A Comissão de Utentes da Região do Médio e MUSP Santarém convocou os jornalistas para uma conferência de imprensa na rotunda da Atalaia, na confluência da A23 e da A13, para anunciarem a recolha de mais de 12 000 assinaturas contra as portagens.
 
Manuel Soares, porta-voz da Comissão reafirmou que a “existência de portagens no Médio Tejo (A23 e A13) são um problema para a mobilidade de pessoas e bens. São um entrave ao desenvolvimento social e económico. Não contribuem para a coesão territorial. Potenciam os problemas ambientais nas zonas urbanas e afectam a segurança rodoviária. De notar, ainda, que estas vias são fundamentais no acesso a cuidados de saúde nos três hospitais da Região do Médio Tejo, que constituem o CHMT.”
 
Manuel Sores não esquece que “O troço da A23 entre a A1 e Abrantes foi construído pela antiga JAE (depois EP, agora IP) com dinheiro de fundos comunitários assim como o troço do IC3 entre a Atalaia e Tomar (Alviobeira/Ferreira). Não estamos apenas perante vias sem alternativas e com portagens, estamos perante os preços/quilómetro mais altos praticados em Portugal em rodovias semelhantes. (p.e. mais do dobro que se paga na A1).”
 
A Comissão de Utentes considera que “estão ainda em causa a qualidade ambiental e a segurança das populações das zonas residenciais urbanas e rurais agora atravessadas por milhares de veículos ligeiros e pesados que, antes transitavam nos IP6 e IC3, contribuem para a deterioração das vias utilizadas, alguns troços já em péssimo estado como o caso da N3”.
 
As mais de 12 mil assinaturas recolhidas na Região do Médio Tejo vão ser enviadas ao Ministro das Infraestruturas. Também vai ser dado conhecimento aos Grupos Parlamentares e aos autarcas.
 
Os utentes apelam “para que os deputados do Distrito e os autarcas sensibilizem todo o Parlamento, que em breve vai ter de se pronunciar sobre este assunto (a abolição das portagens), fazendo votos para que à lista divulgada se acrescente a A13”.