|
Exmo. Sr. Director:
Sou Paulo Filipe Diniz Rebelo, residente no 2º Dto., do Nº 61, da Rua Luís Falcão de Sommer no Entroncamento, portador do BI 5402369 emitido em Santarém. Mas Natural da Freguesia de Pinheiro Grande, concelho de Chamusca, onde possuo algumas pequenas propriedades.
Os roubos continuam no Concelho da Chamusca. Na passada semana uma das minhas propriedades foi assaltada, de onde roubaram (as autoridades chamam furto. Eu, atendendo a que o material estava em propriedade privada e parte dele dentro de casa, entendo que são roubos) material de lavoura variado, desde alfaias de um pequeno tractor que possuo, a equipamentos motorizados para utilização individual na agricultura, numa soma, que em números redondos e considerando que se o material estivesse novo, rondaria os cinco mil Euros.
Efectuada a devida participação à autoridade competente, neste caso a GNR da Chamusca, venho a saber da pouca vontade para se deslocarem ao local, tendo em conta inclusivamente que um barracão de alvenaria tinha sido arrombado. Mais tarde percebi porquê. A GNR da Chamusca, tem à sua disposição um Skoda, para patrulhamento de um concelho com quase 800 quilómetros quadrados, eminentemente rural e onde haverá uma meia dúzia de estradas alcatroadas fora das localidades. Nem veículos de todo o terreno, nem cavalos, nem qualquer outro meio. Resultado disso, tanto quanto fiquei a saber, o patrulhamento da zona rural que em tempos era visível, é hoje inexistente, ficando os parcos haveres da população trabalhadora à mercê de meliantes, que muitas vezes convivem paredes meias connosco. No meu caso, tenho a certeza que fui roubado por alguém com um tractor, que actuou a uma hora que sabia não seria incomodado.
Não há valores, nem à moral. Não há lei nem ordem, e no presente caso poderei também dizer que não há governo, pois não consigo imputar culpas aos elementos da GNR da Chamusca, que têm como meio de deslocação numa zona onde quase todos os caminhos são de terra, um…skoda, que têm que poupar ao máximo pois se esse avariar, muito possivelmente os patrulhamentos passaram a ser apenas apeados.
Os Comandos Portugueses têm como lema “A sorte Protege os audazes”, as pessoas de bem do Concelho da Chamusca só podem ter como lema “A sorte Protege os Ladrões”
Sem mais e agradecendo a atenção que entenda que o assunto merece
Paulo Filipe Diniz Rebelo |
Comentários
Também já vi essa Strakar. Não sei no entanto, se é daqui ou não. Quanto à viatura de todo o terreno da Chamusca, devo dizer que o Comandante Territorial da GNR de Santarém, diz que a Chamusca tem um veículo de todo o terreno, mas que desconhecia se à altura dos factos, estava ou não em reparação. Se estava em reparação, continua. De resto o Comandante Territorial, disse que continuava a haver patrulhamento rural (como é que ele havia de dizer outra coisa? na verdade, penso que é Major e quer chegar a Tenente coronel), patrulhamento esse que me foi dito pelos militares da Chamusca, não existir, por manifesta falta de meios materiais.
realmente existem coisas que me deixam estupefacto...
a GNR da Chamusca apenas tem um veiculo de passageiros para patrulhar uma extensão enorme (800 KM quadrados segundo o autor) mas a PSP do Entroncamento dispõe (ou pelo menos já a vi a circular por aqui em patrulha) um Strakar nova... a minha pergunta é: onde raio no Entroncamento se exige um 4x4 para fazer patrulha???
saudações
Já agora pode colocar o aviso de alarme de perímetro (com as placas dissuasoras em pontos visíveis onde acha mais provável que possam entrar/ saltar), mas não diga que a casa / armazém tem sistema de alarme ligado à central de alarmes.
Ou pode colocar à vista os normais avisos de alarme (que as casas e empresas têm) e não avisar sobre a protecção de perímetro para que o(s) intruso(s) seja detectado mais cedo do que espera ser.
Em ambos os casos se colocar o sistema de névoa não coloque avisos sobre o mesmo, para surpreender o intruso. Pode ser boa ideia informar a GNR local e os bombeiros locais dessa protecção para que estejam já pré-avisados sobre a existência desse sistema específico e compreenderem logo os eventuais falsos alertas de fogo (por exemplo, no caso dos bombeiros poderão perguntar se não é uma névoa branca e tem um flash azul a piscar, se sim, encaminham para a GNR a chamada, para que vão lá ver o que se passa se não souberem de nada ainda).
A ideia é avisar o suficiente para afugentar amadores, mas não dar tanta informação que ajude um profissional a planear um furto com sucesso.
Tive uma ideia, sem processos nem nada, explique o que lhe aconteceu e peça para a GNR nacional para que enviem um todo-o-terreno para a GNR da Chamusca de forma a que possam patrulhar e responder a pedidos de auxílio no concelho onde existem diversos caminhos de terra batida e onde os GNR's praticamente se recusam a ir porque o SKODA não é bem um carro feito para esses caminhos. Penso que deve contactar o comando geral por e-mail ou carta registada, os dados aqui: http://www.gnr.pt/portal/internet/contactos/detalhe.asp?codUnidade=11000000
Uma vez que já foi assaltado as probabilidades de o ser novamente subiram em flecha... porque se furtaram isso provavelmente vai substituir, e quando o fizer, o que eles vão voltar a furtar ainda poderá ser mais valioso que o foi subtraído da vez anterior.
Relativamente às suas propriedades, como disse o(s) intruso(s) deve ter ido a horas mais sossegadas, sugiro-lhe então que torne todas as horas "insossegadas" (passe a expressão) adquirindo um sistema de alarme que faça a protecção de perímetro (significa que mal o intruso entra na propriedade é logo detectado). Empresas como a Securitas Direct (http://www.securitasdirect.pt/Alarme-Verisure/Extras-Verisure.aspx) tem este serviço. Outras como a Prosegur Activa (http://www.proseguractiva.pt)também poderão ter este serviço, mas deve contactá-los para se informar.
Na escolha da empresa, normalmente à quantos mais anos existir melhor sinal é da sua qualidade.
Se as suas posses o permitirem, contrate um serviço de resposta ao alarme com envio do vigilante em caso de detecção de um intruso (normalmente vêem logo nas imagens enviadas para a central de alarmes), que dependendo da zona pode chegar muito antes da policia e (pelo menos) atrapalhar a vida ao intruso (ou ajudar a identificá-lo(s))... e normalmente evitam voltar a visitar esse tipo de propriedades.
Pelo menos estas duas empresas fornecem também serviços de rondas que ao longo do dia e noite vão dando uma vista de olhos na propriedade para ver se está tudo bem por lá... como são rondas e não significa ter lá ninguém permanentemente costuma ser um serviço acessível e ajuda a dissuadir.
Se os serviços de resposta ou de rondas não forem atractivos (€€€) ou não estiverem disponível na zona das instalações protegidas, pelo menos coloque um sistema de alarme nas instalações onde tenha o dito material e na habitação ligada a uma central de alarmes (e o alarme de perímetro, para que sejam detectados mal entrem na propriedade), e com um sistema de névoa que encha o local protegido (habitação e/ou local onde tem os equipamentos) com uma "cortina" de névoa (e pode adicionar um flash para confundir ainda mais o(s) intruso(s))... algo como o que pode ver aqui: http://www.protectglobal.com.pt/p%C3%A1gina-inicial/n%C3%A9voa-de-segura... este é o método mais eficaz de afugentar intrusos e prevenir que regressem (se tiver o sistema de alarme com ligação à central de alarmes!). Normalmente fica entre 20 minutos a mais de uma hora, por tanto o vigilante e a policia tem mais que tempo para chegar, e por isso não será boa ideia esperar que a névoa desapareça.
Caro joão, fico grato pela sua resposta. Embora compreenda e concorde com o que escreveu, neste momento gastar dinheiro com um processo destes "é uma cena que não me assiste", pois afigura-se-me de mais que duvidoso resultado, demorado e é uma luta de David contra Golias, tendo quase a certeza que neste caso o Golias vencia, pois a justiça portuguesa, como sabemos, é coisa que só existe para os ricos e poderosos. Neste momento estou de facto mais preocupado em conseguir a sobrevivência da minha família, de forma condigna, aos próximos anos que nos ameaçam ser de dura austeridade, como tal compreenderá que o dinheiro também "é uma cena que não me assiste" em quantidade. Apenas uma certeza, este processo levo-o até ao fim, embora duvide do fim dele. E outra certeza também, a denúncia junto de vários órgãos de comunicação social, além do EOL, da falta de meios da GNR da Chamusca, tendo o director de um jornal dito, que vai questionar o comando da GNR sobre os meios existentes naquele concelho.
Foi um furto porque não houve emprego violência ou grave ameaça... é basicamente essa a diferença para o roubo.
Se tiver posses económicas para isso, além da óbvia queixa no posto da GNR ou PSP da sua área (muitas vezes os artigos são encontrados, mas os donos não sabem), deve ponderar a hipótese de processar o estado por não ter equipado as forças de segurança com os meios adequados à região onde atuam... o que significa que não podem responder em tempo útil, ou de todo se e quando forem necessários. Terá de falar com um advogado para ver se tal é boa ideia ou não.
Lembre-se, se estiver-se borrifando para isso, de certeza que quem manda nas forças de segurança não vai estar mais preocupado... a menos que comecem a perder bens ou dinheiro a favor dos cidadãos assaltados porque não tinham capacidade de os proteger.
As pessoas nascidas nas localidades de Carregueira e Arripiado, antes de 1985, data da criação da Freguesia de Carregueira, continuam a ser naturais da Freguesia de Pinheiro Grande. No entanto as propriedades que outrora pertenciam todas à Freguesia de Pinheiro Grande, podem hoje estar localizadas na Freguesia de Carregueira. A propriedade em questão, é uma dessas, situa-se a escassas centenas de metros da Carregueira.