De 13 a 16 de julho arranca a segunda etapa
de um projeto assente num conceito inovador
a nível nacional, com 13 municípios unidos
na criação de uma programação cultural em rede
e na promoção turística da sua região.
 
 
O mote "Médio Tejo – uma região a caminho" norteia os roteiros de descoberta deste território e as propostas de animação cultural, em três momentos diferentes no ano, tendo como referência os percursos desenhados pelas linhas férreas, os leitos dos rios e as estradas e caminhos que marcam o centro do país.
Todo o programa parte da premissa de que o património não tem alma sem pessoas e que os Caminhos são feitos por quem os percorre e se cruza nos espaços culturais, nas praças, nas ruas.
 
Muitos dos lugares mágicos desta região irão servir de palco aos artistas convidados nos Caminhos da Água. Será o caso do Lago de Dornes, em Ferreira do Zêzere, onde Tiago Correia nos desafia a acompanhá-lo de auscultadores, no percurso artístico "AudioWalk" (de 13 a 16 de julho, às 10h e às 16h). Ali bem perto, na Gruta de Avecasta, num cenário de enorme beleza, irão reinventar-se os sons tradicionais portugueses recolhidos por Michel Giacometti e Fernando Lopes Graça, na voz e guitarra dos Lavoisier (15 de julho, 17h30). Na Praia Fluvial do Penedo Furado, em Vila de Rei, vai ser possível dar um mergulho de olhos postos no espetáculo de teatro Carripana, do grupo Lama (14 de julho, 18h30).
 
Estes são apenas três dos mais de trinta eventos que irão decorrer em sete dos treze concelhos do Médio Tejo, e onde se incluem propostas tão diferentes como os ritmos de Batida e Birds Are Indie, a magia das palavras do poeta Paulo Condessa e da atriz Marina Palácio, ou os movimentos inesquecíveis na dança que se espalhará pelas cidades, nos espetáculos Human Brush e Baile dos Candeeiros.
 
Entre tantas surpresas, vale ainda a pena reservar tempo para ver o espetáculo único Mão Verde (Sertã, 15 de julho, 17h30), de Capicua e Pedro Geraldes, criado para falar de ecologia ao público infantil e suas famílias.
 
Seja qual for o caminho seguido, certo é que todos, desde os artistas aos habitantes das aldeias, aos turistas que chegam para os ver e ouvir, estarão envolvidos numa experiência única.