Estamos em ano de eleições autárquicas! 
 
Daqui a uns meses todos (aqueles que assim o entenderem) teremos a oportunidade de exercer o nosso direito de voto, conscientes de que a política é necessária e somos todos nós que a fazemos. Fazemo-la pela crítica, pela discussão de ideias, pelo voto, pela liberdade de escolha, ou tão somente pela liberdade…. 
 
“ Ser pela liberdade não é apenas tirar as correntes de alguém, mas viver de forma que respeite e melhore a liberdade dos outros”, disse um dia Nelson Mandela. E é essa liberdade que nos permite exercer o dever de cidadania em prol dos outros, de uma cidade, da nossa cidade, o Entroncamento. 
 
Pois há precisamente uma semana, mais propriamente no antepenúltimo dia do mês de junho, tivemos mais uma sessão da Assembleia Municipal na nossa cidade. Ora, uma Assembleia Municipal, sendo um órgão máximo de discussão política local, serve precisamente para fazer Política! 
 
Evidentemente! 
 
No entanto e porque, no meu entender, política não significa falta de Ética e de Moral, e porque “quem não se sente não é filho de boa gente”, sinto-me na vontade (não obrigação) de traçar algumas linhas em jeito de esclarecimento e opinião, sobre as benditas senhas de presença da sessão da Assembleia Municipal, doadas pela bancada do Partido Socialista aos bombeiros dos concelhos fustigados pelos incêndios em meados de junho passado. E digo “vontade” porque não me sinto na obrigação de o fazer mas porque sou uma pessoa de Valores e porque Ética é uma palavra que faz parte do meu dicionário pessoal, aqui vai! 
 
A “polémica”, se assim se pode chamar, começou por ser uma proposta que depois passou a informação da bancada socialista e que gerou mal-estar nas bancadas da oposição. Terá sido por ser uma iniciativa do Partido Socialista? Só o consigo conceber desta forma. O que é certo, é que gerou discussão. 
 
Não querendo desrespeitar ou ultrapassar ninguém (e não é verdade que alguém de outro quadrante político, tivesse proposto o mesmo), a bancada do PS entendeu prescindir das suas senhas de presença da assembleia, tal como já aqui exposto. Um ato simbólico, mas sentido!
 
Primeiro porque surgiu como “proposta”, depois porque foi manipulação, depois porque foi aproveitamento político, depois porque não era dignificante, depois…depois… e depois… só a bancada do PS doou as suas senhas aos tais homens e mulheres, soldados da paz, heróis sem nome cujo trabalho importa enaltecer.
 
Mas política é mesmo isto! Se a ideia é “minha”… “Fui EU…Fui EU”! Mas se a ideia é de outro alguém, pode até ser “excelente” mas “não presta!”! 
 
Pois não tem de ser assim, digo eu. A política, esse bicho papão, não implica, a meu ver, falta de ética. Estar “política” é uma tarefa ética e pela qual se devem prestar contas. E todos, mas todos sem exceção, devemos ter esta ideia presente enquanto defensores desta ou daquela ideia, deste ou daquele projeto! 
 
E porque não saberia estar de outra forma, entendi escrever estas linhas e, tranquila, vou deitar a cabeça na minha almofada, pois amanhã é um novo dia!