Esta quarta-feira, dezenas de utentes da Drª Marta Antunes exigiram em frente à USF Locomotiva do Entroncamento a sua reintegração naquela unidade de saúde.
 
Conforme noticiámos, um diferendo entre a médica e os responsáveis pela USF e ACES Médio Tejo levou à sua saída, votada em Reunião Geral de dia 9 de janeiro. Recorde-se que para integrar estas Unidades de Saúde Familiar é necessário ser convidado, sendo que a sua saída tem de ser votada por maioria de 2/3 em reunião geral, voltando o trabalhador excluído da USF ao seu anterior local de trabalho.
 
Depois da sua expulsão da USF, os doentes da Drª Marta exigiram esta quarta-feira a sua reintegração, afirmando que “o SNS não é uma empresa onde quem gasta menos com os doentes recebe mais ao fim do mês. Esta lógica perversa que só interessa aos crápulas e aos pulhas, tem de acabar”, reivindicando um “SNS digno e ao serviço de todos os portugueses e não só de alguns! Queremos a nossa médica de família e não merceeiros que só vêm o dinheiro ao fim do mês!”
 
Entretanto o Sindicato dos Médicos da Zona Sul emitiu um comunicado em defesa da sua dirigente onde afirmam que a “Direcção do SMZS decidiu por unanimidade, na reunião do dia 15 de Janeiro de 2018, apresentar queixa-crime contra o médico responsável da Unidade de Saúde Familiar (USF) Locomotiva, do Entroncamento, por ter exposto em reunião pública médica a situação profissional e pessoal da Dra. Marta Antunes, dirigente do SMZS, com o objetivo conseguido de a expulsar dessa USF. Este procedimento antiético, anti-humano e anti deontológico teve como finalidade humilhar a nossa colega nessa reunião, sabendo da sua fragilidade por motivo de doença. Desejamos o rápido restabelecimento da Dra. Marta Antunes e não deixaremos de utilizar todos os meios judiciais do Estado de direito para que o médico coordenador da USF e a responsável do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) sejam responsabilizados na justiça por este grave atentado contra os Direitos Humanos”.