Recordar: a terra dos fenómenos!
Foi pela mão de Eduardo O. P. Brito, jornalista que foi criado o “mito” dos fenómenos do Entroncamento.
 
Correspondente de vários jornais nacionais nos anos 50 e 60 procurou divulgar a terra onde vivia criando a imagem de marca do Entroncamento: OS FENÒMENOS.
 
Começou-se a ligar a cidade dos comboios a tudo o que fosse “fora do normal”. E assim nasceu a imagem do Entroncamento como “terra de fenómenos”.
 
Os Fenómenos para além de divulgados também têm sido comercializados pela Casa Carloto (coleções de copos de vidro com decalques de Fenómenos datado de 1950). A “Tabacaria Luanda” que expunha na sua montra os Fenómenos que consideravam realmente sensacionais para que as pessoas pudessem testemunhar.
 
Em 2010, o município candidatou o “Festival dos Fenómenos” ao Programa Operacional Regional do Centro – Mais Centro, enquadrado no “Programa e Acão de Regeneração Urbana da Cidade do Entroncamento”. O evento nunca chegou a sair do papel e com o passar do tempo o Entroncamento perdeu o seu mito em relação ao seu epiteto de “Terra dos Fenómenos”.
 
Revisitar a história:
 
O primeiro conhecido foi um melro branco (por norma são pretos) " O melro branco, in “Cá Pelo Burgo” de Eduardo O.P. Brito, editado pela Câmara Municipal do Entroncamento em 2008
 
A planta que dava batatas por baixo e tomates por cima, o carneiro com quatro cornos, o corvo que falava como gente, o pescador que pescou uma perdiz, a árvore com cinco variedades de frutos, o cacto com quatro metros (tido como o cacto "mais alto da Europa"), o homem com três rins, o toureiro que mordeu o touro, o pinto com três patas, a couve que dava cravos, a fava com 35 centímetros, o ovo de galinha com 800 gramas (esta descoberta foi tão sensacionalista que foi notícia no jornal francês “France Soir”)
 
Depois veio a galinha com quatro patas, o carneiro com três chifres. Uma abóbora com mais de 60 quilos; uma "couve que dá cravos verdes"; uma espiga de "milho com 20 maçarocas (normal são quatro ou cinco) "; uma "árvore com três diferentes espécies de fruta"; uma "couve (galega) com quatro metros de altura"; um "nabo fenomenal"; uma "melancia", "limão" e "vagem de favas" todos de "dimensões anormais" (recentemente apareceu um feijão verde de 50 centímetros, quando o normal "ronda os 15 centímetros"); uma "abóbora gigante"; um "ovo de galinha que parecia de avestruz"; um "pinto com três patas"; e, finalmente, um "cacto gigante, com a altura de uma casa de dois pisos.
 
O Presidente da Autarquia, Jorge Faria, defende que os Fenómenos não são um mito, mas sim algo que “nos deve agradar porque nos diferencia das outras regiões e das outras cidades”. Admite tratar-se de “uma marca distintiva que não tem sido trabalhada”, à qual o executivo pretende “dar mais consistência” com uma nova candidatura a fundos comunitários que permita desenvolver “alguma iniciativa de natureza cultural”.
 
A História da Terra e os seus registos dão continuidade à história da nossa cidade do Entroncamento por ser “um bocadinho, a história de nós todos e da vida de todos nós”.
 
“Olhando o passado para construir o futuro”.