O Jardim-Horto de Camões, projetado pelo arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, é considerado o mais vivo e singular monumento erguido no mundo a um poeta. Instalado há quase 30 anos, nunca foi objeto de beneficiação significativa. Com o passar do tempo, como é natural, foi-se degradando, tanto no tocante às espécies vegetais como no que diz respeito aos elementos construídos.
 
Impôs-se, por isso, a realização de um conjunto de trabalhos de intervenção com vista a reabilitar o Jardim-Horto, devolver-lhe o encanto e a força que Manuela de Azevedo sonhou e melhorar as condições de vida das plantas, de trabalho da funcionária e de fruição dos visitantes.
 
Nesse sentido, a Direção da Associação Casa-Memória de Camões em Constância, que gere o Jardim-Horto, decidiu proceder a um trabalho profundo de reabilitação ao nível da jardinagem, contratando para o efeito uma empresa da especialidade, sob a coordenação de um arquiteto-paisagista, com o objetivo de, até à próxima primavera, terem o Jardim-Horto recuperado, com outra apresentação e outra dignidade.
 
Nesta quinta-feira, dia 14, o Jardim-Horto será visitado pelo prestigiado botânico e camonista professor Jorge Paiva, da Universidade de Coimbra, que se dispôs a vir a Constância para conhecer melhor o Jardim-Horto e apoiar a Associação neste processo de reabilitação.
 
Entretanto, decorre o processo com vista à substituição das placas informativas das espécies vegetais por outras mais modernas e com mais informação, estando já assegurados os custos desta operação através do patrocínio de uma grande empresa do concelho.
 
Na primeira metade deste ano foi substituída a parte mais degradada do piso de tijoleira por calçada à portuguesa e construído o tabuleiro de xadrez ao ar livre, o único elemento imaginado por Manuela de Azevedo que não pôde ver concretizado mas que, alertados pela Família, a Associação realizou e constituiu também uma forma de homenagem.
 
No que respeita ao edificado, existe um projeto para ampliação do edifício minúsculo da entrada submetido a concurso aos fundos comunitários e decorrem contactos com empresas da especialidade e com instituições com vista à recuperação, muito necessária e urgente mas também muito complexa, do Pavilhão de Macau.