A propósito do poder local e do esclarecimento à Junta de Freguesia de Brogueira, ocorrem-me as seguintes palavras:
 
Quando falam os em poder local, devemos inevitavelmente falar em sociedade e se possível numa vivência em parceria de proximidade de forma a proporcionar aos cidadãos uma melhoria da qualidade de vida. As iniciativas do poder local devem ser consideradas como uma oportunidade de prestar serviços e igualar as oportunidades concedidas a outros, promovendo desta forma a mudança, a segurança é o bem estar social.
Estes comportamentos são um complemento às iniciativas das organizações, com um objetivo fulcral, qualidade de vida dos munícipes.
 
No entanto e ao contrário do que alguns responsáveis locais pensam e fazem, os tempos de crise e de escassez de meios não chegam nem tão pouco justificam a ausência é o desinteresse pelo serviço público. É sempre possível utilizar os recursos humanos e materiais de que se dispõem com iniciativas eficazes, e a isto chamo empreendedorismo e sentido de responsabilidade.
 
O poder local não é mais do que o expoente máximo de uma freguesia.
 
Assim sendo o poder local deve servir os cidadãos, ajudando a articular e conhecer os interesses, deveres e obrigações. Os responsáveis políticos locais têm como propósito, o interesse público, na construção do coletivo tendo como base a união e crescimento da freguesia. A soberania local, e refiro-me concretamente, à junta de Freguesia de Brogueira e seus responsáveis, tem uma importância cada vez maior na qualidade de vida de cada um de nós, quer pela sua proximidade, quer pela capacidade em dar respostas céleres e eficazes face às necessidades de natureza diversa.
 
Segundo as regras da democracia em que vivemos, o poder local deve implicar políticos e projetos/programas capazes de satisfazerem as necessidades públicas. O que só se poderá alcançar com esforços coletivos e colaborativos no serviço aos cidadãos, enquanto cidadãos, e não como cliente.
O diálogo deveria ser a base dos valores compartilhados em vez da agregação de interesses individuais ou pessoais. Isto, exige um vasto conhecimento sobre o serviço público, bem como os deveres mínimos exigíveis para a execução correta dos respetivos mandatos. O valor da cidadania e serviço público não têm preço e devem estar sempre presentes.
 
Resumindo, o poder local deve ser capaz de pensar estrategicamente e agir democraticamente, dando valor à cidadania e ao serviço público, devendo ter uma capacidade empreendedora de forma a servir os cidadãos, e, acima de tudo ter uma capacidade de diálogo.
 
Pedro Cochicho