A obra memorável «Vitória de Espanha», do poeta constanciense Tomaz Vieira da Cruz ficará para sempre cravada como um espinho nos desígnios marxistas. O autor dedicou um livro de poemas à guerra civil de Espanha, tendo escrito: "Os que pretendem construir um mundo de cimento armado, monótono e igual,
destruindo monumentos seculares e tradições milenares, hão-de encontrar na luta, sempre, a naufragar-lhes o caminho cómodo, sem pensamento, o sangue generoso dos artistas e dos heróis". Desta forma resumia o pensamento que perpassa a vistas largas na primeira e segunda parte do livro.
 
Não raro o autor tem sido vítima de críticas suspeitas oriundas de autores de esquerda mas que não terão o mérito de interferir com a validade real da poesia de Tomaz, por assentarem em premissas falsas ou erradas.
 
O poeta conquistou cedo a aura de "poeta de Angola", mercê da grande popularidade da sua poesia. Esta brilhante confirmação do seu génio e da sua atualidades têm merecido mais hodiernamente a atenção da crítica e da história literárias internacionais, já sem rótulos e preconceitos anti-lusos-colonialistas. Os poetas grandes costumam ser vitimas de tais paradoxos e... Invejas. Tomaz, na flor da vida não escondeu o seu entusiasmou pela Falange Espanhola, contra o separatismo regional. O nosso autor participou na guerra de Espanha através de os " Viriatos ". É polémico, é sim senhor. É um Senhor das Letras. Escreveu a máxima de que " Na Espanha triunfou o comunismo da morte - distribuindo a paz eterna a todos os espanhóis que morreram na luta'. Pode ser que seja um autor sincrético. Que tem a frescura de autores de oitocentos, sem disso se ter apercebido, que cantou África, e assim a libertasse, de certa forma. Foi nacionalista. Talvez. Foi humanista, Católico. Não foi comunista. Não, não foi. TOMAZ VIEIRA DA CRUZ. Um nome proibido no PCP. Proscrito. Dos órgãos autárquicos eleitos espera-se o fim do ostracismo.
 
Post Sciptum - A instrumentalização que a Câmara Municipal de Constância tem feito desde 1986 a esta parte, mormente, de nomes como os de Luís de Camões, Vasco de Lima Couto ou Alexandre O'Neill visa tão só evitar a abordagem da vida e obra de um dos filhos da terra que lutou, com o corpo e armas e palavras contra os erros do markismo.
 
 
José Luz (Constância)