Por ocasião da celebração do Dia Internacional das Mulheres, cerca de 30, vão este ano, evocar e recordar Sophia de Mello Breyner Andresen, em convívio promovido pela AVASOCIAL – Associação Voluntariado e Ação Social do Entroncamento; e que vai ter lugar no próximo domingo, dia 11, na Barragem de Belver.
 
“Escritora universal, mulher digna, cidadã corajosa, portuguesa insigne”, Sophia de Mello Breyner Andresen (mãe do conhecido comentador da SIC – Miguel Souza Tavares), nasceu na cidade do Porto a 6 de novembro de 1919 e faleceu em Lisboa a 2 de julho de 2004. Foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX e a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa - o prémio Camões, em 1999. O seu corpo encontra-se no Panteão Nacional desde 2014.
 
O seu nome tem sido dado a muitas ruas e equipamentos públicos do país. No Entroncamento, também é nome de rua e de um Jardim de Infância público.
 
De família aristocrática, Sophia de Mello Breyner estudou Filosofia Clássica e participou em movimentos universitários, tendo chegado a ser dirigente Católica de Estudantes Universitários. A partir de 1944 passou a dedicar-se à literatura e nesse mesmo ano escreveu diversas poesias que recordam a sua infância e juventude. Após ter-se casado com o político Francisco Souza Tavares e motivada pelo facto de ser mãe de cinco filhos, escreveu contos infantis, entre eles, o bem conhecido - “A Menina do Mar”.
 
Sophia de Mello Breyner participou ativamente da oposição ao Estado Novo, foi candidata pela Oposição Democrática, às Eleições Legislativas de 1968, e sócia fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos. Após a revolução de abril de 1974 foi, logo em 1975, candidata à Assembleia Constituinte pelo Partido Socialista.
 
A obra literária de Sophia de Mello Breyner soa muitas vezes como uma voz de liberdade. A natureza, a cidade, o tempo e o mar, são temas constantes nas suas obras. A sua importante obra para crianças tornou-se um clássico da literatura infantil em Portugal, marcando várias gerações. Desde 2005, os poemas de Sophia de Mello Breyner, encontram-se colocados em exposição permanente no Oceanário de Lisboa.
 
AS COISAS QUE PASSAM, FICAM PARA SEMPRE NUMA HISTÓRIA EXATA. - Sophia de Mello Breyner Andresen”