Em democracia ninguém ganha contra ninguém. Não há vencedores nem vencidos. A alternância é a razão de ser do regime democrático. Todas as forças eleitas participam de acordo com a sua representatividade na gestão da coisa pública. A legitimidade democrática advém do voto e da conformidade dos actos dos eleitos com as leis da república. É um exercício sob permanente vigilância - o de Sérgio Oliveira - seja dos próprios vereadores do partido maioritariamente eleito, seja dos vereadores da oposição, eleitos com a mesma legitimidade. E depois, temos a própria assembleia municipal, (órgão deliberativo), em que participam os presidentes das Juntas de Freguesia, mais as forças eleitas directamente (partidárias e movimento de cidadãos). Nunca subestimem a riqueza e a diversidade dos mandatos que compõem a assembleia. Após a tomada de posse todos estão ao serviço do povo mandatário.
 
Com a viragem de século a vida das autarquias e do poder local tem vindo a assumir nova realidade. Diversas alterações de carácter estrutural como sejam os novos modelos de financiamento autárquico, a competitividade (dependente da gestão pública local) a racionalidade da gestão que potencie receitas próprias sem agravar a despesa pública, todas estas alterações consubstanciam um novo paradigma, um novo desafio, para o qual é inevitável ter experiência autárquica no percurso ou em alternativa, ter experiência societária a vários níveis da democracia. Não confundamos conhecimentos e aprendizagens com capacidades e por assim dizer, competências. As imagens e as palavras nada provam ou comprovam. É na acção continuada que se vão testar as capacidades políticas dos eleitos. É aí que se efectua o «transfer». O candidato eleito tem uma carta de recomendação. Neste momento não precisa de provar mais nada a ninguém. Depois, logo se verá.
 
Para que o poder local em Constância seja um agente de desenvolvimento, mister é que assente em dois conhecidos pressupostos essenciais:
 
- um correcto planeamento a nível local a médio e longo prazo;
- uma assumpção clara e responsável das competências dos diferentes níveis de administração, política e técnica.
 
Finalmente, é preciso é urgente uma política que valorize ainda mais o património material e imaterial do Concelho, os valores concelhios, as suas gentes, os seus ilustres, na história e no anonimato da história, sem ostracismos nem revanchismos.
 
Governar para incluir.
 
«Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender.»
Estenda a mão, como Herculano. E verá os frutos da colheita.
 
Bem haja a todos, sem excepção
 
José Luz (Constância)