossa velhice, doenças, limitações, entre outros. No entanto, o principal factor que influencia a forma como será a nossa velhice é a forma como a preparamos. Este ano de 2012 é o ano europeu para o envelhecimento activo, mas o significa isto? Proponho então um exercício ao leitor, imagine como quer ser quando for “velho”… agora que já imaginou como quer ser, reflictamos no que precisa fazer agora para lá chegar. Este exercício é a base de envelhecer de forma activa, porque o sermos “velhos” saudáveis e felizes começa agora! Saber envelhecer implica muitas coisas. Implica seguir a frase bem batida do “corpo são em mente sã”. A prática de exercício físico regular é uma boa forma de manter o nosso corpo saudável, praticar caminhadas quando o tempo permite, e a nossa terra oferece tão boas condições para isso. Manter uma vida regrada, com hábitos saudáveis, como moderação do consumo de álcool, não fumar e ter alguns cuidados com a alimentação são fundamentais para nos sentirmos bem connosco próprios. Mas para além de nos sentirmos bem connosco, sentir o nosso corpo a funcionar apesar das limitações naturais do envelhecimento é essencial sentirmo-nos bem com os outros. Temos de nos mantermos pessoas activas junto dos outros, participando na comunidade fazendo parte de instituições e colaborando com os mais jovens, tal como mantermos o espírito aberto a aprender mais um pouco, porque se aprende até ao fim, integrando, por exemplo, a Universidade Sénior ou outros grupos onde se aprende e faz algo, como um coro ou dança. Por último, mas não menos importante, é fundamental manter as relações de amizade e de família, pois estas são o pilar da nossa vida toda, logo, quando chegamos à “velhice”, não é diferente.
Não existem receitas para ninguém, nem pretendo aqui criar nenhuma, cada um tem de escrever o seu caminho e encontrar as melhores soluções para saber envelhecer… |