Paulo Passos, Fátima Capela, Carlos Vicente, Pérsio Basso e Marina Honório - um grupo de amigos carregados de sonhos e projetos uniu-se para criar uma coisa nova. Uma Cooperativa Cultural. Algures no meio entre o tradicional e o contemporâneo. Entre o antigo e o novo. Entre o manual e o tecnológico. Entre a arte e a ciência. Uma organização que nasce inspirada pelo movimento cultural emergente, num território que respira arte. Uma estrutura intermediária de negociação de cultura, mercadoria e identidade. Porque ser um intermediário é também estar no meio, estar entre um lugar e outro, nasce em Vila Nova da Barquinha, um lugar NO MEIO do Médio Tejo. Nasce pela vontade de agregar todo o talento que brota na região. Nasce para potenciar a massa criativa e torná-la motor de desenvolvimento económico e social. Por amor ao território.
 
Os cinco fundadores apresentaram a ideia à comunidade no passado dia 26 de janeiro, no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, numa reunião informal, na presença de autarcas e novos cooperantes, como é o caso de Mona Martins, Ana Madureira ou Tânia Galhano.
 
O projeto tem como objetivo a aglutinação de todos as pessoas da região do Médio Tejo ligadas às artes, à cultura, ao artesanato e às indústrias criativas para a criação de uma grande rede de networking. Mas a Cooperativa está aberta também a profissionais de outros pontos do país.
 
A formação e a dinamização de workshops será um dos seus principais eixos de atuação. A dinamização de eventos culturais será também umas das valências desta organização, que pretende promover uma Bienal de Artes do Médio Tejo.
 
A Cooperativa Cultural tem em curso a construção de um site onde os seus sócios podem mostrar o seu trabalho, uma espécie de montra do talento regional, prevendo-se que numa segunda fase possa fazer vendas on-line de produtos, essencialmente de artesanato, e de serviços. Os cooperantes poderão também participar numa “fanzine” a editar em breve.
 
O Município de Vila Nova da Barquinha, que também aposta ele próprio num modelo de desenvolvimento económico e de regeneração urbana em torno da arte e das indústrias criativas é um dos parceiros desta iniciativa.
 
Para aderir ao “Mercado das Artes” os futuros cooperantes terão de fazer o pagamento de uma joia de ingresso com um custo de 300 euros, que pode ser paga em prestações, além de uma quota mensal de 5 euros + IVA. A Cooperativa pode ser contactada através do email coop.mercadodasartes@gmail.com.