O levantamento de iniciativas com grande impacto na promoção da inclusão social dos cidadãos mais velhos nas respetivas comunidades, levado a cabo pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, incluiu um conjunto de medidas da Câmara de Abrantes referenciadas no guia de boas práticas “Ageing in Place”, que em tradução livre quer dizer envelhecer em casa – no seu lugar de afetos.
 
O guia de boas práticas, com o apoio da Fundação Caloust Gulbenkian, sinalizou um conjunto de iniciativas de promoção da inclusão social no sentido de manter as pessoas idosas não só a viver em suas casas, mas também a participar na vida das suas comunidades, pelo tempo mais alargado que lhes for possível.
 
Entre o conjunto de boas práticas promovidas por outras entidades a nível nacional, o estudo inclui como boa prática os seguintes projetos da Câmara Municipal de Abrantes dirigida à população idosa:
teleassistência fixa à população sénior: abrange um conjunto de serviços de resposta imediata em situações de emergência, solidão e ameaça à segurança; este serviço é suportado por equipamentos disponibilizados ao/à utente pelo município numa parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa (que faz a gestão do serviço telefónico); beneficiam desta medida 20 famílias (idosos/as com 65 ou mais anos), havendo a colaboração das Juntas de Freguesia, GNR, PSP e Rede Local de Intervenção Social para a sinalização de idosos/as em situação de isolamento e que reúnem os requisitos para beneficiar da medida;
biblioteca itinerante de Abrantes (BIA): abrange todo o território do Concelho, estando equipada com livros, CD’s, DVD’s, computadores portáteis e jogos de tabuleiros; o veículo está equipado com rampa de acesso para pessoas com dificuldades de mobilidade; para além do circuito regular, realiza um projeto de animação intitulado «Laços de Identidade com a BIA», destinado à população idosa, o qual pretende estimular a leitura fomentando ao mesmo tempo a partilha da memória coletiva e as especificidades (trabalho, alimentação, lazeres, etc.) de cada localidade visitada;
promoção da acessibilidade: através da disponibilização de um circuito em miniautocarro de uso gratuito, o aBUSa, pretende-se facilitar a deslocação ao centro da cidade (comércio, serviços e equipamentos públicos); o veículo está equipado com cadeiras e rampa para pessoas com mobilidade reduzida;
«carrinha do cidadão»: Projeto nascido no âmbito do orçamento participativo, que pretende levar às populações mais distantes da sede do Concelho apoios e serviços básicos que correspondam a necessidades concretas das pessoas aí residentes (apoio na procura de informações, sobre diversos aspetos da vida diária, ajuda no preenchimento de requerimentos e formulários, etc.); este projeto destina-se às freguesias do norte do Concelho, as quais apresentam um maior índice de envelhecimento de acordo com o Plano de Desenvolvimento Social do município;
FinAbrantes: através da linha FinSocial que apoia financeiramente diversas entidades com intervenção na área social, incluindo a saúde, na promoção de atividades desportivas, recreativas e de lazer, de modo a promover hábitos de vida ativa e combater o isolamento social em todas as faixas etárias, com particular realce para a população idosa.
 
Na avaliação realizada ao impacto destas medidas, os autores do estudo que deu lugar ao guia de boas práticas consideraram que, “ Através de um conjunto de medidas concertadas e de uma intervenção que procura responder a necessidades identificadas localmente, a Câmara Municipal de Abrantes implementa efetivamente um Plano Gerontológico (mesmo que não se chame assim) cujo objetivo último é potencializar o conjunto de respostas existentes para garantir segurança e qualidade de vida aos/às idosos/as residentes no município”.
 
O guia pode ser consultado AQUI 
 
Fernanda Mendes